O sol entrou no quarto de Tomás e fez cócegas no seu nariz. Ele abriu os olhos, sorriu e pulou da sua caminha. Hoje era um dia muito especial: era o Dia do Pai! Tomás queria fazer uma surpresa para o seu papá. “Hoje vou mostrar ao papá o quanto eu o adoro!”, disse, com um sorriso tão grande que quase não cabia no rosto.
Tomás foi buscar a sua caixa de lápis de cor e uma folha de papel. Sentou-se à mesa da cozinha e pensou: “O que posso fazer para o papá sorrir muito?” Olhou pela janela e viu flores no jardim. “Já sei! Vou fazer um ramo de desenhos para o papá!”
Tomás começou a desenhar. Primeiro, uma flor azul, porque o papá gostava do céu. Depois, uma flor amarela, como o sol que brilhava lá fora. Desenhou também uma flor vermelha, de coração, porque o papá tinha um coração muito grande. Tomás parou, olhou para o seu desenho, e pensou: “Hmm… falta cor!”
Pegou no lápis verde e desenhou folhas em todas as flores. Mas, ups! O lápis verde estava pequenino, quase sem ponta. Tentou afiá-lo, mas a ponta partiu-se. “Oh não!”, disse Tomás. Mas logo sorriu e disse: “Não faz mal! O papá diz sempre que o importante é tentar.”
Continuou a desenhar com o que tinha. Fez uma flor roxa, com folhas laranja. Riu-se sozinho: “Esta flor é especial, só existe no meu desenho!” Quis recortar as flores para fazer um bouquet, mas as tesouras da cozinha eram muito grandes para as suas mãos pequeninas. Tentou pedir ajuda à mamã.
A mamã apareceu com um avental cheio de farinha. “Precisas de ajuda, Tomás?” perguntou, sorrindo. Tomás acenou com a cabeça e mostrou o desenho. “Quero fazer um bouquet de desenhos para o papá!” A mamã ajudou a recortar as flores com muito cuidado.
Tomás alinhou as flores recortadas em fila. “Agora falta uma fita”, disse baixinho. Procurou por toda a casa. No cesto dos brinquedos, encontrou uma fita azul, que estava à volta do seu urso de peluche. “Desculpa, Urso, hoje o papá precisa mais desta fita”, sussurrou.
Com a ajuda da mamã, Tomás atou a fita azul à volta do bouquet de desenhos. “Está lindo!”, disse a mamã. Tomás sentiu-se orgulhoso. Mas, de repente, ouviu um barulho na porta: era o papá, que chegava do trabalho.
Tomás escondeu-se atrás da mesa, segurando o bouquet. Quando o papá entrou, Tomás saltou à sua frente e gritou: “Surpresa! Feliz Dia do Pai!” O papá abriu muito os olhos, depois sorriu e ajoelhou-se, para ficar à altura de Tomás. “Que surpresa bonita!”, disse o papá. “É um bouquet de flores-desenhadas só para ti!”, disse Tomás, com os olhos brilhantes.
O papá abraçou Tomás e cheirou o bouquet. “Cheira a felicidade”, disse a rir. Tomás riu também. Depois, sentaram-se os três na cozinha, a partilhar bolinhos e gargalhadas, com o bouquet colorido em cima da mesa.
Tomás sentiu o coração quentinho. Descobriu que, para fazer o papá feliz, bastavam desenhos, laços e muitos abraços. E, nesse dia, todos ficaram com sorrisos enormes, coloridos, e um bocadinho de cor no coração.