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História sobre o dia dos pais 7 a 8 anos Leitura 19 min.

O bolo de cenoura do Bento e o dia do pai cheio de abraços

O coelho Bento prepara uma surpresa de Dia do Pai — um bolo de cenoura e um jogo de charadas — enquanto descobre, com a ajuda da mãe, lições sobre paciência, partilha e pequenos gestos de carinho.

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Personagem principal: um pequeno coelho (Bento), pelo branco e castanho claro, olhos brilhantes e sorriso largo, com um aventalinho às bolinhas laranja, segurando cuidadosamente um bolo redondo laranja e chocolate com uma gota de chocolate no nariz, ar entusiasmado e orgulhoso; personagem secundária: a mãe (Coelha Lídia), pelo creme, lenço floral no cabelo, avental florido, sorriso terno e mãos ainda com farinha, à esquerda do coelho, olhar encorajador; personagem secundário: o pai (Coelho Artur), coelho alto e magro com bigodes suaves e óculos redondos, sentado à direita da mesa, expressão surpresa e emocionada, braços semiabertos pronto para abraçar; local: cozinha-sala acolhedora em madeira clara, grande mesa com toalha de cenouras, forno aberto, raios de sol entrando pela janela, potes de especiarias e frutos dispostos ao redor do bolo; situação: entrega do bolo para o Dia dos Pais — Bento apresenta um bolo com cobertura de chocolate levemente escorrendo e círculo de morangos e bananas, atmosfera doce, alegre e íntima com gestos afetuosos e olhares cúmplices entre os três. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Dia do Papai e um Plano Cheio de Farinha

Na toca mais alegre do prado, o Coelho Bento acordou com um pulo tão animado que quase caiu da cama de feno. Era Dia do Pai. O sol entrava em risquinhos dourados pela janela, como se estivesse a desenhar bigodes no chão.

Bento pôs a pata no queixo e sussurrou para si mesmo:

“Hoje vou fazer uma surpresa do tamanho das orelhas do papai.”

O pai do Bento, o Coelho Artur, era um coelho alto, de bigode macio e riso fácil. Ele dizia sempre que o amor se via nos gestos pequenos: um abraço apertado, uma cenoura bem lavada, um “obrigado” dito com vontade.

Bento espreitou para o corredor. Ouviu o pai a arrumar coisas na sala, a cantarolar baixinho. Era a hora perfeita para preparar um pequeno-almoço especial. Mas havia um problema… Bento sabia fazer torradas de folha de alface (era só alface em cima de uma pedra quente), mas queria algo mais… de festa!

Foi então que viu, na prateleira da cozinha, um caderno de receitas com capa azul e manchas antigas de chocolate. No canto estava escrito: “Receitas do Coração (e um pouco da barriga)”.

Bento abriu o caderno com cuidado. As páginas cheiravam a canela e a histórias antigas. Encontrou uma receita que parecia feita para o Dia do Pai: “Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate”.

Os olhos do Bento brilharam como duas uvas. Ele leu em voz alta, bem devagar, porque as palavras gostavam de calma:

“Cenouras… farinha… ovos… açúcar… e… paciência.

“Paciência?” Bento franziu o nariz. “Isso vende-se em frasco?”

A mãe do Bento, a Coelha Lídia, entrou na cozinha com um avental florido.

“Bom dia, artista! Que cara de ideia é essa?”

“Vou fazer um bolo para o papai!” anunciou Bento, inflando o peito. “Sozinho… quer dizer… quase sozinho.”

A mãe sorriu, como quem guarda um segredo no bolso.

“Eu posso estar aqui para ajudar só se pedires. Mas a surpresa é tua.”

Bento assentiu com força.

“Vou tentar. E se eu me enganar… eu… eu improviso com doçura!”

A mãe riu.

“Essa é a frase mais bonita que já ouvi de um cozinheiro de orelhas grandes.”

Começaram. Bento lavou as cenouras, mas uma delas escorregou, fez “ploc!” e foi parar dentro do balde de água. Bento olhou para a cenoura, ofendido:

“Cenoura, hoje não é dia de nadar!”

Ele ralou as cenouras com cuidado. A cada raspadinha, fazia uma careta, como se a cenoura estivesse a contar-lhe cócegas pela mão. Depois mediu a farinha, mas a farinha decidiu virar nuvem e pousar no nariz do Bento.

A mãe apontou:

“Olha, agora tens bigode de padeiro.”

Bento espirrou:

“Atchim! Pronto, a farinha já me ama.”

Misturou os ingredientes. A massa ficou laranja e cheirosa. Bento mexia devagar, lembrando-se da palavra “paciência”. Era como mexer uma poça de pôr do sol.

Enquanto isso, o pai Artur passou pela porta da cozinha e perguntou:

“Que cheiro bom! Estão a fazer o quê?”

Bento, rápido como um salto, tapou a tigela com o corpo.

“Ah… estamos a fazer… hum… uma… sopa invisível!”

O pai arqueou a sobrancelha.

“Sopa invisível? Isso dá para comer?”

“Só se o senhor acreditar muito,” disse Bento, tentando não rir.

O pai riu-se mesmo assim.

“Então vou acreditar lá da sala. Boa sorte com a sopa!”

Quando o pai saiu, Bento suspirou de alívio.

“Ufa! A surpresa continua.”

Puseram o bolo no forno. Bento fechou a porta do forno como se estivesse a guardar um tesouro. E agora vinha a parte mais difícil: esperar.

“Quanto tempo falta?” Bento perguntou.

A mãe apontou para o relógio.

“Quarenta minutos.”

Bento arregalou os olhos.

“Quarenta?! Isso é quase… uma vida inteira de coelho!”

A mãe piscou.

“É o momento perfeito para outra surpresa. Que tal uma brincadeira para o papai?”

Bento ficou a pensar, e então lembrou-se: charadas gentis! O pai adorava brincar. Bento imaginou o pai a tentar adivinhar, com a cara toda séria e depois a rir.

“Vamos fazer charadas!” decidiu Bento. “Charadas com carinho.”

E assim, com o bolo a crescer no forno, Bento começou a preparar a segunda parte do Dia do Pai: risos servidos em porções pequenas e quentinhas.

Capítulo 2: Charadas que Abraçam

Quando o tempo do bolo ainda parecia grande como uma montanha, Bento foi até à sala, onde o pai Artur estava sentado a ler um livro. O pai usava óculos redondos que sempre escorregavam um bocadinho, e Bento achava isso muito engraçado.

Bento pigarreou, tentando parecer importante.

“Senhor Papai, eu venho convidá-lo para uma atividade muito séria.”

Artur fechou o livro.

“Muito séria? Agora fiquei com medo… de rir.”

“É um campeonato de charadas gentis!” anunciou Bento. “As regras são simples: eu faço gestos e o senhor adivinha. Mas só valem coisas boas, nada de sustos.”

“Perfeito,” disse o pai. “O meu coração gosta dessas regras.”

A mãe sentou-se ao lado, com um pano de prato na mão, como se fosse uma bandeira de árbitro.

“Estou pronta para apitar se alguém fizer gestos perigosos,” brincou.

Bento começou com a primeira charada. Ele abriu os braços bem grande, fingiu que estava a abraçar uma árvore, e depois apontou para o pai, sorrindo.

Artur pensou:

“Hum… tu és uma árvore?”

Bento abanou a cabeça, rindo em silêncio.

“Tu és… um casaco?”

Bento fez um “não” ainda maior e bateu no peito, como quem diz: “é isto!”

A mãe soprou baixinho:

“Lembra-te, é algo que faz bem.”

Artur bateu com o dedo na testa.

“Já sei! É um abraço!”

Bento saltou de alegria.

“Sim! Abraço de pai!”

Artur abriu os braços.

“Então vem cá buscar pontos.”

Bento correu e recebeu um abraço que cheirava a casa e a segurança. O pai sussurrou:

“Este é o meu prémio favorito.”

Segunda charada. Bento fingiu que estava a segurar uma colher, mexendo uma panela, e depois fez cara de quem prova algo delicioso.

Artur riu:

“Isso eu conheço! Estás a cozinhar.”

Bento apontou para a cozinha e fez um gesto como se o bolo estivesse a crescer, crescendo, crescendo.

“Estás a fazer… hum… um vulcão de cenoura?” arriscou o pai.

Bento teve de tapar a boca para não gargalhar. A mãe levantou o pano de prato como se fosse um cartão amarelo.

“Vulcão é perigoso, senhor Artur!”

Artur fingiu que estava a ser expulso:

“Desculpa, desculpa. Deixa-me tentar outra vez. Estás a fazer um bolo!”

Bento fez sinal de “certo” com as duas patas.

“Mas é segredo! Shhh!”

Terceira charada. Bento pôs as mãos na cabeça, fez cara de preocupado, depois sentou-se e ficou muito quieto, como se fosse uma estátua a esperar.

Artur observou.

“Isso é… esperar?”

Bento acenou com força.

“Esperar com… paciência?”

Bento levantou as orelhas, orgulhoso. Era exatamente isso. A mãe sorriu, satisfeita, como se o bolo lá dentro também estivesse a sorrir.

“Sabes,” disse Artur, “esperar é difícil. Mas é uma forma de amor também. Quando esperas por alguém, é porque essa pessoa vale o tempo.”

Bento ficou a pensar nisso. O tempo, afinal, podia ser um presente embrulhado devagar.

Quarta charada. Bento começou a fazer passos pequeninos, como se estivesse a caminhar numa linha, depois apontou para o coração e depois para a mãe e para o pai.

Artur coçou o bigode.

“Caminhar… com o coração… com a família…”

Bento fez gesto de dividir algo ao meio, com cuidado.

“Partilhar!” adivinhou o pai.

Bento fez uma festa silenciosa, abanando o rabo de alegria. A mãe deu uma palminha.

“Duas equipas, um só sorriso.”

Quando a brincadeira terminou, Bento perguntou:

“Papai, qual foi a charada mais fácil?”

Artur pensou e respondeu:

“A do abraço. Porque eu conheço esse gesto desde o dia em que tu nasceste.”

Bento corou por baixo do pelo.

“Então hoje vai ter muitos.”

O relógio fez “tic-tac” e, lá da cozinha, veio um “plim!” suave: o forno avisava que estava quase. Bento farejou o ar. Cheirava a cenoura doce e a festa.

Bento piscou para a mãe:

“Agora vem a parte da cobertura. A parte escorregadia do chocolate!”

Artur levantou-se.

“Eu posso ajudar?”

Bento pôs as patas na cintura, com ar de chefe.

“Hoje o senhor é convidado especial. Só pode ajudar com… sorrisos.”

“Ah, isso eu faço muito bem,” disse Artur, rindo.

E lá foram para a cozinha, onde o bolo os esperava como um sol redondo, pronto para ser enfeitado com carinho.

Capítulo 3: A Cobertura, a Paciência e um Pequeno Desastre Saboroso

Na cozinha, Bento abriu o forno com cuidado, usando luvas grandes demais para as suas patas. Parecia um coelho a usar almofadas nas mãos.

“Cuidado, chefão,” avisou a mãe. “Está quente.”

Bento puxou a forma. O bolo estava alto, fofo, e com um cheirinho que fazia até a janela querer dar uma espreitadela.

Artur aproximou-se e inspirou fundo.

“Uau. Isso é perfume de Dia do Pai.”

Bento estufou o peito outra vez.

“Agora a cobertura! Chocolate brilhante, como sapatos novos.”

A mãe colocou numa panela um pouco de chocolate e manteiga. Bento mexia devagar. Muito devagar. Lembrou-se da charada da paciência e tentou ser uma estátua calma.

Mas o chocolate tinha ideias próprias. Primeiro ficou duro. Depois derreteu rápido. E então… fez uma bolha, “plop!”, e um pinguinho saltou para a ponta do nariz do Bento.

Bento ficou imóvel, olhos cruzados a tentar ver o próprio nariz.

“Mãe… eu virei um bolo?”

A mãe riu:

“Viraste uma decoração.”

Artur inclinou-se e disse, sério:

“Senhor Coelho Bento, tem aí um pontinho de chocolate. Posso… hum… ‘limpar'?”

Bento hesitou, fingindo pensar muito.

“Só se for um pai muito bem treinado.”

Artur deu uma lambidinha rápida no chocolate do nariz do Bento e fez cara de especialista.

“Confirmo: chocolate de alta qualidade.”

Bento caiu na gargalhada. Era um riso tão grande que quase abanou as orelhas como bandeiras.

Depois veio a parte mais difícil: esperar o bolo arrefecer antes de pôr a cobertura. Bento queria despejar o chocolate já, já, já. Mas a mãe segurou-lhe a pata.

“Se puseres agora, vai derreter e escorrer.

Bento olhou para o bolo como se estivesse a falar com ele:

“Bolo, por favor, arrefece mais depressa.”

O bolo não respondeu, claro. Bolo é educado, mas é silencioso.

Artur sentou-se à mesa e bateu de leve com os dedos.

“Vamos fazer uma coisa: enquanto o bolo arrefece, eu conto uma história rápida.”

Bento adorava histórias rápidas, especialmente quando tinham partes engraçadas.

“Quando eu era pequeno,” começou Artur, “tentei fazer uma salada para o meu pai. Eu achei que ‘salada' era tudo o que coubesse numa tigela.”

Bento arregalou os olhos.

“E o que puseste?”

“Folhas, claro. Mas também pus… uma pedrinha bonita que eu achei no caminho.”

Bento levou as patas à boca.

“Uma pedrinha?!”

“Sim. E pus uma flor. E… uma cenoura inteira, sem cortar. Parecia mais um vaso do que uma salada.”

Bento riu tanto que quase caiu da cadeira.

“E o teu pai comeu?”

“Ele olhou, sorriu e disse: ‘O ingrediente mais importante já está aqui: o teu carinho.' Depois tirou a pedrinha, claro. Ninguém quer mastigar uma pedrinha, a menos que seja um castor.”

Bento limpou uma lágrima de riso.

“Então, se a minha cobertura escorrer… ainda vale?”

Artur piscou.

“Vale sempre. Mas vamos tentar fazer escorrer só um pouquinho, para ficar bonito.”

Finalmente o bolo arrefeceu. Bento pegou na panela de chocolate com as duas patas e começou a despejar por cima. O chocolate caiu como uma cascata escura e brilhante. Por um segundo ficou perfeito.

Depois, Bento quis “só mais um bocadinho” e inclinou demais a panela. A cobertura começou a escorrer pelas laterais como se o bolo estivesse a pôr um casaco muito grande.

“Oh não!” Bento arregalou os olhos.

A mãe aproximou-se rápido, mas com calma.

“Está tudo bem. Vamos resolver juntos.”

Artur apontou para o prato.

“Olha, agora temos ‘chocolate extra' no prato. Isso é uma bênção.”

Bento respirou fundo.

“Eu posso improvisar com doçura,” repetiu, como um lema.

A mãe trouxe morangos e rodelas de banana.

“Se colocarmos fruta à volta, fica como um jardim.”

Bento começou a arrumar as frutas no prato, formando um círculo colorido. O chocolate escorrido virou um caminho brilhante entre as frutas.

Artur bateu palmas devagar.

“Parece uma pista de dança para morangos.”

Bento animou-se.

“E a banana é o público!”

A mãe deu-lhe um beijo na testa.

“Vês? Esforço e paciência não significam fazer perfeito. Significam tentar com amor e continuar com esperança.”

Bento olhou para o bolo-jardim e sentiu o peito quentinho. A surpresa estava pronta. E agora faltava a parte mais importante: partilhar.

Capítulo 4: A Mesa Arrumada e o ‘Eu Amo-te' em Pequenos Gestos

Bento levou o bolo com cuidado para a mesa da sala. A mãe colocou um pano limpo e bonito, com desenhos de cenouras pequeninas. Artur trouxe pratos e copos, assobiando uma música alegre.

Bento apontou para a cadeira do pai.

“Hoje essa é a cadeira do rei do Dia do Pai.”

Artur sentou-se com pose de rei e disse:

“Eu declaro este momento oficialmente delicioso.”

Antes de comer, Bento pigarreou, agora com voz de apresentação.

“Papai… eu fiz um bolo. Quer dizer… eu fiz um bolo com um pouco de ajuda e um pouco de chocolate aventureiro. E também fizemos charadas. E eu quero dizer…”

Ele hesitou, procurando as palavras certas, como quem procura uma cenoura escondida.

“Eu quero dizer obrigado por seres o meu pai. Por me ensinares a esperar, a tentar outra vez e a rir quando o chocolate cai no nariz.”

Artur ficou com os olhos brilhantes, mas o sorriso continuou leve.

“Bento, tu és a minha melhor aventura. E hoje tu me deste uma festa feita de tempo, carinho e… cobertura a mais.”

A mãe fingiu limpar uma lágrima com o pano de prato.

“Está proibido chorar em cima do bolo,” brincou. “Senão vira bolo salgado.”

Todos riram.

Bento cortou uma fatia. O bolo estava fofinho por dentro, bem laranja, e a cobertura brilhava como noite estrelada. Ele entregou a primeira fatia ao pai com as duas patas, como se fosse um presente.

Artur provou e fechou os olhos por um segundo.

“Hmmm. Isto tem sabor a ‘eu te amo'.”

Bento abriu um sorriso enorme.

“Tem também sabor a ‘eu esperei quarenta minutos'!”

A mãe provou também.

“E tem sabor a partilha. O melhor de todos.”

Depois do lanche, Bento levantou-se de repente.

“Mais uma charada! A última!”

Artur pousou o garfo.

“Estou pronto.”

Bento fez gesto de limpar, varrer, arrumar. Depois apontou para a mesa e fez um sinal de brilho com as patas.

Artur riu.

“Ah, essa eu sei! É… ‘mesa limpa'!”

Bento confirmou com entusiasmo.

“Sim! Porque no fim da festa, a mesa fica limpinha, como um abraço bem dado.”

A mãe levantou-se.

“Então mãos à obra, equipa do amor.”

Os três começaram a arrumar juntos. Bento levou os pratos, a mãe limpou migalhas, e Artur passou um pano com cuidado. Bento reparou que o pai fazia aquilo com calma, sem pressa, como se até limpar a mesa fosse um gesto importante.

“Papai,” disse Bento, “obrigado por arrumares comigo.”

Artur respondeu:

“Arrumar junto é outra forma de dizer ‘estou contigo'. E além disso, eu gosto de ver a mesa a ficar bonita outra vez.”

Quando terminaram, a mesa ficou limpa e brilhante. O pano com cenouras parecia ainda mais alegre. Bento olhou em volta: a cozinha arrumada, a sala em ordem, e os três juntinhos.

A mãe pôs os braços à volta dos dois.

“Feliz Dia do Pai.”

Artur abraçou Bento com firmeza e doçura.

“Feliz Dia do Pai para mim. E feliz Dia do Filho para ti.”

Bento riu.

“Existe esse dia?”

“Existe,” disse Artur. “É todos os dias em que tu me fazes sorrir.”

Bento encostou a cabeça no peito do pai e pensou que o amor era assim: feito de tentativas, esperas, partilhas, charadas e um pouquinho de chocolate no nariz.

E, naquela tarde luminosa, a casa ficou cheia de silêncio bom, de risos pequenos e de uma mesa limpa, pronta para o próximo abraço.

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Prado
Campo aberto onde crescem plantas e onde os animais brincam.
Sussurrou
Falou muito baixinho, quase sem fazer barulho.
Prateleira
Prato ou apoio na parede para guardar coisas na cozinha.
Canela
Especiaria marrom que cheira bem e se usa em bolos.
Paciência
Esperar sem ficar zangado, com calma e cuidado.
Avental
Peça de pano que se põe na frente para não sujar a roupa.
Raspadinha
Pequenas tiras que saem quando se rala uma cenoura.
Tigela
Recipiente redondo onde se misturam ingredientes.
Forno
Lugar quente onde se assam bolos e pães.
Plim!
Som curto que indica que algo terminou no forno.
Charadas
Jogos em que se faz gestos ou pistas para adivinhar.
Cobertura
Parte que se põe por cima do bolo, como chocolate.
Escorrer
Cair ou sair devagar, como líquido pela lateral.
Arrefecer
Ficar mais frio, diminuir a temperatura devagar.
Improvisar
Fazer algo com o que se tem na hora, sem planejar muito.
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