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História de Agricultor e de Fazenda 3 a 4 anos Leitura 6 min.

Maria e Tomás: um dia de surpresas na quinta

Maria e Tomás cuidam da quinta juntos, aprendendo sobre plantar, alimentar os animais e a importância de pedir ajuda enquanto enfrentam surpresas do dia.

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Uma mulher adulta, Maria, sorridente, cabelo castanho preso, veste jaqueta verde e botas enlameadas, puxa uma grande lona azul para cobrir caixotes de legumes enquanto o menino de 3 anos Tomás, baixinho e rechonchudo, de boné vermelho, segura uma ponta com orgulho e a avó Rosa, cabelos grisalhos presos, em vestido floral, segura a outra ponta junto ao porão de madeira; ao fundo à direita, a vaca ruça Lila pasta calmamente com um guizo, várias galinhas brancas e malhadas ciscam milho perto dos caixotes cheios de tomates, batatas e abóboras, no pátio da fazenda de chão encharcado com poças brilhantes, varanda de celeiro vermelha à esquerda e céu meio ensolarado com leve chuva formando um arco de luz — família unida protegendo os legumes, expressões contentes, atmosfera acolhedora e cores contrastantes. reportar um problema com esta imagem

A Maria acordou cedo na quinta. O céu ainda estava cor-de-rosa. O ar cheirava a terra molhada. Ela vestiu as botas e sorriu. “Bom dia, quinta.”

O Tomás, pequenino, veio a correr. Tinha três anos e olhos curiosos. “Maria, o que vais fazer?”

“Vou cuidar da terra e dos animais,” disse ela, com voz suave. “Queres vir comigo?”

“Quero!”

A Maria pegou numa pequena enxada. O Tomás pegou numa pazinha. Eles foram até à horta. As folhas de alface brilhavam com gotinhas. As cenouras dormiam debaixo do chão.

A Maria ajoelhou-se. Com cuidado, abriu um sulco na terra. A terra era fofinha e fresca. “Vês, Tomás? A terra é como uma cama. As sementes descansam aqui.”

Ela mostrou sementes pequenas, como pontinhos. “São sementes de feijão. Primeiro são pequeninas. Depois crescem, crescem, crescem.”

O Tomás repetiu, contente: “Crescem, crescem, crescem!”

A Maria pôs as sementes. Tapou com terra. Depois regou com um regador azul. A água fez “plim, plim”. “A planta precisa de água e de sol,” explicou. “E de paciência.

“Paciência é esperar?” perguntou Tomás.

“É sim,” respondeu a Maria. “Esperar com carinho.”

Depois foram ao galinheiro. As galinhas cacarejavam. “Có-có-có!” A Maria abriu a porta devagar. “Olá, meninas.”

O Tomás riu. “Elas falam!”

“Falam à maneira delas,” disse a Maria. Ela pôs milho no chão. As galinhas bicaram rápido. “As galinhas dão ovos,” contou. “E nós damos comida e uma casa segura. É uma troca.”

O Tomás olhou para um ninho. “Um ovo!”

“Sim,” disse Maria. Ela pegou no ovo com duas mãos, bem devagar. “É frágil. Como uma bolinha de sabão. Seguramos com cuidado.”

Mais à frente, a vaca Lila mastigava feno. “Muu,” fez ela, tranquila. A Maria passou a mão no pescoço da Lila. “Esta é a Lila. Ela dá leite.”

“Leite para o meu copo?” perguntou Tomás.

“Para o teu copo,” disse a Maria, “e para muitas pessoas. O trabalho do agricultor ajuda a encher mesas.”

O vento mudou um bocadinho. Uma nuvem passou e trouxe um pinguito aqui e ali. A Maria olhou para cima. “Hum… pode chover.”

Ela caminhou rápido até às caixas de legumes. Havia abóboras, batatas e tomates bem vermelhos. Mas algumas caixas estavam destapadas.

O Tomás arregalou os olhos. “Vão ficar molhados!”

“Vamos resolver,” disse a Maria, calma. “Aqui, a quinta às vezes faz surpresas. Mas nós damos conta.”

Ela chamou: “Avó Rosa!”

A Avó Rosa apareceu à porta do celeiro. Tinha um lenço na cabeça e um sorriso grande. “O que foi, Maria?”

“Pode chover. Ajuda-nos a tapar as caixas?” pediu Maria.

“Claro,” disse a Avó. “Em equipa é mais fácil.”

A Maria pegou numa lona. A Avó segurou a ponta. O Tomás segurou uma pontinha também, bem orgulhoso. Eles puxaram juntos. “Um, dois, três!”

A lona cobriu as caixas. Nesse momento, a chuva caiu um pouco mais. “Plic, plac, plic, plac.” Nada assustador. Só uma chuvinha de regar o mundo.

O Tomás bateu palminhas. “Conseguimos!”

“Conseguimos,” repetiu a Maria. “Ajudar faz o trabalho ficar leve.”

A chuva passou depressa. O sol voltou e deixou um cheirinho bom, de terra e folhas. A Maria foi ver o campo de milho, só um instante. As plantinhas faziam uma fila verde. Ela endireitou uma estaca e tirou uma ervinha daninha com um puxão pequeno. “Cuidar é assim,” disse. “Um bocadinho cada dia.”

Ao fim da tarde, o céu ficou dourado. A Maria lavou as mãos. Estavam cansadas, mas felizes. Na cozinha, a mesa já estava posta. Havia sopa de legumes da horta, pão e queijo. A Avó Rosa mexia a panela. O Primo Miguel cortava o pão. O Tomás cheirou a sopa e fez “hmmm”.

A Maria sentou-se com eles. “Hoje a quinta trabalhou connosco,” disse ela.

“E nós ajudámos a quinta,” disse o Tomás, muito sério.

A Avó riu. “Isso mesmo.”

Enquanto comiam, a Maria contou: “Plantámos feijão. Demos milho às galinhas. Guardámos os legumes da chuva.”

O Primo Miguel disse: “Amanhã eu trato de levar as caixas para a carrinha.”

A Avó Rosa disse: “Eu posso dar de comer às galinhas de manhã.”

A Maria respirou fundo. Sentiu o peito mais solto. “Obrigada,” disse ela. “Às vezes eu quero fazer tudo. Mas posso delegar.

“Del… o quê?” perguntou Tomás, com a boca cheia de pão.

“Delegar,” explicou a Maria. “É pedir ajuda e confiar. Assim eu respiro melhor.”

O Tomás fez uma respiração grande. “Assim?”

“Assim,” disse a Maria, fazendo igual. Todos respiraram juntos, devagarinho.

Depois, já com a barriga quentinha, a casa ficou silenciosa e calma. Lá fora, a quinta descansava. A Maria olhou pela janela. Viu a lua subir, mansa. Pensou na terra, nas sementes, nas galinhas, na Lila, e nas pessoas à mesa.

“Quando a gente se ajuda,” sussurrou ela, “a quinta fica feliz. E o coração também.”

O Tomás encostou a cabeça no ombro dela. “Boa noite, Maria.”

“Boa noite, Tomás,” respondeu ela, com um sorriso pequeno. E, com a ajuda de todos, a Maria sentiu que podia cuidar, respirar e sonhar.

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Quinta
Lugar onde se planta e cuidam animais, como uma pequena fazenda.
Cor-de-rosa
Uma cor parecida com o rosa, como o céu de manhã.
Sulco
Uma racha na terra onde se põem as sementes.
Sementes
Pequenos pontinhos que crescem e viram plantas.
Regador
Recipiente com buraquinhos para dar água às plantas.
Paciência
Esperar devagar, com calma, sem ficar zangado.
Galinheiro
Casa onde ficam as galinhas.
Cacarejavam
Som que as galinhas fazem: có-có-có.
Ninho
Cama feita pelas aves para pôr os ovos.
Frágil
Que se parte ou quebra com facilidade, precisa cuidado.
Celeiro
Lugar na quinta onde se guardam coisas e comida.
Lona
Tecido forte que cobre e protege objetos da chuva.
Ervinha daninha
Planta que nasce onde não foi posta e atrapalha.
Estaca
Taco de madeira fincado na terra para apoiar plantas.
Delegar
Pedir ajuda a outra pessoa para fazer uma tarefa.

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