Luzinha está na gruta de cristal. A gruta brilha devagar. Tudo é macio, tudo é calmo. Luzinha respira devagar. O ar entra, o ar sai. O som do sino é suave. “Tlim, tlim,” canta o sino. Luzinha escuta. O coração fica tranquilo.
Luzinha vê um livro mágico. O livro se abre sozinho. As páginas brilham. O livro sussurra: “Vamos respirar.” Luzinha senta, pernas cruzadas. Mãos nos joelhos, costas direitas. Inspira, expira. Sente o ar. O peito sobe, o peito desce. Luzinha sorri. O som do sino acompanha. “Tlim, tlim,” com a respiração.
Luzinha deita devagar. Pernas esticadas, braços ao lado. Fecha os olhos. O livro diz: “Sente o chão, sente o corpo.” O chão é fresco, o corpo é leve. A luz da gruta dança nas paredes. Luzinha pensa em nuvens suaves. As nuvens flutuam, devagar, devagar.
O coração de Luzinha bate calmo. Tum-tum, tum-tum, devagarinho. O sino canta baixinho. “Tlim, tlim.” Luzinha sente o silêncio. Dentro de Luzinha, tudo fica calmo. As ideias voam como borboletas. As borboletas pousam, dormem.
A noite chega devagar. A gruta fica escura, fica macia. A noite cobre Luzinha num manto quente. Luzinha sorri, escuta o próprio coração. Tudo está bem. Luzinha sonha sonhos doces. Tudo é paz, tudo é silêncio.