Era uma vez, numa cidade muito grande e muito bonita, cheia de prédios altos e árvores verdes, vivia uma menina chamada Luna. Luna tinha quatro anos e adorava passear com seus pais pelos jardins suspensos. Na cidade de Luna, tudo era misturado: as casas tinham flores nas janelas, os carros eram pequenos e brilhantes, e os pássaros cantavam em cada esquina.
O sol brilhava forte, como um grande sorriso no céu. Era o dia mais quente do ano. Luna usava um chapéu azul com estrelas brilhantes. Ela andava pela praça, segurando a mão da sua boneca, Mimi. As árvores faziam sombra, e robôs pequeninos regavam as plantas com seus regadores prateados. Luna gostava de ver os robôs trabalhando. Eles sempre diziam "Bom dia!" com vozes engraçadas.
De repente, Luna ouviu uma musiquinha diferente. Era o som da torre central, bem no meio da cidade. A torre era alta, feita de vidro e luzes coloridas. No topo, uma flor gigante girava e iluminava tudo. A música dizia: “Atenção, amigos! Está muito quente! Vamos para um lugar fresquinho!”
Luna olhou para Mimi e sorriu. “Vamos para o abrigo fresco, Mimi!” Ela viu seus amigos e vizinhos caminhando devagar. Todos pareciam felizes, conversando e rindo. Um robô azul chamado Pipo veio até ela e disse: “Oi, Luna! Posso te ajudar a chegar ao abrigo?”
Luna respondeu: “Sim, Pipo! Quero ir com você!”
Pipo piscou com seus olhos de luz. “Vamos juntos. O abrigo é logo ali, perto do lago brilhante.” Luna segurou a mão de Pipo. Eles passaram por jardins cheios de flores amarelas e borboletas que voavam devagar. Os carros flutuavam silenciosos, como peixinhos no ar.
Pelo caminho, Luna viu outras crianças. “Oi, Luna!”, disse Tomás, seu amigo. “Oi, Tomás!”, respondeu Luna, sorrindo. Todos caminhavam juntos, seguindo as setas brilhantes no chão. As setas mudavam de cor: azul, verde, rosa. Era divertido seguir as luzes.
Chegaram ao lago brilhante. A água era clara, cheia de peixinhos dourados. Ao lado do lago, havia uma porta grande feita de folhas verdes e luzes cintilantes. Pipo disse: “Aqui é o abrigo. Vamos entrar?”
Luna entrou devagar. Lá dentro, era fresco e gostoso. O chão era macio, feito de grama fofa. Havia almofadas coloridas, brinquedos e livros. No teto, luzes suaves brilhavam como estrelas. Os adultos estavam lá também, sorrindo e conversando.
Uma senhora de cabelo branco se aproximou. “Que bom que você veio, Luna! Aqui dentro, todos ficam fresquinhos e felizes.” Luna sentou com Mimi em uma almofada azul. Pipo trouxe um copo de suco gelado. “Obrigado, Pipo!”, disse Luna, contente.
De repente, Luna ouviu risadas. Era Tomás brincando com um robô em forma de cachorro. O robô abanava o rabo e fazia cócegas nas crianças. Luna gargalhou. “Que divertido!”, disse ela.
Logo, mais crianças chegaram. Todos brincavam juntos. As árvores do abrigo soltavam um cheirinho doce de frutas. Luna fechou os olhos e respirou fundo. Sentiu-se segura e feliz.
Após um tempo, a musiquinha tocou de novo. “Podem sair, amigos! O sol já está mais calmo.” Todos aplaudiram. Luna se levantou, pegou Mimi e segurou a mão de Pipo.
“Vamos ver o sol, Pipo?”, perguntou Luna.
“Vamos sim, Luna!”, respondeu Pipo.
Lá fora, a cidade estava calma. O vento soprava devagar, refrescando todos. As árvores balançavam suas folhas e os robôs dançavam uma música alegre. Luna olhou para o céu azul e sorriu.
“Hoje foi um dia bonito”, disse Luna. Pipo sorriu de volta. “Sim, Luna. Tudo fica melhor quando estamos juntos.”
Luna caminhou com seus amigos, sentindo o chão fresquinho e feliz. Ela sabia que, na cidade do futuro, sempre teria um lugar seguro, cheio de amigos, luzes e alegria. E, assim, Luna continuou a brincar, rodeada de carinho e de sonhos.