Carregando...
História de cidade futurista 3 a 4 anos Leitura 5 min.

A cidade que aprendia

Luna visita a vizinha Dona Amélia numa cidade sensível que escuta e responde com pequenos gestos tecnológicos e ternos, enquanto elas trocam histórias, carinho e cuidado.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Luna, menina de 4 anos, alegre e carinhosa, cabelo castanho curto, jaqueta amarela e vestido floral, oferece uma maçã vermelha à vizinha idosa Dona Amélia, cerca de 70 anos, sorridente e um pouco cansada, cabelo grisalho preso em coque, vestido estampado e manta colorida no colo, sentada perto da porta e olhando com ternura; o gato laranja Tico aconchega-se no colo dela ronronando; um pequeno robô regador branco e azul sobre rodas, com olhos luminosos e braços finos, rega plantas suspensas perto da janela; local: corredor de prédio futurista e acolhedor com paredes creme, portas circulares numeradas, plantas pendentes e luz dourada entrando por uma grande janela; cena de gesto afetuoso e ambiente caloroso. reportar um problema com esta imagem

Era uma manhã azul no Tempo-Cidade. Prédios altos brilhavam como latas de tinta nova. Ruas tinham trilhos suaves onde carros cantavam baixinho. A cidade acordava lenta e curiosa. Ela olhava pelas janelas e aprendia com cada som. Aprendia com cada passo.

Luna tinha quatro anos. Ela morava num apartamento com janelas redondas cheias de plantas. Luna gostava de bolachas de aveia, de cantarolar com o gato Tico e de olhar o painel que mostrava o dia. O painel dizia que era "Sol de Primavera". Luna pegou sua pequena mochila amarela. Colocou uma maçã dentro. E saiu.

No caminho, o chão se ajeitava. Pisos que sabiam aprender reconheciam o passo de Luna e ficavam quentinhos. As luzes mudavam de cor para acompanhar seus olhos. A cidade lembrava. A cidade aprendia.

Luna ia visitar a vizinha Dona Amélia. Dona Amélia morava sozinha no andar de baixo. Ela gostava de histórias e de chás de hortelã. Ultimamente, estava um pouco quieta. A cidade percebeu isso. Janelas piscavam de leve, como se fossem olhos dizendo: "Vamos ajudar".

Luna desceu e apertou o botão do elevador. O elevador era redondo e gostava de abraços. Ele se encolhia um pouco para que Luna tivesse espaço. "Bom dia, Lua", disse o elevador num sussurro gentil. "Bom dia", respondeu Luna com um sorriso. O elevador abriu e desceu como um suspiro.

No corredor, um drone-extensor trouxe a correspondência. Ele fez uma pequena dança no ar e entregou uma carta com um laço azul. A carta era de uma amiga de Dona Amélia. "A cidade ouviu", pensou Luna. "A cidade quer ajudar."

Quando Luna chegou, bateu na porta com dois toquinhos. A porta abriu. Dona Amélia estava sentada numa cadeira com uma manta colorida. Seus olhos brilharam. "Luna!" disse ela, com voz doce. "Que alegria."

Luna entrou. A casa tinha plantas penduradas e uma luz que mudava de tom quando as plantas precisavam de água. Havia um rádio antigo que falava com a cidade. O rádio fez uma musiquinha e contou que a praça fora varrida esta manhã porque uma criança gostava de correr ali. A cidade contava as pequenas coisas.

"Como você está?" perguntou Luna, sentando-se ao lado de Dona Amélia. "Estou bem, minha querida", respondeu ela, mas os dois sabiam que "um pouco cansada" estava no ar. A cidade percebeu e enviou uma ajuda: um pequeno robô regador empurrou a porta. Ele tinha olhos brilhantes e rodinhas macias. "Posso regar suas plantas?" apitou ele.

Dona Amélia sorriu. "Claro", disse. O robô dançou entre vasos, cantou números em voz baixa e espalhou gotinhas que cheiravam a verão. As plantas se esticaram como se bocejassem. A cidade aprendeu que desafios pequenos precisam de gestos pequenos. A cidade aprendeu a responder com cuidado.

Luna abriu sua mochila e ofereceu a maçã. "Quer um pedaço?" perguntou ela. Dona Amélia aceitou e mordeu devagarinho. "Humm", disse ela. O gosto da maçã parecia sol. As duas riram. O gato Tico, atraído pelo som, apareceu com passos silenciosos. Ele pulou no colo de Dona Amélia e ronronou.

Luna contou uma história curta sobre um ônibus que falava e contava piadas. Dona Amélia contou uma lembrança de um mar que mudava de cor. O rádio fez uma música de fundo, suave e quente. A cidade ouviu as vozes e ajustou as janelas: abriu um pouco para deixar o perfume do pão da padaria subir.

Quando o sol mudou, as luzes da cidade se espreguiçaram. O painel no corredor mostrou pequenas imagens: o elevador fez um desenho, o drone deixou outra carta, o robô regador piscou satisfeito. Tudo parecia dizer: estamos aqui.

Antes de ir embora, Luna beijou a testa de Dona Amélia. "Volto amanhã", prometeu. "Volte", respondeu ela. A cidade guardou a promessa como se fosse um segredinho. As luzes do prédio brilharam como estrelas pequenas.

Luna caminhou de volta. O chão lembrou que ela gostava de correr e abriu um caminho macio. O elevador a abraçou de novo. "Boa noite, Luna", sussurrou. "Boa noite", disse ela.

No quarto, Tico aninhou-se no cobertor. Luna olhou pela janela. A cidade brilhava calma. Ela sabia agora que a cidade escutava e ajudava. Aprendia com passos, com risos, com cuidado. E era feliz por aprender.

Luna fechou os olhos. Sonhos de trilhos que cantavam e de robôs regadores vieram devagar. A cidade ficou de vigília suave, aprendendo enquanto todos dormiam. Amanhã haveria novos passos. Amanhã haveria novas respostas. Tudo estava suave. Tudo estava bem.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Prédios
Casas grandes e altas onde muitas pessoas moram ou trabalham.
Trilhos
Faixas no chão por onde veículos pequenos podem andar.
Painel
Uma tela ou placa que mostra palavras ou imagens para ver.
Mochila
Saco que se põe nas costas para levar coisas, como uma maçã.
Elevador
Caixa que sobe e desce para levar pessoas entre andares.
Sussurro
Fala muito baixinho, quase um segredinho para os ouvidos.
Drone-extensor
Pequeno aparelho voador que leva coisas e estica o braço.
Laço
Fita que se faz em nó bonito para enfeitar cartas ou presentes.
Manta
Pano grosso e quentinho para cobrir e aquecer o corpo.
Robô regador
Máquina que anda e dá água às plantas com cuidado.
Vasos
Recipientes onde as plantas crescem, feitos de barro ou outro material.
Ronronou
Som suave que um gato faz quando está contente.
Aninhou-se
Ajeitar-se bem, ficar confortavelmente abraçado a algo macio.
Vigília
Ficar acordado e atento para cuidar enquanto outros dormem.
Suspiro
Sopro longo e suave que saí do peito, como um alívio.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de cidades futuristas para 3 a 4 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.