Lina era uma jovem mulher. Lina gostava de estrelas. Ela trabalhava na Nave Clara. A Nave Clara era suave e brilhante. Dentro, tudo era calmo e seguro.
Um dia, o painel piscou. Uma luz azul mostrou uma coisa estranha no mapa. Era uma anomalia. A anomalia fazia um som como um sussurro de vento. Era pequena. Era curiosa. Lina foi escolhida para ir ver.
Ela vestiu seu traje leve. O traje era branco e macio. Tinha bolsos com velcro. Tinha um visor que mostrava mapas em cores. Lina sorriu. "Vamos devagar", ela disse. O robô amigo, Pipo, acenou com seu braço redondo. Pipo fazia bip e cantava notas suaves. Isso deixava Lina mais calma.
A nave aproximou-se da anomalia. Lá fora, o espaço era escuro e cheio de pontos de luz. A anomalia brilhou em verde. Era como uma pequena aurora. Não parecia perigosa. Parecia... curiosa.
Lina abriu a escotilha. Ela saiu com passos leves. A gravidade era baixa. Ela flutuou. Pipo flutuou ao lado. "Cuidado," disse Lina. "Devagar." Pipo fez bip. Eles se aproximaram.
Ao tocar a anomalia, Lina sentiu uma vibração suave. Era como quando você toca um balão e ele zune. A anomalia não machucou. Ela tocou a mão de Lina como se fosse um amigo.
Lina pegou instrumentos coloridos. Havia um sensor azul. Havia uma caixinha que fazia desenho de luz. Ela encostou o sensor. O visor mostrou formas simples: círculos, ondas, notas. Lina sorriu. Era como ouvir uma canção do espaço.
"É uma mensagem?" perguntou Lina. Pipo fez bip alegre. "Talvez," disse ela. "Vamos traduzir."
De volta à Nave Clara, Lina olhou as linhas de luz no monitor. As linhas se moviam como peixinhos. Lina fez um mapa com giz digital. Ela desenhou círculos e setas. Cada vez que desenhava, o som mudava. Era divertido.
O capitão veio ver. Ele era calmo e tinha voz baixinha. "Como está?" ele perguntou. "Clara," disse Lina. "A anomalia fala em notas. Ela tenta dizer olá."
O capitão sorriu. "Então precisamos responder com calma," disse ele. Eles combinaram de mandar uma mensagem simples. Lina escreveu palavras curtas: "Olá. Somos amigos. Quer brincar?" Ela mandou pelas luzes. A anomalia respondeu com luzes mais rápidas. Agora parecia feliz.
Ao explorar mais, Lina descobriu que a anomalia guardava coisas pequenas. Havia minúsculas pedras que brilhavam. Havia bolinhas de luz que piscavam. Lina pegou uma pedra. Era quente e suave. Ela a colocou num saquinho de tecido. "Para estudar com cuidado," disse ela.
Não houve perigo. Não houve medo. Só curiosidade. Lina e Pipo brincaram de acompanhar as luzes. Às vezes as luzes formavam uma roda. Às vezes faziam um caminho. Lina cantou uma canção simples. Pipo fez sons como bateria. O som ecoou como conchas.
Depois, a anomalia mudou de cor. Ficou mais calma. Parecia descansar. Lina sorriu. Ela sentiu que a anomalia ficava mais amiga. Antes de ir embora, Lina deixou uma pequena caixa de luz. Dentro tinha uma flor de papel e um desenho. No desenho, havia uma nave, um robô e uma pessoa com um sorriso.
"Obrigada por brincar," disse Lina. Ela falou em voz baixa. "Voltaremos para visitar."
De volta à cabine, Lina escreveu um relatório simples. Ela usou palavras claras. Ela desenhou a canção em ondas azuis. Ela escreveu que a anomalia gosta de ouvir e de ver luz. Ela explicou com calma como ela investigou. Ela escreveu que tudo estava bem e que todos estavam seguros.
Ao terminar, Lina pegou uma folha especial. Ela escreveu uma carta de agradecimento. A carta era curta. Dizia assim:
"Querida anomalia,
Obrigada por mostrar suas luzes.
Obrigada por brincar.
Ficamos felizes.
Volte a brilhar.
Com carinho,
Lina e amigos da Nave Clara"
Lina dobrou a carta. Ela colocou a carta na caixa de luz. Pela escotilha, a caixa flutuou até a anomalia. As luzes dela brilharam forte, como se tivesse lido a carta. Pipo fez bip de alegria.
Quando a Nave Clara partiu, Lina olhou pela janela. A anomalia piscou um último adeus em verde suave. Lina acenou. "Até logo," ela disse.
No caminho de volta, todos na nave estavam tranquilos. Eles conversaram baixo. Contaram o que tinham visto. Tudo foi escrito com palavras simples. Tudo ficou claro.
E à noite, quando as estrelas cantaram, Lina guardou a carta em seu bolso. Ela sorriu e adormeceu. Sonhou com luzes que dançavam. Sonhou com amigos novos. Tudo estava bem.