Parte 1
No Reino do Vale Dourado vivia a corajosa chevaleresa Leonor. Ela tinha capa azul, botas firmes e um sorriso quente. Um dia, o rei chamou-a ao salão.
“Leonor, o Selo Real caiu na Floresta dos Sinos. Sem ele, os convites da festa não podem seguir.”
Leonor colocou a mão no peito. “Eu trarei o Selo Real. Com coragem e bondade.”
Ela montou a égua Brisa, que trotava suave. Pelo caminho, Leonor viu camponeses a carregar sacos pesados. Ela desceu.
“Posso ajudar?” perguntou.
“Sim, por favor,” disse uma senhora.
Leonor pegou um saco, depois outro. Um a um, juntos, levaram tudo. A senhora deu-lhe uma maçã vermelha e brilhante.
“Obrigada, cavalheira.”
Leonor sorriu. “A generosidade é uma força.”
Parte 2
A floresta era verde e clara. Pequenos sinos pendiam das árvores e faziam “tilim, tilim” com o vento. Leonor ouviu um choro baixinho. Atrás de um arbusto estava um esquilo com a patinha presa num galho.
“Calma, amigo,” disse Leonor, com voz doce.
Ela pensou um pouco. “Se eu puxar forte, dói. Se eu empurrar devagar, solta.”
Ela empurrou o galho com cuidado, como quem fecha uma porta devagar. A patinha ficou livre.
O esquilo abanou a cauda. “Obrig… obrig…” e correu feliz.
Mais à frente havia uma ponte de madeira sobre um riacho. Uma tábua estava solta e fazia “toc”. Leonor parou.
“Brisa, vamos com calma.”
Ela desceu, testou a tábua com o pé, e colocou uma pedra firme por baixo. Depois atravessou passo a passo. Coragem também era ir devagar.
No fim da ponte, um pequeno escudeiro apareceu, chamado Tomás. Ele carregava um balde.
“Eu queria ajudar, mas perdi-me,” disse ele, com olhos redondos.
Leonor ajoelhou-se. “Não estás sozinho. Vens comigo.”
Tomás respirou fundo. “Eu consigo.”
Juntos, seguiram o som dos sinos até uma clareira. Ali, em cima de uma pedra lisa, brilhava o Selo Real, dourado como o sol.
Parte 3
Leonor pegou no selo com cuidado. “Missão cumprida.”
Mas antes de partir, viu um ninho no chão, caído. Três passarinhos piavam.
Tomás disse: “Podemos ajudar?”
“Sim,” respondeu Leonor. “Um cavaleiro ajuda sempre.”
Com raminhos, fizeram o ninho de novo. Leonor colocou-o num ramo baixo e seguro. Os passarinhos acalmaram.
O esquilo, agora amigo, apareceu e trouxe uma noz. Os camponeses, lá ao longe, acenaram. Parecia que o reino inteiro sorria.
De volta ao castelo, o rei recebeu o Selo Real.
“Leonor, foste valente e sábia.”
Leonor ofereceu a maçã ao Tomás. “Partilhar torna a vitória maior.”
Na grande festa, os sinos tocaram alegremente. Leonor sentou-se perto da janela, tranquila. A aventura tinha sido épica, mas o coração estava calmo, como um riacho manso.