A cavaleira Serena acordou cedo no castelo. O sol brilhava sobre as pedras antigas. Hoje era um dia de aventura. Serena era uma cavaleira sábia. Ela usava uma capa azul e um elmo que brilhava. No seu cinto havia uma corneta de bronze. Ela queria aprender os sinais da corneta.
No pátio, o senhor do castelo disse: "As cornetas chamam os amigos. As cornetas dizem perigo ou festa." Serena sorriu. Ela pegou a corneta e respirou fundo. O primeiro som foi claro e suave. "Tooom". Era o sinal de alegria. As crianças do vilarejo pararam e sorriram. Serena repetiu: "Tooom, tooom." Todos bateram palmas. Ela aprendeu o primeiro sinal.
Pelo bosque, Serena encontrou o velho escudeiro João. Ele tinha olhos bondosos e conhecia muitos sinais. "Quando a corneta soa assim", disse ele, puxando o ar, "Toooooom — é sinal de ajuda." João tocou a corneta devagar. A melodia era calma. Serena ouviu e repetiu devagar. "Toooooom." Ela sentiu-se forte. Se alguém precisasse, ela podia chamar amigos.
No caminho da torre, um cordeiro ficou preso entre pedras. O cordeiro chamava baixinho. Serena pensou rápido. Lembrou do sinal de ajuda. Ela tocou a corneta com coragem: "Toooooom!" Logo os pastores correram. "Obrigado, Serena!" disse o pastor. O cordeiro foi salvo. Serena sorriu. Ela sentiu esperança no peito.
À tarde, uma festa começou no campo dourado. Havia pão, maçãs e música. O senhor pediu um sinal alegre. Serena tocou forte: "Tooom-tooom!" As pessoas dançaram. A festa brilhou. Serena aprendeu o sinal de festa e guardou-o no coração.
Quando o vento mudou, o céu ficou pintado de nuvens leves. João ensinou o sinal de reunião: "Tiiim, tiiim." Era um som curto, como passos. Serena praticou. "Tiiim, tiiim." Os guardas se juntaram, calmos e prontos. Ela sabia agora três sinais: alegria, ajuda e reunião.
Ao pôr do sol, Serena sentou-se na muralha. Ela olhou para o horizonte e tocou a corneta uma última vez, suave e cheia de esperança: "Tooom." A melodia espalhou-se como luz. A vila respondeu com acenos. Serena sabia que, com coragem e sabedoria, podia sempre chamar amigos e trazer esperança. Ela guardou a corneta e sorriu. A noite chegou, tranquila e feliz.