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História de viagem espacial 5 a 6 anos Leitura 9 min.

Leonor e o segredo do ar limpo no Porto Aurora

A engenheira espacial Leonor chega ao Porto Aurora para entregar filtros de ar e descobre um problema de ventilação causado por pó e um cargueiro com ordens antigas; com a ajuda da IA NIA, ela enfrenta o desafio para proteger o porto.

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Uma mulher, Leonor, engenheira espacial de cerca de 35 anos, rosto redondo e sorridente, cabelo curto castanho, expressão calma e determinada, agachada com uma combinação espacial branca com detalhes azuis e capacete translúcido, usando uma pinça magnética para retirar uma pequena porca metálica que desbloqueia um portão; uma IA secundária, NIA, aparece num ecrã quadrado lateral da cabine com um rosto simples de dois pontos e um traço sorridente em luz verde suave, projetando linhas de fluxo de ar azuis e vermelhas; ao fundo à direita, um cargueiro amarelo maciço, forma retangular com rodas magnéticas e pequenas luzes piscantes, permanece imóvel; local: Porto Aurora, setor D, oficinas metálicas com braços mecânicos articulados, paredes em painéis prateados e chão de metal estriado, nuvem de pó cinzento a começar a assentar, painéis luminosos a mudar de vermelho para verde; situação: Leonor retira a peça que libera o portão que se fecha com um "clac", filtros brancos empilhados prontos para instalação junto a ela e o ar a começar a circular em trilhas coloridas pelas saídas de ventilação. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A Engenheira e o Porto de Cargas

A engenheira espacial Leonor gostava de fazer tudo com calma. No seu tablet brilhante, ela seguia uma lista curta:

“1. Verificar ar.

2. Verificar energia.

3. Verificar rumo.”

A nave dela, a Andorinha, era pequena e branca, com duas luzes azuis na frente, como olhos curiosos.

Lá fora, o espaço parecia um pano preto com purpurina. Ao longe, surgia o Porto Aurora, um porto enorme onde cargueiros autónomos chegavam e partiam sem pilotos. Parecia uma cidade de caixas e braços mecânicos.

Leonor falou baixinho, como se o espaço pudesse ouvir:

“Bom dia, Porto Aurora. Vou só fazer uma entrega simples.”

O ecrã mostrou uma mensagem: ENTREGA: FILTROS DE AR NOVOS. DESTINO: SETOR D.

“Filtros de ar?” Leonor sorriu. “Que bom. Ar limpo é um presente.”

Quando se aproximou, ouviu um som estranho no rádio: “Pii… pii… prrr…”

“Hum.” Leonor franziu a testa. “Ruído não está na lista.”

Ela ligou o microfone.

“Porto Aurora, aqui Andorinha. Estou a chegar ao Setor D.”

Silêncio.

Depois, uma voz fininha e apressada respondeu, como um robot com sono:

“D… D… D… acesso… parcialmente… fechado.”

“Parcialmente fechado?” Leonor respirou fundo. “Vamos com cuidado.”

A Andorinha entrou devagar. Braços mecânicos mexiam-se como girafas de metal. Cargueiros quadrados flutuavam, cada um com luzes a piscar. Mas havia algo errado: no Setor D, um portão estava meio aberto, meio preso, a ranger.

E, atrás dele, uma nuvem de pó cinzento dançava no ar.

Leonor engoliu em seco.

“Pó num porto de filtros de ar… Isto não combina.”

Parte 2: O Pequeno Perigo e a IA Acordada

Leonor estacionou num encaixe seguro. Prendeu o capacete, tocou no peito e disse:

“Obrigada, fato espacial, por me protegeres.”

A porta abriu com um “psssht” suave. O silêncio do espaço era enorme, mas ali dentro havia vibrações, como uma máquina a tossir.

Leonor caminhou até ao painel do Setor D. As letras piscavam: ERRO DE VENTILAÇÃO.

Ela conectou um cabo.

“Vamos ver o que se passa.”

No ecrã apareceu um aviso:

IA DE NAVEGAÇÃO EM MODO DESLIGADO. ATIVAR?

Leonor pensou um segundo. A Andorinha tinha uma IA, mas Leonor raramente a usava. Gostava de confiar nos próprios olhos e na lista. Mesmo assim, o Porto Aurora era grande e agora estava esquisito.

Ela tocou em SIM.

O ecrã iluminou-se com uma carinha simples, feita de dois pontos e um risco, como um sorriso:

“Olá! Eu sou a NIA. Navegação Inteligente Assistida. Precisas de ajuda?”

Leonor sentiu um alívio quentinho.

“Olá, NIA. Sim. O Setor D está com erro de ventilação. E há pó no ar.”

NIA fez um som divertido:

“Pó não é bom para pulmões, nem para motores. Posso mapear o fluxo de ar.”

Linhas coloridas apareceram no ecrã, como rios azuis e vermelhos.

“Há uma fuga,” disse NIA. “Um conduto está aberto. Está a puxar pó do depósito antigo.”

“O depósito antigo?” Leonor arregalou os olhos. “Achei que isso tinha sido selado.”

“Era para estar,” respondeu NIA. “Mas… algo prendeu o portão. Um cargueiro autónomo está encostado nele.”

Leonor olhou. Um cargueiro amarelo, grande e lento, estava mesmo a roçar no portão preso. As rodas magnéticas dele tremiam.

Ela falou com o cargueiro, mesmo sabendo que ele não era muito conversador:

“Amigo cargueiro, podes recuar um bocadinho?”

O cargueiro respondeu com um bip alegre… e avançou.

“Ah!” Leonor deu um passo atrás. “Ele não entendeu!”

NIA disse, séria:

“Ele está em modo repetição. Recebeu uma ordem antiga: ‘Avançar até encaixar'. Ele vai continuar.”

Leonor sentiu o coração bater mais rápido. O pó cinzento espalhava-se. Se entrasse na ventilação do porto, ia sujar tudo. E, pior, podia entupir os filtros velhos e tornar o ar pesado para todos.

“Ok, Leonor,” ela disse para si mesma, com voz firme. “Calma. Lista nova.”

Ela levantou um dedo:

“1. Parar o cargueiro.

2. Fechar o conduto.

3. Trocar os filtros.”

NIA piscou.

“Boa lista.”

Leonor correu até ao painel do cargueiro. Havia um botão vermelho bem grande: PARAGEM DE EMERGÊNCIA. Mas estava coberto por uma tampinha transparente com um fecho.

“Por que é que tudo tem fechos?” murmurou, tentando não rir.

NIA respondeu:

“Para as crianças não carregarem por engano.”

“Eu sou grande!” Leonor riu, mesmo com tensão. “Mas pronto.”

Ela abriu o fecho com cuidado. Quando tocou no botão, o cargueiro fez um “Booooop” e parou. As luzes dele mudaram para azul calmo.

Leonor soltou o ar.

“Obrigada.”

NIA comentou:

“Ele não respondeu, mas eu registrei a tua gratidão.”

Leonor sorriu por trás do visor.

“Mesmo assim, eu sinto.”

Parte 3: Ar Novo, Coração Leve

Agora vinha a parte delicada. Leonor aproximou-se do portão preso. Viu uma peça pequena, uma porca solta, a bloquear a engrenagem.

“Pequenina, mas poderosa,” disse ela.

Com uma pinça magnética, tirou a porca e guardou-a no bolso do fato.

“Obrigada por me mostrares onde estavas,” disse, como se a porca pudesse ouvir. “Mas agora já chega.”

O portão deslizou e fechou com um “clac” satisfeito. A nuvem de pó começou a assentar.

NIA mostrou no ecrã:

“Fluxo de ar a normalizar. Mas os filtros do Setor D estão antigos. Tens os novos, certo?”

Leonor olhou para as caixas na Andorinha. Eram leves e brancas, com um desenho de nuvem feliz.

“Tenho sim.”

Ela levou os filtros um a um. Cada filtro encaixava com um “toc” perfeito. Leonor gostava desse som. Era o som de algo certo.

Enquanto trabalhava, NIA contava o tempo, como um amigo a acompanhar:

“Faltam dois. Falta um. Último.”

Leonor colocou o último filtro e apertou as presilhas.

“Pronto.”

O painel do porto mudou de vermelho para verde.

VENTILAÇÃO: OK. AR: MAIS PURO.

Nesse instante, os ventiladores começaram a soprar devagar. Um ar fresquinho atravessou o Setor D. Leonor, mesmo com capacete, sentiu como se o lugar ficasse mais leve.

NIA disse:

“Parabéns, engenheira Leonor. Evitaste que o pó se espalhasse pelo porto.”

Leonor ficou um pouco envergonhada.

“Eu só fiz o que era preciso.”

“Isso é muito,” respondeu NIA. “Posso enviar uma mensagem aos cargueiros para atualizarem as ordens antigas?”

“Sim, por favor.”

NIA fez um “tin-din!” e explicou, simples:

“Vou dizer: ‘Parar antes do portão. Esperar sinal verde.' Assim ninguém volta a empurrar.”

Leonor assentiu.

“Obrigada, NIA. Por veres o mapa do ar. E por falares comigo.”

NIA piscou o sorriso no ecrã.

“Obrigada a ti por me ativares.”

Leonor voltou para a Andorinha. Antes de entrar, olhou para o Porto Aurora. As luzes pareciam mais brilhantes. Os braços mecânicos mexiam-se com calma. O cargueiro amarelo, agora quieto, parecia até mais simpático.

No rádio, a mesma voz fininha voltou, desta vez clara:

“Andorinha, recebemos o teu relatório. Ventilação está estável. Obrigado, engenheira Leonor.”

Leonor pousou a mão no painel.

“Obrigada por confiarem em mim.”

Ela fez a última nota na lista, com letra redonda:

“Hoje: deixei o ar mais puro.”

E, enquanto a Andorinha se afastava do porto, o espaço continuava imenso. Mas Leonor sentia-se acompanhada. Havia tecnologia, sim. Havia perigo, um pouco. E havia também algo simples e bom: cuidar do ar, dizer “obrigada”, e seguir em frente, com calma e coragem.

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O quiz: você entendeu bem a história?

Engenheira
Pessoa que conserta e cuida de máquinas e naves.
Nave
Veículo que voa no espaço, como um carro do céu.
Cargueiros
Grandes veículos que transportam caixas e coisas.
Autónomos
Que funciona sozinho, sem uma pessoa a controlar.
Purpurina
Pontos brilhantes que parecem estrelas pequenas.
Ruído
Som estranho e desconfortável, como um zumbido.
Ventilação
Sistema que faz o ar circular e ficar limpo.
Depósito
Lugar onde se guardam coisas, como caixas velhas.
IA
Máquina que pensa um pouco e ajuda com tarefas.
Conduto
Tubos ou caminho por onde o ar passa.
PARAGEM DE EMERGÊNCIA
Botão para parar uma máquina muito rápido e seguro.
Porca
Peça de metal que segura parafusos no lugar.
Engrenagem
Roda com dentes que faz máquinas mexerem juntas.
Presilhas
Pequenas peças que prendem objetos no lugar.
Ventiladores
Máquinas que sopram ar para refrescar ou limpar.

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