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História de super-herói cômico 3 a 4 anos Leitura 4 min. (1)

Dona Sorriso e as bolhas de riso

Na cidade barulhenta, a Dona Sorriso usa seu poder de fazer bolhas de risadas para transformar o caos em alegria, fazendo todos rirem e se unirem com sua magia especial. As crianças e adultos aprendem a importância da felicidade e da amizade em meio ao barulho.

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Dona Sorriso é uma mulher alegre, vestida com uma capa azul brilhante e botas reluzentes. Seu rosto é iluminado por um grande sorriso, e seus olhos brilham de malícia. Ela está soprando uma bolha colorida que flutua ao seu redor, cheia de notas musicais e risadas. Ao lado dela, uma menina de cerca de 7 anos, com cabelos cacheados e um vestido de bolinhas, aplaude com admiração. Um homem de cinquenta anos, com um bigode e um chapéu de palha, está um pouco afastado, rindo alto enquanto segura um saxofone. A cena acontece em uma praça movimentada da cidade, cercada por prédios coloridos, barracas de mercado e árvores com folhas vibrantes. Bolhas de todas as cores flutuam no ar, criando uma atmosfera festiva e alegre. Dona Sorriso, com seu caderno de desculpas, traz risadas e boas energias à cidade, transformando o barulho em melodias alegres e risadas. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1

Na cidade, um dia barulhento. Buzinas, latidos, martelo: BAM BAM! O céu parecia fazer festa. Mas a festa era muito alta. As pessoas tapavam os ouvidos. As crianças choravam. O mercado cantava alto. O prefeito corria com um saco de palhaços, sem saber o que fazer.

No alto do prédio amarelo, ela escutou tudo. Era a Dona Sorriso. Ela usava capa azul e botas que brilhavam. Tinha um poder estranho. Quando ria, o som virava pequenas bolhas coloridas. "Puf! Puf!" As bolhas flutuavam e dançavam. Ela também tinha um caderno. Um caderno de desculpas oficiais. Era rosa e tinha um lápis que fazia "tic-tic".

Dona Sorriso desceu voando. Foi suave: Swoosh! As bolhas piscavam ao redor dela. A cidade olhou. "Quem é?" perguntou um homem da banca. "É a Dona Sorriso!" respondeu uma menina. Todos esperaram.

Capítulo 2

Ela abriu o caderno. Escreveu rápido: "Desculpe pelo barulho. Assinado: Coração que ri." TA-DA! Entregou o papel a um caminhão que tocava cornetas. O caminhão leu. Parou. "Oh!" disse o caminhão com uma voz engraçada. E começou a rir: "HA-HA!" A risada saiu em ondas. As ondas empurraram a buzina. BIP BIP virou pipi-pipinho.

Dona Sorriso caminhou pela praça. Contou piadas curtas. "Por que a lua foi ao médico?" "Porque estava cheia!" Gente riu, palhaços tropeçaram de propósito, pombas deram cambalhotas. As bolhas-som batiam nas árvores. "Plim! Plim!" um pombo fez careta. O pedreiro deixou a pá e bateu palmas. O cachorro latiu uma vez e… PAH! virou "au-au" muito meigo.

No meio da rua, um saxofone tocava alto demais. Dona Sorriso fez uma careta. Então soprou uma bolha grande, como um balão de festa. A bolha envolveu o som e começou a contar uma história miúda: "Era uma nota que queria dançar..." O saxofone ouviu e, sem querer, tocou uma música engraçada. "Tra-lá!" As notas começaram a pular corda.

As pessoas riam. Riam de coisas pequenas. Riam das caretas, dos passos tortos, das rimas ridículas que Dona Sorriso inventava. "Olha o sapato que comeu o sapato!" ela cantou. "Oi?" disse um sapato. "Oi!" respondeu o outro. "HA-HA!" fez a cidade.

Capítulo 3

O barulho foi mudando. De BAM! virou bim-bim. De zum-zum veio um sussurro. O caderno de desculpas ganhou muitos pedidos. Dona Sorriso distribuiu bilhetes: "Desculpe por fazer barulhinhos sem querer. Receba um abraço." As pessoas seguraram os bilhetes e sorriram. Um senhor agradeceu: "Obrigada." Uma menina abraçou o bilhete como se fosse um ursinho.

No final, algo bonito aconteceu. Tudo silenciou. Um silêncio suave pousou como uma manta. As bocas ficaram quietas. Os olhos ficaram molhinhos de alegria. Um silêncio cheio de carinho. Um silêncio que dizia: obrigada.

Então, de repente, um riso grande explodiu. Primeiro baixinho. Depois mais alto. "Hahaha!" A cidade inteira riu junto. Riam por terem tido calma. Riam por se sentirem felizes. Riam e choravam um pouquinho de emoção. Dona Sorriso fechou o caderno. Fez uma última bolha. "Puff!" A bolha estourou num beijinho de som.

Dona Sorriso acenou, sorriu e foi embora. As pessoas ficaram olhando. E disseram, baixinho, com gratidão: "Obrigada, Dona Sorriso."

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Buzinas
Sons altos que fazem os carros quando apertam uma campainha.
Palhaços
Pessoas que fazem rir usando roupas engraçadas e fazendo truques.
Caderno
Um objeto onde se escreve, parecido com um livro de folhas em branco.
Desculpas
Palavras que usamos para pedir perdão quando fazemos algo errado.
Bolhas
Formas redondas de ar que ficam dentro de um líquido e podem flutuar.
Silêncio
A ausência de som, quando tudo fica quieto.

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