Era uma vez uma cidade chamada RisoLândia, onde tudo era um bocadinho diferente. As casas tinham cores engraçadas, os semáforos piscavam sorrisos e os gatos usavam óculos de sol. Mas o mais especial de RisoLândia era o super-herói mais divertido do bairro: Super Tico! Super Tico não voava nem lançava raios pelos olhos. O seu poder era… arrumar as coisas num instante! E, claro, fazer cócegas no ar, só para rir.
Certa manhã, Super Tico acordou com o seu cabelo todo espetado. “Acorda, Tico!”, disse o despertador com uma voz de pato. “Hoje é dia de aventura!” Tico espreguiçou-se, calçou as meias às bolinhas e vestiu a capa azul com estrelas amarelas. “TA-DA! Pronto para salvar o dia!”, gritou, olhando-se ao espelho.
Lá fora, ouviu-se um barulho engraçado: “PRRRRRRRR-TCHIIIIIM!” Era a bicicleta do seu amigo Zé, que vinha a cambalear pela rua, com as rodas tortas e a campainha a tocar sozinha: “Trim-trim-trim-trim!” Zé parou em frente à casa de Tico com cara de quem comeu limão. “Ai, Tico! A minha bicicleta está toda trapalhona! Preciso de ajuda!”
Super Tico deu um salto (quase tropeçou na própria capa, mas ninguém viu). “Não temas, Zé! O Super Tico vai pôr tudo nos eixos!” E, de repente, a cidade ficou em suspense. Até os pombos pararam de andar aos pulinhos.
Primeiro, Tico olhou para a bicicleta de Zé. “Hmm… roda para cá, pedal para lá… onde estará o problema?” Tico pegou na sua lupa em forma de donut (sim, donut!) e começou a investigar. “Aha! O parafuso do guiador está a fazer cócegas na roda!”
Zé olhou, piscou os olhos e perguntou: “Como arranjas isso, Tico?” Super Tico encheu o peito de ar, fez pose de herói e tirou do bolso a sua super-ferramenta: uma colher de gelado! “Com esta colher mágica, tudo se arruma! Vê só!”
Tico girou, girou, girou o parafuso. “ZUUUUUM! TRRIIIM!” Mas, de repente, a roda saltou: “BOING!” e foi parar ao telhado da padaria. O padeiro, que estava a amassar pão, ficou com a roda na cabeça! “Oh, que chapéu engraçado!”, riu o padeiro.
Super Tico deu uma gargalhada. “Desculpe, senhor padeiro! Já vou buscar!” Trepou rápido, rápido, como um gato com pressa. “TA-DA!” Pegou na roda e fez malabarismos: “Olha, Zé, roda voadora!” Todos na rua começaram a rir.
De volta ao chão, Tico colocou a roda no lugar com um “CLIC!” e assobiou uma musiquinha: “Ti-ri-ri-ri!” Mas… o selim estava ao contrário! Zé sentou-se e fez careta. “Ai! Assim vou sentado ao contrário!”
Tico piscou o olho. “Isso é fácil!” Girou o selim, mas ele rodou, rodou, rodou e parou debaixo da bicicleta! Zé ficou de pernas para o ar. “Uau, vejo o céu de cabeça para baixo!” Todos riram outra vez. Até o passarinho do poste riu: “Piu-piu-haha!”
Super Tico respirou fundo. “Organizar é fácil, Zé! Basta fazer passo a passo!” Então, começou a arrumar: primeiro a roda, depois o guiador, o selim, e por fim, a campainha. “PRRRT! TRIM! CLAC!” Tudo encaixou direitinho.
Zé subiu na bicicleta. “Agora sim, está perfeita!” Tocou a campainha: “Trim-trim!” A bicicleta andou direitinha, sem tropeçar. Super Tico fez uma dança engraçada, saltou para trás e disse: “Missão cumprida! Nada como organizar tudo com calma!”
De repente, a vizinha dona Carminda apareceu com um carrinho de compras cheio de laranjas. “Tico, podes ajudar-me? As laranjas estão a fugir!” As laranjas rolavam pela rua: “Rolaaaa, rolaaaa!” Tico apanhou uma, duas, três… e fez malabarismos. “Laranja voadora, atenção!” Zé tentou apanhar uma, mas tropeçou e… “PUF!” caiu sentado, rindo-se.
Tico ajudou a pôr as laranjas todas no carrinho, bem arrumadinhas. “Pronto, dona Carminda! Tudo no sítio!” Carminda sorriu: “Obrigada, Super Tico! Com organização, tudo fica melhor!”
O sol brilhava, e todos riam. Zé pedalava feliz, Carminda empurrava o carrinho de laranjas, e Tico fazia cócegas no ar com a sua capa. “Hoje foi um dia de super-herói!”, disse Tico, piscando o olho. “E amanhã, o que será?”
A cidade de RisoLândia ficou mais alegre, com bicicletas arrumadas, laranjas organizadas e muitos sorrisos no ar. E, sempre que alguém precisava de pôr ordem na confusão, bastava chamar: “Super Tico!” Porque, com um bocadinho de organização, tudo se resolve. E, claro, com muitas gargalhadas!
No fim, Tico sentou-se no passeio, tirou os sapatos às riscas e suspirou feliz: “Ahhh… organizar é tão bom… e dá vontade de rir!” A lua apareceu no céu, piscando para todos. E a noite chegou, calma e tranquila, cheia de sonhos e de alegria.