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História sobre a separação e o divórcio 11 a 12 anos Leitura 19 min.

Dois cantinhos e uma ponte para o coração do Tomás

Tomás, um coelhinho, enfrenta a separação dos pais e aprende a cuidar das suas emoções criando cantinhos seguros, uma caixa das emoções e um caderno “Ponte” para ligar as duas casas.

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O personagem principal é um pequeno coelho antropomórfico de orelhas longas e pelo bege claro, olhar pensativo e suavemente reconfortado, sentado num quadrado de luz no chão enquanto coloca um doudou de tecido gasto (Nabo) numa mesinha; o pai, homem humano de cabelo castanho curto e rosto afetuoso com sorriso terno e ligeira tristeza, está agachado ao lado de um móvel em kit segurando uma prancha e um parafuso, olhando o coelho com orgulho contido; a mãe está ausente fisicamente e evocada por uma foto emoldurada na estante (cabelos presos, olhar caloroso) entre livros; o espaço é um pequeno apartamento luminoso com chão de madeira clara, janela com varanda e vista para um jardim, estante parcialmente montada, abajur aceso, cortinas leves e manta dobrada, texturas de papel recortado com bordas rasgadas e sombras; a cena mostra o filho montando seu "cantinho" no quarto do pai após a separação, íntima, em cores quentes (amarelo suave, azul pastel, madeira clara) com objetos pessoais (caderno "Ponte", caixa de emoções de madeira, porta-óculos) dispostos com cuidado e a composição centrada no quadrado de luz e na pequena interação silenciosa entre coelho e pai. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A conversa na cozinha

O Tomás era um coelho de orelhas compridas e jeito calmo. Gostava de alinhar lápis por cores, de dobrar mantas com cuidado e de ouvir o relógio da sala fazer “tic-tac” como se estivesse a respirar.

Nessa tarde, o “tic-tac” pareceu mais alto.

A mãe, a Marta, chamou-o para a cozinha. O pai, o Rui, já estava lá. Em cima da mesa havia três canecas de chá, mesmo para o Tomás, que ainda preferia camomila com uma colherzinha de mel.

— Tomás — começou a mãe, com a voz macia —, temos uma coisa importante para te contar.

O Tomás endireitou as orelhas. Sentiu o estômago dar uma voltinha, como quando se vai descer um escorrega muito alto.

O pai pousou a mão perto da caneca, sem tocar no Tomás, como quem pede licença antes de se aproximar.

— Nós vamos viver em casas diferentes — disse ele. — Continuamos a ser a tua mãe e o teu pai. Isso não muda.

O Tomás olhou para as canecas: três redondas, iguais, alinhadas. Quis que a vida ficasse alinhada assim também.

— Eu fiz alguma coisa mal? — perguntou, com a voz pequenina.

A mãe abanou logo a cabeça.

— Não, querido. Não é culpa tua. Às vezes os adultos deixam de conseguir viver bem na mesma casa. Mas continuamos a gostar de ti do mesmo jeito. Muito.

O pai acrescentou, com um sorriso triste mas verdadeiro:

— Podes amar os dois. Não tens de escolher.

O Tomás respirou devagar, como quando contava até quatro antes de um teste de Matemática. Ainda assim, dentro dele havia uma mistura de coisas: um nó, um calor, um frio, e uma pergunta enorme.

— E… eu vou para onde? — perguntou.

— Vais ter duas casas — disse a mãe. — Vamos fazer um plano. Vais saber sempre com antecedência.

— E vais ter o teu espaço em cada uma — disse o pai. — Um cantinho teu.

“Um cantinho.” O Tomás segurou essa ideia como se fosse uma pedrinha no bolso: pequena, mas firme.

Nessa noite, deitado na cama, ouviu a chuva bater na janela. Pensou: “Duas casas… duas portas… duas rotinas.” E, pela primeira vez, desejou ter um mapa para o coração.

Capítulo 2 — A primeira mala e o primeiro cantinho

No sábado seguinte, o pai levou o Tomás para ver o apartamento novo. Era num prédio com escadas que cheiravam a detergente e um elevador que fazia “ding” com ar importante.

— Aqui — disse o pai, abrindo a porta.

O apartamento era mais pequeno do que a casa antiga, mas tinha uma varanda com vista para um jardim. Havia uma árvore onde pardais discutiam como se fosse uma reunião de condomínio.

O Tomás andou devagar, a observar. A sala tinha um sofá azul; a cozinha era estreita; o quarto do pai tinha caixas empilhadas como castelos por acabar.

— E o meu quarto? — perguntou.

O pai abriu outra porta.

Era um quarto claro, com paredes brancas e uma cama simples. Ainda não havia nada “do Tomás” ali. Isso assustou-o um bocadinho, como entrar numa sala de aula nova antes de chegar a turma.

— Vamos montar isto juntos — disse o pai. — E quero que escolhas um cantinho que seja só teu.

O Tomás gostou da palavra “escolhas”. Deu-lhe uma pontinha de controlo, como segurar no guiador da bicicleta.

Ele caminhou até perto da janela. O sol fazia um quadrado de luz no chão, tão perfeito que parecia desenhado.

— Quero ali — disse, apontando. — Perto da janela.

— Excelente. Cantinho da janela. — O pai fez uma vénia exagerada. — Sua Excelência, o Coelho Tomás, governante do Quadrado de Luz!

O Tomás riu, apesar de tudo. Uma risada curta, mas verdadeira.

Montaram uma secretária pequena. O Tomás colocou nela três coisas importantes: um porta-lápis verde, um caderno com capa de estrelas e um boneco de pano, o Nabo, que tinha uma orelha mais dobrada do que a outra.

— O Nabo vai ser o guarda do cantinho — decretou o Tomás.

— Então eu sou o ajudante do guarda — respondeu o pai, muito sério, como se fosse uma profissão respeitável.

Depois arrumaram a mala: pijama, escova de dentes, o livro que o Tomás estava a ler e uma camisola com cheiro a casa antiga.

Ao fim da tarde, quando o pai fez massa com atum, o Tomás perguntou de repente:

— E se eu tiver saudades da mãe quando estiver aqui?

O pai mexeu a massa e disse:

— Diz-me. E podes ligar-lhe. E podes escrever num papel. A saudade não é proibida.

O Tomás olhou para o Quadrado de Luz no chão. Pensou que talvez as saudades fossem como a luz: mudavam de lugar durante o dia, mas voltavam.

Capítulo 3 — O outro cantinho e a caixa das emoções

Na semana seguinte, o Tomás ficou com a mãe na casa antiga. A casa tinha os barulhos de sempre: o frigorífico a suspirar, o soalho a ranger num degrau específico, e o vizinho de cima a arrastar cadeiras como se treinasse para um campeonato.

Mesmo assim, tudo parecia diferente. Havia um espaço vazio no cabide do pai. Havia silêncio em horas que antes tinham conversa.

A mãe chamou o Tomás ao quarto dele.

— Quero que escolhas um cantinho especial aqui também — disse ela. — Um lugar onde te sintas seguro.

O Tomás olhou ao redor. A cama era familiar, a estante também. Mas ele queria um canto que dissesse “isto é meu” sem confusões.

Escolheu o espaço entre a estante e a janela, onde cabia uma almofada grande e um tapete. A mãe ajudou a pôr ali uma luz de leitura e uma caixinha de madeira.

— Para que é a caixa? — perguntou ele.

— Podemos chamar-lhe “caixa das emoções” — disse a mãe. — Quando tiveres coisas a mais cá dentro — ela tocou de leve no peito dele — podes pôr cá dentro, em papéis. Escreves ou desenhas.

O Tomás ficou a olhar para a caixa, desconfiado, como quem vê uma mochila nova e pergunta se aguenta chuva.

— E se eu escrever coisas feias? — perguntou.

Emoções não são feias — respondeu a mãe. — São sinais. Como o semáforo: verde, amarelo, vermelho. O importante é ouvir.

À noite, o Tomás sentou-se no seu cantinho. Escreveu num papel: “Tenho medo de esquecer como era.”

Dobrou o papel e colocou na caixa.

Depois escreveu outro: “Sinto raiva quando as pessoas dizem ‘vai correr tudo bem' sem perguntar como eu estou.”

Dobrou e colocou também.

A mãe espreitou à porta.

— Posso entrar?

— Sim — respondeu o Tomás.

Ela sentou-se ao lado dele, no tapete.

— Queres falar de alguma coisa? — perguntou.

O Tomás hesitou. A voz saiu devagar:

— Eu gosto do pai. E gosto de ti. E parece que agora tenho de dividir.

A mãe fez um carinho atrás da orelha dele, com cuidado, como quem ajeita uma página de livro sem a rasgar.

— Não tens de dividir o amor — disse. — O amor não é uma pizza. Não acaba quando se corta.

O Tomás imaginou uma pizza infinita, com queijo que nunca terminava. Quase sorriu.

— Só tens de dividir o tempo — continuou a mãe. — E nisso vamos ajudar-te. Vamos usar um calendário bem claro.

Ela levantou-se e trouxe um calendário grande, com quadradinhos.

— Cada casa tem uma cor — explicou. — Azul para o pai, amarelo para mim. E quando houver mudanças, avisamos com antecedência. Se houver algum problema, falamos.

O Tomás tocou num quadrado amarelo e depois num azul. As cores ajudavam. Eram como linhas num caderno: davam ordem à confusão.

Antes de dormir, a mãe perguntou:

— Queres uma regra para te sentires seguro?

O Tomás pensou e disse:

— Quero poder dizer “preciso de um minuto” quando estiver baralhado.

A mãe assentiu.

— Combinado. E eu também posso dizer isso. E depois voltamos a conversar.

O Tomás deitou-se. O coração ainda estava pesado, mas agora havia um cantinho e uma caixa. Coisas concretas. Coisas que cabiam nas mãos.

Capítulo 4 — O recreio, a vergonha e a ajuda

Na escola, as coisas continuavam: testes, trabalhos de grupo, filas para o almoço. Mas o Tomás sentia que carregava um segredo grande como uma mochila cheia de pedras.

No recreio, o amigo João, um esquilo rápido e curioso, aproximou-se.

— Estás mais calado. Aconteceu alguma coisa?

O Tomás deu um encolher de ombros, tentando ser uma parede.

— Nada.

Mas o João não era do tipo que desiste fácil.

“Nada” é uma palavra pequenina para uma cara tão séria — disse ele. — Queres ir ali ao canto do campo? Lá é mais sossegado.

Foram. O Tomás olhou para as chuteiras dos outros a correrem e, sem querer, as palavras saíram.

— Os meus pais… vão morar em casas diferentes.

O João ficou quieto, como se tivesse recebido uma bola no peito.

— Ah.

O silêncio durou dois segundos. Pareceram vinte.

— E… como é? — perguntou o João, com um cuidado estranho, mas bom.

O Tomás encolheu as patas.

— Não sei. Às vezes parece que o chão muda de sítio.

O João coçou a nuca.

— Os meus pais separaram-se quando eu era pequeno — disse. — No início eu achava que tinha de ser “forte” sempre. Mas depois percebi que ser forte também é pedir ajuda.

O Tomás olhou para ele, surpreendido.

— E tens… duas casas?

— Sim. E tenho dois cantos — respondeu o João. — Num tenho uma caixa de Legos e noutro tenho um tapete para desenhar. No começo, eu esquecia-me de coisas em todo o lado. Agora tenho uma lista.

O Tomás soltou uma risada curta.

— Eu também me esqueço. Ontem quase fui para a casa do pai sem o Nabo. Ia ser uma tragédia nacional.

— Tragédia nacional dos coelhos! — brincou o João. — Faz uma lista no telemóvel. Ou numa folha na mochila. E outra dica: avisa os professores se precisares de falar. A professora Clara é fixe.

A palavra “avisa” deu ao Tomás um arrepio de vergonha.

— Eu não quero que toda a gente saiba.

— Não tem de saber toda a gente — disse o João. — Só quem te pode ajudar.

Nesse dia, na sala, o Tomás ficou a olhar para o caderno e não conseguiu copiar uma frase simples. A cabeça fazia barulho. Lembrou-se da regra: “preciso de um minuto”.

Levantou a mão.

— Professora Clara… posso falar consigo um minuto?

Ela saiu com ele para o corredor.

— Diz, Tomás.

Ele contou, sem detalhes demais. A professora ouviu sem fazer cara de pena.

— Obrigada por me dizeres — respondeu. — Se algum dia precisares de um tempo ou se te esqueceres de algum material por causa das mudanças, avisa. Vamos resolver. E lembra-te: sentir coisas é normal.

O Tomás voltou para a sala com a sensação estranha de que, afinal, o segredo ficava mais leve quando era partilhado com a pessoa certa.

À tarde, em casa da mãe, escreveu na caixa: “Hoje pedi ajuda. Não desabei. Foi melhor.”

Capítulo 5 — A ponte entre duas casas

As semanas passaram e o calendário de cores começou a fazer sentido. Ainda havia dias difíceis: despedidas à porta, malas que pareciam sempre abertas, e a pergunta “onde é que eu deixei o carregador?” que se repetia como refrão.

Numa sexta-feira, o Tomás chegou à casa do pai e encontrou-o a tentar montar uma estante. As tábuas estavam no chão como peças de um puzzle mal-humorado.

— Isto veio sem instruções ou eu é que comi as instruções ao pequeno-almoço? — resmungou o pai.

O Tomás aproximou-se, analisando as tábuas com o olhar atento de quem gosta de ordem.

— As instruções estão aqui — disse, tirando um papel amarrotado de dentro da caixa. — Estavam a servir de cama para um parafuso.

O pai bateu palmas devagar.

— Genial. Contrato-te como detetive oficial de móveis.

Montaram a estante juntos. No fim, o pai colocou nela livros e uma fotografia do Tomás com os dois pais num dia antigo, no parque.

O Tomás sentiu um aperto. O pai percebeu e falou primeiro:

— Não é para fingir que nada mudou — disse. — É para lembrar que houve coisas boas e ainda há coisas boas. De maneiras diferentes.

Nessa noite, o pai perguntou:

— Queres escolher mais uma coisa para o teu cantinho? Pode ser algo que faça a ponte.

A palavra “ponte” ficou a ecoar. O Tomás pensou na escola, no recreio, em duas casas como duas margens.

— Quero um caderno de “recados” — decidiu. — Para eu escrever coisas para ti quando estou na mãe… e para eu escrever para ela quando estou aqui. Não segredos. Só… pedaços do meu dia.

O pai assentiu.

— E se preferires, podes desenhar. Ou colar bilhetes.

No domingo, quando voltou para a casa da mãe, trouxe o caderno. A capa era simples, castanha, com uma etiqueta: “Ponte”.

— O que é isso? — perguntou a mãe, curiosa.

— É um caderno para eu levar de um lado para o outro — explicou o Tomás. — Para vocês verem coisas do meu dia sem eu ter de repetir tudo. E para eu não sentir que tenho duas vidas separadas.

A mãe folheou as páginas em branco.

— Acho uma ideia linda — disse ela. — Posso escrever também?

— Podes, mas sem fazer desenhos de corações gigantes. — O Tomás fez cara séria. — No máximo… corações médios.

A mãe riu.

— Negócio fechado.

Nessa noite, no seu cantinho do tapete, o Tomás escreveu na primeira página: “Hoje montámos uma estante. A estante não discutiu. Foi um bom sinal.”

Dobrou o caderno e sentiu, pela primeira vez em muito tempo, que havia um caminho entre as duas portas.

Capítulo 6 — A noite calma e a fierté discreta

Num dia de chuva miudinha, a mãe e o pai encontraram-se à porta para a troca. Não foi perfeito. Havia sempre um pequeno desconforto no ar, como uma camisola que pica. Mas falaram com respeito, sem trocar farpas.

— Ele tem o trabalho de Ciências para entregar na terça — lembrou a mãe.

— Já está na mochila — disse o pai. — E eu pus um lembrete no telemóvel dele, mas ele mandou-me não exagerar nos lembretes.

O Tomás levantou uma sobrancelha.

— Eu só disse “sem lembretes a cada cinco minutos”.

Os dois riram, e esse riso, pequeno e real, aqueceu a entrada.

Nessa noite, já no quarto da mãe, o Tomás arrumou o cantinho: almofada no sítio, luz apagada no modo certo, caixa das emoções fechada, caderno “Ponte” na estante.

Pegou num papel e escreveu: “Hoje foi uma troca tranquila. Eu gostei.”

Depois escreveu outro, mais difícil: “Ainda fico triste às vezes. Mas eu sei o que fazer.”

Dobrou os papéis e colocou-os na caixa.

A mãe apareceu à porta.

— Posso?

— Podes.

Ela sentou-se no tapete.

— Queres que eu leia um pouco? — perguntou.

— Hoje não — disse o Tomás. — Queria só… ficar aqui um bocado.

Ficaram em silêncio, ouvindo a chuva. O Tomás percebeu que o silêncio também podia ser companhia.

Antes de a mãe se levantar, ele disse:

— Mãe?

— Diz.

— Eu tenho um cantinho aqui. E tenho um cantinho no pai. E tenho o caderno. E… eu consigo falar quando preciso.

A mãe sorriu, com os olhos brilhantes.

— Eu tenho muito orgulho em ti.

O Tomás sentiu o peito aquecer. Não era um orgulho barulhento, daqueles que fazem fogos de artifício. Era um orgulho discreto, como uma lâmpada acesa no corredor: suficiente para não tropeçar.

Quando se deitou, pensou nas duas casas. Pensou no Quadrado de Luz do quarto do pai e no tapete do seu cantinho na casa da mãe. Pensou no João, na professora Clara, nos lembretes, no Nabo a guardar o mundo.

E, com a respiração a ficar lenta, o Tomás concluiu, em silêncio, uma frase simples e segura, como um cobertor bem esticado: “Eu sou amado. Eu tenho ajuda. Eu tenho lugar.”

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Tic-tac
Som repetido e rítmico que um relógio faz ao marcar o tempo.
Camomila
Planta usada para fazer chá que acalma e ajuda a dormir.
Vénia
Gesto de respeito em que se inclina levemente a cabeça ou o corpo.
Saudade
Sentimento de falta ou desejo por algo ou alguém que está longe.
Cantinho
Lugar pequeno e especial onde alguém se sente seguro e confortável.
Caixa das emoções
Caixa onde se guardam papéis com sentimentos escritos ou desenhados.
Semáforo
Sinal com luzes que indica quando parar ou seguir, como vermelho e verde.
Detetive
Pessoa que procura pistas para descobrir o que aconteceu.
Quadrado de Luz
Área de chão iluminada pelo sol, que parece um quadrado brilhante.
Emoções
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