Capítulo 1: O Sonho do Pequeno Elefante
No meio de uma grande floresta colorida, cheia de árvores dançantes e flores saltitantes, vivia um pequeno elefante chamado Bolota. Bolota era um elefante muito curioso, de tromba comprida e orelhas tão grandes que pareciam tapetes mágicos. Mas o que Bolota mais gostava de fazer era imaginar o circo dos seus sonhos.
— Eu adoro o circo! — dizia Bolota, balançando a tromba. — Quero saltar, rodopiar, fazer rir, voar como um trapezista!
Os amigos de Bolota riam muito com as ideias malucas dele. O macaco Pipoca dizia sempre:
— Bolota, tu vais cair de tromba no chão!
Mas Bolota não se importava. Ele queria mesmo era brincar no circo. Todos os dias, depois de comer as suas folhas preferidas, Bolota praticava truques engraçados: equilibrava uma noz na tromba, tentava dançar com as patas e até fazia caretas para os passarinhos.
Um dia, enquanto Bolota fazia cócegas numa borboleta, ouviu um som diferente: PAM! PAM! PAM! Era o som do tambor do Circo da Floresta Feliz! O circo tinha chegado! Bolota ficou tão animado que deu três saltos de alegria. Era a sua grande oportunidade!
Capítulo 2: Bem-vindo ao Circo da Floresta Feliz!
Bolota correu até à grande tenda colorida do circo. As riscas eram vermelhas, amarelas e azuis, e as bandeirinhas balançavam ao vento. Os artistas do circo estavam todos a preparar-se: o leão domador de pulgas penteava as suas pulgas saltitantes, o coelho mágico tirava cenouras de dentro de um chapéu, e a girafa equilibrista treinava com um balão na ponta do nariz.
— Olá, Bolota! — gritou o papagaio apresentador. — Vieste ver o espetáculo?
— Quero participar! Quero fazer parte do circo! — disse Bolota, com os olhos a brilhar.
Todos olharam para Bolota e começaram a rir, mas era uma risada boa, cheia de alegria.
— Então, mostra-nos o que sabes fazer! — pediu o macaco Pipoca.
Bolota tentou equilibrar três maçãs na tromba, mas caiu uma. Depois, tentou dançar em cima de uma bola, mas rebolou e caiu de costas. Todos riram ainda mais, mas Bolota também riu. Ele levantou-se e sacudiu a poeira.
— Não faz mal, eu tento outra vez! — disse Bolota.
De repente, a tenda do circo ficou escura. Um vento misterioso entrou e uma música estranha começou a tocar. Todos os artistas e animais olharam para a entrada. Quem seria?
Capítulo 3: O Personagem Misterioso
Da sombra apareceu uma figura estranha. Era uma raposa muito elegante, com um chapéu alto e uma capa brilhante cheia de estrelas. A raposa tinha olhos cintilantes e um sorriso misterioso.
— Boa tarde, queridos amigos do circo! — disse ela. — Eu sou a Raposa Enigmática, vinda do Circo das Nuvens. Procuro um novo amigo para o meu grande número mágico!
Todos ficaram muito curiosos. Bolota ficou ainda mais curioso! Uma raposa mágica? Um número misterioso? Isso era mesmo de circo!
A Raposa Enigmática olhou para Bolota e piscou-lhe o olho.
— Tu, pequeno elefante curioso, queres ser o meu assistente mágico?
Bolota ficou tão espantado que quase tropeçou na própria tromba.
— Eu? Eu mesmo? — perguntou Bolota.
— Sim! Tu tens coragem, alegria e uma tromba muito engraçada! — disse a raposa, sorrindo.
Todos os amigos de Bolota aplaudiram. O papagaio gritou:
— Bolota, Bolota! Vai, Bolota!
Bolota ficou muito feliz e disse:
— Sim, sim, sim! Quero ser assistente mágico!
Capítulo 4: O Grande Número Mágico
O circo ficou em silêncio. A luz da tenda brilhou no centro. A Raposa Enigmática tirou uma varinha mágica do chapéu.
— Senhoras e senhores da floresta, preparem-se para o número mais divertido e mágico de todos!
Bolota entrou no palco, com um laço azul na tromba. Todos os animais aplaudiam e batiam as patas.
— Agora, Bolota, segura esta caixa misteriosa com a tua tromba! — disse a raposa.
Bolota pegou na caixa. Era leve e cheirava a pipocas. A raposa rodopiou, saltou, fez piruetas e disse palavras mágicas:
— Pula, pula, trombinha! Pula, pula, alegria!
De repente, da caixa saltaram borboletas coloridas, muitas borboletas! Elas voaram à volta de Bolota e pousaram na sua tromba, nas suas orelhas, até no laço azul. Bolota ficou tão contente que começou a rodopiar com as borboletas. Todos riram, bateram palmas e dançaram também!
Mas havia mais! A raposa apontou a varinha para Bolota e disse:
— Agora, Bolota, vais fazer o truque final!
A caixa abriu-se outra vez e... saiu de lá um monte de bolas saltitonas! As bolas começaram a saltar, saltar, saltar, e Bolota tentou apanhar todas com a tromba. Uma, duas, três, quatro bolas! Mas as bolas saltavam tanto que uma foi parar ao chapéu da girafa, outra foi parar ao rabo do leão, e outra ficou presa na cauda do macaco Pipoca!
Todos riram, riram, e riram! Bolota também ria tanto, que teve de se sentar!
Capítulo 5: A Celebração do Circo
O espetáculo foi um sucesso! No final, todos os artistas do circo vieram abraçar Bolota. O papagaio apresentador deu-lhe uma medalha de “Elefante Mais Divertido do Circo”.
— Eu consegui! Eu consegui! — gritava Bolota, a saltar de alegria.
A Raposa Enigmática sorriu e disse:
— O teu segredo, Bolota, é nunca desistires e fazeres tudo com alegria!
Todos dançaram juntos, de patas dadas, trombas no ar, rabos a abanar e asas a bater. O circo inteiro ficou cheio de gargalhadas, de músicas alegres e de corações felizes.
Quando a noite chegou, Bolota olhou para as estrelas e pensou:
— O circo é mesmo mágico! E eu adoro ser o elefante palhaço mais feliz de todos!
A floresta ficou em silêncio, mas dentro da tenda do circo, só se ouvia uma coisa: risos, risos e mais risos!
Fim.