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História de pequenos investigadores 7 a 8 anos Leitura 11 min. Disponível em história em áudio

as pequenas detetives e o bolo desaparecido

Três amigas, as Pequenas Detetives, se unem para resolver o mistério do bolo de cenoura que desapareceu durante a Festa do Bairro, seguindo pistas e interagindo com outros colegas para descobrir o que realmente aconteceu. A cada nova pista, a aventura se torna mais emocionante e divertida!

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Há 3 personagens: - Sofia: uma menina de 7 anos com cabelo castanho preso em dois coques, vestindo uma camiseta rosa e um short de jeans. Ela segura um pequeno caderno de detetive e observa atentamente ao seu redor. - Lara: uma menina de 7 anos com cabelo loiro e cacheado, vestindo um vestido florido. Ela tem um sorriso travesso e aponta para uma pegada no chão. - Júlia: uma menina de 7 anos com cabelo preto trançado, vestindo uma camiseta azul e uma calça verde. Ela se inclina para examinar uma migalha de bolo no chão, com uma expressão concentrada. As três amigas estão em um parque ensolarado, decorado com bandeirinhas coloridas e balões flutuantes, com uma grande mesa cheia de bolos e doces ao fundo. A cena principal mostra as três pequenas detetives em plena investigação, procurando pistas para encontrar um bolo desaparecido, cercadas de risos e cores, com elementos de mistério como pegadas e migalhas de bolo, que adicionam um toque de aventura à sua missão. reportar um problema com esta imagem

A versão de áudio está disponível gratuitamente para esta história:

Duração da história em áudio: 11:14

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Capítulo 1 – O Mistério do Bolo Desaparecido

Era uma manhã ensolarada no bairro das Flores. As ruas estavam cheias de bandeirinhas coloridas e balões, porque naquele dia ia acontecer a grande Festa do Bairro! Todos os anos, as crianças esperavam ansiosas por esse dia. Havia música, jogos, algodão-doce e, é claro, o famoso concurso de bolos, que era sempre muito divertido.

No meio dessa alegria toda, três amigas inseparáveis, a Sofia, a Lara e a Júlia, estavam super animadas. Elas tinham sete anos e adoravam resolver mistérios. Sempre que alguma coisa estranha acontecia na escola ou no bairro, lá estavam elas, prontas para investigar. Por isso, todo mundo já as chamava de “As Pequenas Detetives”.

Quando chegaram à escola, onde a festa seria montada, perceberam que havia um burburinho diferente perto da mesa dos bolos. Dona Carminda, a cozinheira, gesticulava com as mãos e parecia desesperada. Os adultos falavam todos ao mesmo tempo, e as crianças se amontoavam, curiosas.

— O que será que aconteceu? — sussurrou Sofia, já com os olhos brilhando de excitação.

— Vamos espiar! — disse Lara, puxando Júlia pela mão.

As três amigas se aproximaram devagarinho. Dona Carminda falava alto:

— Sumiu! O bolo de cenoura com cobertura de chocolate sumiu! Era para o concurso! Eu preparei com tanto carinho...

Sofia olhou para as amigas e cochichou:

— Esse é um caso para nós!

Júlia, que era a mais engraçada do grupo, fez cara de detetive séria e disse, com sotaque inventado:

Elementar, minhas caras! Temos um mistério a resolver!

As três riram e começaram a observar a cena. A mesa dos bolos estava cheia de quitutes, mas o espaço do bolo de cenoura estava vazio, só com um pratinho de papel amassado. No chão, perto da mesa, havia algumas migalhas de bolo e uma pegada bem pequena, como se fosse de um sapato infantil.

Lara, muito observadora, apontou:

— Vejam! Aquela pegada não parece de adulto.

Sofia abriu seu caderno de detetive e anotou:

“Pista 1: Pegada pequena perto da mesa do bolo.”

Júlia, sempre atenta, pegou uma migalha e cheirou:

— Humm, cheira mesmo a cenoura! — disse, lambendo os lábios.

Agora, era oficial: as Pequenas Detetives tinham uma missão! Precisavam encontrar o bolo de cenoura antes do início do concurso, senão Dona Carminda ficaria muito triste.

Capítulo 2 – Seguindo as Pistas

As três detetives se reuniram perto do parquinho e começaram a discutir as pistas.

— Quem poderia querer roubar um bolo? — perguntou Júlia, pensativa.

— Alguém muito guloso! — respondeu Lara, rindo.

Sofia ficou séria:

— Não podemos acusar sem provas. Precisamos de mais pistas. Vamos seguir as pegadas!

As meninas olharam ao redor e viram que as pegadas de sapato continuavam até o portãozinho do jardim da escola. Lá, havia mais migalhas e um guardanapo com uma mancha de chocolate.

— Pista número dois! — exclamou Sofia. — O guardanapo está sujo de chocolate, igual à cobertura do bolo.

— Será que foi uma criança? — perguntou Lara.

— Ou alguém disfarçado de criança? — sugeriu Júlia, fazendo graça.

Elas continuaram seguindo as pegadas, que agora iam em direção ao salão onde estavam acontecendo os ensaios das apresentações.

No caminho, encontraram o Pedro, colega da turma, sentado num banco, com a boca toda suja de chocolate.

— Oi, Pedro! — cumprimentou Sofia, com um sorriso.

Pedro ficou vermelho.

— Oi, meninas...

Lara foi direta:

— Você viu quem pegou o bolo de cenoura da Dona Carminda?

Pedro arregalou os olhos:

— O bolo sumiu? Eu não vi nada, só comi um brigadeiro...

Júlia olhou bem para ele e perguntou:

— Tem certeza? Sua boca está toda suja de chocolate!

Pedro riu:

— É do brigadeiro mesmo! Olha, ainda tenho um aqui.

As meninas examinaram o brigadeiro e perceberam que a cor era diferente do chocolate do bolo. Sofia anotou:

“Pista 3: Pedro não parece culpado. Chocolate diferente.”

De repente, ouviram uma risadinha perto da sala de música. Quando chegaram lá, encontraram a Bia, irmãzinha de uma colega, escondida atrás de uma cortina, com um pratinho vazio.

— Bia! — exclamou Lara. — O que você está fazendo aí?

Bia sorriu, mas estava com carinha de sapeca.

— Eu só queria um pedacinho do bolo... — disse baixinho.

Sofia se agachou e perguntou:

— Você viu alguém pegando o bolo inteiro?

Bia balançou a cabeça:

— Não... Eu só peguei uma migalhinha que caiu no chão. Depois, vi um menino correndo com um prato grande, mas não consegui ver quem era.

As meninas agradeceram e anotaram no caderno:

“Pista 4: Um menino correu com um prato grande.”

Júlia bateu palmas:

— Estamos avançando! Agora sabemos que foi um menino!

Lara pensou alto:

— Será que foi o Lucas, que adora doce?

Sofia fez cara de dúvida:

— Precisamos de mais provas. Vamos procurar o Lucas!

Capítulo 3 – O Suspeito Misterioso

As Pequenas Detetives correram até o pátio, onde Lucas brincava de bola com outros meninos. Chegaram ofegantes.

— Lucas! — chamou Sofia. — Podemos falar com você rapidinho?

Lucas parou de jogar e veio até elas, sorridente.

— O que foi?

Lara foi logo ao ponto:

— Você viu o bolo de cenoura da Dona Carminda? Ele sumiu!

Lucas arregalou os olhos:

— Não vi, não! Eu estava jogando bola desde cedo! Vocês podem perguntar para o Dudu e o Henrique, eles estavam comigo.

Sofia olhou para os meninos, que confirmaram:

— É verdade! O Lucas estava com a gente o tempo todo — disse Dudu.

Júlia suspirou:

— Mais um suspeito inocente...

De repente, Lara olhou para o chão e percebeu algo diferente: perto da quadra de futebol, havia uma fatia de bolo abandonada, com uma mordida!

— Olhem! — exclamou, apontando.

As três correram até lá. A fatia tinha a cobertura de chocolate igual ao bolo da Dona Carminda. Ao lado, havia um papelzinho colorido com um desenho de um cachorro.

Sofia pegou o papel e mostrou às amigas:

— Eu conheço esse desenho! É igual ao caderno do Gustavo, ele adora desenhar cachorros.

Lara sorriu:

— Então, vamos falar com o Gustavo!

Foram até a sala de artes, onde Gustavo desenhava um cãozinho com lápis de cor.

— Gustavo, você perdeu um papelzinho com um desenho de cachorro? — perguntou Sofia, mostrando o papel.

Gustavo olhou e sorriu:

— Esse é meu, sim! Onde acharam?

Júlia explicou:

— Estava perto de uma fatia de bolo de cenoura mordida. Você viu alguém com o bolo?

Gustavo pensou um pouco:

— Eu vi o Felipe saindo correndo com um prato grande. Ele disse que ia fazer uma surpresa para a professora, mas não sei se era o bolo...

Sofia anotou:

“Pista 5: Felipe com prato grande, surpresa para professora.”

Júlia deu um pulinho animada:

— Acho que estamos chegando perto!

Capítulo 4 – O Grande Desfecho

As Pequenas Detetives correram até a sala dos professores, onde encontraram Felipe, parado na porta, com cara de nervoso.

— Felipe! — chamou Sofia. — Podemos falar com você?

Felipe olhou assustado.

— O que foi?

Lara perguntou, gentil:

— Você pegou o bolo de cenoura da Dona Carminda?

Felipe ficou vermelho e começou a explicar, rápido:

— Eu… eu só queria fazer uma surpresa para a professora Marta, porque hoje é aniversário dela! Eu achei que se levasse a fatia maior do bolo de cenoura, todo mundo ia poder cantar parabéns pra ela. Mas, quando cheguei aqui, ela não estava, então eu deixei o bolo na mesa dos professores e voltei pra procurar a professora.

Júlia riu:

— Então você não comeu o bolo todo?

Felipe balançou a cabeça:

— Não! Só tirei uma fatia para a professora. O resto ficou lá.

Sofia olhou para as amigas:

— Então o bolo não sumiu! Está na sala dos professores!

As três correram até lá e viram, em cima da mesa, o prato grande com o bolo de cenoura, intacto, só faltando uma fatia.

Dona Carminda entrou na sala nesse momento, ainda preocupada.

— Meninas, conseguiram alguma pista?

Sofia sorriu e apontou para o prato:

— Encontramos o bolo, Dona Carminda! O Felipe só quis fazer uma surpresa para a professora Marta, porque é aniversário dela hoje.

Dona Carminda suspirou aliviada e abraçou as meninas.

— Obrigada, detetives! Vocês salvaram o concurso de bolos!

Felipe apareceu, com a professora Marta ao lado, que ficou muito feliz com a surpresa.

— Muito obrigada, crianças! Vocês foram muito atentas e unidas! — disse a professora, sorrindo.

Júlia, Sofia e Lara deram as mãos e comemoraram.

— Mais um mistério resolvido pelas Pequenas Detetives!

O concurso de bolos aconteceu normalmente, todos cantaram parabéns para a professora Marta, e Dona Carminda ganhou o prêmio de melhor bolo do bairro.

No fim do dia, as três amigas sentaram-se no parquinho, comendo um pedacinho de bolo cada uma, e riram lembrando de cada pista engraçada que seguiram.

— O melhor dos mistérios é resolver tudo juntas! — disse Lara, sorrindo.

— E comer bolo no final! — completou Júlia, lambendo os dedos.

Sofia anotou no caderno:

“Missão cumprida. Amizade, curiosidade e trabalho em equipe resolvem qualquer mistério.”

E assim terminou mais uma aventura das Pequenas Detetives, sempre prontas para descobrir o próximo mistério do bairro.

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Burburinho
Um som confuso de várias pessoas conversando ao mesmo tempo.
Quitutes
Delícias ou pratos gostosos, geralmente feitos para festas.
Gesticulava
Movimentava as mãos e o corpo de forma expressiva enquanto falava.
Elementar
Uma expressão que significa algo muito simples ou básico.
Inocente
Alguém que não fez nada de errado ou que não é culpado.
Suspeito
Alguém que é suspeito de ter feito algo errado ou criminoso.

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