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História de Agricultor e de Fazenda 7 a 8 anos Leitura 20 min.

As mãos na terra: a aventura do Tomás e da Inês na quinta da Dona Clara

Duas crianças passam um dia na quinta com Dona Clara, aprendendo a cuidar da horta, arrancar ervas daninhas e a valorizar o trabalho, a técnica e a paciência necessários para cultivar a terra.

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Uma agricultora madura, sorridente e serena, rosto suavemente vincado pelo sol, chapéu de palha, colete e botas de borracha, ajoelhada com uma pequena pá, ensinando duas crianças a arrancar uma erva daninha; Tomás, 7 anos, cabelo castanho desgrenhado e joelhos sujos, à esquerda junto a uma fileira de alfaces, puxa a planta com a raiz inteira, orgulhoso; Inês, 8 anos, cabelo em trança e vestido simples manchado de terra, à direita na margem do sulco, segura um regador leve, maravilhada; um gato malhado enrolado ao pé de um banco ao fundo, ronronando, e algumas galinhas brancas ciscando perto de um monte de ervas arrancadas; horta com fileiras direitas de alfaces verdes e cenouras jovens, terra escura e fresca, um monte de composto à esquerda, cadeira de madeira e balde de água à direita, céu azul pálido com nuvens leves; momento calmo e pedagógico — os três trabalham juntos a arrancar ervas, terra a voar um pouco, gotas de água a brilhar nas folhas, atmosfera acolhedora e laboriosa centrada no gesto partilhado e nos olhares de aprendizagem. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1

A manhã acordou devagar na quinta da Dona Clara. O sol ainda era macio, como uma manta quentinha, e havia um cheiro misturado de terra húmida, palha limpa e pão a aquecer no forno. Do galinheiro vinha um “cócó-có” apressado, como se as galinhas estivessem a comentar as novidades do dia.

Dona Clara era agricultora. Usava botas fortes, chapéu de palha e um sorriso que parecia saber muitos segredos da terra. Ela gostava do seu trabalho porque, no fim, havia comida na mesa das pessoas: batatas para sopas, alfaces para saladas, milho para os animais, tomates vermelhos como bolas de Natal fora de época.

Nesse dia, duas crianças iam visitá-la: o Tomás e a Inês, irmãos, com sete e oito anos, cheios de perguntas no bolso e curiosidade nos olhos. Tinham vindo passar a tarde na quinta e, antes mesmo de dizer “bom dia”, já apontavam para tudo.

“Posso dar comida às galinhas?” perguntou a Inês, quase a saltitar.

“E eu posso andar no trator?” perguntou o Tomás, com esperança no tom.

Dona Clara riu baixinho. “Calma, passarinhos. Hoje vamos fazer uma coisa muito importante: vamos arrancar ervas daninhas numa parcela de legumes. Parece simples, mas é como cuidar do cabelo da terra. Se não penteamos, fica tudo emaranhado.”

Eles olharam um para o outro. Ervas daninhas não soava tão heróico como trator, mas a maneira como Dona Clara falou fez parecer um mistério.

Ela levou-os até uma pequena parcela ao lado da horta. As linhas de plantas estavam direitas, como se alguém tivesse desenhado com uma régua. Entre elas, havia ervas daninhas: umas baixas e fofas, outras com folhas serrilhadas, outras ainda com flores miúdas.

“Estas ervas não são más por serem más,” explicou Dona Clara, agachando-se. “Elas só querem viver, como tudo. Mas aqui roubam água, luz e comida às nossas plantas. Se deixarmos, as alfaces ficam pequenas, as cenouras ficam fininhas, e a colheita não chega para todos.”

Tomás franziu a testa. “Então temos de ser… tipo polícia das plantas?”

“Uma polícia muito simpática,” disse ela. “Nós tiramos as ervas daqui e, muitas vezes, vão para a compostagem. Vão virar alimento para a terra mais tarde. Nada se perde.”

Ela mostrou as mãos: dedos firmes, unhas curtas com terra por baixo. “A agricultora trabalha com as mãos, com os olhos e com paciência. E também com o coração.”

Antes de começarem, Dona Clara ensinou um truque. “Não puxem só pelas folhas. Segurem aqui, perto do chão, e puxem devagar para sair a raiz. A raiz é como o ‘pé' da erva. Se fica, ela volta.”

A Inês tentou uma primeira erva. Puxou com cuidado e a raiz saiu inteira, com um fio comprido cheio de terra. Ela abriu um sorriso grande. “Consegui!”

Tomás tentou outra e partiu-se ao meio. Ele fez uma cara séria, como se tivesse falhado uma missão importante.

Dona Clara colocou a mão no ombro dele. “O trabalho da quinta ensina isto: nem sempre sai à primeira. Mas a gente tenta de novo, e aprende. Queres ver?”

Ela puxou outra erva devagar, abanando um pouco para soltar a terra. A raiz veio inteira. “Agora tu.”

Tomás respirou fundo e tentou outra vez. Desta vez, a raiz também saiu. Ele olhou para a erva como quem olha para um troféu. “Ha! Adeus, senhora erva!”

A manhã foi passando com um ritmo calmo. O vento fazia as folhas dançar e, de vez em quando, um pardal vinha espreitar, curioso, para ver se aparecia algum bichinho. Dona Clara explicava pequenas coisas enquanto trabalhavam: como se reconhece uma planta ainda pequena, como se deve pôr as ervas num monte, como a terra fica mais solta quando é cuidada.

“Ouçam,” disse ela, de repente, parando um segundo. Eles ficaram em silêncio e ouviram: um zumbido de abelhas perto das flores, um mugido distante, e o som leve da enxada a tocar no chão. “A quinta tem música. E nós fazemos parte dela.”

Quando o sol subiu um pouco mais, Dona Clara endireitou as costas. “Muito bem. Agora precisamos de ir buscar mais água para a horta e entregar uns ovos à Dona Amélia, lá no fim do caminho de campo. Vamos pelo caminho rural. É bom esticar as pernas e ver como anda a natureza.”

Tomás e Inês olharam para o caminho de terra que seguia entre sebes e campos. A aventura tinha mudado de forma: não era um castelo nem um dragão, mas um caminho de campo podia guardar surpresas.

Capítulo 2

Dona Clara encheu dois regadores e colocou uma cesta com ovos bem arrumados, cada um no seu lugar, como se fossem pequenas luas. Entregou a Inês um regador mais leve e ao Tomás a cesta, com um aviso.

“Cuidado com os ovos. São frágeis. Como muitas coisas importantes: precisam de atenção.”

Saíram pelo caminho de campo. A terra do caminho tinha marcas de pneus e pegadas de animais. Ao lado, havia erva alta a brilhar com o sol. Numa sebe, flores brancas e amarelas davam um cheiro doce ao ar. Uma borboleta pousou perto do chapéu da Dona Clara, como se quisesse acompanhá-los.

Tomás caminhava com cuidado, como se levasse um tesouro. “Dona Clara, como é que a senhora sabe o que fazer todos os dias? Há tantas coisas.”

“Há mesmo,” respondeu ela. “O trabalho de agricultora é um pouco como fazer um calendário com a natureza. Há dias de semear, dias de regar, dias de arrancar ervas, dias de colher. E há dias de arrumar, de reparar cercas, de cuidar dos animais. A natureza não pára, por isso nós também não paramos muito.”

Inês fez uma careta divertida. “Então a senhora é tipo… super-ocupada.”

“Sou ocupada, mas também sou feliz,” disse Dona Clara. “Porque vejo resultados. Vêem aquelas folhas novas ali na horta? Eu lembro-me quando eram só sementes. E agora estão a crescer. É como ver uma história a acontecer.”

Mais à frente, ouviram um “mééé” simpático. Um grupo de ovelhas estava num campo, comendo calmamente. Uma delas aproximou-se da cerca e olhou para eles, com ar muito sério.

Tomás sussurrou: “Aquela está a julgar-me.”

Dona Clara riu. “As ovelhas têm esse olhar. Mas, na verdade, estão só curiosas.”

Ela apontou para o pasto. “Os animais na quinta também são parte do trabalho. Precisam de comida, água, sombra, e de alguém que repare se estão bem. Uma agricultora tem de observar. Os olhos são como ferramentas.”

Inês olhou para o regador. “E a água? É sempre igual?”

“Boa pergunta,” disse Dona Clara. “A água é um cuidado grande. Se há muita, a terra pode ficar encharcada. Se há pouca, as plantas murcham. Por isso, a gente aprende a sentir a terra. Olhem.”

Ela agachou-se no caminho e pegou num punhado de terra ao lado, onde estava um pouco mais húmido. Apertou levemente. “Quando a terra faz uma bolinha e depois se desfaz, está boa. Se vira lama, tem água demais. Se parece pó que foge, precisa de rega.”

Tomás tentou com um pedacinho de terra. “A minha virou… quase bolacha.”

“Então está a pedir um bocadinho de água,” disse Dona Clara. “E nós vamos dar.”

O caminho continuou e, de repente, uma nuvem tapou o sol por uns instantes. O ar ficou mais fresco. Inês apertou o regador com as duas mãos. “Vai chover?”

Dona Clara olhou o céu com calma. “Talvez só um bocadinho. A chuva também trabalha connosco. Às vezes ajuda, às vezes atrapalha. Mas hoje parece só uma visita rápida.”

E foi mesmo. Caíram algumas gotas, leves e rápidas, como dedos a tocar numa mesa. As folhas da sebe ficaram brilhantes. Tomás protegeu a cesta com o corpo, muito sério, como guarda-costas dos ovos. A Inês abriu os braços um segundo e levou com uma gota na ponta do nariz.

“Parece que o céu me deu um beijinho,” disse ela.

Dona Clara sorriu. “A quinta tem esses miminhos.”

Logo a nuvem passou e o sol voltou. Ao longe, viu-se a casa da Dona Amélia, com um jardim cheio de malmequeres. Quando chegaram, Dona Clara bateu à porta e entregou os ovos com cuidado.

“Obrigada, Clara,” disse a voz da Dona Amélia, lá dentro. Dona Clara respondeu com poucas palavras, simples, e um “até logo” que soou como coisa boa.

No caminho de volta, Tomás perguntou: “Dona Clara, e as ervas daninhas voltam sempre?”

“Algumas voltam,” respondeu ela. “A terra é viva. O vento traz sementes, os passarinhos trazem outras, e a chuva ajuda a nascer. Por isso o trabalho é contínuo. Mas não é castigo. É cuidado. É como arrumar um quarto: se arrumamos uma vez, não fica arrumado para sempre. Mas cada vez fica mais fácil.”

Inês pensou um pouco. “Então hoje a gente fez parte do cuidado.”

“Fez, sim,” disse Dona Clara. “E agora vamos terminar a parcela. O sol está bom para trabalhar, e depois teremos um descanso merecido.”

Quando voltaram à horta, o cheiro de terra parecia mais forte, como se a quinta estivesse contente por vê-los.

Capítulo 3

De volta à parcela, Dona Clara distribuiu luvas pequenas para as crianças e pegou numa enxada leve. “Vamos fazer o resto com calma. Sem pressa. Na quinta, a pressa só faz a gente tropeçar.”

Tomás e Inês voltaram a agachar-se entre as linhas. Agora já sabiam reconhecer melhor as plantinhas certas. As alfaces tinham folhas mais redondas e macias. As cenouras eram fininhas, com folhinhas como penas. As ervas daninhas tinham jeitos diferentes, e algumas escondiam-se como se brincassem às escondidas.

Inês encontrou uma erva com raiz comprida e fez força, a cara a ficar vermelha. “Esta não quer sair!”

Dona Clara aproximou-se e analisou. “Ah, esta tem raiz funda. Vamos fazer assim: eu afrouxo a terra ao lado com a enxada, só um pouco, e depois tu puxas.”

Ela enfiou a enxada com cuidado, sem ferir as plantas boas. A terra soltou-se e fez um som fofo. Inês puxou de novo e a raiz saiu inteira, comprida como um cordão.

“Uau!” disse Inês. “Parece uma minhoca gigante.”

“E é por isso que precisamos de técnica,” explicou Dona Clara. “Força ajuda, mas a técnica poupa esforço. Na agricultura, a gente aprende truques para trabalhar melhor e não se cansar à toa.”

Tomás, ao lado, estava a fazer um montinho organizado de ervas daninhas. “Dona Clara, isto vai para onde?”

“Boa memória,” disse ela. “Vai para a compostagem. Lá, as ervas vão misturar-se com folhas secas, restos de legumes, cascas… e com o tempo vira um composto escuro e cheiroso, que é comida para a terra. É como fazer um bolo para o chão.”

Tomás riu. “Um bolo de terra. Aposto que não tem chocolate.”

“Não, mas tem muitos ingredientes secretos,” respondeu ela, com humor. “E as minhocas são as cozinheiras.”

As crianças riram baixinho, e o trabalho seguiu. O sol ia andando devagar no céu. De vez em quando, ouviam o barulho de um balde, o canto de um galo que achava que era cantor famoso, e o farfalhar das folhas. Dona Clara mostrava como deixar um espaço certo entre as plantas, para que cada uma tivesse ar e luz. “Plantas também gostam de respirar.”

Num momento, Tomás parou e esticou os dedos. “As minhas mãos estão cansadas.”

Dona Clara assentiu. “Isso é normal. O esforço é parte do trabalho. Mas reparem: quando estamos a fazer algo com sentido, o cansaço vira um tipo de orgulho.”

Inês olhou para a parcela e viu que havia muito menos ervas daninhas. As linhas estavam mais limpas, e as plantas pareciam mais felizes, como se estivessem a ganhar espaço para crescer.

“Parece que a horta está a sorrir,” disse ela.

“E está,” respondeu Dona Clara. “Porque agora a água e os nutrientes vão para as plantas que queremos cultivar. Isso significa mais comida, mais saúde, e menos desperdício. Uma agricultora ajuda a alimentar as pessoas, mesmo quando ninguém está a ver.”

Tomás observou a terra. “Eu nunca pensei que arrancar ervas pudesse ser tão importante.”

Dona Clara limpou a testa com a manga. “Muitas coisas importantes são assim: parecem pequenas. Mas juntas fazem um grande resultado. É como construir uma parede tijolo a tijolo.”

Quando terminaram a parcela, Dona Clara ficou uns segundos em silêncio, olhando. Depois deu um pequeno aceno, como quem agradece. “Muito bem. Trabalho feito.”

Ela levou o monte de ervas para a compostagem. O cheiro ali era diferente: mistura de folhas, terra e tempo. Não era mau, era um cheiro de transformação. Dona Clara explicou: “Aqui tudo se transforma. A quinta ensina isso: o fim de uma coisa pode ser o começo de outra.”

Lavaram as mãos num tanque, a água fresca a escorrer pelos dedos. Tomás esfregou bem, mas ainda ficou um pouco de terra nas linhas da mão.

“Essa terra é um autógrafo da quinta,” disse Dona Clara. “Sai no banho, mas a lembrança fica.”

As crianças beberam água e comeram uma maçã cada uma, colhida no pomar. A maçã estalou ao morder, doce e sumarenta.

“Esta maçã foi difícil?” perguntou Inês, com a boca cheia.

“Foi um conjunto de cuidados,” respondeu Dona Clara. “Podar no tempo certo, regar quando precisa, proteger a árvore do excesso de calor, observar se há pragas… E também aceitar os imprevistos. Às vezes o vento derruba flores. Às vezes a chuva vem fora de hora. A agricultora aprende a não desistir. Ajusta e continua.”

Tomás olhou para o céu azul. “Então a senhora é muito corajosa.”

Dona Clara abanou a cabeça, humilde. “Sou persistente. Coragem é continuar mesmo quando dá trabalho. E hoje vocês também foram persistentes.”

Capítulo 4

A tarde começou a ficar dourada. Na quinta, os sons ficaram mais calmos, como se tudo se preparasse para descansar. Dona Clara levou Tomás e Inês até um banco de madeira perto da varanda, onde se via a horta, o caminho de campo e, ao longe, os campos verdes.

Ela trouxe um jarro de leite morno e umas fatias de pão com mel. O cheiro do mel lembrava flores. As crianças sentaram-se e sentiram o corpo pesado de cansaço bom, aquele que dá sono tranquilo depois de um dia cheio.

Tomás mordeu o pão e falou com a voz mais lenta. “Eu achei que a agricultura era só plantar e colher. Mas tem muito mais.”

“Tem,” disse Dona Clara, olhando para a horta como quem olha para uma amiga. “Tem planeamento, cuidado, observação, paciência. Tem respeito pela terra e pelos animais. E tem esforço. Mas também tem alegria quando a gente vê as plantas crescerem e sabe que vai alimentar alguém.”

Inês bocejou, sem querer. “Eu gostei de aprender a puxar a raiz inteira. E gostei do caminho de campo. E do beijinho da chuva.”

Dona Clara riu baixinho. “O caminho de campo é como uma linha que liga pessoas e lugares. Por ali passam ovos, legumes, histórias e visitas. E vocês fizeram parte disso.”

Um gato da quinta, malhado e preguiçoso, subiu para perto do banco e enroscou-se aos pés de Dona Clara, como se dissesse: “Também trabalhei… a descansar.” Tomás fez uma festa leve nas costas do gato, e o gato respondeu com um ronronar satisfeito.

Dona Clara deixou o silêncio aparecer, um silêncio bom. O sol descia devagar e pintava as folhas com luz. A horta estava mais limpa, e a parcela deservada parecia arrumada, pronta para crescer com força.

“Sabem,” disse Dona Clara, com voz suave, “o esforço é como uma semente. No começo parece pequeno e dá trabalho. Mas depois vira algo maior: confiança, habilidade, e um coração que não desiste fácil.”

Tomás encostou-se ao banco. “Amanhã as ervas voltam?”

“Algumas podem voltar, sim,” respondeu ela. “E nós voltamos também. Um pouco de cada vez. É assim que a quinta ensina: constância. E quando a gente precisa, também descansa. Porque descanso faz parte do trabalho bem feito.”

Inês apoiou a cabeça no ombro de Tomás. “Eu quero voltar e ajudar outra vez.”

“Será sempre bem-vinda,” disse Dona Clara. “E podem ensinar outros também. Quando aprendemos algo útil, partilhar é como regar uma planta: ajuda a crescer.”

A brisa da tarde trouxe um cheiro de terra fresca e folhas. Ao longe, uma coruja fez um som pequenino, quase um aviso de que a noite vinha a caminho, mas sem assustar ninguém, só como um relógio da natureza.

Dona Clara levantou-se devagar e esticou os braços, com um suspiro satisfeito. “Agora, o melhor de tudo: um descanso merecido.”

Eles ficaram ali mais um pouco, a beber o leite, a ver o céu mudar de cor e a sentir o corpo relaxar. E, quando finalmente se levantaram para ir para dentro, Tomás olhou para as mãos, já limpas, e disse baixinho, como se fosse um segredo.

“Hoje eu ajudei a terra.”

Dona Clara apagou a luz da varanda e respondeu com carinho, enquanto entravam na casa quentinha: “E a terra ajudou-te a ti.”

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Quinta
Lugar onde se cultivam plantas e vivem animais, como uma pequena fazenda.
Galinheiro
Lugar onde as galinhas vivem e põem ovos.
Cócó-có
Som que as galinhas fazem quando cacarejam.
Ervas daninhas
Plantas que nascem onde não são desejadas e roubam água e comida às outras.
Parcela
Uma parte da horta ou do campo onde se planta algo específico.
Compostagem
Lugar ou processo onde restos viram terra boa para plantar.
Enxada
Ferramenta com uma lâmina para soltar e mexer a terra.
Raiz
Parte da planta que fica na terra e segura e alimenta a planta.
Podar
Cortar ramos ou flores para ajudar a planta a crescer melhor.
Pragas
Insetos ou doenças que fazem mal às plantas.
Malmequeres
Tipo de flor simples e colorida, também chamadas margaridas.
Autógrafo
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