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Ficção científica-fantástica 9 a 10 anos Leitura 8 min.

as aventuras temporais de téo e o relógio da tia Berta

Téo, um menino curioso, encontra um relógio mágico que o leva ao futuro, onde ele deve salvar a energia mágica do mundo com a ajuda de um dragãozinho holográfico chamado Zizu e a sua criatividade. Em sua jornada, ele enfrenta enigmas e descobre artefatos mágicos em um universo surpreendente.

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Um garoto de 10 anos, Téo, com cabelos castanhos bagunçados e óculos redondos, está no centro da imagem, com os olhos arregalados de espanto e um grande sorriso no rosto. Ele usa uma camiseta azul com um padrão de robô e um short verde. Ao seu lado, um pequeno dragão holográfico chamado Zizu, com escamas cintilantes e asas translúcidas, voa alegremente ao redor de sua cabeça, emitindo faíscas luminosas. Ao fundo, a sala da tia Berta está cheia de curiosidades mágicas: um grande móvel de madeira esculpida, frascos de poções coloridas nas prateleiras e uma velha poltrona de veludo vermelho. A luz suave filtra através de uma janela, iluminando objetos estranhos como um globo terrestre flutuante e um livro que vira as páginas sozinho. A cena principal mostra Téo e Zizu diante de um misterioso Relógio do Tempo, um grande e antigo relógio de pulso, com botões coloridos e engrenagens brilhantes, que brilha com uma luz mágica. Téo estende a mão em direção ao relógio, pronto para desencadear uma incrível aventura em um mundo futurista. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Relógio Extraterrestre da Tia Berta

Num bairro quase normal — se não fossem os dragões robôs que passeavam com os cachorros e as árvores falantes que reclamavam do trânsito — morava um menino chamado Téo. Téo tinha nove anos, cabelo bagunçado e uma coleção secreta de parafusos perdidos, que ele escondia debaixo da cama só porque sim.

Numa terça-feira com cheiro de chuva e de pizza, Téo foi visitar a tia Berta, famosa por duas coisas: fazer torta de limão e colecionar cacarecos mágicos que ela dizia ter comprado na “Feira do Multiverso”. Assim que entrou, viu um objeto esquisito sobre a mesa: parecia um relógio de pulso, mas tinha botões coloridos, ponteiros que davam voltas ao contrário e um dragãozinho holográfico piscando para ele.

— Esse é o Relógio do Tempo, Téo! — disse tia Berta, com um sorriso torto. — Serve pra viajar para ontem, amanhã e até para o “daqui a pouquinho”.

Téo riu. — Só se for pra voltar antes da aula de matemática, né, tia?

Mas, de repente, o relógio brilhou tanto que até o bigode do gato Físico arrepiou. Um trovão azul estalou na sala, e Téo sentiu o chão sumir dos seus pés. Em um piscar de olhos, ele estava em outro lugar, com o relógio travado no pulso e o dragãozinho holográfico agora voando ao redor da sua cabeça.

Capítulo 2: O Futuro Tem Cheiro de Queijo Derretido

Téo abriu os olhos devagar. No lugar da sala da tia Berta, ele viu arranha-céus transparentes, carros voadores em formato de sapato e elfos engravatados vendendo sorvete de pixel. Nada disso parecia estranho para Téo — afinal, no seu bairro, ele já tinha visto coisas bem mais loucas.

O dragãozinho holográfico pousou no seu ombro e disse, com voz engraçada:

— Bem-vindo ao ano de 4020, Téo! Eu sou o Zizu, seu guia temporal. Precisamos de você para salvar o futuro de uma crise muito séria!

— Que crise? — perguntou Téo, ajeitando os óculos imaginários.

— O futuro está sem energia mágica! Os unicórnios robóticos estão desmaiando, as lâmpadas de feitiço piscam sem parar, e até os elevadores de arco-íris estão parados no térreo!

Téo fez uma cara preocupada, mas logo ficou animado: — E eu vou ajudar como? Eu só sei usar fita adesiva e fazer aviõezinhos de papel!

Zizu sorriu. — É exatamente disso que precisamos: criatividade! E talvez um pouco de fita adesiva... Mas antes, você vai precisar de três artefatos mágicos e científicos escondidos por aqui.

Capítulo 3: A Busca Pela Sopa de Pixels

Téo saiu pelo futuro, pulando entre calçadas flutuantes e desviando de robôs hipopótamos vendedores de balões. A primeira pista de Zizu o levou até a “Padaria dos Encantamentos de Miss Zora”, onde uma elfa de avental roxo mexia uma sopa brilhante.

— Olá, pequeno viajante! — disse Miss Zora. — Está atrás da Sopa de Pixels? Só quem resolve o Enigma dos Três Queijos pode provar!

Téo pensou rápido. — Qual queijo voa e nunca pousa?

Miss Zora riu. — O queijo-planador! Certo, você merece um pouco da sopa!

Ele tomou um gole da sopa de pixels, e uma chave dourada apareceu no fundo da tigela. Era o primeiro artefato! Téo agradeceu, limpou o bigode de sopa e correu para a próxima missão.

Capítulo 4: O Paraquedas de Nuvens e a Bicicleta Quântica

No Parque das Nuvens Enfeitiçadas, Téo viu duendes jogando futebol com bolas que mudavam de cor. Zizu apontou para um escorregador de arco-íris.

— O próximo artefato é o Paraquedas de Nuvens. Só quem desce o escorregador de olhos fechados encontra!

Téo tapou os olhos, prendeu a respiração e desceu. O escorregador fazia cócegas e soltava confetes. Quando chegou ao final, sentiu algo macio nas mãos — era o tão falado paraquedas, feito de algodão-doce e raios de luar.

Antes que pudesse experimentar o paraquedas, um gnomo com capacete de engenheiro apareceu:

— Ei, menino! Quer uma carona na minha Bicicleta Quântica? Ela só funciona se você pedalar pensando em piadas!

Téo subiu na garupa e começou: — Por que o robô levou uma vassoura pro espaço? Porque queria varrer as estrelas!

A bicicleta acelerou, atravessando um portal de luz, e saiu do outro lado do parque, bem em frente ao terceiro artefato: uma Ampulheta de Relâmpagos, presa no alto de uma árvore que resmungava.

— Não gosto de crianças mexendo nos meus galhos! — reclamou a árvore.

Téo prometeu que só queria ajudar o futuro, e a árvore, convencida, entregou a ampulheta com um suspiro.

Capítulo 5: O Magilabirinto e a Solução Maluca

Com os três artefatos em mãos — a chave dourada, o paraquedas de nuvens e a ampulheta relampejante —, Zizu levou Téo até a Central de Energia Mágica. Era um prédio feito de vidro, dragões de neon e muitos botões piscando, igual àqueles brinquedos que acabam a pilha em cinco minutos.

Lá dentro, um mago-cientista chamado Professor Pimpinela mexia nos fios e murmurava:

— A fusão da magia com a tecnologia está fraca! Só um menino com coragem de misturar sopa de pixels, paraquedas de nuvens e ampulheta de relâmpagos pode salvar tudo...

Téo, com a ajuda de Zizu, jogou a sopa na tomada, abriu o paraquedas sobre o gerador e virou a ampulheta ao contrário. Uma tempestade colorida explodiu pelo teto, soltando faíscas de arco-íris e música de videogame.

— Funcionou! — gritou Professor Pimpinela, abraçando Téo. — Você salvou o futuro!

Os dragões robôs acordaram, os unicórnios dançaram polca, e até as árvores resolveram parar de reclamar — pelo menos até a próxima terça-feira.

Capítulo 6: Voltando Para Casa (Ou Não?)

Zizu entregou o Relógio do Tempo de volta para Téo.

— Hora de ir pra casa antes que a tia Berta perceba o sumiço da torta, não acha?

Téo apertou o botão azul. Em um instante, estava de volta à sala da tia, com o relógio brilhando, o gato Físico roncando e o cheiro da pizza ainda no ar.

— Pronto pra torta de limão? — perguntou tia Berta, piscando de leve.

Téo sorriu, pensando se tudo tinha sido um sonho. Mas quando colocou a mão no bolso, sentiu a chave dourada, restinho de algodão-doce e ouviu, baixinho, a risada de Zizu em seu ouvido.

Ele olhou para o relógio no pulso e pensou: talvez amanhã fosse um bom dia para visitar a Lua. Ou talvez só para brincar com os parafusos debaixo da cama. Afinal, no mundo de Téo, qualquer coisa podia acontecer. E normalmente acontecia.

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Cacarecos
Objetos pequenos e sem valor, que as pessoas costumam guardar.
Multiverso
Teoria que sugere a existência de múltiplos universos diferentes do nosso.
Holográfico
Imagem tridimensional que parece flutuar no espaço, como um fantasma.
Artefatos
Objetos que têm um significado especial ou mágico.
Ampulheta
Instrumento usado para medir o tempo, geralmente feito de vidro e com areia dentro.
Fusões
Misturas de diferentes elementos para criar algo novo.

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