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História de desafio impossível 7 a 8 anos Leitura 7 min.

as aventuras do pincel pintinhas

Pintinhas, um pincel sonhador, decide pintar a parede triste da Tia Lurdes com alegria e, em suas tentativas malucas, acaba criando uma série de trapalhadas e aventuras que o levam a buscar ajuda de seus amigos materiais. Juntos, eles enfrentam desafios e descobrem que a criatividade pode transformar até mesmo as situações mais impossíveis.

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Um pequeno pincel sorridente, chamado Pintinhas, com cinzas coloridas e olhos brilhantes de determinação, está empoleirado em um grande balão amarelo, flutuando no ar. Ele tem olheiras em forma de espiral e respingos de tinta em seu corpo, mostrando seu entusiasmo e alegria. Ao seu lado, um gato curioso, com pelagem listrada preta e branca, observa a cena com olhos arregalados, sua cauda para cima, pronto para saltar e pegar os respingos de tinta que caem. Ao fundo, uma grande sala com paredes azul tristes, mobiliário de madeira e um piso de azulejos, está cheia de suprimentos de arte espalhados: lápis, rolos de fita adesiva e potes de tinta. A cena principal mostra Pintinhas pintando nuvens e sóis sorridentes na parede, flutuando alegremente no ar, cercado de cores vibrantes e um ambiente festivo, ilustrando o desafio impossível de tornar o ambiente alegre e colorido. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Pincel Sonhador e o Grande Desafio

Na gaveta dos materiais da Tia Lurdes, vivia um pincel muito especial chamado Pintinhas. Pintinhas era diferente dos outros pincéis: sempre estava sorrindo, com suas cerdas arrepiadas e coloridas, e sonhava em pintar coisas incríveis. Mas havia um rumor na gaveta: ninguém jamais conseguira pintar a parede da sala de Lurdes. Era enorme, lisa como um lago sem vento e… completamente azul. Azul triste, azul sem graça, azul que fazia bocejar até o lápis de cor mais animado.

Um belo dia, Tia Lurdes entrou na sala com um balde de tinta amarela e anunciou:

— Quero uma parede cheia de alegria! Quem será o herói que vai colorir tudo isso?

Os pincéis velhos se esconderam atrás do rolo de fita. O rolo de fita fingiu ser um caracol e enrolou-se todo. O lápis de cor inventou que tinha uma dor nas pontas. Mas Pintinhas, com seu cabo brilhante e olhar curioso, pulou da gaveta, quase tropeçando em uma borracha distraída.

— Eu consigo! — gritou Pintinhas, cheio de coragem e, claro, um pouco de medo misturado com vontade de rir.

Os outros materiais começaram a cochichar:

— Pintinhas? Sozinho? Ele vai acabar pintando o teto!

— Ou o cachorro da Tia Lurdes! — sussurrou um marcador de texto cor-de-rosa.

Mas Pintinhas não ligou. Sentia uma cócega de animação em suas cerdas. “Pintar a parede inteira? Isso é impossível! Ou... divertido?”, pensou, piscando para um pote de cola que só sabia grudar as coisas.

Capítulo 2: Tentativas, Trapalhadas e Tintadas

Na manhã seguinte, Pintinhas se preparou para a missão. Tia Lurdes mergulhou-o na tinta amarela e o levou até a parede.

— Boa sorte, meu pequeno artista! — disse ela, piscando.

Assim que Lurdes saiu, Pintinhas respirou fundo (se é que pincéis respiram!) e começou a pintar. Primeiro, tentou um movimento elegante, dançando sobre a parede. Mas escorregou, girou duas vezes e acabou pintando uma linha amarela torta, parecendo um raio de sol com cócegas.

— Ops! — riu Pintinhas. — Isso vai ser mais engraçado do que pensei!

Na segunda tentativa, Pintinhas resolveu fazer desenhos: um sorriso aqui, uma estrela ali, um bigode de gato acolá. Mas, no meio da empolgação, pintou o interruptor de amarelo. E agora, toda vez que acendia a luz, parecia que um solzinho piscava na parede.

— Bem, pelo menos ficou mais alegre! — pensou, gargalhando.

De repente, um vento entrou pela janela e fez Pintinhas cair num balde de água. Saiu todo ensopado, parecendo um ouriço.

— Agora sou o Pincel Espetado! — disse, fazendo graça enquanto escorria água amarela pela mesa.

Para secar, resolveu dançar um samba na beira da janela. Mas a cada passo, deixava pegadas de tinta pelo chão. Foi aí que o gato da Tia Lurdes, curiosíssimo, apareceu. O bichano começou a perseguir as pegadas amarelas, deixando rastros de patas pela sala inteira.

Pintinhas riu tanto que quase perdeu o fôlego (e as cerdas).

— Essa parede vai ser mesmo diferente!

Capítulo 3: O Grande Problema Amarelo

Depois de muitas trapalhadas, Pintinhas percebeu que faltava pintar o lugar mais alto da parede. Olhou para cima e viu um espaço enorme, lá no topo, inalcançável.

— Como vou chegar lá? — perguntou para o rolo de fita, que fingiu não ouvir.

Pintinhas tentou pular, mas só conseguiu cair de bunda no chão. Tentou se equilibrar em cima de um livro, mas escorregou e foi parar embaixo do sofá. Saiu de lá coberto de poeira, espirrando tinta amarela para todos os lados.

Foi então que teve uma ideia brilhante:

— Vou pedir ajuda aos meus amigos!

Chamou a régua, o lápis, a borracha, o rolo de fita e até o apontador. Juntos, montaram uma torre maluca: primeiro a régua, depois o lápis, a borracha em cima (toda orgulhosa), o rolo de fita se enrolando para dar firmeza, e Pintinhas lá no topo, balançando como bandeira em dia de vento.

— Segurem firme! — avisou Pintinhas.

Mas, no meio da pintura, a torre começou a tremer. Todos gritaram:

— Vai cair!

— Segura!

— Socorro, minha ponta está coçando!

No exato momento em que Pintinhas ia alcançar o topo, a torre desabou! Todos rolaram pelo chão, rindo tanto que nem conseguiram se levantar. O gato da Tia Lurdes aproveitou e pulou no meio da bagunça, lambendo a borracha amarela.

Pintinhas ficou de cabeça pra baixo, mas não desanimou.

— Isso foi hilário! Mas ainda falta o topo…

Capítulo 4: A Solução Mais Maluca de Todas

Sentado no chão, Pintinhas olhou para o teto. “Se eu não posso subir até lá… e se o topo descesse até mim?” De repente, ouviu um barulho vindo da janela. Era o vento, brincando com uma bexiga amarela esquecida do último aniversário.

Uma ideia maluca surgiu:

— Vou voar até o topo!

Com a ajuda do rolo de fita (que finalmente quis brincar), Pintinhas amarrou suas cerdas na bexiga. O lápis de cor empurrou a bexiga até ela flutuar, levando Pintinhas para cima, bem devagarinho.

— Uhuu! Estou voando! — gritou Pintinhas, rodopiando no ar.

Enquanto subia, foi pintando o topo da parede com traços divertidos. Desenhou nuvens, passarinhos, um sol sorridente e, é claro, um bigode amarelo no canto da parede. Todos lá embaixo aplaudiam:

— Vai, Pintinhas!

— Cuidado com o lustre!

— Não esquece de pintar o canto!

Quando Pintinhas terminou, a bexiga começou a descer devagar, trazendo o pincel de volta ao chão, como um foguete amarelo que já cumpriu sua missão.

Tia Lurdes entrou na sala e ficou de boca aberta.

— Uau! Que parede mais alegre! Quem foi o artista?

Todos apontaram para Pintinhas, que ergueu suas cerdas, todo orgulhoso.

— Eu só queria pintar um pouco de alegria!

Desde aquele dia, Pintinhas virou o herói da gaveta. Todos os materiais queriam ouvir suas histórias de como voou com uma bexiga, dançou samba molhado e fez o gato virar pintor. E sempre que alguém dizia: “Isso é impossível!”, Pintinhas respondia, piscando:

— Impossível? Só se for de tanto rir!

E assim, a parede azul triste virou um quadro de sorrisos amarelos, graças ao pincel mais criativo, trapalhão e engraçado de toda a casa.

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