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História de circo 3 a 4 anos Leitura 7 min.

A Rita e a palavra final do circo

Rita, uma menina de três anos, visita o circo e, nos bastidores, ajuda artistas atrapalhados a encontrar objetos perdidos e a resolver pequenos problemas com muito cuidado.

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Menina de 4 anos, sorridente e maravilhada, cabelos castanhos lisos com um grande laço vermelho, veste um vestido amarelo de bolinhas brancas; ela segura um pequeno cartão onde está escrito ABRACADABRA e olha com olhos grandes e brilhantes. À esquerda, um palhaço adulto e divertido, com sapatos vermelhos e maquiagem suave, faz uma reverência cômica próximo à menina. Atrás dela, um mágico adulto elegante, de paletó azul-marinho brilhante e cartola preta, levanta a cartola enquanto fitas coloridas voam. A mãe, mulher adulta de cabelo preso em coque e jaqueta rosa-pálido, está sentada logo atrás, olhando orgulhosa. À direita, um elefante cinza e arredondado com uma pequena manta azul brodada coloca um chapéu numa caixa próxima à pista. O cenário é um picadeiro redondo com piso de madeira clara, cortinas vermelhas listradas, bandeirolas coloridas no teto, luzes amarelas suaves e caixas de pipoca desenhadas ao fundo. A cena principal mostra a menina estendendo o cartão "ABRACADABRA" ao mágico; fitas multicoloridas saem da cartola, tudo é luminoso, alegre, colorido e cheio de movimento. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A chegada ao circo

A Rita tinha 3 anos e um laço vermelho no cabelo. Ela chegou ao circo de mãos dadas com a mamã. O circo era redondo, grande e muito colorido. Tinha bandeirinhas a dançar ao vento: “flap, flap, flap”.

“Uau!”, disse a Rita. “O circo parece um bolo gigante!”

Lá dentro, havia luzinhas, música baixinha e um cheirinho doce a pipocas. Um palhaço passou a correr, com sapatos enormes: “poc, poc, poc”. E deixou cair uma pluma no chão.

A Rita apanhou a pluma com cuidado.

“Obrigada!”, disse o palhaço, sorrindo. “Eu sou o Palhaço Pompom. Tu és muito responsável.”

“Eu sou a Rita”, disse ela, toda orgulhosa.

De repente, uma voz anunciou: “Atenção, atenção! Hoje temos magia, malabarismo e… uma surpresa!”

A Rita bateu palminhas. “Eu quero a surpresa!”

A mamã apontou para uma portinha com uma cortina. “Ali é a parte de trás, os bastidores. Só entra quem ajuda.”

A Rita endireitou o laço. “Eu ajudo! Eu ajudo!”

O Palhaço Pompom piscou um olho. “Então vem comigo. Mas com passinhos calmos, sim?”

A Rita fez passinhos de formiga. “Um, dois… um, dois…”

Parte 2: Bastidores malucos e muito fofos

Nos bastidores, tudo era uma festa também. Mas era uma festa de trabalho! Havia caixas, cordas, chapéus, e um coelho a bocejar dentro de um cartaz.

Um mágico de casaco brilhante procurava algo. “Onde está a minha palavra final?”, perguntou ele, aflito mas com voz doce. “Sem ela, o truque não fecha!”

A Rita arregalou os olhos. “Palavra final?”

“Sim!”, disse o mágico. “No fim eu digo uma palavra e… PUF! Aparece um arco-íris de fitas. Mas a palavra desapareceu!”

O Palhaço Pompom colocou as mãos na cabeça. “Ai, as palavras têm pernas! Fogem, fogem!”

A Rita riu. “Palavras não têm pernas!”

“Esta tem”, disse o palhaço. “Olha ali!” Ele apontou para um papel que escorregava pelo chão, como se fosse um caracol.

A Rita correu devagarinho, como a mamã ensinava. “Devagar e com cuidado.”

Ela pegou no papel, mas… era uma receita de sopa.

“Ops”, disse a Rita. “Isto é sopa.”

Um elefante simpático, com uma manta azul, fez “Pruuu”. Na tromba ele tinha… um chapéu!

“Ele roubou o chapéu!”, gritou o Palhaço Pompom. “Ele pensa que é cabeleireiro!”

O elefante abanou a cabeça, envergonhado. “Pruuu…”

O tratador chegou e fez uma festinha na tromba. “Ele só quer ajudar. Mas chapéus ficam na caixa dos chapéus.”

A Rita apontou para uma caixa grande com um desenho de chapéu. “Ali!”

“Boa!”, disse o tratador. “Responsabilidade é isso: pôr cada coisa no seu lugar.”

O elefante deixou o chapéu na caixa. “Pruuu”, como quem diz “desculpa”.

A Rita deu um beijinho no ar. “Tudo bem.”

Apareceu uma bailarina com saia de tule. “Perdi a minha estrela!”, disse ela. “Sem a estrela eu não brilho.”

A Rita viu algo a piscar no chão: uma estrela dourada, presa num sapato do Palhaço Pompom.

“Palhaço Pompom!”, disse a Rita. “A estrela está no teu pé!”

O palhaço olhou para o sapato enorme e fez cara de surpresa. “No meu pé? Eu tenho um planeta aqui!”

Ele tirou a estrela com cuidado. “Toma, bailarina.”

A bailarina rodopiou. “Obrigada! Que equipa bonita!”

O mágico ainda procurava. “E a minha palavra final?”

A Rita pensou. Pensou com a testa. “Hummm…”

Ela viu um papagaio verde sentado em cima de um tambor. O papagaio dizia sem parar: “ABRACADABRA! ABRACADABRA!”

O Palhaço Pompom tapou os ouvidos. “Ai, ele engoliu a palavra!”

O mágico riu um bocadinho. “Ele gosta dessa palavra.”

A Rita foi até ao papagaio. “Olá, papagaio. Podemos emprestar a palavra? É só no fim. Depois devolvemos.”

O papagaio inclinou a cabeça. “Abra… ca… dabra?”

“Sim”, disse a Rita. “Depois tu dizes de novo. Promessa.”

A Rita estendeu a mãozinha. O papagaio deixou cair um cartão pequeno, com letras grandes: ABRACADABRA.

“Consegui!”, disse a Rita, feliz.

Parte 3: A pista e a palavra final

A música subiu. Era hora do grande momento. A Rita sentou-se perto da mamã, bem confortável. O Palhaço Pompom fez um tropeção de mentira e caiu numa almofada: “Pof!” Toda a gente riu.

O elefante entrou com a manta azul e fez uma reverência. A bailarina apareceu com a estrela e brilhou, brilhou.

Então o mágico levantou a cartola. “Agora… a palavra final!”

Ele olhou para a Rita. A Rita levantou o cartão com as duas mãos, como se fosse um tesouro.

O mágico leu alto e claro: “ABRACADABRA!”

PUF! Do chapéu saíram fitas coloridas, como um arco-íris a fazer cócegas no ar. As fitas dançaram, rodaram e caíram bem devagarinho.

O Palhaço Pompom apanhou uma fita e fez um bigode de fita. “Sou o Senhor Fita-Bigode!”

A Rita riu tanto que a barriguinha fez “hihihi”.

No fim, o mágico devolveu o cartão ao papagaio. “Obrigado por emprestar.”

O papagaio cantou: “Abra! Ca! Dabra!” e bateu as asas, contente.

A mamã abraçou a Rita. “Tu ajudaste e foste responsável.”

A Rita bocejou pequenino. “Eu gosto do circo. E gosto de pôr as coisas no lugar.”

Lá fora, as bandeirinhas ainda diziam “flap, flap, flap”. E a Rita foi para casa com uma fita do arco-íris no bolso, a pensar numa coisa muito importante:

Quando a gente ajuda com carinho, a magia acontece. E no fim… a palavra fica bem guardada.

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Bastidores
Lugar atrás do palco onde as pessoas se preparam para o espetáculo.
Malabarismo
Quando se joga e apanha objetos no ar para entreter as pessoas.
Mágico
Pessoa que faz truques para surpreender o público.
Truque
Ação de iludir os olhos para parecer impossível.
Cartola
Chapéu alto que alguns mágicos usam para seus truques.
Tratador
Pessoa que cuida dos animais do circo.
Responsabilidade
Cuidar bem das coisas e fazer o que se deve fazer.
Almofada
Travesseiro pequeno e macio para assentar ou cair em cima.
Tule
Tecido leve e fininho que se usa em saias de bailarinas.
Papagaio
Pássaro colorido que pode repetir palavras que ouve.
Cartaz
Papel grande com desenho ou texto para mostrar algo.
Arco-íris
Risco de cores no céu depois da chuva.
Fitas
Tiras finas de tecido que podem dançar no ar.
Reverência
Curvar-se para mostrar respeito ou agradecer aplausos.
Pista
Espaço redondo onde os artistas mostram suas atrações.

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