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História engraçada do reino encantado 7 a 8 anos Leitura 13 min.

A princesa que colecionava sorrisos

A princesa Lúcia segue um papillon pelo Reino Enfeitiçado, vivendo aventuras com pontes de fitas, um lago brincalhão e amigos curiosos, enquanto aprende sobre gratidão e pequenas surpresas.

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Uma princesa de cerca de 9 anos, alegre e curiosa, cabelos dourados como fios de sol e vestido em retalhos rosa e azul, sorri enquanto atravessa uma passarela em arco de madeira coberta de fitas de papel coloridas (laranja, roxo, verde) segurando uma pequena caixa de terracota pintada; à sua frente guia uma borboleta mensageira gigante com asas em arco-íris e sorrisos, brilhando com purpurina, e à esquerda um esquilo elegante macho com monóculo de papel segura um mini-bolo em um galho; abaixo, perto de um filete de água, um pato cantor macho de cores vivas abre o bico enquanto notas musicais de papel saltam ao redor; ao redor caem estrelas de confete, ao fundo árvores em papéis sobrepostos, um lago espelhado com reflexos em papel metalizado e um céu em aquarela de papel, criando uma cena dinâmica, festiva e infantil de colagem, texturas de papel e glitter. reportar um problema com esta imagem

Era uma vez uma princesa que gostava de colecionar sorrisos.

Capítulo 1 — O papillon mensageiro

A princesa Lúcia morava num castelo que cheirava a pão fresquinho e a livros antigos. As janelas davam para um jardim onde as flores cochichavam segredos e as árvores batiam palmas quando o vento passava. Lúcia tinha cabelos como fios de sol e um riso que fazia os passarinhos esquecerem o lugar onde pousavam.

Numa manhã doce como compota de morango, um pequeno papillon pousou no peitoril do seu quarto. Não era um papillon qualquer: tinha asas pintadas de risos e um traço de travessura em cada pontinha.

"Olá!" disse o papillon, emitindo um som miúdo que soava quase como uma campainha de chá. "Tenho uma mensagem do Reino Enfeitiçado."

Lúcia inclinou a cabeça, curiosa. "O que diz a mensagem?"

O papillon abriu as asas como quem abre um mapa e sussurrou: "Siga-me. Há surpresas, fitas e uma ponte que gosta de dançar."

Lúcia sorriu. Ela era persistente — quando seu coração dizia "vá", seus pés obedeciam como se tivessem cordas invisíveis. Pôs um chapéu com uma pena e calçou botas que cantarolavam ao andar. "Vamos!" exclamou. E partiu atrás do papillon que piscava, como quem convida para um jogo.

Pelos caminhos do reino, o papillon ziguezagueava entre cogumelos que serviam chá e sapos que pediam dicas de moda. Lúcia ria, corria e parava sempre que via algo engraçado: uma vaca que fazia tricô, um caracol que contava piadas devagar. Tudo parecia conspirar para que cada passo fosse uma pequena surpresa.

"Para onde vai o papillon?" perguntou um esquilo com monóculo.

"Mostra e não conta!" respondeu o papillon, já voando mais rápido.

Lúcia seguiu, persistente como quem acha que as melhores aventuras estão sempre depois da esquina.

Capítulo 2 — O bosque que rimava

Entraram num bosque onde as árvores falavam em rimas. "Se entrares com fome, comerás uma canção; se entrares com pressa, perderás a direção", murmuravam as folhas. Lúcia ouviu tudo e, como era boa ouvinte, respondeu com um pé de meia rimado que fez as árvores gargalharem.

"Olhem!" disse o papillon, pousando numa folha que brilhava como papel metalizado. "O mapa sorridente diz que a ponte está por ali, coberta de fitas."

A ponte era um arco de madeira sobre um rio que ria de si mesmo. Quando chegaram, Lúcia viu que estava inteira enfeitada com fitas coloridas, presas de um lado a outro, penduradas como curvas de arco-íris dançantes. Cada fita tinha uma pequena etiqueta com palavras engraçadas: "Sopro-de-vento", "Abraço-em-papel", "Canção-de-sapato".

"É bonita!" exclamou Lúcia. O papillon, todo afoito, pousou numa fita laranja e começou a desenrolar outras fitas como se fosse maestro de um concerto de seda. A ponte se moveu um pouco, como se bocejasse, e as fitas tilintaram em notas miúdas.

"Esta ponte adora festa", avisou o papillon. "Mas hoje ela quer brincar de labirinto."

Lúcia caminhou pelo início das fitas. A ponte, espertinha, mexia-se e mudava as rotas das fitas, criando passagens que giravam como espirais. Cada vez que Lúcia batia numa fita, uma pequena nuvem de purpurina surgia e caía em forma de estrelas. Riram ambos ao ver estrelas brilhando nas botas de Lúcia.

No meio da travessia, uma fita sussurrou: "Diz-me um motivo para agradecer." Lúcia parou. Nunca tinha pensado que fitas pudessem perguntar coisas. Sentiu o coração abrindo como uma flor nova.

"Sou grata pelas manhãs de compota, pelos livros que contam segredos, e por quem me segue em aventuras", respondeu Lúcia.

A ponte tilintou ainda mais feliz, e as fitas formaram um arco que parecia um aplauso. O papillon fez uma pirueta e uma brisa trouxe um cheiro de bolo de cenoura. Lúcia entendeu que agradecer fazia as coisas ao redor cintilar; até as fitas, que eram brincalhonas, gostavam de ouvir graças pequenas.

"Hora do teste final!" anunciou a ponte, gentil. "Para atravessar, conte uma história curta e engraçada."

Lúcia pensou rápido e contou a história de um sapo que queria ser rei dos pães, mas foi eleito rei das risadas. A ponte balançou, riu e deixou-a passar. Do outro lado, um grupo de formigas ofereceu mini-bolinhos. Lúcia aceitou um e sorriu agradecida. O papillon bateu as asas em ritmo de dança.

"Vamos continuar", disse Lúcia, sentindo a alegria de quem venceu um enigma com abraço e bom humor.

Capítulo 3 — O lago que imitava

A trilha levou-os a um lago que espelhava o céu como se fosse um quadro. Mas este lago tinha um traço de comédia: tudo o que se dizia perto dele era repetido em voz trocada, como se o lago fosse um eco divertido. "Bom dia!" dizia Lúcia. "Ediomob!" respondia o lago, com borbulhas.

"Prazer em conhecer o Lago Trambolho", disse o papillon, sendo respondido por "Olhobmart!" que soou como uma risada em bolha.

Lúcia sentou numa pedra e observou. Do outro lado, uma barcaça de folhas levava lanternas que piscavam em cadência. As lanternas acenaram, e o lago devolveu o aceno com pequenas ondas em forma de coração.

"Ouço algo," disse Lúcia. "Alguém está a chorar... mas é risada."

"São as ondinas, faz parte do espetáculo", explicou o papillon. "Elas choram de tanto rir quando alguém esquece a letra de uma canção." Lúcia riu de leve só de imaginar.

Enquanto caminhavam à beira, encontraram um pato que tentava degraçar uma canção. "Eu queria cantar 'Sol no Mar', mas quando começo esqueço-me das palavras", lamuriou o pato.

"Vamos ajudar," sugeriu Lúcia. Ela colocou a mão no peito e começou a balbuciar ritmos que lembravam bongôs de verão. O pato completou uma estrofe com uma voz desafinada e corajosa. O lago repetiu tudo trocado, e as ondinas gargalharam tanto que lançaram pétalas no ar.

"Obrigada," disse o pato, que agora cantava mais seguro. Lúcia sentiu gratidão por poder ajudar com um pouco de coragem e uma pitada de riso. O papillon pousou na cabeça do pato, convencido de que tinha feito a maior boa ação do dia.

"Há um castelo de renda lá adiante," disse o papillon. "É onde as surpresas se cilindram."

Lúcia seguiu, levando no bolso um pedaço de fita laranja que havia recolhido da ponte. Ela guardou-o como lembrança. Persistência, ouviu-se dizer, também era colecionar pequenas lembranças que aqueciam o peito.

Capítulo 4 — Festa discreta e gratidão

Quando chegaram ao castelo de renda, encontraram mais do que esperavam: todas as criaturas que haviam conhecido no caminho estavam reunidas. Estavam lá o pato cantor, as ondinas secas de rir, o esquilo com monóculo, as árvores que falavam em rimas e até a vaca que fazia tricô, agora usando um gorro feito com lã de arco-íris. O castelo brilhava com luzes feitas de suspiros.

"Surpresa!" cantaram em coro. Não uma surpresa barulhenta; era uma surpresa terna, com sorrisos em forma de caramelo. Lúcia ficou num cantinho, corando como um pôr-do-sol.

"Você trouxe a fita da ponte," disse o papillon, exibindo a fita laranja como se fosse um troféu. "E seguiu a mensagem até aqui. Por isso, cada um trouxe algo para dizer obrigado."

O pato ofereceu um verso desafinado: "Obrigada por me ouvir, e por me ajudar a cantar até o céu." As ondinas espalharam pétalas em forma de notas musicais. O esquilo levou bolos em miniatura; as árvores cantaram uma rima lenta, e a vaca tricoteira presenteou Lúcia com um cachecol pequenino, macio como nuvem.

Lúcia sentiu uma onda quente no peito. Ela não sabia que ser seguida por um papillon poderia trazer tantas mãos amigas e tantos jeitos diferentes de dizer obrigado. Levantou-se, aproximou-se do centro e falou com voz que tremia de emoção e alegria.

"Estou agradecida por cada passo desta aventura," começou. "Pelo papillon que me convidou, pelas fitas que me fizeram rir, pelo lago que imitou as minhas piadas e por cada amigo que trouxe um mimo ou uma canção."

Silêncio. Um silêncio bom, como quando se segura o ar antes de soprar uma bolha enorme. Então, todos bateram palmas devagar, como quem faz festa sem barulho, só com o coração.

"Vamos fazer uma última coisa," propôs o papillon. "Cada um diga um 'obrigada' bem pequeno, e a princesa guardará esses 'obrigadas' num pote."

Passaram o pote de barro pintado com pintinhas douradas. Cada um pôs dentro do pote um bilhetinho com uma palavra de gratidão: "pensamentos", "risos", "abraços", "ajuda", "sorvete" (porque sorvete também faz parte da gratidão, disse a vaca). Lúcia escreveu com cuidado: "Obrigada por me ensinar que agradecer é como semear estrelas."

Quando o pote foi fechado, o castelo de renda soprou uma brisa que moveu todas as fitas da ponte como se fosse uma dança de despedida. As luzes piscavam num compasso que lembrava um cochicho feliz.

"É hora de voltar ao castelo," disse Lúcia, mas com um sorriso que dizia "não é um adeus". O papillon pousou no ombro dela e, por um momento, Lúcia sentiu-se como se tivesse guardado todo um universo no bolso.

Na estrada de volta, Lúcia olhou para trás e viu o povo do Reino Enfeitiçado acenando. Ela sente um aperto bom no peito — aquele tipo de sentimento que é quentinho, igual a um cobertor novo. Segurou o pote de agradecimentos contra o coração.

"Você foi muito corajosa hoje," disse o papillon.

"Não foi só coragem," respondeu Lúcia. "Foi um conjunto de gentilezas."

Ao entrar no seu quarto, Lúcia colocou o pote na janela. As estrelas lá fora piscavam como quem responde a uma carta recebida. Ela abriu o pote e deixou que um fio de luz subisse e voasse pela janela, espalhando pequenos "obrigadas" que caíram no jardim como sementes de alegria.

Antes de dormir, Lúcia agradeceu em voz alta: "Obrigada pelo papillon, pelas fitas, pelo lago, por cada risada." E, como se o mundo conspirasse para sorrir de volta, a lua inclina-seu chapéu e mandou um beijo prateado.

Na manhã seguinte, quando o sol foi buscar o mundo, Lúcia encontrou uma fita nova no seu parapeito. Estava escrita a palavra "Gratidão" com letras que pareciam pulgarzinhos. O papillon estava ali também, sonolento, com os olhos brilhando.

"Para a próxima aventura?" perguntou ele.

Lúcia pegou a fita e respondeu: "Sempre." Pois ela sabia que seguir um papillon não era apenas correr atrás de surpresas — era aprender a guardar pequenos presentes no coração e a dizer obrigado em voz alta, baixinho e com um sorriso largo como um abraço.

E assim, com uma ponte que ainda dançava no horizonte, e um reino que aprendia a agradecer em coro, a princesa Lúcia dormiu com o potinho ao lado e sonhou com fitas que se transformavam em estrelas. A festa continuou, discreta e constante, dentro do peito de cada um que tinha ouvido a história — e cada "obrigada" cantado ao vento virou um novo começo.

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Peitoril
A parte de baixo da janela onde se pode apoiar coisas ou pousar.
Cochichavam
Falavam baixinho, como segredos que só algumas pessoas ouvem.
Travessura
Uma brincadeira malandra que pode ser engraçada ou provocar confusão.
Persistente
Alguém que não desiste e continua tentando, mesmo se é difícil.
Reino Enfeitiçado
Um lugar imaginário onde há magia e coisas surpreendentes.
Purpurina
Pó brilhante que cai como estrelinhas e faz as coisas cintilar.
Ondinas
Seres das águas nas histórias, parecidos com pequenas ninfas ou espíritos.
Balbuciar
Falar ou cantar devagar e confuso, como quem ainda aprende as palavras.
Estrofe
Um grupo de versos que formam uma parte de uma canção ou poema.
Se cilindram
Movem-se ou enrolam-se como se fossem rolando numa forma cilíndrica.

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