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História de Piloto de avião 5 a 6 anos Leitura 12 min.

A piloto Ana e as cócegas do céu

A piloto Ana embarca numa missão humanitária para levar ajuda a uma ilha, enfrentando nuvens e o seu próprio medo com calma, listas e cooperação.

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Piloto mulher ~30 anos, cabelo castanho em coque, rosto suave e sorridente, uniforme azul-marinho com lenço verde, ajoelhada na relva mostrando como dobrar um avião de papel; copiloto mulher ~28 anos, cabelo loiro em rabo de cavalo, uniforme semelhante, em pé ao lado, sorrindo e aplaudindo, olhar cúmplice para as crianças; médica mulher ~40 anos, pele morena, bata branca, segurando uma caixa com curativos e remédios perto do avião, observando com gratidão; menino ~7 anos, chapéu grande cobrindo os olhos, t-shirt colorida, segurando o avião de papel reparado, rosto maravilhado; menina ~5 anos, vestido simples e duas tranças, rindo e apontando o avião que voa, ao lado do menino; pequeno avião cargueiro branco numa pista de terra, ligeiramente gasto, portas abertas com caixas e cobertores visíveis e rede de carga ainda presa; paisagem de ilha tropical pós-chuva: relva verde molhada, poças brilhantes, casas de madeira coloridas ao fundo, palmeiras, céu parcialmente rosa com nuvens e raios dourados; ambiente visual acolhedor e tranquilizador, cores quentes e saturadas, contornos espessos e flexíveis estilo rubber hose, texturas de papel e tecido, expressões exageradas mas suaves, composição centrada no encontro entre a piloto e as crianças. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A piloto que fala baixinho com o céu

A Ana vestia o seu casaco azul-escuro e o seu lenço verde, bem preso ao pescoço. No bolso, trazia um pequeno caderno e um lápis. Ela era piloto de avião. Mas não gostava de fazer barulho sobre isso.

No aeroporto, as luzes eram suaves e o chão brilhava como um lago calmo. Ana caminhava devagar, ouvindo os sons: rodinhas de malas, passos, e um “bip” aqui e ali.

— Bom dia, capitã Ana! — disse o Rui, o mecânico, com um sorriso.

— Bom dia, Rui. O avião está feliz? — perguntou ela, num tom baixinho, como quem conversa com um amigo.

Rui riu.

— Ele está pronto. Mas vamos confirmar tudo. Segurança primeiro.

Ana gostava dessa frase. “Segurança primeiro” era como um abraço.

Ela chegou perto do avião. Era branco, com uma risca amarela e um símbolo pequeno na cauda, porque aquele voo era humanitário: levava caixas com remédios, leite em pó e cobertores para uma ilha onde a chuva tinha sido muito forte.

Ana passou a mão, de leve, na barriga do avião.

— Vamos cuidar das pessoas hoje — sussurrou.

O seu coração bateu mais rápido. Ela sentiu um friozinho na barriga. Às vezes, antes de voar, vinha essa sensação. Não era um medo grande, mas era como uma borboleta inquieta.

Ana fechou os olhos por um segundo e respirou: entra… sai… entra… sai.

— O que foi, capitã? — perguntou a Marta, a copilota, que chegou com uma prancheta.

— Senti a borboleta — disse Ana, honesta.

— A borboleta ajuda a lembrar que é importante estar atenta — respondeu Marta. — Quer fazer a nossa lista juntas?

Ana sorriu. Era bom ter uma equipa.

As duas começaram a ver tudo com calma: as asas, as rodas, as luzes, o combustível.

— As luzes estão a funcionar? — perguntou Ana.

— Sim — disse Marta. — E os pneus?

— Verificados — respondeu Rui, mostrando o polegar.

Ana abriu o caderno e fez um desenho simples: um avião com três bolinhas. Era o seu jeito de lembrar três coisas: “preparar”, “cooperar”, “respirar”.

Quando tudo estava pronto, Ana olhou para o céu pela janela do terminal. Havia nuvens fofas, como algodão.

E então ela pensou na avó Celeste.

A avó Celeste não era piloto. Era uma senhora de mãos quentes e voz calma. Quando Ana era pequena, a avó apontava para o alto e dizia:

— O céu é grande, Ana. Cabe medo e cabe coragem. E tu escolhes o que alimentas.

Ana lembrava-se disso como se fosse uma canção.

— Avó… hoje vou escolher a coragem — murmurou Ana.

Parte 2: A lista mágica e o mini-reviravolta das nuvens

Dentro da cabine, havia botões e luzes, mas nada era “misterioso” para Ana. Era como uma cozinha bem arrumada: cada coisa no seu lugar.

Ana colocou os auscultadores.

— Torre, aqui é o voo humanitário 12. Prontas para ligar motores — disse ela.

Uma voz tranquila respondeu:

— Autorizadas. Bom voo.

Os motores fizeram um som forte, mas constante. Ana gostava daquele som, porque parecia um “hummm” de confiança.

— Marta, lembra o nosso combinado? — perguntou Ana.

— Claro: devagar, claro e sempre a falar — disse Marta.

O avião começou a andar pela pista. Ana mantinha as mãos firmes e leves no comando.

— Estamos a alinhar — disse Ana. — Agora, juntos.

— Juntos — repetiu Marta.

E então… o avião subiu! A cidade ficou pequenina, como um desenho. O mar apareceu como uma manta azul. Ana sentiu uma alegria calma, como quando a gente está deitada e ouve chuva lá fora.

Mas, depois de algum tempo, as nuvens ficaram mais cinzentas. O avião começou a tremer um pouco.

— Opa… — disse Marta.

Ana não gritou. Não precisava. Ela percebeu a borboleta a acordar outra vez.

— É turbulência leve — explicou Ana, com voz mansa. — Não é perigoso, mas pede atenção.

Ela respirou de novo: entra… sai…

— Vamos avisar a cabine e manter o cinto — disse Ana.

Marta pegou no microfone e falou para as pessoas, com voz doce:

— Olá! Aqui é a copilota Marta. Vamos sentir uns abanõezinhos no ar, como se o céu fizesse cócegas. É normal. Continuem sentados e com o cinto apertado, por favor.

Ana sorriu por dentro. “Cócegas do céu.” Era uma boa imagem.

De repente, um aviso acendeu: vento mais forte naquela rota.

Marta apontou para o ecrã.

— Ana, olha… uma faixa de nuvens mais grossas.

Era o mini-reviravolta: o caminho parecia mais chato agora.

Ana pensou na avó Celeste de novo. “Cabe medo e cabe coragem.”

— Está tudo bem sentir o coração rápido — disse Ana para si mesma. — O coração só está a dizer: “cuida bem.”

Ela falou em voz alta, para Marta:

— Vamos fazer o que sabemos: ajustar rota, confirmar altitude e pedir informação.

— Certo — disse Marta. — Eu falo com a torre.

Marta chamou a torre. A torre respondeu com calma e deu uma opção: contornar as nuvens, um pouco mais à esquerda.

— Vai demorar mais? — perguntou Marta.

— Um bocadinho — respondeu Ana. — Mas o nosso trabalho não é o mais rápido. É o mais seguro.

Ela virou o comando com suavidade. O avião mudou de caminho, como um pássaro que escolhe uma corrente de ar mais tranquila.

As caixas lá atrás, bem presas com redes, não se mexeram. Isso também fazia parte do trabalho: prender tudo com cuidado, para nada cair, nem assustar ninguém.

A turbulência ficou menor. As nuvens abriram um buraco e, de repente, apareceu um céu cor-de-rosa, como algodão doce.

— Uau — disse Marta. — Parece um sonho.

— O céu gosta de nos surpreender — respondeu Ana.

E ela sentiu a borboleta a adormecer.

Parte 3: A entrega e o avião de papel

Quando a ilha apareceu, era verde e brilhante, com pequenas casas e uma praia clara. Havia ainda poças de água da grande chuva. Ana viu um campo onde algumas pessoas esperavam perto de uma pista pequena.

— Vamos descer com calma — disse Ana. — Check final?

— Check — confirmou Marta, olhando a lista: flaps, trem de aterragem, velocidade.

Rui não estava ali, mas a voz dele parecia ecoar na cabeça de Ana: “Segurança primeiro.”

Ana falou com a torre local, que era uma senhora chamada Joana.

— Vento suave. Pista livre. Bem-vindas — disse Joana.

Ana baixou o avião devagar. O chão subiu ao encontro delas, sem pressa.

As rodas tocaram a pista: tum… tum… e depois um rolar tranquilo.

— Pouso lindo! — disse Marta, batendo palmas baixinho.

Ana soltou o ar que nem tinha percebido que segurava.

— Obrigada, equipa — disse ela. — Obrigada, céu.

Lá fora, um grupo aproximou-se. Havia uma médica, um senhor com colete e duas crianças. Uma delas segurava um chapéu demasiado grande, que caía nos olhos.

A médica acenou.

— Trouxeram os remédios? — perguntou, com esperança.

— Trouxemos — respondeu Ana. — E também cobertores.

As pessoas ajudaram a descarregar. Era um trabalho de cooperação: um passa, o outro segura, o outro confirma a lista. Nada de correrias, para não cair nada.

A criança do chapéu grande olhava para Ana como se ela fosse uma personagem de livro.

— Tu és a piloto? — perguntou, baixinho, como se fosse segredo.

Ana ajoelhou-se para ficar à altura dela.

— Sou, sim. Mas eu só consigo porque tenho muitas pessoas comigo. A Marta, o Rui, a Joana da torre… e tu, que estás aqui para receber.

A outra criança puxou uma folha do bolso. Era um avião de papel, meio amassado.

— Eu fiz… mas ele não voa direito — disse, com cara triste.

Ana pegou no avião de papel com cuidado, como se fosse um passarinho.

— Posso mostrar um truque? — perguntou.

As crianças assentiram com força.

Ana alisou as asas.

— Olha: as asas precisam ficar iguais, como dois braços a abraçar o ar. E a pontinha da frente tem que estar bem firme, para “cortar” o vento.

Ela dobrou um bocadinho, com dedos pacientes.

— Agora tenta tu — disse Ana, devolvendo o avião.

A criança lançou. O avião de papel voou um pouco, fez uma curva e pousou suave na relva.

— Voou! — gritaram as duas, rindo.

Ana riu também, mas por dentro ficou muito quentinha. Aquilo lembrava a avó Celeste, que dobrava guardanapos e dizia que as mãos também podiam “aprender o vento”.

A médica aproximou-se e falou em tom emocionado:

— Obrigada por terem vindo. Estávamos preocupados.

Ana sentiu um aperto no peito, mas era um aperto bom. Mesmo assim, ela sabia: quando a gente vê pessoas preocupadas, a preocupação pode entrar na nossa barriga.

Então ela respirou outra vez: entra… sai…

— Eu também fico preocupada às vezes — disse Ana, sincera. — E aprendi a cuidar dessa emoção. Eu paro, respiro e faço a lista do que posso fazer.

— Uma lista? — perguntou a criança do chapéu.

— Sim — disse Ana, abrindo o seu caderno. — Três coisas: preparar, cooperar e respirar.

A criança tentou repetir:

— Pre-pa-rar… coo-pe-rar… res-pi-rar!

— Isso mesmo — disse Ana. — E tu podes usar também, quando ficares nervosa.

Quando tudo foi entregue, Ana e Marta voltaram para o avião. O sol já estava a ficar baixinho. O céu parecia uma manta lilás.

No voo de regresso, tudo foi calmo. Ana olhava as estrelas a aparecer, uma a uma, como pequenas luzes a dizer “boa noite”.

Ao chegar ao aeroporto, Rui estava lá outra vez.

— Como correu? — perguntou.

— Com borboletas e com céu cor-de-rosa — disse Ana. — E com segurança.

Rui assentiu, satisfeito.

Mais tarde, em casa, Ana tomou um banho quentinho e vestiu o pijama macio. A sala estava silenciosa. Na estante, havia livros, uma foto da avó Celeste e uma pequena caixa onde Ana guardava coisas importantes.

Ela tirou de lá um avião de papel. Era novo: ela tinha feito no caminho, pensando nas crianças da ilha. Escreveu nele, com letras simples: “Coragem e calma.”

Ana colocou o avião de papel na prateleira, bem ao lado da foto da avó.

— Obrigada por me teres encorajado, avó Celeste — sussurrou. — Hoje eu ajudei pessoas. E eu cuidei do meu coração também.

Ela apagou a luz. Antes de fechar os olhos, imaginou o céu como um cobertor enorme, a cobrir o mundo todo.

E, na prateleira, o avião de papel ficou quietinho, guardando aquela aventura, pronto para sonhar também.

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O quiz: você entendeu bem a história?

Humanitário
Que ajuda pessoas que precisam, com coisas como remédios e cobertores.
Turbulência
Quando o avião mexe e abana por causa do vento no céu.
Altitude
A altura a que o avião está a voar, acima do chão.
Flaps
Partes nas asas do avião que mudam para ajudar a levantar ou pousar.
Trem de aterragem
Conjunto de rodas do avião que tocam o chão ao pousar.
Prancheta
Uma folha presa numa tábua que serve para anotar coisas.
Redes
Tecidos fortes que prendem caixas para não caírem.
Pista
Lugar comprido e plano onde o avião corre para levantar ou pousar.

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A ler em seguida em Histórias de Pilotos de avião para 5 a 6 anos

Um jovem chamado Pedro, com cerca de 12 anos, está dentro de um cockpit de avião, com os olhos brilhando de excitação e um grande sorriso no rosto. Ele tem cabelos castanhos bagunçados, usa um boné de piloto e uma camisa azul com ombreiras douradas. Pedro está concentrado nos comandos do avião, pronto para decolar. Ao lado dele, um instrutor de voo, um homem de cerca de 30 anos com óculos e barba bem cuidada, dá conselhos com um ar encorajador. Ele veste uma jaqueta de piloto e um crachá no peito. Ao fundo, crianças do parque, incluindo uma menina chamada Sofia, de 10 anos, observam maravilhadas pela janela do cockpit, com cabelos loiros ao vento. O local é um cockpit de avião moderno, com painéis de controle coloridos, telas brilhantes e botões piscando. Do lado de fora, vê-se um céu azul com nuvens brancas e uma paisagem verdejante se estendendo até onde a vista alcança. A cena principal mostra Pedro, pronto para seu primeiro voo solo, com uma expressão de determinação e alegria, enquanto o instrutor lhe dá instruções e as crianças admiram a cena com rostos maravilhados.

Asas de Sonho

Disponível em história em áudio Leitura 6 min.

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