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História de Piloto de avião 5 a 6 anos Leitura 12 min.

A capitã Inês e o jogo do céu

A Capitã Inês e a sua equipa preparam-se para um voo de Lisboa a Porto, enquanto a pequena Lara, uma correspondente especial, junta-se a eles com o seu caderno de viagens, onde desenha e aprende sobre a cooperação e a importância de seguir o vento. Juntos, eles criam um jogo divertido para tornar a viagem ainda mais especial.

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Uma mulher piloto, a Capitã Inês, está no cockpit de um avião, com um grande sorriso no rosto determinado. Ela usa um macacão de piloto azul-marinho com ombreiras douradas, e seus cabelos castanhos estão presos em um rabo de cavalo. Seus olhos brilham de excitação e confiança enquanto observa o céu azul com nuvens brancas. Ao seu lado, Tomás, um jovem copiloto de cerca de 30 anos, com cabelos castanhos e óculos redondos, consulta instrumentos de voo com uma expressão concentrada. Ele veste uma camisa branca e uma gravata preta, e se volta levemente para Inês, pronto para ajudar. Atrás deles, na cabine, uma menina chamada Lara, de cerca de 8 anos, está sentada com um caderno de viagem no colo. Ela tem cabelos cacheados e usa uma camiseta colorida com estrelas, olhando maravilhada para os pilotos, com um lápis na mão, pronta para desenhar. O cockpit é iluminado por luzes piscantes e instrumentos coloridos, com telas exibindo mapas de voo. A situação principal mostra Inês se preparando para a decolagem, explicando a Lara como funciona o cockpit, enquanto Tomás verifica os instrumentos. A excitação e a aventura estão no ar, enquanto eles se preparam para voar em direção a novos horizontes. reportar um problema com esta imagem

Manhã de mapa e luz

A luz da manhã entrava pela janela grande como um cobertor de sol. Na sala de briefing, tudo parecia brilhar: a mesa branca, o mapa do céu, os olhos atentos da Capitã Inês. Ela era piloto de avião, e o seu pensamento corria rápido como uma andorinha. Quando precisava decidir, contava na cabeça, veloz, tranquila, como quem brinca com números invisíveis.

— Bom dia, equipa — disse Inês, sorrindo para o copiloto Tomás e para a chefe de cabine, Lia.

— Bom dia! — responderam, quase em coro.

Na parede, um ecrã mostrava o caminho do avião de Lisboa até Porto, um risco azul sobre um tapete de nuvens. Inês apontou com o dedo:

— A meteorologia está gentil. As nuvens parecem flocos. O vento é suave. Segurança primeiro, como sempre.

Ela respirou fundo, cheirando o ar de papel e café. No canto, uma mesa com lápis, canetas, folhas. E, de repente, a porta abriu-se numa dança de luz.

Entrou uma menina com um caderno de viagem apertado ao peito. Trazia autocolantes de estrelas no casaco e um sorriso curioso.

— Olá! Eu sou a Lara. Sou a tua pequena correspondente — disse, baixinho, como quem conta um segredo ao vento.

Inês inclinou-se para ficar à altura dos olhos dela.

— Bem-vinda, Lara. Adoro correspondentes. O que escreves no teu caderno?

— Eu desenho caminhos e palavras novas — respondeu Lara, abrindo o caderno. Havia nuvens redondas, pistas com setas, e um recorte de um avião.

— Que bonito — disse Lia. — Queres ver como decidimos a viagem?

Lara sentou-se numa cadeira alta. Inês mostrou o mapa e as letras coloridas.

— Isto é a rota. E aqui são as altitudes, as alturas onde vamos voar. Conto mentalmente o tempo e o combustível. Pronta? Conto até três: um, dois, três!

Inês fez contas suaves no ar, como quem apanha borboletas. Os números dançaram na cabeça dela, e saíram como uma resposta calma:

— Trinta e cinco minutinhos de voo. Combustível com sobra, como pede a segurança. E temos planícies, um rio que brilha, e mar ao longe.

Tomás levantou a mão.

— Capitã, recebi um aviso da logística: hoje faltam os kits de conforto com revistas e lapiseiras. Não chegaram a tempo ao avião.

Lia franziu o sobrolho. — As crianças gostam de desenhar e ver revistas…

Inês olhou para a mesa com as folhas. Os olhos dela brilharam uma ideia, como lâmpadas a acender.

— E se criarmos o Jogo do Céu? Fazemos cartões com figuras que vamos ver: uma nuvem couve-flor, um rio brilhante, uma curva de estrada, uma mancha de floresta. Em vez de revistas, temos um bingo de viagem.

— Eu posso desenhar! — disse Lara, abrindo o caderno. — Posso ajudar a fazer os cartões.

— Perfeito — disse Inês. — Equipa, cooperamos. Eu e o Tomás finalizamos a rota e as contas. Lia, preparas os cartões com Lara. Segurança primeiro, conforto com carinho.

A sala de briefing ficou ainda mais luminosa com a alegria silenciosa de quem faz junto. O vento lá fora parecia soprar “sim”.

A manga de vento dança

No caminho para o avião, o sol brincava no metal das asas. No chão, pessoas de coletes amarelos acenavam, e os carrinhos de bagagem passavam devagar, como tartarugas com rodas.

Inês parou por um momento e apontou para um tubo comprido com uma boca vermelha, que pendia num mastro alto.

— Lara, aquela é a manga de vento. Ela mostra de onde vem o vento. Vês?

A manga estava mansa, depois, de repente, uma brisa levantou-a com pressa, fazendo-a flutuar e apontar noutra direção. Foi como se o ar tivesse mudado de canção.

— Olha! — disse Lara, os olhos redondos. — Ela mexeu!

— Mexeu, sim — disse Inês, com um sorriso calmo. — O vento mudou. E isso muda a pista que usamos. Escolhemos sempre a pista de frente para o vento. É mais seguro, o avião gosta de vento no nariz para descolar e aterrar.

Tomás levou a mão ao auricular.

— Torre confirma mudança de pista para a três-cinco. Vento de norte.

Inês respirou o novo plano como quem escuta o mar. Contou na cabeça, rápido e macio.

— Pronta outra vez? Conto até três: um, dois, três! — murmurou, e os olhos dançaram. — Nova pista, mesma distância, e ajustes de tempo. Estamos bem. Segurança primeiro.

Ela explicou a Lara com palavras simples:

— Quando o vento muda, mudamos a nossa forma de começar a voar. É como quando empurras um barco de papel no tanque: se o vento vem de frente, o barco fica mais firme.

Lia apareceu com um embrulho de folhas recortadas.

— Cartões do Jogo do Céu prontos! Tem nuvem couve-flor, tem rio fita-azul, tem campo quadradinho.

— Que bonito — disse Inês. — Obrigada, equipa. E obrigada, Lara.

Lara sorriu, levantando o caderno.

— Estou a escrever: “Vento muda, piloto muda plano. Tudo calmo.”

— Escreve também: “Cooperação” — disse Inês. — Voar é sempre em equipa: nós, a torre, quem está no chão, quem está a bordo. Quando cooperamos, tudo corre suave como vento amigo.

Dentro do avião, as luzes eram pequenas estrelas. Inês e Tomás sentaram-se na frente, onde moram os botões, as janelas largas e uma vista que dá vontade de cantar. Inês correu a lista de verificação, apontando com o dedo e dizendo cada passo, como uma canção com notas de segurança.

— Lista de verificação completa — disse. — Estamos prontos.

A voz dela saiu para a cabine, quentinha como chá.

— Bom dia a todos. Sou a Capitã Inês. Hoje o vento quis dançar com a manga de vento, e por isso vamos usar uma pista diferente. É normal, e é seguro. Ah! E temos um Jogo do Céu para quem quiser brincar. Procurem pela janela as figuras do cartão. Boa viagem!

Lá atrás, Lia distribuiu os cartões. Crianças e adultos sorriram, apontando para as janelas como quem descobre tesouros.

— Prontos? — disse Inês ao Tomás.

— Prontos — respondeu ele.

O avião correu na pista, sentindo o vento como um abraço. Subiu devagar, com força de passarinho grande. O chão ficou lá em baixo, desenhado como um tapete. Nuvens brancas chamavam pelo nome, batendo as mãos de algodão.

O jogo das nuvens

Lá no alto, o ar é fino e claro. Inês guiava o avião com dedos leves, como quem segura um balão. Tomás olhava instrumentos coloridos que piscavam com letras e números amigos. De vez em quando, Inês dizia:

— Tudo está dentro do esperado. Segurança primeiro.

Pelo interfone, Lia ria:

— Capitã, o jogo está um sucesso! Uma menina viu o rio fita-azul. Um senhor encontrou a nuvem couve-flor.

— Que bom — respondeu Inês. — Digam-lhes para respirarem devagar e olharem o mundo com olhos de artista. O céu gosta disso.

Lara, sentada com o cinto bem apertado, desenhava. O caderno dela tinha agora um mapa do rio que brilhava, uma estrada que curvava como serpente boa, e uma pequena seta a dizer: “Norte”.

Inês falou outra vez para a cabine:

— Sabem que os pilotos contam muito? Contamos minutos e distâncias. Às vezes, contamos gotas de chuva que podem querer brincar connosco. Contamos para estar preparados. Eu, quando conto, gosto de fazer assim: Conto até três: um, dois, três! E fico tranquila.

Ela olhou pela janela grande da frente. Uma nuvem abriu-se como cortina, mostrando o mar, um prato azul escuro, e barcos pequenos como migalhas.

— Vês as linhas? — disse Inês ao Tomás. — São as ondas. Quando o vento sopra mais rápido, as ondas vestem-se de branco. Hoje, o vento é educado.

— Hoje, o vento diz “por favor” — brincou Tomás.

— E nós respondemos “obrigada” — completou Inês, com riso macio.

No fim do jogo, Lia avisou:

— Temos vencedores! Mas no nosso jogo, todos ganham. Quem olhou com carinho já ganhou.

— É mesmo — disse Inês. — Olhar é uma forma de voar por dentro.

Aos poucos, o avião começou a descer. Inês falou para todos:

— Vamos aterrar. Mantenham os cintos apertados como abraços. Vamos apontar o nariz para o vento, tal como aprendemos com a manga vermelha.

Ela ajustou os manípulos, alinhou com a pista como quem desenha uma linha reta num caderno. O vento soprou de frente, ajudando. O avião tocou o chão com pés de gato. Tudo suave.

— Bem-vindos — disse Inês. — Obrigada por voarem connosco.

No desembarque, Lara esperou com o caderno na mão. Foi visitá-la à porta, onde o ar tinha cheiro de chuva antiga.

— Capitã Inês! — disse Lara. — O meu caderno está cheio. Escrevi: “Hoje aprendi a seguir o vento, a contar devagar e a cooperar.”

— Fico feliz — disse Inês, com olhos de céu. — Posso escrever uma palavra no teu caderno?

— Podes — respondeu Lara, estendendo-o.

Inês escreveu devagar, com letra firme: “Confiança”.

— A confiança é quando sabemos que cada pessoa faz a sua parte com cuidado. É assim que voamos.

Lia aproximou-se, com um pacotinho de papel.

— Lembrança do Jogo do Céu — disse. — Um cartão com estrelas.

Lara sorriu, curioso-vento nos olhos.

— No meu caderno, também gosto de colecionar palavras de outros lugares — disse ela. — Hoje, posso aprender uma nova?

Inês pensou no céu que vira, na manga de vento que dançou, no jogo que todos fizeram juntos. Lembrou-se das cartas de Lara, algumas vinham de crianças de muitos países. Então, baixou-se e disse, como quem oferece um segredo doce:

— Em francês, quando queremos agradecer, dizemos “merci”. É uma palavra que também dança com o ar, curtinha e gentil.

Lara repetiu, saboreando:

— Merci.

— Merci — repetiu Inês, e todos sorriram como janelas abertas ao sol.

A luz da tarde tocou o caderno. O vento passou de mansinho, mexendo os cabelos dos três. No coração deles, ficou o som macio de um avião a respirar, e a certeza de que o céu é grande, mas fica mais perto quando trabalhamos juntos.

E, no finzinho do dia, quando Lara fechou o caderno de viagem, escreveu a nova palavra, brilhante como uma estrela que acabou de nascer: merci.

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Cobertor
Uma peça grande de tecido usada para cobrir ou aquecer.
Meteorologia
A ciência que estuda o clima e as condições do tempo.
Combustível
O material que se usa para fazer um motor funcionar, como a gasolina.
Correspondente
Uma pessoa que troca mensagens ou informações com outra, geralmente por escrito.
Segurança
A condição de estar protegido de perigos ou riscos.
Cooperação
O trabalho em conjunto entre pessoas para alcançar um objetivo comum.

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A ler em seguida em Histórias de Pilotos de avião para 5 a 6 anos

Um jovem chamado Pedro, com cerca de 12 anos, está dentro de um cockpit de avião, com os olhos brilhando de excitação e um grande sorriso no rosto. Ele tem cabelos castanhos bagunçados, usa um boné de piloto e uma camisa azul com ombreiras douradas. Pedro está concentrado nos comandos do avião, pronto para decolar. Ao lado dele, um instrutor de voo, um homem de cerca de 30 anos com óculos e barba bem cuidada, dá conselhos com um ar encorajador. Ele veste uma jaqueta de piloto e um crachá no peito. Ao fundo, crianças do parque, incluindo uma menina chamada Sofia, de 10 anos, observam maravilhadas pela janela do cockpit, com cabelos loiros ao vento. O local é um cockpit de avião moderno, com painéis de controle coloridos, telas brilhantes e botões piscando. Do lado de fora, vê-se um céu azul com nuvens brancas e uma paisagem verdejante se estendendo até onde a vista alcança. A cena principal mostra Pedro, pronto para seu primeiro voo solo, com uma expressão de determinação e alegria, enquanto o instrutor lhe dá instruções e as crianças admiram a cena com rostos maravilhados.

Asas de Sonho

Disponível em história em áudio Leitura 6 min.

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