Parte 1: O Passo de Trás na Montanha Fofa
No meio de um bosque alegre, vivia um urso chamado Bolota. Bolota era um urso grande, redondo e fofo como um travesseiro gigante. Ele adorava mel, abraços e… inventar jogos engraçados. Um dia, Bolota andava pela floresta a cantar: “Lá lá lará, quem quer brincar?”
De repente, Bolota viu uma montanha diferente. Era uma montanha feita de algodão-doce! Era tão fofa que parecia um enorme bolo de aniversário. Bolota esfregou os olhos. “Estou a ver bem?”, perguntou Bolota, dando uma risadinha. “Uma montanha fofa? Que coisa divertida!”
Bolota subiu devagar, porque a montanha era muito fofinha e fazia cócegas nas patas. A cada passo, a montanha fazia barulho de “puff!” e Bolota dava gargalhadas. “Puff puff puff! Esta montanha é engraçada”, disse o urso, rebolando de alegria.
De repente, a montanha falou! “Olá, Bolota! Bem-vindo à Montanha Fofa Louca!” Bolota arregalou os olhos redondos. Mas não ficou assustado, só curioso e feliz. “Olá, Montanha! Que surpresa boa! Tu falas mesmo?”
A montanha respondeu, com voz macia como nuvem: “Falo sim! Aqui tudo é possível… mas só se fizeres um passo para trás!”
Bolota coçou a cabeça. “Um passo para trás? Porquê?” A montanha riu-se, fazendo o chão tremer de mansinho. “Porque aqui, quem dá um passo para trás, descobre surpresas de rir!” Bolota sorriu. “Então eu prometo: vou dar um passo para trás!”
Parte 2: As Surpresas de Trás para a Frente
Bolota respirou fundo e, com um sorriso maroto, deu um passo para trás. “Pluf!” O chão ficou ainda mais fofinho, e uma nuvem de purpurina lilás apareceu. Bolota piscou os olhos. “Oh! Que bonito!”
De repente, um passarinho de papel saltou da nuvem e começou a dançar à volta do urso. “Olá, Bolota!”, trinou o passarinho. “Sabias que quem anda para trás pode encontrar o caminho mais divertido?”
Bolota riu-se tanto que quase rebolou montanha abaixo. “Passarinho, isto é mesmo engraçado! O que acontece se eu der outro passo para trás?”
O passarinho respondeu, batendo as asinhas de papel: “Experimenta e vê!”
Bolota, muito curioso, deu outro passo para trás. “Pluf!” Desta vez, uma chuva de bolas de sabão caiu do céu. As bolas de sabão eram coloridas, e cada uma fazia um som diferente: “Plim! Plom! Plam!” Bolota tentou apanhar uma, mas ela escapou, rodopiando até ao nariz dele. “Ai, que cócegas!”, riu Bolota.
A montanha riu também. “Aqui nada é igual duas vezes! Cada passo para trás é uma surpresa!” Bolota saltitou para trás mais uma vez. “Pluf!” E agora, apareceu um chapéu de mel no topo da cabeça do urso. O chapéu cheirava tão doce que Bolota lambeu os lábios.
Bolota olhou para o passarinho e para a montanha, e disse: “Que montanha divertida! Nunca pensei que andar para trás fosse tão engraçado!”
Parte 3: O Abraço Fofinho e o Descanso Gostoso
Depois de tanta brincadeira, Bolota sentiu-se cansado. Sentou-se na montanha fofa, com o chapéu de mel ainda na cabeça. O passarinho pousou no seu ombro e disse baixinho: “Sabes, Bolota, às vezes é bom andar devagar. E, de vez em quando, um passo para trás pode ser o melhor passo.”
Bolota sorriu, fechando os olhos devagarinho. “Aqui, tudo é suave. Até os sonhos devem ser fofinhos”, murmurou.
A montanha, com a sua voz de nuvem, falou baixinho: “Obrigado pela visita, Bolota. Volta sempre que quiseres brincar ou descansar. Aqui, há sempre surpresas boas, risos suaves e abraços de algodão.”
Bolota bocejou, fazendo “Hmmmm…”, e enroscou-se como um ursinho de peluche. O passarinho cantarolou uma música suave, e as bolas de sabão dançaram no ar, rodopiando devagar.
Tudo ficou muito calmo. A montanha fofa embalou Bolota num abraço quentinho. O urso sentiu-se tão confortável que só conseguiu sorrir e dizer: “Boa noite, montanha. Boa noite, passarinho. Até logo…”
E assim, no meio da montanha fofa e das surpresas engraçadas, Bolota adormeceu com um sorriso, sentindo-se feliz, seguro e muito, muito leve.