Capítulo 1: O Grande Dia de Páscoa
Era uma manhã brilhante e cheia de cores. O céu estava azulinho, os passarinhos cantavam e, lá no bairro alegre, três meninas acordaram sorrindo. Eram a Lila, a Joana e a Mel. Tinham olhos curiosos e sempre achavam um motivo para rir. Nesse domingo, elas estavam especialmente animadas, pois era Páscoa!
Lila saiu de casa correndo, com os cabelos castanhos presos num rabo-de-cavalo que balançava como um pêndulo. Mel, que usava uma fita cor-de-rosa, veio saltitando, e Joana, de vestido amarelo clarinho, foi a última a aparecer, segurando um cestinho.
— Bom dia! — gritou Lila, acenando com entusiasmo. — Hoje é o dia!
— Vamos procurar ovos de chocolate? — perguntou Mel, os olhos brilhando de expectativa.
— Sim! Mas este ano tem uma novidade! — disse Lila, mostrando uma folha dobrada. — Eu escrevi uma nova regra para a nossa busca!
— O que é? — perguntou Joana, curiosa, espreitando a folha.
Lila sorriu misteriosa e leu devagar: — "Todo ovo encontrado é para partilhar. Nada de esconder ovos só para si. E, no fim, todas ajudam a arrumar o quintal!"
Mel e Joana olharam uma para a outra e depois para Lila. Elas nunca tinham feito assim. Mas, antes que pudessem perguntar, ouviram o som da mãe da Lila, chamando:
— Meninas, venham cá! Temos uma surpresa!
Correram para o quintal, onde balões coloridos dançavam ao vento e cheirava a chocolate. Havia vários cestos, fitas, e coelhinhos de pelúcia espalhados.
Capítulo 2: Equipes, Aventuras e Surpresas
A mãe da Lila explicou o jogo: — Este ano, vocês vão procurar ovos de chocolate em equipes de duas, mas têm de trocar de dupla cada vez que ouvirem o sino.
— Uau! Assim ninguém fica de fora — disse Mel, já pulando animada.
— E ainda tem as regras da Lila — lembrou Joana.
— Vamos começar? — perguntou Lila, empolgada.
Dividiram-se: Lila e Mel foram uma equipe; Joana ficou esperando para ser chamada. No jardim, havia pistas: um laço azul amarrado numa árvore, pegadas pequenas feitas de farinha levando até um canteiro de flores.
— Olha, Mel! Pegadas de coelho! — apontou Lila.
Seguiram as pegadas aos risinhos, até acharem um ovo dourado escondido debaixo de uma folha. Lila pegou o ovo, mas logo lembrou:
— Vamos dividir!
Partiu o ovo em três pedacinhos, e Mel pulou de alegria.
De repente, o sino tocou: “Din-don!”
Agora era a vez de Mel e Joana serem uma equipe. Foram para trás do galinheiro, onde um coelhinho de pelúcia segurava uma fita vermelha. Joana apontou:
— Deve ter um ovo por perto!
Procuraram juntas, até que Mel achou um cestinho pequenino entre os arbustos.
— Olha! Partilhamos?
Riram, dividiram o chocolate e chamaram Lila para provar também.
O sino tocou de novo. Agora era Joana e Lila na equipe. Foram para perto da mangueira, onde havia um balde colorido cheio de terra.
— Talvez esteja aqui! — disse Joana, mexendo de leve.
Lila ajudou. De repente, sentiram algo duro. Era um ovo de chocolate enrolado numa folha verde.
— Conseguimos! — gritaram juntas.
Chamaram Mel, e as três dividiram tudinho.
Capítulo 3: Magia de Páscoa
Quando acharam o último ovo, sentiram um vento suave passar pelo quintal. As flores tremelicaram, e as folhas fizeram uma dancinha. Joana olhou para cima:
— Viram aquilo? Uma borboleta gigante!
Era mesmo uma borboleta, mas suas asas tinham as cores dos ovos de chocolate. Voou sobre as meninas e pousou num galho.
— Será mágica de Páscoa? — perguntou Mel, maravilhada.
— Acho que sim — disse Lila, sorrindo. — Talvez seja porque partilhámos tudo, como dizia a regra nova.
De repente, a borboleta bateu as asas, levantou voo e deixou cair uma pétala dourada. A pétala caiu direto no cestinho das meninas. Pegaram-na, cheiraram e viram que cheirava a chocolate.
— Deve ser um presente de agradecimento! — disse Joana, toda contente.
As meninas se abraçaram e riram suavemente. O quintal estava cheio de cores, cheiros e pequenos pedaços de chocolate. Sentiam-se felizes, não só pelos doces, mas pelo tempo juntas.
Capítulo 4: O Arrumar Final e o Abraço Colectivo
Depois de tanta correria e brincadeira, o quintal ficou cheio de papéis das embalagens, fitas espalhadas e cestinhos pelo chão. Lila lembrou:
— Falta a última parte da regra: arrumar tudo em equipa!
Começaram a apanhar papéis coloridos, meter as fitas nos baldes, juntar os cestinhos. Cada uma fazia uma coisa, mas faziam juntas. Riam, cantavam canções de Páscoa e, de vez em quando, faziam cócegas umas às outras.
Mel disse: — Gosto de brincar, mas também gosto de arrumar se for com vocês.
Joana concordou: — Quando estamos juntas, até arrumar é divertido!
No final, o jardim ficou limpinho. As mães vieram ver e bateram palmas:
— Muito bem, meninas! — disseram, orgulhosas.
Lila, Mel e Joana sentaram-se na relva, cada uma com um pedacinho do último chocolate. O sol brilhava, e a borboleta mágica apareceu mais uma vez, rodopiando ao redor delas antes de desaparecer.
— Acho que hoje aprendemos a fazer tudo juntas — disse Lila, sentindo um calor bom no peito.
— E também aprendemos que partilhar faz a Páscoa ainda mais doce! — respondeu Joana.
Mel olhou para as amigas e disse baixinho:
— Vocês são o meu melhor presente de Páscoa.
As três deram um abraço apertado, sentindo o carinho, a alegria e a magia daquele dia.
E assim, com muitos risos, cor e amizade, a Páscoa terminou. Mas as recordações doces ficariam para sempre no coração das três curiosas amigas.