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História engraçada sobre os amigos 9 a 10 anos Leitura 9 min.

A janela do vamos lá e a loja dos brinquedos mágicos

Marina e seus três amigos enfrentam desafios surpresa nas caixas de brinquedos da loja do avô, usando criatividade e amizade para resolver cada enigma enquanto se divertem.

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Uma menina de 10 anos, cabelos encaracolados castanho-avermelhados, olhos grandes e curiosos, sorriso vivo, veste um vestido colorido e ténis, ajoelhada a colar uma pista improvisada com fita adesiva amarela e livros empilhados, expressão entusiasmada e concentrada; à esquerda Tomás, ~10 anos, cabelos curtos castanhos, sorriso travesso, camiseta às riscas, meio a cair e a rir enquanto apanha livros; atrás a Joana, ~10 anos, cabelos loiros em rabo, saia às bolinhas, a aplaudir e a estender uma pequena figura de boneca; à direita Lucas, ~10 anos, cabelos pretos encaracolados, usa três mini-chapéus empilhados e faz uma dança cómica enquanto segura uma placa de cartão “Chegada”; local: loja de brinquedos acolhedora com prateleiras de madeira cheias de peluches, caixas ilustradas e velhos puzzles, chão em madeira clara, luz do sol pela vitrine e brinquedos espalhados; situação: quatro amigos montam uma pista de corrida caseira para carrinhos vermelhos e azuis que correm por curvas de cartão, ambiente dinâmico, alegre, cheio de risos, cores vivas e texturas táteis. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – A Janela do “Vamos Lá!”

Marina era uma menina de dez anos com cabelos encaracolados e olhos curiosos. Ela adorava ajudar os outros, mas tinha uma mania engraçada: sempre que alguém duvidava de si, ela abria a “janela do on-encoraja”. Era só imaginar uma janela invisível, bem na frente dela, e pronto! Tudo parecia possível.

Naquela tarde, Marina estava na loja de brinquedos do seu avô. Era o lugar preferido dela e dos seus amigos: Tomás, que falava mais depressa do que pensava, Joana, que ria até dos próprios tropeços, e Lucas, o mestre das piadas bobas. Eles estavam ali para ajudar o avô de Marina a arrumar os brinquedos para a grande liquidação do sábado.

— Gente, hoje é dia de missão! — anunciou Marina, com aquele brilho que só aparece quando ela abre a janela imaginária.

— Missão de quê? Achou um pirilampo de três cabeças? — perguntou Tomás, já tropeçando numa caixa de carrinhos.

Marina apontou para uma pilha de caixas quase do tamanho dela.

— Temos que organizar esses brinquedos pelo tipo, mas... cada caixa tem um desafio secreto!

Joana arregalou os olhos.

— Desafio? Tipo, monstros de pelúcia que saltam da caixa?

Lucas já ria.

— Ou soldadinhos que fazem cócegas nos pés!

Marina balançou a cabeça, mas riu junto:

— Nada disso! Cada caixa tem um brinquedo com um problema para resolver. E só podemos passar para a próxima se resolvermos juntos!

Eles se olharam, animados, e Tomás disse:

— Então, bora abrir a janela do “vamos lá”!

Capítulo 2 – O Mistério dos Carrinhos Desgovernados

A primeira caixa era de carrinhos de corrida. Quando abriram, dezenas de carrinhos saíram deslizando pelo chão, batendo uns nos outros e fazendo barulho.

Lucas tentou pegar um, mas escorregou e quase sentou em cima de um caminhãozinho.

— Socorro! Fui atropelado por um mini-trator!

Joana, entre risos, tentou organizar os carrinhos em fila, mas cada vez que punha um no lugar, outro escapava.

Marina pensou rápido:

— Eles só param se andarem em pista certa! Precisamos construir uma pista de corridas!

Tomás já estava pegando caixas vazias e livros velhos. Joana trouxe fita adesiva colorida. Lucas, claro, fez uma placa de “Chegada” com um papelão e desenhou uma bandeirinha torta.

— Prontos? — perguntou Marina.

— Prontos! — responderam todos juntos.

Em poucos minutos, tinham montado uma pista maluca que dava voltas entre as prateleiras. Os carrinhos adoraram: corriam, faziam curvas, e finalmente, paravam certinho ao final.

— Vitória da Equipa da Janela! — gritou Lucas, levantando a bandeirinha.

Todos bateram palmas, e Tomás fez uma dancinha bizarra, tropeçando outra vez, mas sem cair dessa vez.

Capítulo 3 – O Enigma das Bonecas Falantes

A segunda caixa era de bonecas. Só que, ao abrirem, todas começaram a falar ao mesmo tempo.

— Olá! Vamos tomar chá! — disse uma.

— Me leva para passear! — pediu outra.

— Quero um vestido novo! — reclamou uma terceira.

Joana tapou os ouvidos e riu:

— Acho que estão em modo “tagarela”!

Lucas fez voz de apresentador:

— Bem-vindos ao concurso “Quem fala mais alto?”!

Marina olhou para as bonecas e pensou.

— E se trocarmos as pilhas delas de lugar? Talvez se confundam e parem de falar tanto!

Enquanto Tomás procurava pilhas novas, Joana tentava acalmar as bonecas, oferecendo um “chá invisível”. Lucas começou a imitar as vozes das bonecas, o que só fez todo mundo rir mais.

Quando conseguiram trocar as pilhas, as bonecas começaram a falar devagar, algumas até cochilaram.

— Funcionou! — gritou Joana, fazendo uma reverência.

Marina sorriu, orgulhosa dos amigos.

— Mais um desafio vencido! E ninguém ficou surdo — brincou Lucas.

Capítulo 4 – O Ataque dos Ursos Saltitantes

A terceira caixa era a mais pesada. Quando abriram, dezenas de ursos de pelúcia caíram para fora, pulando como se tivessem molas nos pés.

— São ursos saltitantes! — gritou Tomás, fingindo fugir.

Joana pegou um urso e, de repente, ele saltou-lhe das mãos, foi parar em cima da cabeça de Lucas.

— Agora sim, estou com um penteado novo! — Lucas fez pose de modelo, enquanto o urso caía no chão.

Marina percebeu que os ursos tinham etiquetas coloridas nas costas.

— Acho que cada cor quer dizer algo. E se organizarmos os ursos por cor?

Todos começaram a apanhar os ursos, mas eles saltavam, fugiam, escondiam-se debaixo das prateleiras. Tomás tentou apanhar dois de uma vez, mas ficou preso entre os ursos e uma caixa de puzzles.

— Socorro! Fui capturado pelos ursos! — gritou, rindo.

Depois de muitos risos, cócegas e algumas cambalhotas, conseguiram organizar os ursos em grupos coloridos. No final, os ursos pararam de saltar e ficaram sentadinhos, como se agradecessem.

— Equipa, somos domadores de ursos! — Joana fez uma vénia, e todos aplaudiram.

Capítulo 5 – O Concurso dos Chapéus Malucos

A última caixa era de chapéus engraçados: havia de mágico, de pirata, de cozinheiro, de viking e até um com orelhas de coelho.

Lucas não resistiu: colocou três chapéus ao mesmo tempo e fez uma dança maluca.

— Senhoras e senhores, apresento-vos... o mágico pirata cozinheiro coelho!

Tomás pôs o chapéu de viking e, com uma colher de pau, fingiu ser um guerreiro da sopa.

Joana escolheu o de cozinheira e começou a “cozinhar” risadas, misturando piadas numa tigela invisível.

Marina, rindo tanto que mal conseguia falar, colocou o chapéu de mágico e declarou:

— O próximo desafio é... fazer todos rirem ao mesmo tempo!

E foi um festival de caretas, piadas, danças e vozes esquisitas. Cada um tentava ser mais engraçado que o outro, mas acabaram todos caídos no chão de tanto rir.

No fim, decidiram fazer um desfile de chapéus malucos para o avô de Marina, que apareceu na loja e quase chorou de rir ao ver os netos e amigos transformados em personagens sem-noção.

Capítulo 6 – A Janela da Amizade

Quando terminaram, sentaram-se no chão da loja, rodeados de brinquedos arrumados e ursos de pelúcia sorridentes. Marina olhou para os amigos, sentindo o coração quentinho.

— Sabem, acho que a janela do “on-encoraja” funciona mesmo melhor quando estamos juntos — disse, sorrindo.

Tomás concordou, com um urso ainda pendurado no braço:

— E quando há chapéus malucos, então, é infalível!

Joana deitou-se entre os ursos, bocejando:

— E se a próxima missão for uma soneca coletiva?

Lucas, sempre pronto para uma piada, respondeu:

— Só se for com desfile de pijamas!

O avô de Marina apareceu com um tabuleiro de bolachas.

— Missão cumprida! Vocês são a melhor equipa de arrumadores divertidos que já vi.

Entre bolachas, risadas e histórias, a energia foi abrandando. O sol entrava pela janela da loja, iluminando as caras felizes.

Marina fechou os olhos por um instante, sentindo que aquele dia tinha sido mágico. Porque quando se abre a janela do “vamos lá”, tudo é possível. Principalmente quando se está rodeado dos melhores amigos do mundo.

E assim, com corações contentes e muita criatividade, os quatro amigos terminaram o dia, sabendo que juntos, nenhum desafio é grande demais. Nem mesmo uma loja inteira de brinquedos malucos.

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Encaracolados
Cabelos com muitos caracóis ou curvas, em forma de ondas apertadas.
Liquidação
Venda em que os preços ficam mais baixos para vender rápido muitas coisas.
Janela do on-encoraja
Janela imaginária que Marina usa para sentir coragem e incentivar os outros.
Desgovernados
Que não têm controle, escapam e andam por aí sem ordem.
Tagarela
Pessoa ou objeto que fala muito, sem parar.
Cochilaram
Dormiram por pouco tempo, adormeceram de forma leve.
Saltitantes
Que pulam ou saltam de um lado para o outro constantemente.
Vénia
Ato de curvar-se um pouco para mostrar respeito ou agradecimento.
Tabuleiro
Prato grande e plano usado para servir comida ou levar coisas de um lado para outro.
Bolachas
Biscoitos crocantes e doces, comidos como lanche.

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