Capítulo 1: O Yeti Piada no Pântano Saltitante
No Pântano Saltitante, tudo fazia barulho engraçado. As árvores faziam “ploc!” quando o vento soprava. As pedras faziam “blep!” quando alguém pisava. E os sapos, ah, os sapos cantavam “croac-croac-risadinha”. Era um lugar cheio de sons esquisitos, muitos cheiros de lama e cheios de criaturas fantásticas.
No meio desse pântano mágico, morava um yéti fofinho, muito branco, de olhos redondos e sorriso largo, chamado Bolota. Bolota adorava fazer piadas. Ele acordava de manhã, espreguiçava-se e dizia para si mesmo:
— Qual é a fruta que anda de trem? O melão! — E ria sozinho, rolando na lama fofa.
Bolota era grande, peludo e tinha um nariz que brilava de tanta alegria. Ele queria ser a criatura mais engraçada do país inteiro. Por isso, andava por todo o pântano, contando piadas para quem quisesse ouvir.
— Ei, sapo! Sabe por que a aranha é minha amiga? Porque ela tece piadas comigo! — dizia Bolota, e o sapo gargalhava: “croac-croac-crocante!”
Capítulo 2: O Rival Engraçadinho e Desastrado
Numa manhã luminosa, Bolota escutou um som diferente. Algo fazia “escorreguichiii!” e “tomp!” perto das pedras-pipoca. Ele caminhou até lá, pulando de poça em poça, e viu uma criatura engraçada: era um duende verde chamado Pipoca, com chapéu de pena e sapatos saltitantes.
Pipoca estava tentando fazer malabarismo com cogumelos, mas os cogumelos viviam pulando fora das mãos dele, caindo na lama. Pipoca tropeçou, girou no ar e pluft! Caiu de cara na poça de suco de laranja (no Pântano Saltitante, as poças eram de suco de fruta!).
Bolota não conseguiu segurar a risada.
— Eu não sou desastrado! — disse Pipoca, com gosma de suco escorrendo do nariz — Eu só invento novas formas de andar!
— Você anda muito engraçado! — disse Bolota. — Qual é sua melhor piada?
Pipoca ficou de pé e respondeu:
— Sabe por que o jacaré não usa chinelo? Porque ele prefere sapato de croc-croc!
Bolota gargalhou tanto que o chão tremeu. As árvores fizeram “ploc-ploc” e os sapos bateram palmas: “croac-croac-viva!”
— Ei, Bolota, eu também quero ser a criatura mais engraçada do país! — disse Pipoca.
— Hum… então terei um rival divertido! — Bolota sorriu.
Os dois decidiram fazer uma competição de piadas e bobagens. Quem faria todos os bichos do pântano rir mais?
Capítulo 3: A Batalha das Risadas
O Pântano Saltitante estava em festa. Todos se reuniram para assistir a competição. Tinha corujas de óculos, flamingos com meias e até caracóis de bigode.
Bolota começou:
— Por que a abelha sempre leva celular ao pântano? Porque ela adora fazer “buzz-ina”!
Todos riram e as árvores dançaram.
Pipoca pulou e disse:
— Sabe qual é o peixe mais engraçado? O tubar-rir!
Os sapos quase caíram de tanto rir! O som de “croac-croac-hahaha” ecoou por todo o pântano.
Bolota inventou uma dança engraçada: ele girava, pulava e batia a barriga, fazendo “puf-puf-ploc!”. Pipoca tentava imitar, mas escorregava toda vez no suco de uva, espirrando gotas roxas em todos ao redor.
Cada piada era uma gargalhada diferente. Cada tropeço de Pipoca era uma nova risada.
— Vocês dois são muito engraçados! — gritaram as corujas.
Mas, de repente, uma nuvem de fumaça azul apareceu no céu. Todos olharam assustados.
— O que será isso? — perguntou Bolota, curioso.
Capítulo 4: O Segredo Engraçado
A fumaça foi ficando mais azul e mais brilhante, até que… PLOFT! De dentro dela saiu um pato roxo, com chapéu de estrelas.
O pato falou com voz de trovão engraçada:
— Quem quer ouvir o maior segredo do pântano?
Todos ficaram em silêncio. Bolota e Pipoca se aproximaram, olhos arregalados.
O pato olhou de um lado, do outro, e contou baixinho, mas todo mundo ouviu:
— O maior segredo é… que todo mundo aqui adora cócegas! — E puxou uma pluma mágica, fazendo cócegas no próprio bico. Ele caiu no chão, rindo: — Quac-quac-quiqui!
Bolota olhou para Pipoca. Pipoca olhou para Bolota.
— Que tal uma batalha de cócegas? — perguntou Bolota.
Os dois começaram a fazer cócegas um no outro. Logo, todos os bichos do pântano faziam cócegas uns nos outros: sapos nos jacarés, corujas nos flamingos, caracóis nos cogumelos. Era uma festa de risadas, cócegas e abraços.
O pato mágico deu uma pirueta e deixou cair uma caixa brilhante.
Bolota abriu, e de lá saíram fogos de artifício dançantes: cada foguete ao explodir fazia barulho de risada — “HAHAHA!”, “HIHIHI!”, “HEHEHE!” — e formava desenhos de sorrisos e corações no céu.
Todos dançaram, pularam e riram juntos.
Capítulo 5: O Final Arco-íris
Depois da festa das cócegas e dos fogos mágicos, Bolota e Pipoca se sentaram juntos numa pedra-molenga. Eles estavam com as barrigas doendo de tanto rir.
— Acho que somos todos muito engraçados, não é, Pipoca? — disse Bolota.
— Sim! O melhor é rir junto dos outros! — respondeu Pipoca, dando um high five com a pata molhada.
Os outros bichos se aproximaram.
— Vocês são os melhores! — disseram em coro.
Bolota sorriu, feliz. Ele percebeu que a coisa mais engraçada e divertida do mundo era dividir a alegria e as risadas com os amigos.
No Pântano Saltitante, todo mundo riu junto até as estrelas piscarem no céu.
E se alguém perguntar qual é o som mais bonito do pântano, todos vão dizer:
— O som das risadas misturadas, igual fogos de artifício mágicos explodindo em alegria!
E assim, Bolota virou o yéti mais divertido do país. Não porque era o único engraçado, mas porque sabia dividir as melhores piadas, as melhores cócegas e as melhores risadas.
Fim.