Num campo grande, verde e bonito, jogava uma menina chamada Sofia. Sofia adorava brincar com a bola. Ela era jogadora de futebol profissional. Toda manhã, ela acordava cedo, calçava as chuteiras e sorria feliz. “Hoje vou jogar, vou aprender, vou ajudar!”, dizia ela, saltitante.
O dia estava ensolarado. O vento soprava devagarinho, cheirando a grama. Sofia foi para o campo. Lá estavam as amigas do time. Todas vestidas com camisolas coloridas, estavam prontas para se divertir e aprender. O treinador sorria. “Vamos brincar, meninas?” perguntava ele.
Sofia olhou para a bola redonda e pensou: “Sou jogadora. Treino, corro e ajudo as amigas. Jogo em equipe, partilho a bola.” Sofia sabia que ser jogadora era ser amiga. Era passar a bola, ouvir conselhos, dar sorrisos.
O treino começou. Sofia correu rápido, sentiu o vento nos cabelos. Puxou a bola com o pé, deslizou como um passarinho. “Muito bem, Sofia!”, disse o treinador. Sofia sorriu. Ela sentia orgulho. Ser jogadora era fazer o melhor, devagarinho, aprendendo devagar. Era cair e levantar.
No treino, as meninas praticavam passar a bola. Uma passava para a outra: “Toma, agora é tua vez!” dizia Sofia. E todas riam, felizes. Se uma amiga caía, Sofia ajudava: “Vamos levantar, juntas somos fortes!” Assim, aprendiam o que era trabalho em equipa.
Chegou a hora do jogo. O apito soou: piu-piu! Sofia ficou um bocadinho nervosa. Mas logo sorriu. “Estou com as amigas, vai correr bem.” O jogo começou. As meninas corriam, chutavam, riam. O público aplaudia. Os pais e as mães sorriam.
De repente, a bola veio na direção de Sofia. Ela controlou com cuidado. Viu uma amiga lá longe, perto da baliza. Era hora de fazer um centro em cloche. Sofia respirou fundo. Com o pé, levantou a bola devagarinho, como quem lança um passarinho ao céu. A bola fez um arco bonito, subiu, girou no ar, voou.
A amiga recebeu a bola, ficou tão contente! Chutou com força. Golo! Todos bateram palmas. Sofia ficou feliz. “Muito bem, equipa! Conseguimos juntas!” disse ela. No futebol, ninguém faz tudo sozinha. O importante é ajudar e confiar.
No intervalo, Sofia bebeu água, limpou o suor. As amigas deram-lhe abraços. “O teu centro foi lindo!” disse uma. Sofia sorriu, cheia de orgulho. Não era vaidosa, só ficava contente por ajudar. “Eu só quero jogar e fazer o melhor que posso,” respondeu ela.
O jogo continuou. Às vezes, era difícil. Às vezes, a bola fugia. Sofia nunca desistia. Se perdia a bola, corria atrás. Se ganhava a bola, partilhava com as amigas. O treinador dizia: “Coragem e alegria são importantes. Fair-play faz parte!”
Quando o apito tocou no fim, todas estavam cansadas e felizes. Sofia respirou fundo. Estava contente com o seu dia. Aprendera coisas novas. Divertia-se, fazia amigos, ajudava o grupo.
Sofia sabia que ser jogadora era mais do que chutar bolas. Era aprender, trabalhar, sorrir, crescer. Era sentir orgulho de cada passo, pequeno ou grande. Era, acima de tudo, brincar com alegria.
Ao voltar para casa, Sofia caminhava devagar, sentindo o sol no rosto. Pensava no seu centro em cloche, na ajuda das amigas, nos risos e nos abraços. Sentia o coração leve.
Antes de dormir, Sofia pensou: “Que bom é jogar com amigos. Que bom é tentar, aprender e partilhar.” Fechou os olhos, tranquila. Sorriu. Amanhã seria outro dia de futebol, brincadeira e felicidade.
A Sofia sussurrou baixinho: “Até logo futebol, até logo amigas… até logo, bola!” E, com um “até já” calmo, adormeceu, sonhando com novos centros em cloche e muitos sorrisos.
A mais.