Hoje é primavera. O sol é morno. O ar cheira a relva molhada.
O Tomás, o Leo, o Davi e o Nuno têm três anos. Eles andam devagar no jardim com a educadora Ana. Os quatro usam casaco leve e ténis.
“Olha, flores!” diz o Tomás. São pequenas e amarelas. Ele chega perto e cheira. “Cheira bem.”
O Leo vê uma abelha a passar. “Zzz” diz ele, baixinho. A Ana sorri. “A abelha vai à flor buscar pólen.” O Leo olha com olhos grandes. “Ela trabalha,” responde.
O Davi toca na terra com um dedo. A terra está húmida e fresca. Ele sente e ri. “Suave,” diz.
O Nuno escuta. Há pássaros a cantar. “Piu, piu!” diz ele. A Ana aponta para um ninho num ramo baixo. “É a casa do passarinho. Nós olhamos só de longe, com calma.”
Perto do banco, há uma poça pequena. O Tomás pára. “Água!” A Ana diz: “Vamos dar a mão.” Eles dão a mão. Passam ao lado. O Leo vê o céu na poça. “Azul!” diz ele.
A Ana tira um regador pequeno. “Vamos regar?” Os meninos regam uma planta. A água cai: plim, plim. Eles cheiram a folha verde. O Davi diz: “Cheira a jardim.”
No fim, sentam no banco. O sol aquece a cara. Eles ficam quietos e felizes.
Moral: Quando olhamos com calma, a primavera ensina a ver, cheirar e cuidar do mundo com carinho.