Carregando...
História de Bombeiro 5 a 6 anos Leitura 13 min.

Os bombeiros de Vale Tranquilo e o telhado da dona Rosa

Na aldeia de Vale Tranquilo, os bombeiros Miguel e Joana enfrentam uma tempestade para ajudar a dona Rosa, cujo telhado está danificado. Com coragem e trabalho em equipe, eles mostram que ser bombeiro é muito mais do que apagar incêndios.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um bombeiro homem, Miguel, com um capacete vermelho brilhante e um uniforme amarelo, está em cima do telhado de uma casa, com o rosto concentrado e determinado. Seus olhos são grandes e atentos, e um leve sorriso aparece em seus lábios, mostrando sua confiança. A seus pés, uma escada de madeira está encostada na parede, e ele segura um grande pedaço de lona para cobrir um buraco no telhado. Perto dele, Joana, uma bombeira de cerca de 30 anos, com cabelos castanhos presos em um coque e um uniforme similar, observa Miguel com admiração. Ela está de pé no gramado, com os braços cruzados, pronta para ajudá-lo se necessário. O local é uma charmosa casa branca com janelas azuis, cercada por flores coloridas e um jardim verdejante. O céu está nublado, mas a chuva começa a se acalmar, deixando gotas cintilantes nas folhas. A situação principal mostra Miguel consertando o telhado, usando o tecido para evitar que a água entre na casa, enquanto Joana o encoraja de maneira amigável, criando uma atmosfera de cooperação e coragem. reportar um problema com esta imagem

Parte 1 – O barulho da chuva

Na pequena aldeia de Vale Tranquilo, a chuva caía forte, fazendo “ploc, ploc, ploc” nos telhados das casinhas coloridas. O céu estava cinzento, cheio de nuvens gordinhas, e o vento assobiava pelas árvores.

Dentro do quartel dos bombeiros, o bombeiro Miguel olhava pela janela.

— Uau… que tempestade! — disse ele, ajeitando o capacete vermelho.

Miguel era um bombeiro de campanha. Isso queria dizer que ele trabalhava num lugar cheio de campos verdes, vacas curiosas, galinhas tagarelas e estradas estreitinhas. Ele conhecia todos os vizinhos pelo nome. E todos gostavam muito dele.

— Miguel! — chamou a sua colega, a bombeira Joana. — Já verificaste a lista de chamadas?

— Já sim — respondeu Miguel. — Até agora, só alguns ramos caídos na estrada. Mas é melhor ficarmos atentos.

Os bombeiros estavam sentados numa mesa grande, a beber chá quente. No quartel de Vale Tranquilo, os bombeiros não só apagavam incêndios. Eles ajudavam quando havia cheias, tempestades, árvores a cair ou até um gato preso numa árvore muito alta.

— Sabes, Joana — disse Miguel —, as pessoas pensam que bombeiro só apaga fogo. Mas nós fazemos muitas coisas diferentes.

— É verdade — concordou Joana. — Ajudar é o nosso trabalho.

Miguel sorriu. Ele gostava mesmo de ajudar. Gostava de usar a farda, as botas fortes, o capacete brilhante. Mas o que ele mais gostava era ver as pessoas ficarem mais calmas depois de ele chegar.

Lá fora, um trovão enorme sacudiu o céu.

— Brrrum! — fez o trovão.

— Ui! — disse Miguel, dando um pequeno salto da cadeira. — Esse trovão quase falou comigo!

Joana riu.

— Se o trovão falar, tu respondes com educação, está bem? — brincou ela.

Miguel riu também. Mesmo com trovoadas, era importante manter o bom humor.

De repente, o telefone tocou.

Trriiim! Trriiim!

Miguel correu para atender.

— Quartel dos Bombeiros de Vale Tranquilo. Bombeiro Miguel, boa tarde!

Do outro lado, uma voz preocupada falou rápido:

— Boa tarde, Miguel. Aqui é o senhor António, da casa do moinho. O telhado da dona Rosa está a pingar muito. Caiu uma parte das telhas no meio da tempestade. Ela está com medo que o teto desabe!

Miguel ficou logo atento.

— Vamos já para lá, senhor António. Diga à dona Rosa para ficar num lugar seguro, longe das goteiras, está bem?

— Está bem, Miguel. Obrigado!

Miguel desligou, levantou-se e chamou:

— Equipa, temos trabalho! Precisamos ver o telhado da dona Rosa!

Parte 2 – A viagem até à casa da dona Rosa

Miguel vestiu o casaco de bombeiro, prendeu bem o cinto e pôs o capacete.

— Pronto, Miguel? — perguntou Joana.

— Prontinho — respondeu ele. — Vamos com o carro pequeno. Não precisamos do caminhão grande desta vez.

Eles entraram na viatura vermelha. Miguel ia a conduzir e Joana olhava o caminho.

— Cinto apertado? — perguntou Miguel.

— Sim, senhor condutor — respondeu Joana, fazendo uma voz séria e engraçada.

Miguel ligou a sirene, mas bem baixinho, porque não havia perigo imediato. Só um telhado para verificar. A sirene fazia um som manso:

— Uuuiii… uuuiii…

As ruas da aldeia estavam molhadas e brilhantes por causa da chuva. Algumas poças pareciam pequenos lagos onde patinhos imaginários podiam nadar.

— Olha, Miguel! — disse Joana, apontando pela janela. — A ponte do riacho ainda está firme.

— Ótimo — disse Miguel. — Os bombeiros também verificam isso com os olhos. Se víssemos água a subir demais, tínhamos de avisar as pessoas.

Eles passaram pelo campo de trigo, que dançava um bocadinho com o vento. Passaram pelas vacas do senhor Joaquim, que olhavam o carro de olhos bem abertos, como se perguntassem: “Para onde vão tão depressa?”

— Estamos a ir ajudar! — disse Miguel, como se respondesse às vacas.

Depois de mais alguns minutos, chegaram à casa da dona Rosa. Era uma casinha branca, com janelas azuis e flores vermelhas no jardim. Mas agora havia muitas poças no quintal e algumas telhas estavam no chão, partidas.

A dona Rosa, uma senhora baixinha com um avental de flores, saiu à porta com um guarda-chuva torto.

— Ai, ainda bem que vieram! — disse ela. — Olhem só o meu telhado!

— Não se preocupe, dona Rosa — disse Miguel, sorrindo. — Vamos ver tudo com calma. É para isso que os bombeiros estão aqui.

Ele falava sempre com voz tranquila, para as pessoas não ficarem ainda mais assustadas.

— Dona Rosa, fica aqui dentro, num lugar seco, está bem? — pediu Joana. — Pode fazer um chazinho para se aquecer.

— Ah, chá eu sei fazer muito bem — respondeu a senhora, já a sorrir um pouco. — Faço para vocês também!

Miguel olhou para o telhado. Algumas telhas tinham saído do lugar. Havia um buraco por onde a chuva entrava, caindo dentro da casa.

— Vamos precisar da escada — disse ele.

Parte 3 – Lá em cima no telhado

Miguel e Joana tiraram uma escada comprida do carro. Era pesada, mas eles estavam habituados.

— Um, dois, três… e já! — disse Miguel, levantando a escada com cuidado.

Eles encostaram a escada ao telhado da dona Rosa. Miguel verificou se estava bem firme.

— Segurança primeiro, sempre — murmurou ele. — É uma regra muito importante dos bombeiros.

Ele subiu devagarinho, degrau por degrau. As botas faziam “toc, toc, toc” na escada. O vento ainda soprava, mas já chovia bem menos.

— Como está aí em cima, Miguel? — perguntou Joana, lá de baixo.

— Está tudo sob controlo — respondeu ele. — Só preciso olhar bem.

Quando chegou ao topo, Miguel colocou um pé no telhado com muito cuidado. Ele sabia que um telhado molhado podia ser escorregadio. Seguro com a mão na escada, olhou em volta.

Ele viu as telhas partidas no chão, viu o buraco no telhado e viu algumas telhas só meio presas, quase a cair.

— Hmmm… — fez Miguel, pensando alto. — Isto precisa de arranjo, mas não é para já, já. Não é um perigo enorme, é um perigo pequeno, mas chato.

Ele tirou da mochila um toldo resistente, dobrado, e umas cordas.

Bombeiros também levam muitas coisas diferentes, não só mangueiras. Levam cordas, lanternas, ferramentas, kits de primeiros socorros e até cobertores.

— O que vais fazer? — gritou Joana, curiosa.

— Vou tapar o buraco com este toldo, para a casa não encher de água — explicou Miguel. — Depois digo à dona Rosa para chamar um carpinteiro ou um pedreiro para arranjar tudo direitinho.

Ele ajeitou o toldo por cima do buraco e prendeu as pontas com cuidado, usando as partes fortes do telhado que ainda estavam boas. Foi devagar, para não escorregar.

Enquanto trabalhava, falou baixinho para si mesmo:

— Um bombeiro precisa ser calmo. Precisa pensar antes de mexer. Precisa usar as mãos… e o cérebro também.

Quando acabou, respirou fundo.

— Pronto! — disse, satisfeito. — Já não vai chover dentro da casa.

Desceu a escada com o mesmo cuidado com que tinha subido.

— Conseguiste? — perguntou Joana.

— Consegui — respondeu Miguel. — O telhado ainda precisa de arranjo, mas agora está muito mais seguro.

Parte 4 – Gratidão e boa noite

Dentro da casa, a dona Rosa estava à espera, com três canecas de chá fumegante.

— Entrem, entrem, meus queridos bombeiros! — disse ela. — Está frio lá fora.

Miguel tirou o capacete e as luvas, e sentou-se um bocadinho à mesa. Joana fez o mesmo. O cheiro a chá de camomila encheu a cozinha.

— Conte-nos, senhor bombeiro — pediu dona Rosa. — Está muito mal o meu telhado?

— Não se assuste, dona Rosa — explicou Miguel, num tom suave. — Algumas telhas partiram e outras estão soltas. Tapámos o buraco com um toldo, então agora já não vai chover aí dentro. Mas é importante chamar um profissional para trocar as telhas e deixar tudo forte outra vez, está bem?

— Vou chamar sim — disse ela, aliviada. — Muito obrigada por terem vindo no meio da tempestade.

— Agradecemos nós por poder ajudar — disse Miguel, sorrindo. — É para isso que existimos.

— Eu agradeço de coração — insistiu dona Rosa. — Estou tão feliz por ter bombeiros tão corajosos e gentis na nossa aldeia.

Miguel ficou um pouco corado, mas sorriu ainda mais. Ele não se achava herói. Achava-se apenas alguém que escolheu cuidar dos outros.

— Sabe, dona Rosa — disse ele —, nós trabalhamos em equipa. Quando há fogo, usamos mangueiras e água. Quando alguém se magoa, usamos os kits de primeiros socorros. Quando há tempestades, verificamos os telhados, as estradas, as árvores. E estamos sempre a aprender mais, para ajudar melhor.

— Vocês são mesmo importantes — disse a senhora, com os olhos brilhantes. — Eu vou dormir mais calma hoje.

Depois de beberem o chá, Miguel e Joana levantaram-se.

— Temos de voltar para o quartel — disse Joana. — Ainda precisamos verificar outras chamadas.

A dona Rosa acompanhou-os até à porta.

— Obrigada outra vez — disse ela, acenando. — Boa noite, meus bombeiros!

— Boa noite, dona Rosa! — respondeu Miguel. — E não se esqueça: se precisar, ligue-nos. Nós estamos aqui para isso.

Eles entraram no carro e começaram a voltar pelas estradas agora mais calmas. A chuva tinha quase parado. O céu estava escuro, mas algumas estrelas timidamente apareciam.

Miguel sentiu um cansaço bom. Ele gostava dessa sensação de dever cumprido.

— Sabes, Joana — disse ele, baixinho. — Às vezes as pessoas dizem “obrigado” muitas vezes. E eu fico a pensar em como somos sortudos por poder ajudar.

— É verdade — concordou Joana. — Ser bombeiro é cansativo, mas é muito bonito.

Quando passaram pela rua principal da aldeia, as poças d'água brilhavam com as luzes dos postes. Parecia que as ruas falavam baixinho.

Na cabeça de Miguel, ele ouviu as ruas a sussurrar:

— Boa noite, bombeiros… Obrigada… Descansem bem…

Os pneus do carro faziam “chuuuf, chuuuf” na estrada molhada, como se também estivessem a sussurrar boa noite.

Miguel sorriu, com os olhos meio fechados de sono.

— Boa noite, ruas de Vale Tranquilo — murmurou ele. — Amanhã, se precisarem, nós voltamos.

Lá ao fundo, o quartel dos bombeiros apareceu, quentinho e iluminado. Miguel estacionou o carro com cuidado.

Ele tirou o capacete, guardou o equipamento e espreguiçou-se.

— Mais um dia a ajudar — disse, num bocejo.

Antes de apagar as luzes do quartel, Miguel olhou pela última vez para a aldeia adormecida. As janelas das casas estavam apagadas, quase todas. A tempestade tinha ido embora. O vento agora era só uma brisa suave.

Nos seus ouvidos cansados, ele ainda imaginava as ruas a cochichar:

— Boa noite, bom descanso, queridos bombeiros…

E assim, com o coração quentinho de gratidão, o bombeiro Miguel fechou os olhos, pronto para dormir. Amanhã seria outro dia de cuidar, proteger e ajudar. E isso deixava o seu sorriso ainda mais tranquilo enquanto a aldeia inteira se aninhava num sono profundo e seguro.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Tempestade
Uma forte chuva com vento e trovões.
Goteiras
Pequenas quedas de água que aparecem quando há buracos no telhado.
Bombeiro
Uma pessoa que apaga incêndios e ajuda em situações de emergência.
Escada
Uma ferramenta que tem degraus, usada para subir ou descer.
Telhado
A parte de cima de uma casa que protege contra a chuva e o sol.
Profissional
Uma pessoa que tem muitos conhecimentos e habilidades em uma área específica.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de Bombeiros para 5 a 6 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.