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História de Médico 3 a 4 anos Leitura 5 min.

O Tomás e as regras que ajudam a vencer a constipação

Tomás vai ao médico com um resfriado e, entre explicações e pequenas rotinas, aprende regras simples de higiene e cuidados para se sentir melhor.

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Um médico de 30–40 anos, rosto e óculos redondos, sorriso acolhedor, segura um estetoscópio metálico no peito do menino; o menino de 4–5 anos, cabelos castanhos curtos e bochechas rosadas, abraça um ursinho bege sentado na mesa de exame, tímido mas corajoso; o pai de 35–40 anos, casaco azul escuro dobrado no braço, observa aliviado com a mão no encosto da cadeira; a sala é clara, paredes creme com pôsteres de animais, mesa branca com almofada azul, baú de brinquedos, adesivo de estrela na prateleira e luminária redonda no teto — cena tranquila, calorosa e segura em cores pastel e texturas suaves. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

O Tomás bocejou e apertou o ursinho no peito. A mamã tocou na testa dele com a mão morna.

“Parece que tens o nariz entupido, meu querido.”

“É só um espirro”, disse o Tomás, com voz fininha.

O papá vestiu o casaco e sorriu. “Vamos ao médico. O doutor Miguel é muito calmo. E ele explica tudo.”

Tomás olhou para a caixa dos lenços. “Eu não gosto de agulhas…”

“A consulta pode ter só conversa e escuta”, respondeu o papá. “E combinamos regras simples: esperar a nossa vez, falar baixinho e lavar as mãos.”

Na rua, o ar estava fresco e cheirava a pão. Tomás andou devagar, de mão dada com o papá. A cada passo, o papá repetia: “Devagarinho, com calma. Regras ajudam.”

Na sala de espera havia livros e um tapete macio. Tomás sentou-se. Um menino correu, mas a mãe dele disse: “Aqui andamos devagar.” Tomás gostou. Parecia um lugar que pedia silêncio como um ninho.

A porta abriu. “Tomás?” chamou uma voz amiga. Era o doutor Miguel, um homem alto, de óculos redondos e sorriso de chá quente.

Parte 2

No consultório, tudo parecia limpo e brilhante, como uma cozinha arrumada. Havia uma mesa, uma cadeira grande e outra pequena, e um boneco de peluche com um penso de brincar.

“Olá, Tomás. Podes sentar-te aqui”, disse o doutor Miguel. “E podes dizer-me o que sentes.”

Tomás apontou para o nariz. “Está fechado. E eu faço ‘atchim'.”

“Entendi”, disse o doutor. “Vamos ver com calma.”

Ele lavou as mãos e mostrou o gesto. “Assim, para afastar os micróbios. Queres tentar também?”

Tomás esfregou as mãos com sabão. “Assim?”

“Muito bem. Respeitar estas regras protege-te e protege os outros.”

O doutor pegou no estetoscópio. “Isto é como um ouvido de metal. Ele escuta o teu peito.”

Tomás ficou quietinho. “Está frio.”

“É só um bocadinho. Depois aquece”, respondeu o doutor.

O doutor ouviu. Depois olhou para a garganta com uma luz pequena. “Abre a boca como um leão… aaah!”

“Aaah!” fez o Tomás, a rir.

“Agora vou explicar uma coisa importante”, disse o doutor Miguel, sentado ao lado dele. “Um resfriado é quando o nariz fica a pingar ou entupido, tens espirros e, às vezes, uma tosse leve. O corpo está a lutar contra um vírus pequenino. Normalmente passa com descanso, água e carinho.”

Tomás piscou os olhos. “E ‘outra coisa'?”

“Outra coisa pode ser, por exemplo, uma infeção mais forte, como uma amigdalite, ou uma gripe. Aí podes ter febre alta, muita dor no corpo, ou dificuldade em respirar. E isso pede mais atenção. Por isso eu ouço, vejo e faço perguntas.”

“Eu tenho febre alta?” perguntou o Tomás, preocupado.

O doutor abanou a cabeça. “Não. A tua febre é baixinha, e o teu peito está a respirar bem. Parece um resfriado.”

O papá suspirou aliviado. “O que fazemos?”

“Regras de cura”, disse o doutor, contando nos dedos. “Beber água. Dormir. Soar o nariz com lenço e deitar o lenço no lixo. Tossir para o cotovelo. E lavar as mãos. Se a febre subir muito ou se a respiração ficar difícil, voltam cá. Combinado?”

“Combinado”, disse Tomás, firme.

Parte 3

Antes de saírem, o doutor Miguel deu um autocolante de estrela. “Para o Tomás, que cooperou muito bem.”

Tomás sorriu. “Eu fui corajoso.”

“E educado”, acrescentou o papá.

O doutor guardou tudo no lugar: o estetoscópio no gancho, os pauzinhos novos na caixa, os papéis numa pilha direita. Passou um pano na mesa. O consultório ficou arrumado, quieto e seguro, como um quarto pronto para dormir.

Lá fora, o céu já estava mais cor-de-rosa. Em casa, Tomás bebeu água, assoou o nariz e deitou o lenço no lixo. Depois deitou-se com o ursinho.

“Papá?”

“Sim?”

“O resfriado é um vírus pequenino. E as regras ajudam.”

“Ajudam muito”, disse o papá, dando um beijo leve. “Boa noite, Tomás.”

Tomás fechou os olhos. No pensamento dele, o doutor Miguel era como um farol gentil: claro, calmo, e sempre com tudo no sítio.

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Entupido
Quando o nariz está fechado e não passa ar.
Espirro
Quando o corpo solta ar e som pelo nariz e pela boca.
Consulta
A ida ao médico para ver se estás bem.
Sala de espera
O lugar onde as pessoas aguardam antes de entrar ao médico.
Estetoscópio
Um aparelho que o médico usa para ouvir o peito e o coração.
Micróbios
Coisas muito pequenas que podem deixar o corpo doente.
Infeção
Quando micróbios fazem o corpo ficar mais doente.
Amigdalite
Uma dor na garganta causada por micróbios nas amígdalas.
Febre
Quando o corpo está mais quente que o normal.
Respiração
O ato de puxar e empurrar o ar para dentro e fora do corpo.
Cotovelo
A parte dobrada do braço onde se junta a mão.
Autocolante
Uma figurinha com cola que se põe em coisas.
Cooperou
Ter ajudado e feito o que era preciso, com calma.

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