Carregando...
História de tesouro escondido 3 a 4 anos Leitura 8 min.

O tesouro amigo do rio secreto

Tomás, um menino curioso de três anos, parte com os pais numa pequena caça ao tesouro junto ao rio, seguindo pistas e descobrindo o valor da coragem e do trabalho em equipa.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um menino de 4 anos, olhos curiosos e cabelos castanhos bagunçados, sorri enquanto, com uma vara com ímã, puxa do riacho uma caixa metálica enlameada; a mãe (≈30 anos), cabelos castanhos longos, ajoelhada à esquerda com a mão no ombro dele e sorriso suave; o pai (≈32 anos), barba curta, está atrás segurando a corda e encorajando-o. Margem de um pequeno ribeiro de água clara com pedras molhadas, relva e flores amarelas, uma ponte de madeira ao fundo e céu azul com sol. Momento de descoberta: o ímã traz uma caixa prateada coberta de lama e algas, há respingos, um balde vermelho com uma toalha na margem; atmosfera calorosa e alegre, cores suaves e texturas táteis. reportar um problema com esta imagem

O Tomás tinha 3 anos e uns olhos curiosos, muito curiosos. Nessa manhã, ele foi com a Mamã e o Papá passear perto do rio. O rio fazia “shhh… shhh…”, como se contasse um segredo.

A relva cheirava a verde e a sol. As flores eram amarelas e cor-de-rosa. E os passarinhos cantavam “piu-piu”.

Tomás segurava a mão da Mamã. Na outra mão, ele levava o seu balde vermelho, pequeno, do tamanho certo para ele.

“Hoje vamos ver a água?” perguntou Tomás.

“Vamos sim”, disse a Mamã. “E vamos fazer uma coisa especial.”

O Papá sorriu e tirou do bolso um papel dobrado. Era um mapa. Um mapa pequenino.

“Um mapa!” disse Tomás, com voz de surpresa.

“Um mapa do tesouro”, sussurrou o Papá, como se fosse um mistério gostoso.

Tomás abriu bem os olhos. “Tesouro?”

“Tesouro escondido”, disse a Mamã, baixinho. “Mas não é um tesouro assustador. É um tesouro amigo.”

Tomás riu. “Tesouro amigo!”

Eles sentaram numa pedra grande, quentinha. O Papá abriu o mapa. Tinha desenhos simples: uma árvore torta, três pedrinhas, uma ponte, e uma estrela azul bem perto do rio.

“Olha, Tomás”, disse o Papá. “Primeiro: a árvore torta.”

Tomás apontou. “Eu vejo! Eu vejo!”

A árvore torta estava mesmo ali. Parecia estar a fazer uma dança lenta com o vento.

Eles foram até ela. O chão fazia “crac-crac” com folhas secas. Cheirava a terra boa e húmida.

“E agora?” perguntou Tomás.

“Aqui diz: três pedrinhas”, explicou a Mamã.

Tomás olhou para o chão. Ele viu uma pedra. Depois outra. Depois outra.

“Uma, duas, três!” contou ele, com cuidado.

“Muito bem!” disse o Papá. “És um explorador corajoso.

Tomás endireitou o corpo. “Eu sou corajoso.”

Junto das três pedrinhas havia uma concha brilhante, como uma orelhinha do mar.

“Uma pista!” disse a Mamã. “Vamos ouvir a pista.”

Tomás encostou a concha à orelha. Ele ouviu um som baixinho, “ssss…”, como o rio.

“Ela diz para irmos à ponte”, brincou o Papá.

Tomás riu. “A ponte!”

Eles caminharam até à ponte de madeira. A ponte fazia “toc-toc” quando eles passavam. O rio lá em baixo brilhava, brilhava, como um tapete de prata.

Tomás espreitou por cima, com a Mamã bem perto.

“Estou aqui”, disse a Mamã, suave. “Segura a minha mão.”

Tomás segurou. A mão da Mamã era quente e macia. Ele sentiu-se seguro.

“Vês a estrela azul no mapa?” perguntou o Papá.

Tomás olhou. “Sim!”

“O tesouro está… debaixo do rio”, disse o Papá, fazendo uma cara muito séria e muito engraçada ao mesmo tempo.

“Debaixo?” Tomás arregalou os olhos.

“Debaixo”, confirmou a Mamã. “Mas vamos com calma. E com cuidado. E juntos.”

Tomás respirou fundo, como quando apaga uma vela. “Eu consigo.”

Eles desceram para a margem do rio. A água fazia cócegas no ar com o seu cheiro fresco. Havia pedrinhas redondas. E um barulhinho de rãs a dizer “cro-cro”, bem longe.

O Papá mostrou uma coisa: uma vara pequena com um íman na ponta, presa com uma corda. “Isto é para pescar coisas de metal, sem entrar na água.”

“Pescar!” disse Tomás. “Como um pescador!”

“Isso mesmo”, disse o Papá. “E tu és o capitão.

Tomás segurou a vara com as duas mãos. Era leve. A corda escorregava um pouco, mas ele apertou com firmeza.

“Aqui diz que a estrela azul está perto da pedra lisa”, disse a Mamã.

Tomás procurou. Viu uma pedra grande e lisa, como uma panqueca gigante.

“Ali!” disse ele.

Eles chegaram perto. A água corria e cantava. O sol fazia pontos brilhantes a dançar.

O Papá segurou a corda junto com o Tomás. “Pronto, capitão? Devagarinho.”

Tomás fez uma cara concentrada. “Devagarinho.”

Ele baixou o íman até tocar na água. “Plim!” A água fez um som pequeno. A corda ficou molhada e fria.

“Está frio”, disse Tomás.

“Sim, é fresco”, disse a Mamã. “Mas tu estás bem. Eu estou aqui.”

Tomás sorriu. “Eu estou bem.”

Eles mexeram o íman por baixo da superfície, como se desenhassem círculos. Tomás escutava. A água dizia “shhh… shhh…”. Parecia mesmo um segredo.

De repente, o íman puxou alguma coisa. A corda esticou.

“Opa!” disse Tomás.

“Sentiste?” perguntou o Papá, animado.

“Sim!” Tomás apertou mais. Ele ficou firme, bem firme. “Eu consigo!”

“Tu consegues”, disse a Mamã, com voz doce.

Tomás puxou. Um bocadinho. Depois outro bocadinho. As mãos dele ficaram molhadas. Ele fez uma pausa e respirou.

“Coragem”, sussurrou o Papá.

“Coragem”, repetiu Tomás.

Ele puxou mais um pouco. A coisa apareceu: era uma caixinha de metal, pequenina, com lama e algas verdes a colar. A caixinha brilhava por baixo da sujeira.

“Achámos!” gritou Tomás, feliz.

“Achámos!” repetiu a Mamã. “Que tesouro amigo!”

O Papá pôs a caixinha em cima de uma toalha. Tomás tocou nela. Era fria. E um pouco áspera por causa da lama.

“Vamos limpar”, disse a Mamã.

Eles usaram água do balde vermelho e uma escovinha pequena. A lama saiu aos poucos. A caixinha ficou prateada e bonita. Tinha um desenho de estrela.

Tomás batia palminhas devagar. “Estrela!”

O Papá abriu a caixinha com cuidado. “Cliq!” fez a tampa.

Lá dentro havia coisas simples e maravilhosas: pedrinhas coloridas como rebuçados, uma pena macia, uma bolinha dourada que parecia um mini-sol, e um bilhetinho enrolado.

Tomás cheirou a pena. Cheirava a vento. Ele tocou nas pedrinhas. Eram lisas e frescas.

A Mamã abriu o bilhete. Ela leu devagar, para o Tomás ouvir:

“Para o explorador corajoso: o verdadeiro tesouro é procurar com alegria, ajudar, e não desistir. Guarda estas coisinhas e lembra-te: tu és capaz.”

Tomás olhou para a Mamã. “Eu sou capaz?”

“És”, disse a Mamã. “Hoje foste corajoso. Esperaste. Pensaste. Tentaste outra vez.”

O Papá deu um beijo na testa do Tomás. “E fizeste tudo em equipa.”

Tomás abraçou os dois, forte, forte. O coração dele parecia quente como sol.

Depois, eles voltaram à ponte. O rio continuava a cantar. “Shhh… shhh…”, como um segredo feliz.

O Papá disse: “Vamos guardar o tesouro em casa?”

“Sim!” disse Tomás. “No meu quarto.”

A Mamã colocou a caixinha dentro do balde vermelho. “Assim vai segura.”

Tomás caminhou entre a Mamã e o Papá. Ele balançava o balde com cuidado, como se embalasse um bebé.

Quando chegaram ao carro, Tomás bocejou um pouco. A aventura tinha sido grande para um corpo pequeno.

“Gostaste do mistério?” perguntou a Mamã.

“Gostei”, respondeu Tomás, com voz mansa. “O rio tem segredos bons.”

“Tem”, disse o Papá. “E tu és o nosso pequeno capitão.”

No caminho de volta, Tomás encostou a cabeça no banco. Ele fechou os olhos. Na sua mente, a estrela azul brilhava. O rio cantava baixinho. E o tesouro amigo dormia no balde vermelho, pronto para outra descoberta, outro dia.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Relva
O verde que cresce no chão, onde se sentam e brincam.
Húmida
Que tem água ou um pouco molhada ao toque.
Concha
Casca dura do mar, que se encontra na areia ou perto da água.
íman
Pequeno objecto que agarra metal sem cola, como um puxão.
Algas
Plantas que vivem na água, macias e escorregadias.
Capitão
Pessoa que lidera um barco ou uma brincadeira de navegação.
Corajoso
Que tenta algo mesmo com medo, é valente e não desiste.
Panqueca
Comida redonda e plana, parecida com um disco, como uma bolacha grossa.
Sussurrou
Falar baixinho, quase sem som, para contar um segredo.
Escovinha
Pincel pequeno com cerdas, usado para limpar coisas delicadas.
Lama
Terra molhada e pegajosa que cola nas mãos e nos objectos.
Bilhetinho
Papel pequeno com uma mensagem curta, escrito para outra pessoa.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de tesouros escondidos para 3 a 4 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.