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Conto de princesa e príncipe 3 a 4 anos Leitura 6 min.

O príncipe Tomás e a coroa de luz perdida no vento

O príncipe Tomás parte em busca da Coroa de Luz levada pelo vento, acompanhado da fada Lili, enfrentando jardins, lagos e uma floresta de sussurros e aprendendo a seguir devagar, passo a passo.

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Um jovem príncipe de cerca de 7 anos, rosto arredondado, cabelo castanho-claro curto, olhos grandes e brilhantes, expressão determinada e suave, estica as duas mãos para apanhar uma pequena coroa dourada pendurada num ramo; a coroa brilha com reflexos amarelos e pequenos pontos brancos e balança num sopro de vento. Ao lado, a fada Lili, pequena (cerca de 10 cm), aparência infantil mas mágica, asas translúcidas irisadas e vestido rosa-pálido, flutua à altura do ombro do príncipe iluminando suavemente e estendendo o braço para ajudar. Lá embaixo na colina está uma velha tartaruga macho com óculos redondos e carapaça verde com padrões, sentada e observando com expressão benevolente e calma. A cena passa-se numa clareira gramada numa pequena colina com relva tenra, cogumelos vermelhos com pintas brancas em primeiro plano, troncos altos e folhagem ao fundo, céu em tons pastéis ao crepúsculo com raios suaves entre os ramos. O príncipe constrói uma pequena escada de paus para alcançar a coroa, está na ponta dos pés, capa azul a esvoaçar, ambiente tranquilo e corajoso, cores quentes, linhas arredondadas e composição centrada e legível para uma criança. reportar um problema com esta imagem

Parte 1

No Reino do Luar Dourado, as torres brilhavam como velas altas, e as nuvens pareciam algodão doce a passear devagar. Havia um príncipe pequeno, chamado Tomás, com olhos curiosos e mãos gentis. Ele gostava de ouvir o vento, porque o vento contava segredos em voz baixinha.

Numa manhã calma, a Rainha chamou-o ao grande salão. O chão era liso como um lago e os vitrais pintavam estrelas no tapete.

“Príncipe Tomás”, disse a Rainha, com voz de sino suave, “a Coroa de Luz foi levada pelo próprio vento. Não foi por mal. O vento é brincalhão. Mas a coroa precisa voltar ao trono.

Tomás olhou para o trono vazio. A coroa não era só ouro. Era um símbolo, como um sol pequenino que lembrava a todos: “Aqui mora a bondade.”

“Eu vou buscá-la”, disse Tomás, firme e doce.

O Rei ajoelhou-se para ficar da altura dele. “Vais com cuidado. E se te cansares, respira. Um passo, depois outro.”

Tomás levou uma capa azul, macia como abraço, e um saquinho de biscoitos de mel. A Fada do Castelo, pequenina como uma borboleta, pousou no seu ombro.

“Eu vou contigo”, disse ela. “Chamo-me Lili. Posso fazer luz quando a estrada ficar confusa.”

Tomás sorriu. “Obrigado, Lili. Vamos devagar e vamos sempre.”

Parte 2

Tomás atravessou o Jardim dos Sinos. As flores tinham sininhos nas pontas e faziam “tlim-tlim” quando ele passava. Parecia uma canção que dizia: “Continua, continua.”

Logo encontrou o Lago-espelho. A água era tão quieta que parecia guardar o céu dentro dela. No meio, boiava um barquinho.

Uma tartaruga de óculos, muito educada, apareceu. “Bom dia, Vossa Alteza. Procura alguma coisa?”

“Procuro a Coroa de Luz”, respondeu Tomás. “O vento levou.”

A tartaruga apontou com calma. “Vi um brilho a dançar para a Floresta dos Sussurros. Mas não tenha pressa. A pressa é uma tesoura que corta a coragem.”

Tomás entrou no barquinho. Remou devagar, devagar. Quando os braços ficaram cansados, ele lembrou: “Um passo, depois outro.” E continuou, com teimosia bonita, como uma formiguinha que não desiste do seu grão.

Na Floresta dos Sussurros, as árvores falavam baixinho. Não era assustador. Era como quando alguém conta uma história antes de dormir. As folhas faziam “shhh… shhh…”, como se pedissem silêncio para a magia trabalhar.

De repente, uma brisa rodopiou e fez a capa de Tomás dançar.

“Vento!”, chamou o príncipe, com voz gentil. “Vento, podes ouvir-me?”

O vento respondeu com um assobio alegre. A Fada Lili acendeu uma luz pequena, cor de lua.

Tomás caminhou entre cogumelos redondos, como guarda-chuvas pequeninos. Caminhou e caminhou. Às vezes parava, comia um biscoito, e dizia para si mesmo: “Eu consigo. Eu consigo.”

Numa clareira, viu uma pegada brilhante no chão, como poeira de estrela. Depois outra. E outra.

“É o rasto da coroa!”, disse Lili.

Seguiram o rasto até uma colina de relva macia. Lá em cima, a Coroa de Luz estava presa num galho baixo, a brilhar como um sorriso. O vento empurrava-a de leve, sem querer, como quem brinca com uma pena.

“Ah, Coroa”, disse Tomás, aproximando-se devagar. “Vens comigo para casa.”

O vento soprou mais forte e a coroa balançou. Tomás tentou alcançar, mas era alto para ele.

Tomás respirou. “Não vou desistir.” Pegou num pauzinho, depois noutro. Com Lili, fez uma escadinha simples, firme como amizade.

“Um degrau… e mais um degrau”, disse ele. “Devagar.”

Subiu com cuidado. Esticou as mãos. Quase… quase… e enfim! Segurou a coroa.

“Consegui!”, riu Tomás, e o brilho pareceu abraçar o seu rosto.

O vento deu uma volta no ar, como um pedido de desculpa.

Tomás falou com doçura: “Vento, podes brincar… mas com cuidado. Esta coroa é importante.”

O vento respondeu com um sopro leve, como beijo.

Parte 3

O caminho de volta parecia mais curto, porque o coração de Tomás ia cheio. O Jardim dos Sinos cantou mais alto. O Lago-espelho mostrou um príncipe com olhos brilhantes e mãos valentes.

No castelo, o Rei e a Rainha esperavam. Quando viram a coroa, suspiraram de alívio.

“Bem-vindo, meu filho”, disse o Rei.

Tomás colocou a Coroa de Luz no trono, com cuidado, como quem põe uma estrela no lugar certo. O salão ficou mais claro, como manhã de primavera.

A Rainha acariciou-lhe o cabelo. “Foste tenaz. Continuaste, mesmo quando estava alto, mesmo quando cansaste.”

Tomás sorriu. “Eu fui devagar. Mas fui sempre.”

Lili fez uma luz em forma de coração no ar, e todos riram baixinho.

Nessa noite, o reino dormiu tranquilo. A coroa brilhava no trono, e o vento, lá fora, soprava bem mansinho, como um guarda gentil. E o príncipe Tomás adormeceu a pensar: quando a gente continua, passo a passo, a magia encontra o caminho de volta.

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Vitrais
Janelas de vidro colorido que fazem desenhos de luz dentro do castelo.
Trono
Cadeira grande onde o rei ou a rainha se senta no castelo.
Símbolo
Algo que lembra uma ideia importante, como amizade ou bondade.
Algodão doce
Doce fofo e açucarado, parecido com nuvem que se come.
Clareira
Lugar aberto na floresta onde há sol e menos árvores.
Pegada
Marca deixada no chão pelo pé de alguém ou de um animal.
Relva
A erva macia e verde que cresce no chão do jardim.
Degrau
Cada passo da escada que se sobe ou se desce.
Tenaz
Quando alguém não desiste, continua mesmo se for difícil.
Teimosia
Quando a pessoa insiste em fazer algo e não muda de ideia.

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