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História do Ramadan 7 a 8 anos Leitura 7 min.

O primeiro jejum de Sami

Sami, um menino de sete anos, decide jejuar pela primeira vez durante o Ramadã e vive um dia de descobertas, aprendendo sobre paciência, cuidado com os outros e o prazer de participar nas tarefas da família.

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Menino de 8 anos, rosto redondo, cabelo castanho encaracolado, olhos avelã, expressão aliviada e maravilhada, segurando delicadamente uma pequena tâmara diante da boca; mãe (~35 anos), pele oliva, cabelo longo em rabo de cavalo, sorriso terno, de avental, derramando sopa fumegante em uma tigela à esquerda do garoto; pai (~38 anos), barba curta, olhar caloroso, em pé atrás da cadeira com a mão protetora no ombro do menino; irmã/irmão pequeno (~3 anos), cabelo preto, bochechas rechonchudas, sentado em cadeirão à direita, aplaudindo e olhando para a tâmara; cozinha familiar ao crepúsculo com luz dourada quente, mesa de madeira clara com toalha de padrão simples, tigelas de sopa fumegante, bandeja de tâmaras brilhantes, xícaras e um cobertor sobre o encosto da cadeira, cena íntima de iftar com cores quentes (laranja e ocre), traços arredondados e texturas aconchegantes. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Despertar de Sami

Sami abriu os olhos devagarzinho, sentindo o cobertor ainda quente abraçá-lo. Lá fora, ainda estava escuro, mas ele já ouvia o sussurro suave da mãe na cozinha e o cheiro de pão assando escapava pela fresta da porta. Hoje era um dia especial: Sami, com seus sete anos de idade, decidiu tentar jejuar pela primeira vez no mês do Ramadã.

Sentou-se na cama, esfregou os olhos e sorriu. “Hoje vou medir meus próprios esforços,” pensou, lembrando-se de como gostava de contar passos na calçada e marcar no papel cada vez que conseguia arrumar o quarto sem ninguém pedir.

No corredor, o pai apareceu com o sorriso sonolento e o cabelo despenteado. “Bom dia, campeão!” disse ele com voz animada. “Vamos tomar o suhur juntos?”

Sami assentiu, sentindo o orgulho crescer no peito. Seguiu o pai até a cozinha, onde a mãe já preparava a mesa. “Quer ajudar a pôr os pães?” ela perguntou.

“Quero!” respondeu Sami, esticando os braços para arrumar as fatias no prato, como se estivesse construindo uma muralha de cheiros deliciosos.

Logo estavam todos sentados à mesa, iluminados apenas pela luz dourada do abajur. A mãe serviu mingau quentinho, cortou frutas e passou mel nas fatias de pão. Sami provou um pouco de cada coisa, sentindo o sabor de um começo novo.

No meio da refeição, olhou pela janela e viu a lua ainda pendurada no céu, tímida mas brilhante. “Estou pronto,” disse para os pais, com um brilho nos olhos. Eles sorriram, orgulhosos, e deram-lhe um abraço apertado.

Capítulo 2: Descobertas na Manhã

Assim que o sol apareceu, Sami foi para a sala organizar os carrinhos de brinquedo. Hoje, cada conquista era contada: organizou cinco carrinhos, depois empilhou dez blocos de madeira sem deixar cair nenhum. “Estou a medir meus esforços até nos brinquedos!” exclamou, rindo sozinho.

Quando sentiu o estômago roncar baixinho, lembrou-se do jejum. Em vez de ficar triste, correu até à mãe, que dobrava roupas no quarto.

“Mamã, será que falta muito para comer?”

Ela sorriu, sentando-se ao seu lado. “Ainda falta um bocadinho, meu amor. Mas sabes, o Ramadã não é só jejuar. É também ser mais paciente e aprender a cuidar dos outros. E tu já estás a fazer isso tão bem!”

Sami pensou nisso e decidiu pegar o livro de histórias para ler ao irmão pequeno, que batia palminhas animado. Sami lia devagar, mostrando as figuras com cuidado. No final, o irmão sorriu e abraçou-o forte.

“Estás a ver? Cuidar dos outros também faz parte do Ramadã,” disse a mãe, piscando-lhe o olho.

Quando o relógio da sala fez “cucu!”, Sami foi riscando no seu caderninho: “Já passaram três horas!”

Capítulo 3: Aventuras na Cozinha

Depois do almoço dos adultos, Sami foi até à cozinha, onde a mãe mexia uma panela perfumada.

“Queres ajudar a cozinhar a sopa do iftar?” perguntou ela.

“Eu posso?” perguntou, arregalando os olhos.

“Claro! Vais ser o meu chef especial hoje!”

Sami lavou as mãos, vestiu o avental e ficou a postos. A mãe foi-lhe mostrando como picar cenouras, mexer a panela e provar os temperos (mas só com o nariz!). Sami inspirava fundo e dizia: “Cheira a alegria!”

Riam juntos quando as cebolas o faziam chorar ou quando um pedaço de batata saltou fora da panela. O pai apareceu para ver a confusão e disse, divertido: “Acho que temos dois grandes cozinheiros por aqui!”

No final, a sopa borbulhava suavemente, misturando todos os aromas caseiros. Sami sentiu-se parte de um segredo mágico: criar comida com as próprias mãos, mesmo sem poder comer ainda.

“Quando eu puder quebrar o jejum, vou apreciar muito mais cada colher!” disse, olhando para a sopa com olhos brilhantes.

Capítulo 4: Um Fim de Tarde Maravilhoso

O tempo passou devagar, mas Sami mantinha-se ocupado. Desenhava luas douradas e estrelas com lápis de cor, criava cartões para a avó e até ajudou a regar as plantas da varanda.

Quando o cansaço bateu, deitou-se no tapete da sala e olhou para o teto, onde a luz do entardecer desenhava sombras macias. O pai sentou-se ao lado dele e contou histórias de quando era pequeno e também tentava jejuar pela primeira vez.

“Sabes, Sami, não tem problema algum parar o jejum se tu sentires fome de verdade,” disse-lhe o pai, envelopando-o num abraço. “O importante é tentar e aprender.”

Sami sorriu. “Quero tentar mais um pouco, papá.”

Logo, as primeiras estrelas começaram a piscar lá fora. Sami sentiu o coração bater mais forte. A família reuniu-se à volta da mesa, com tâmaras e sopa fumegante. A mãe deu-lhe um beijo na testa: “Chegou a tua hora, querido.”

Sami pegou uma tâmara entre os dedos, sentindo-a macia e docinha. “Agora sim!” exclamou, e a família riu. Ao provar a primeira colher de sopa, sentiu o sabor mais gostoso do mundo.

Capítulo 5: O Plaid Mágico

Depois do jantar, já de pijama, Sami sentou-se no sofá com a família. A mãe trouxe um plaid macio, daqueles que abraçam todo o corpo. “Hoje tu mereces um abraço extra,” disse ela, envolvendo Sami e o irmãozinho naquele cobertor quentinho.

O pai entrou com uma chávena de chá morno (para os adultos) e um prato de biscoitos para dividir. Sami aconchegou-se, sentindo-se leve e feliz.

“Acho que hoje medi bem os meus esforços,” disse Sami, espreguiçando-se debaixo do plaid. “E descobri que consigo ser paciente e ajudar os outros.”

A mãe sorriu e deu-lhe um beijo no cabelo. “Estamos muito orgulhosos de ti, meu amor. Cada pequeno esforço conta, e juntos, tudo fica mais bonito.”

Sami fechou os olhos, ouvindo o riso suave dos pais e o bater de coração da família, sentindo-se envolto numa nuvem de ternura.

Antes de adormecer, sussurrou baixinho: “Amanhã, quero tentar de novo.” E naquela noite, o Ramadã parecia tão doce quanto o abraço do plaid.

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Suhur
A refeição que se faz cedo, antes de começar o dia de jejum.
Ramadã
Mês em que muitas pessoas jejuam e pensam na família e na oração.
Jejuar
Não comer nem beber por um tempo de propósito.
Jejum
O ato de ficar sem comer ou beber por um período.
Iftar
A refeição que quebra o jejum ao fim do dia.
Mingau
Comida quente e macia feita com leite e cereais.
Tâmara
Fruta doce e macia que se come para quebrar o jejum.
Abajur
Lâmpada com uma capa que faz uma luz mais suave.
Avental
Peça de tecido que se põe na frente para proteger a roupa ao cozinhar.
Perfumada
Que tem um cheiro agradável e forte.
Borbulhava
Quando um líquido faz pequenas bolhas ao aquecer.
Cucu!
Som engraçado de um relógio ou brincadeira para chamar atenção.

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