Carregando...
História de Boulanger 5 a 6 anos Leitura 9 min.

O padeiro do coração

Na feira, o padeiro Pedro faz pães com carinho, guarda moedas num "cofre do cuidado" e, após um acidente com farinha, a comunidade ajuda a arrumar tudo. Ele decide separar parte das economias para apoiar quem precisa, sem deixar de cuidar do seu ofício.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Pedro, padeiro de rosto arredondado e bigode curto, mãos cobertas de farinha, segura um pano e uma pequena bola de massa; Rosa, vendedora de flores de cabelo grisalho preso e vestido estampado, oferece pétalas brancas; um menino de cerca de 7 anos, cabelos castanhos despenteados e jardineira azul, ri e varre com uma pá de madeira olhando para a massa; numa feira de rua pavimentada pela manhã, após a queda de um saco de farinha um leve nuvem branca como neve envolve a cena; Pedro limpa, Rosa recolhe pétalas e o menino varre, enquanto a luz dourada da manhã atravessa a nuvem criando uma atmosfera calorosa e afetuosa. reportar um problema com esta imagem

Manhã de Feira

O sol acordou devagarinho. As barracas da feira piscavam cores. Havia risos e passos macios sobre a rua de pedras. No meio de tudo isso, o Pedro mexia a massa. Pedro era padeiro. Tinha mãos fortes e um sorriso calmo.

— Bom dia, Pedro! — chamou a Rosa, que vendia flores.

— Bom dia, Rosa! — respondeu ele, com a voz que cheirava a pão quente.

A sua banca brilhava com pães dourados. Havia croissants que pareciam luas, bolinhos que brilhavam como gotas de mel, e filões com cheiro de casa. Pedro gostava de ver a gente feliz quando provava o seu pão. Era o seu jeito de cuidar.

Pedro não era só padeiro. Era padeiro de feira. Todos os sábados, ele montava uma pequena padaria sobre rodas. Colocava a bandeja com os pães, o forno portátil, e uma plaquinha com um coração desenhado. No coração, estava escrito: "Pão com carinho".

Ele tinha um cofrezinho. Era um caixote de madeira com um trapo vermelho. Ali, Pedro guardava moedas e notas. Era o seu "cofre do cuidado". Cada vez que vendia um pão, ele sorria e colocava uma moedinha no cofre.

— Porquê guardas moedas no cofre, Pedro? — perguntou um menino com os olhos grandes.

— Para ajudar, meu amigo — disse Pedro. — Ajudo quem precisa. Assim, o pão também faz bem longe daqui.

E ele guardava, sempre com cuidado. Era um gesto pequeno. Era um gesto que aquecia.

Refrão suave: Pão quentinho, mão que cuida. Pão quentinho, coração que ajuda.

Meio-dia e o Mistério da Farinha

O vapor subia do forno como nuvens amáveis. Pedro apalpava a massa e cantava baixinho. A massa gostava da canção. Crescia e esticava, leve como algodão. O cheiro invadia a feira. As pessoas paráviam, como se ouvissem uma história.

De repente, uma trapalhada. A sacola de farinha caiu. Puf! Umbranco voou no ar e cobriu tudo como neve. As flores da Rosa ficaram branquinhas. O menino com olhos grandes espirrou e riu. Pedro suspirou fundo.

— Ai, minha farinha! — murmurou ele.

Ele olhou o cofre do cuidado. O cofre estava ao lado, quieto. Pedro pensou: "Tenho de arrumar isto. A feira precisa do meu pão."

Ele começou a limpar. Pegou um pano, varreu o chão com calma. A Rosa ajudou com pétalas gentis. O menino segurou a pá. Todos, aos poucos, transformaram o pó em caminho. Enquanto varriam, Pedro contou o segredo do pão.

— A farinha é amiga — disse ele. — Gosta de ser misturada com água e amor. Precisa de tempo para crescer. Precisa de mãos que entendam.

O menino quis provar. Pedro fez uma bolinha de massa para ele. O menino sentiu a textura. Era macia. Era fresca. Apertou com os dedos e sorriu. O ato simples ensinou cuidado.

Refrão suave: Pão quentinho, mão que cuida. Pão quentinho, coração que ajuda.

Quando tudo foi limpo, o forno voltou a cantar. Os croissants se curvaram como pequenas meias-luas. Pedro colocou os pães na bandeja. As pessoas chegaram, cheias de curiosidade.

— Quanto custa um croissant? — perguntou uma senhora velha.

— Dois sorrisos e uma moedinha — brincou Pedro.

Ela riu e deu uma moedinha. Pedro a colocou no cofre com reverência.

Tarde e a Decisão do Cofre

O dia ia baixando. O céu pintava-se de laranja suave. A feira ficava mais calma. Pedro contou as moedas. Eram muitas. Cada uma tinha uma história: uma vinda de um trabalhador, outra de um menino com a mão pegajosa, outra de alguém que lembrava de quem estava longe.

Pedro pensou na associação. Era uma casa que ajudava famílias. A associação dava comida, cobertores e direitinho para aprender a ler. Pedro conhecia uma senhora que recebeu ajuda quando era moça. Ele desejava que mais crianças tivessem cobertores quentinhos.

— Vou separar algumas moedas — disse Pedro, com voz firme e doce. — Vou juntar para a associação.

Ele pegou um pedaço de papel. Nele, desenhou um coração como o da plaquinha. Escreveu: "Para a Associação". Dobrou o papel e colocou na caixa. Cada moeda que entrava fazia um som de campainha suave no seu coração.

O menino, curioso, perguntou:

— Para quê a associação, Pedro?

— Para cuidar, como nós cuidamos do pão — respondeu o padeiro. — Para que outras mãos tenham calor e comida.

Pedro escolheu moedas com cuidado. Não tirou tudo. Ele deixou um pequeno montante para os ingredientes do dia seguinte. Cuidar dos outros não significava esquecer de si. Isso ele aprendera com a massa, que precisa de tempo e descanso.

Refrão suave: Pão quentinho, mão que cuida. Pão quentinho, coração que ajuda.

Então veio uma senhora com um cachorrinho. O cachorrinho cheirou tudo e começou a latir de contentamento. Pedro riu e deu-lhe uma migalha. A senhora contou que trabalhava na associação como costureira.

— Vocês estão a ajudar? — perguntou ela.

— Estamos a juntar, devagarinho — respondeu Pedro.

Ela abriu os olhos com ternura. Falou em voz baixa sobre cobertores e refeições. Pedro ouviu. A vontade de ajudar cresceu ainda mais. As moedas pareciam brilhar.

Noite e o Cheiro de Manteiga

A feira começou a fechar. As luzes amarelas acenderam como vagalumes. Pedro guardou o forno. Colocou o braço sobre a banca e fechou os olhos por um instante. Sentiu o calor ainda nos lençóis dos pães. Era um calor bom.

— Vamos, Pedro — disse a Rosa. — Hoje fizeste muito.

— Fizemos juntos — corrigiu ele. — Sempre juntos é melhor.

Na rua, as crianças iam embora com migalhas nos bolsos. O menino com olhos grandes deu um beijo na bochecha de Pedro.

— Obrigado pelo pão — disse ele.

— Obrigado por ajudar a limpar — respondeu o padeiro.

Pedro abriu o cofre. Contou as moedas em silêncio. Havia o suficiente para um envelope para a associação. Havia também o bastante para comprar manteiga para o pão do dia seguinte. Ele sorriu. Cuidar do outro e cuidar do seu trabalho andavam de mãos dadas.

Antes de fechar tudo, Pedro fez um último gesto. Pegou uma pequena roda de manteiga do saco. Era amarela como o sol. Ele derreteu um fiozinho na palma da mão e passou no topo de um pão recém-assado. O cheiro subiu como uma canção.

A manteiga espalhou-se e a padaria exalou um perfume que lembrava casa e festa. As pessoas pararam. Fecharam os olhos. Era um cheiro que dizia: "Está tudo bem."

Refrão suave e final: Pão quentinho, mão que cuida. Pão quentinho, coração que ajuda.

Pedro guardou o envelope marcado "Associação" e colocou-o com cuidado no cofre. Fechou a tampa. Sentiu paz. Ele sabia que um dia a moeda ajudaria uma família. Ele também sabia que, amanhã, faria mais pães. Haveria mais sorrisos.

Ao sair, Pedro inspirou fundo. O ar seco da noite trouxe a última nota. Manteiga, amêndoa e amor. O cheiro ficou com ele, suave, como um cobertor.

— Boa noite, feira — murmurou Pedro. — Amanhã volto com mais cuidado.

E enquanto as luzes se apagavam, ficou no ar aquela lembrança deliciosa: pão quente, mãos que cuidam e um leve perfume de manteiga. Foi com esse cheiro que Pedro foi dormir, contente, sabendo que fez bem e que voltaria a cuidar.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Bandeja
Prato grande e plano onde se colocam os pães para levar ou assar.
Forno portátil
Forno pequeno que se pode mover e usar onde não há uma cozinha fixa.
Plaquinha
Pequena placa com desenho ou palavra para mostrar algo.
Cofrezinho
Caixinha onde se guardam moedas, como um cofre pequeno.
Trapo vermelho
Pano velho e vermelho usado para limpar ou cobrir coisas.
Partículas muito finas que ficam no ar ou em superfícies, como farinha.
Pétalas
Partes suaves e coloridas das flores.
Textura
Como uma coisa parece ao tocar, se é lisa, áspera ou macia.
Associação
Grupo de pessoas que se juntam para ajudar outras pessoas.
Envelope
Capa de papel onde se coloca dinheiro ou cartas para guardar.
Manteiga
Alimento amarelo feito do leite, que se passa no pão.
Amêndoa
Semente dura e comestível, parecida com noz.
Sacola de farinha
Saco que contém farinha, pó usado para fazer pão.
Croissants
Pães em forma de meia-lua, folhados e macios por dentro.
Filões
Pães compridos e grossos, com crosta por fora.
Vapor
Gás quente que sai do forno ou de algo quente, como fumaça suave.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de Padeiros para 5 a 6 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.