Era muito cedo. O sol ainda bocejava no céu azul-claro. Sofia, a padeira, acordou com um sorriso. Ela espreguiçou-se suavemente e pensou: “Hoje é dia de mercado! Vou abrir a padaria mais cedo.” Ela calçou seus sapatos macios, vestiu o avental azul e caminhou devagar pela cozinha ainda silenciosa.
Sofia gosta de sentir a farinha entre os dedos. Ela pega um punhado e deixa cair devagar, como um pó mágico. O cheiro da farinha é suave e aconchegante. “Bom dia, farinha!”, diz Sofia baixinho com alegria. Ela gosta de conversar com seus ingredientes.
A água está morna. Sofia coloca a água na tigela e sente o calorzinho gostoso. “Bom dia, água!”, sussurra ela, mexendo devagar. O fermento faz cócegas no nariz. Sofia ri: “Bom dia, fermento! Vamos crescer juntos?” O sal e o açúcar chegam juntos, como dois amigos diferentes que gostam de brincar no mesmo parque.
Agora, Sofia mistura tudo. Suas mãos apertam e amassam a massa. A massa está quentinha e macia, como um travesseiro de nuvem. Ela canta baixinho: “Amassa, amassa, mexe, mexe, pão gostoso vai crescer!” A cozinha cheira a festa, cheira a pão fresquinho.
O forno ronrona baixinho, esperando sua vez. Sofia coloca a massa em formas redondas e longas, grandes e pequenas. “Cada pão é diferente, cada pão é especial”, pensa ela. Todos juntos, todos no forno, todos vão crescer.
Enquanto espera, Sofia prepara bolinhos, croissants e broas. Vai colocando sementes: gergelim, girassol, linhaça. “Cada semente ajuda o pão a ficar forte e bonito”, conta Sofia, sorrindo. Ela pensa em todas as pessoas que vão comer esses pães: vizinhos, amigos, crianças, pessoas de muitos lugares.
De repente, a porta faz “crec”. É o senhor João, o vendedor de legumes. Ele sorri: “Bom dia, Sofia! Que cheiro maravilhoso!” Sofia responde: “Bom dia, João! Seja bem-vindo. Hoje tem pão quentinho para o mercado!” Eles riem juntos.
Logo chegam Dona Ana, com seu lenço colorido, e o menino Léo, que gosta de ajudar Sofia a empacotar os pãezinhos. “Todos juntos ajudamos”, diz Sofia. Cada um com suas mãos, cada um com seu jeito.
O relógio toca, a manhã começa a brilhar. Sofia coloca os pães em cestos, cobre com paninhos macios. Todos ajudam a levar para a barraquinha do mercado. O aroma do pão viaja pelo ar. As pessoas sentem vontade de sorrir. Pão para todos, pão quentinho, pão feito com carinho.
Antes de sair, Sofia para um instante. Ela olha para seus ingredientes: farinha, água, fermento, sal, sementes. “Obrigada, meus amigos”, diz ela suavemente, “vocês fazem o pão nascer. Juntos, somos uma família.” Sofia sente seu coração quentinho, como o pão no forno.
O mercado está alegre. Sofia distribui pães para grandes e pequenos, para todos. Todos se sentem incluídos e felizes. O sol se despede devagar. Sofia volta para casa, cansada e contente. Ela pensa: “Amanhã vou fazer pão de novo, com meus amigos ingredientes e com todos que querem ajudar.”
E assim Sofia fecha os olhos e descansa, sentindo o cheirinho de pão no ar. Tudo está bem. Boa noite, Sofia. Boa noite, pão. Boa noite, amigos.