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História de detetive 7 a 8 anos Leitura 20 min.

O mistério do sino da biblioteca e o rasto de purpurina

Quando o sino da biblioteca desaparece, a detetive Marta Lupa e duas crianças seguem pistas de purpurina e bilhetes misteriosos para desvendar o mistério, aprendendo sobre cuidado, empatia e honestidade.

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Marta, detetive sorridente de cabelo preso, inclina-se para tranquilizar Pipa, uma menina tímida que entrega um pequeno carilhão dourado ao balcão da pequena biblioteca à bibliotecária Dona Celina, de cabelo grisalho e gesto acolhedor; Bia e Tomás observam sentados, enquanto o interior acolhedor com estantes de livros, tapete e luz quente realça o momento terno da devolução do carilhão. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1

A detetive Marta Lupa gostava de duas coisas: chá de camomila e padrões repetidos. Padrões eram como pistas que diziam “olá!” sem usar palavras.

Nessa manhã, a Vila do Jardim acordou com um problema pequeno, mas muito chato: o sino da biblioteca tinha desaparecido.

Sem o sino, ninguém sabia a hora da “Leitura das Dez”. E, na Vila do Jardim, a “Leitura das Dez” era quase tão importante quanto o lanche.

A bibliotecária, Dona Celina, esperava à porta, com os óculos tortos e o cabelo preso num coque apressado.

“Detetive Marta, graças a Deus que chegou!” disse ela. “O sino sumiu. Eu deixo sempre em cima do balcão. Sempre!”

Marta tirou um caderninho do bolso e uma caneta azul.

“Vamos devagar, Dona Celina. Quando foi a última vez que viu o sino?”

“Ontem à tarde, depois da Hora do Conto. Eu limpei o balcão, toquei o sino uma vez… ‘trim!'… e guardei o pano.”

Marta sorriu. “Você lembra do som. Isso é importante.”

Uma menina com tranças, a Bia, levantou a mão como se estivesse na escola. “Eu ouvi o ‘trim!' ontem! E hoje não teve ‘trim'… só silêncio.”

Um menino com camisa de dinossauro, o Tomás, apontou para o chão. “Olha ali! Tem brilhinho.”

Marta agachou e viu uma linha de purpurina dourada perto do balcão. Não era muita, só uns pontinhos, mas brilhava como segredo.

“Purpurina,” Marta murmurou. “E agora, uma pergunta para vocês. Quem na vila usa purpurina com frequência?”

A Bia respondeu na hora: “A Dona Rita, da loja de fantasias! Ela faz coroas e varinhas.”

Tomás franziu o nariz. “E o senhor Nuno do teatro. Ele sempre chega com purpurina na cara, sem querer.”

Dona Celina apertou as mãos. “Mas por quê alguém pegaria meu sino? É só um sino!”

Marta olhou ao redor. Observou o balcão, as estantes, a caixa de devoluções. Tudo parecia normal. Normal demais. Foi aí que ela notou outra repetição: as cadeiras das crianças estavam alinhadas em pares perfeitos, como sempre. Duas em duas. Duas em duas.

“Dona Celina,” disse Marta, “alguém mexeu nas cadeiras ontem?”

“Não. Eu deixo assim para as crianças. Elas gostam de sentar em duplas.”

Marta anotou: “Cadeiras em duplas — hábito.” Depois tocou com o dedo no balcão. Havia uma marca redonda mais clara, como se algo tivesse ficado ali por muito tempo.

“Então o sino esteve aqui, e depois saiu daqui,” disse Marta. “Isso já sabemos. Agora vamos atrás do caminho do sino.”

Ela apontou para os pontos de purpurina.

“Vocês dois,” disse ela para Bia e Tomás, “querem ser meus ajudantes de investigação?”

“Sim!” disseram os dois ao mesmo tempo.

“Ótimo,” disse Marta. “Mas lembram da regra principal? Nada de acusações. Nós fazemos perguntas, observamos, e cuidamos das pessoas. Até do suspeito.”

Dona Celina suspirou, um pouco mais calma. “Isso soa… gentil.”

“Gentil e inteligente,” disse Marta. “É assim que se resolve mistério por aqui.”

Capítulo 2

A primeira parada foi a Loja da Dona Rita. Na vitrine, havia máscaras de animais, capas brilhantes e um cartaz que dizia: “HOJE: OFICINA DE COROAS!”.

Quando entraram, um cheiro de cola e sabonete de morango encheu o ar. Dona Rita estava com um avental cheio de estrelas.

“Bom dia, detetive Marta! Quer uma tiara com antenas?” ela perguntou, rindo.

“Talvez depois,” disse Marta. “Agora estou procurando um sino de biblioteca.”

Dona Rita arregalou os olhos. “Um sino? Eu tenho sinos pequenos, de enfeite, mas de biblioteca… não.”

Marta mostrou o caderno. “Encontramos purpurina dourada perto do balcão da biblioteca. E você usa purpurina dourada.”

Dona Rita levantou as mãos. “Eu uso, sim. Mas minha purpurina está toda aqui. Olha.” Ela puxou uma caixa e abriu. Era um mundo inteiro de brilho.

Bia cochichou para Tomás: “Ela parece sincera.”

Tomás cochichou de volta: “E ela tem purpurina demais. Se ela fosse, teria deixado um rastro brilhante até a lua.”

Marta segurou uma risadinha. “Dona Rita, ontem à tarde você esteve na biblioteca?”

“Estive! Levei umas capas para as crianças usarem no teatro da Hora do Conto. Foi rápido. Entreguei e saí.”

“Você tocou o sino?” perguntou Marta.

“Não. Nem cheguei no balcão. Eu deixei as capas na mesa das crianças.”

Marta anotou. “Mesa das crianças.” E perguntou mais uma coisa, com cuidado:

“Você viu alguém perto do balcão quando entrou?”

Dona Rita pensou. “Vi o senhor Nuno do teatro. Ele estava com uma caixa grande, dessas de cenário. Ele disse: ‘Com licença, só vou pegar uma coisa'. Eu achei que era um livro.”

Tomás fez “Ahá!” tão alto que um boneco de palhaço pareceu pular.

Marta levantou um dedo. “Ainda não é ‘ahá'. É ‘hum… interessante'.”

Deixando a loja, o trio seguiu até o pequeno teatro da vila, que ficava ao lado da praça. No caminho, Marta treinou os ajudantes.

“Quando falamos com o senhor Nuno,” disse ela, “nós perguntamos o que vimos e ouvimos. Não falamos ‘você roubou'. Falamos ‘pode nos ajudar a entender?'.”

Bia assentiu com seriedade. “Empatia, né? Tipo… se ele estiver triste.”

“Isso,” disse Marta. “E também porque a verdade aparece melhor quando as pessoas não estão com medo.”

No teatro, encontraram o senhor Nuno pendurando um pano azul cheio de estrelas. Ele tinha um bigode que parecia duas vírgulas e, sim, um pouco de purpurina no nariz.

“Detetive Marta!” disse ele. “Vai querer um papel na próxima peça? Temos uma árvore falante.”

“Hoje eu sou mais de fazer perguntas do que de falar com folhas,” disse Marta. “O sino da biblioteca sumiu.”

O senhor Nuno levou a mão ao peito, dramático. “Um sumiço! Que suspense!”

Marta observou. Em cima de uma mesa havia duas caixas iguais, uma ao lado da outra. De novo, em pares. Marta adorava quando as coisas repetiam, porque às vezes a repetição era uma mensagem.

“Ontem você esteve na biblioteca com uma caixa grande,” disse Marta.

“Sim. Eu estava levando um cenário. Precisava de… hum… cartolina. E pensei que a biblioteca tivesse.”

“Você foi ao balcão?” perguntou Marta.

Ele coçou a cabeça. “Fui. Eu… esperei. A Dona Celina estava ajudando crianças. Eu vi o sino, mas não toquei. Tenho medo de tocar coisas que fazem barulho na hora errada.”

Tomás riu. “Meu tio também.”

Marta inclinou a cabeça. “Você viu alguém tocar o sino?”

O senhor Nuno abriu os braços. “Vi uma pessoa pequena, com capuz… ou era um casaco grande? E ela fez ‘trim!' duas vezes.”

“Duas vezes?” repetiu Marta, animada.

“Sim. ‘Trim, trim!' Como se fosse uma senha,” disse ele.

Bia arregalou os olhos. “Quem toca duas vezes?”

Marta anotou: “Dois toques — repetição.” E ficou pensando. Na biblioteca, Dona Celina disse que tocou uma vez. O senhor Nuno disse que alguém tocou duas vezes. Alguém queria que o som repetisse.

“Senhor Nuno,” disse Marta, “posso olhar suas caixas?”

“Claro! Mas cuidado, tem confete.

Marta abriu uma caixa. Havia pano, fita, papel. Na outra, havia… um monte de almofadas pequenas.

“Almofadas?” Tomás perguntou.

“Para a plateia ficar confortável,” explicou Nuno. “Mas a peça foi adiada. Ninguém quis ensaiar hoje. Estão todos falando do sino.”

Marta fechou a caixa devagar. Nada de sino.

Ela agradeceu e saiu, sentindo que a pista estava ali, mas ainda embrulhada.

Foi então que ouviu um som ao longe. Um som familiar. Um som que, na Vila do Jardim, significava “atenção”.

“Trim… trim!”

Bia apontou para a praça. “Foi ali!”

Marta endireitou as costas. “Vamos seguir o som.”

Capítulo 3

Na praça, o “trim… trim!” vinha perto do quiosque de limonada da Senhora Laura. O quiosque tinha um guarda-sol amarelo e um cartaz com letras tortas: “LIMONADA FELIZ”.

Mas a Senhora Laura não parecia feliz. Ela estava parada, olhando para o chão, com as mãos tremendo um pouco.

Marta se aproximou devagar, como quem não quer assustar um passarinho.

“Senhora Laura,” disse Marta, “ouvi um sino por aqui. Está tudo bem?”

A senhora engoliu em seco. “Eu… eu não sei se está. Eu ouvi o sino e pensei: ‘não devia estar aqui'. E agora… agora estou preocupada.”

“Preocupada com quê?” perguntou Bia, baixinho.

A Senhora Laura olhou para as crianças. Seus olhos estavam molhados, mas ela tentou sorrir. “Eu não quero confusão. Eu só queria ajudar alguém.”

Marta colocou a mão no próprio peito. “Respira comigo. Um… dois… três. Ninguém aqui quer brigar. Queremos entender.”

A senhora respirou, e a voz saiu menos apertada. “Hoje cedo, antes de montar o quiosque, eu vi um pacote perto do banco da praça. Tinha um bilhete: ‘Por favor, guarde. Volto já.' E… tinha purpurina no papel.”

Tomás abriu a boca. “Purpurina de novo!”

“Eu pensei que fosse coisa de criança,” continuou ela. “Eu guardei atrás do meu quiosque, para ninguém pisar. Mas depois ouvi ‘trim, trim!' e… eu fiquei com medo de ter feito errado.”

Marta assentiu, calma. “Você fez o que achou certo. Isso é cuidar. Agora, posso ver o pacote?”

A Senhora Laura se abaixou e puxou uma caixa pequena. Tinha um laço azul e, sim, pontinhos dourados brilhando.

Marta abriu devagar. Dentro, estava o sino da biblioteca.

Dona Celina teria desmaiado se visse. Mas Marta não estava ali para drama. Estava ali para lógica.

“Então alguém trouxe o sino até a praça,” disse Marta. “E tocou duas vezes.”

Bia apontou para o bilhete. “O que diz aí, detetive?”

Marta leu em voz alta, para todos: “‘Por favor, guarde. Volto já. Assinado: P.'”

Tomás coçou o queixo, imitando detetive. “Quem é P?”

Marta olhou em volta. Na praça, havia uma banca de pães do senhor Paulo. Havia também a professora Patrícia, que passava com uma pilha de cadernos. E havia a pequena Pipa… a menina que adorava brincar de correio, entregando recadinhos.

Marta gostava de não escolher rápido. Escolher rápido era como correr no escuro.

Ela fez a pergunta certa: “Senhora Laura, quem deixou o pacote? Você viu o rosto?”

“Eu vi… só as costas,” disse ela. “Um casaco grande, meio verde. E uma mochila.”

Bia bateu palminhas, lembrando. “A Pipa tem um casaco verde! E mochila!”

Tomás completou: “E ela sempre toca coisas duas vezes. Ela bate na porta ‘toc, toc' duas vezes! Ela diz que é ‘mais educado'.”

Marta sorriu. Uma repetição muito boa.

“Vamos falar com a Pipa,” disse Marta. “Mas com gentileza.”

Eles encontraram a Pipa perto do carrossel, segurando um saco de cartas de brincadeira. Ela era pequena, rápida e tinha um olhar de quem estava sempre com uma missão secreta.

Quando viu Marta, ela engoliu em seco.

“Pipa,” disse Marta, “podemos conversar um minuto?”

A Pipa olhou para os lados. “Eu… eu não fiz por mal.”

“Eu acredito,” disse Marta. “Me conta o que aconteceu.”

A Pipa apertou o saco de cartas. “Hoje de manhã, eu fui à biblioteca devolver um livro. A Dona Celina estava lá, arrumando coisas. Eu vi o sino no balcão. E… eu tive uma ideia.”

“Que ideia?” perguntou Tomás.

A Pipa falou rápido, como se as palavras quisessem fugir. “Eu queria fazer uma surpresa. Um jogo de caça ao tesouro para a Leitura das Dez. Eu ia deixar pistas. E, no final, eu ia devolver o sino e todo mundo ia rir.”

Bia franziu o rosto. “Mas por que levar o sino?”

“Porque é o ‘tesouro',” disse Pipa, quase chorando. “E eu toquei ‘trim, trim!' porque era minha senha de começo. Eu sempre faço tudo em dois. Dois passos, duas batidas… porque… porque minha mãe diz que eu tenho que checar duas vezes para não esquecer as coisas.”

Marta sentiu o coração amolecer. Aquilo não era maldade. Era uma tentativa confusa de fazer alegria.

“E por que você deixou com a Senhora Laura?” perguntou Marta.

A Pipa fungou. “Eu fiquei com medo quando vi o senhor Nuno no balcão. Achei que ele ia brigar comigo. Então eu corri e pensei: ‘Vou guardar na praça e voltar rapidinho'. Mas eu… eu me distraí entregando cartas.”

Marta assentiu. “Você é boa em inventar jogos. Mas quando a surpresa envolve algo importante de outra pessoa, você precisa pedir permissão.”

Pipa olhou para o chão. “Eu sei. Eu sinto muito.”

Marta colocou a mão no ombro dela. “Vamos consertar juntas. A coragem também pode ser em dois passos: primeiro admitir, depois reparar.”

A Pipa respirou. “Eu vou devolver. E eu vou pedir desculpa.”

“Eu vou com você,” disse Marta. “E vocês também,” ela olhou para Bia e Tomás, “porque detetive não trabalha sozinho.”

Capítulo 4

Na biblioteca, Dona Celina estava andando de um lado para o outro, como um relógio sem ponteiros. Quando viu Marta entrar com o sino, parou na hora.

“Meu sino!” ela exclamou, aliviada. E depois viu a Pipa atrás. O alívio virou dúvida.

A Pipa levantou o queixo, tremendo. “Dona Celina… fui eu. Eu peguei o sino para fazer uma caça ao tesouro surpresa. Eu não queria deixar você triste. Mas deixei. Desculpa.”

Dona Celina ficou quieta por um segundo. Marta observou: esse segundo era importante. Era o segundo em que um adulto decide se vai gritar ou ensinar.

Dona Celina soltou o ar e se ajoelhou para ficar na altura da Pipa.

“Pipa,” disse ela, “eu gosto de surpresas. Mas eu gosto ainda mais de confiança.”

A Pipa assentiu, com lágrimas escorrendo. “Eu posso ajudar a arrumar?”

“Pode,” disse Dona Celina. “E obrigada por falar a verdade.”

Tomás soltou um “ufa” tão grande que fez o silêncio da biblioteca rir.

Marta colocou o sino de volta no balcão, exatamente na marca redonda clara. Padrões voltavam ao lugar, e isso deixava a sala mais tranquila.

“Agora,” disse Marta, “vamos resolver o resto do mistério: a purpurina.”

Bia levantou a mão. “Foi da Dona Rita?”

“Parte,” disse Marta. “A Pipa pegou um envelope brilhante da oficina de coroas. Ela usou para fazer bilhetes. O brilho caiu pelo caminho. E o senhor Nuno viu o casaco verde e pensou que era um mistério enorme.”

O senhor Nuno apareceu na porta, como se tivesse ensaiado aquela entrada. “Eu ouvi meu nome e ‘mistério enorme'?”

Marta sorriu. “Tudo resolvido. Era uma surpresa que saiu do plano.”

Ele colocou a mão no peito, dramático de novo. “Ah! Então eu posso voltar a ensaiar a árvore falante!”

Dona Celina pegou um pano e limpou os últimos pontos de purpurina. “Mas antes… a Leitura das Dez vai acontecer. Sem atraso.”

Marta olhou o relógio na parede. Faltavam cinco minutos.

A Pipa enxugou as lágrimas com a manga. “Eu posso ajudar na Leitura? Eu posso… eu posso tocar o sino uma vez só, do jeito certo.”

Dona Celina pensou e assentiu. “Uma vez. E com cuidado.”

A Pipa pegou o sino como se fosse um passarinho. As crianças se sentaram em duplas, como sempre. Marta reparou e sorriu: repetição boa, repetição segura.

A Pipa tocou: “Trim!”

Dessa vez, o som não era uma senha secreta. Era um convite.

As crianças aplaudiram baixinho, porque biblioteca tem regras, mas também tem alegria.

Dona Celina abriu um livro grande e disse: “Hoje, quem vai contar uma história é a detetive Marta. Uma história de mistério… e de coração.”

Marta piscou para Bia e Tomás. “Prometo uma história com pistas.”

Ela se sentou numa cadeira e começou, com voz calma:

“Havia uma vez um sino que adorava estar no balcão, porque de lá ele via todo mundo. Um dia, uma menina que fazia tudo em dois achou que o sino seria um tesouro perfeito. Ela deixou pistas brilhantes sem perceber. Um homem do teatro viu dois toques e achou que era senha de ladrão. Uma senhora da limonada guardou um pacote porque queria ajudar. E uma detetive, que prestava atenção às repetições, juntou tudo como quem monta um quebra-cabeça…”

Bia levantou a mão. “E qual é a lição?”

Marta olhou para a Pipa, que escutava com o rosto atento.

“A lição,” disse Marta, “é que problemas se resolvem melhor quando a gente pergunta com respeito, observa com calma e lembra que, por trás de cada erro, pode existir uma intenção boa… precisando de um jeito melhor de acontecer.”

Tomás sussurrou para Bia: “Tipo quando eu coloquei sal no suco achando que era açúcar.”

Bia riu, e Marta também.

Dona Celina fechou o livro no final da história e disse: “E agora, hora do lanche. Mas antes… Pipa, quer me ajudar a fazer um plano de caça ao tesouro para a próxima semana? Um plano com permissão.”

Os olhos da Pipa brilharam mais que a purpurina. “Quero! E eu vou checar duas vezes… com você.”

Marta guardou o caderno no bolso. O caso do sino estava resolvido. E a Vila do Jardim, de novo, sabia a hora exata de ouvir histórias — e de cuidar uns dos outros.

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Padrões repetidos
Coisas que se repetem várias vezes, como desenhos ou gestos iguais.
Purpurina
Pó brilhante que se usa para enfeitar roupas ou objetos.
Bilhete
Papel pequeno com uma mensagem escrita para alguém.
Bibliotecária
Pessoa que cuida da biblioteca e organiza os livros.
Caderninho
Um pequeno caderno onde se escreve ou desenha.
Avental
Peça de pano que se usa para proteger a roupa ao trabalhar.
Confete
Pequenos pedaços de papel colorido usados em festas.
Plateia
Conjunto de pessoas que assistem a um espetáculo.
Cenário
O fundo ou decoração usada em uma peça de teatro.
Almofadas
Objetos macios para sentar ou apoiar a cabeça.
Suspense
Sensação de espera e curiosidade sobre algo que vai acontecer.

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