Capítulo 1: O Último Caso do Senhor Bartolomeu
Era uma manhã ensolarada, cheia de passarinhos cantarolando e cheiro de pão fresco vindo da padaria vizinha. No canto de uma pequena rua da cidade, havia um escritório com uma porta de madeira polida e uma placa dourada: “Bartolomeu – Detetive de Mistérios Difíceis”. Lá dentro, o senhor Bartolomeu, um homem simpático de bigode engraçado e óculos redondos, arrumava suas coisas. Ele já estava quase pronto para se aposentar e sonhava em passar os dias cuidando do seu jardim e dos seus gatos, Tico e Teca.
Mas, justo quando colocava o chapéu e pensava que ninguém mais precisaria de sua ajuda, ouviu três batidas apressadas na porta.
— Detetive Bartolomeu, por favor, preciso de você! — exclamou uma menina de tranças coloridas, um tanto aflita.
Bartolomeu, curioso, suspirou e sorriu. — Pode entrar, minha jovem. Sente-se e me conte qual é o problema que te trouxe aqui neste lindo dia.
A menina se apresentou. — Eu sou a Sofia, da turma do 2º ano da Escola Girassol. Hoje é dia da Festa das Cores e nosso quadro superespecial do arco-íris desapareceu! Sem ele, a festa não vai ser a mesma! O senhor pode nos ajudar a encontrá-lo?
O detetive, que adorava mistérios e crianças, sentiu o coração bater mais forte. Talvez sua aposentadoria pudesse esperar um pouco. E assim, ele pegou sua lupa, seu caderno de anotações e disse:
— Sofia, aceitei o seu caso. Será o meu grande final como detetive. Prometo que encontrarei o quadro do arco-íris antes que a festa comece!
Sofia sorriu, animada. — Oba! O senhor é o melhor detetive do mundo!
Bartolomeu piscou um olho e perguntou: — Agora, conte-me tudo, nos mínimos detalhes. Onde estava o quadro? Quem foi a última pessoa a vê-lo? Viu algo estranho?
Sofia pensou, olhando para cima. — Ele estava na sala de artes. A professora Rita mandou todos irem lavar as mãos antes do lanche. Quando voltamos, o quadro tinha sumido! Eu só vi o Pedro correndo pelo corredor com as mãos sujas de tinta azul.
Bartolomeu anotou tudo em seu caderno. — Muito bem, Sofia. Vamos até a escola investigar esse mistério!
E, assim, os dois saíram do escritório, animados para resolver o enigma do quadro desaparecido.
Capítulo 2: Pistas Coloridas
O detetive Bartolomeu e Sofia chegaram à Escola Girassol e foram direto para a sala de artes. Lá, encontraram a professora Rita, que estava preocupada.
— Detetive Bartolomeu! A Sofia já lhe contou sobre o quadro? Foi pintado por todos os alunos! Tinha todas as cores do arco-íris, com desenhos de flores, cachorros, borboletas e até um dinossauro amarelo do Pedro.
O detetive olhou em volta com sua lupa. No chão, haviam pingos de tinta azul e um fio dourado.
— Professora Rita, alguém mexeu no quadro antes do lanche? — perguntou Bartolomeu.
— Não que eu tenha visto, mas o Pedro estava tão animado com a tinta azul... — respondeu a professora.
Sofia cutucou o detetive. — Detetive, acho que deveríamos falar com o Pedro.
Eles seguiram as pistas de tinta azul pelo corredor. Logo viram Pedro, sentado ao lado de uma enorme caixa de papelão. Ele estava limpando as mãos com um lenço.
— Olá, Pedro! — disse Bartolomeu, sorrindo. — Você viu o quadro do arco-íris?
Pedro ficou vermelho feito tomate. — Eu só queria deixar o quadro mais bonito. Achei que um dinossauro azul ficaria legal. Mas, quando voltei, o quadro já não estava mais lá!
Bartolomeu pensou: “Se Pedro não pegou o quadro, quem será que o fez?”
Ele olhou para a caixa onde Pedro estava sentado. Havia um pelo dourado brilhando na borda.
— Pedro, você viu algum animal por aqui? — perguntou Bartolomeu.
— Vi, sim! O Gato Pipo entrou correndo na sala quando estávamos lavando as mãos. Ele adora brincar com coisas coloridas! — respondeu Pedro, animado.
Agora, Bartolomeu tinha mais uma pista: pelo de gato dourado. Ele anotou: “Gato Pipo + quadro colorido = possível suspeito.”
— Sofia, vamos procurar o Gato Pipo! — disse Bartolomeu, já com um sorriso de detetive superfeliz.
Eles começaram a procurar pelo corredor, seguindo vestígios de tinta colorida e pelos dourados que brilhavam ao sol. Chegaram à biblioteca, onde ouviram um miado baixinho.
— Miau! — disse Pipo, com a patinha azul e o focinho manchado de amarelo.
Atrás dele, estavam pedaços de papel colorido!
— Pipo! — gritou Sofia. — Você pegou o quadro?
O gato olhou com cara de inocente e pulou para um canto, onde havia uma pilha de livros.
Bartolomeu chegou mais perto e percebeu que não era o quadro do arco-íris, mas várias folhas de papel coloridas. Ele tirou uma foto com sua máquina de detetive e disse:
— Isso é só parte do mistério. O quadro não está aqui, mas Pipo sabe de alguma coisa! Precisamos continuar investigando.
Capítulo 3: O Suspeito Misterioso
A professora Rita entrou correndo na biblioteca.
— Detetive Bartolomeu! Encontrei uma coisa estranha no pátio: um pegada vermelha e… um botão brilhante!
Bartolomeu pegou o botão. Era dourado, igual ao fio que encontrou na sala de artes.
Sofia pensou alto: — Quem será que usa roupa com botão dourado?
Pedro chegou, abanando os braços. — Eu sei! O zelador Zé sempre usa um colete com botões dourados!
Bartolomeu, Sofia e Pedro correram até o pátio. Lá, o zelador Zé regava as plantas, sorrindo.
— Senhor Zé, o senhor viu nosso quadro do arco-íris? — perguntou Sofia.
O zelador sorriu. — Vi, sim. Hoje cedo, eu estava limpando o pátio quando o vento forte abriu a janela da sala de artes. Vi um papel grande voando e tentei pegar, mas só consegui este botão de volta.
Bartolomeu ficou pensativo. Se o quadro voou pela janela… será que ele estava no jardim?
O detetive pediu, animado: — Vamos todos procurar pelo jardim!
Eles andaram pelo gramado, olhando debaixo dos bancos, nas árvores e até no parquinho. Sofia encontrou uma folha grudada num galho de árvore, com uma parte do desenho do arco-íris.
— Achei uma pista! — gritou ela.
Pedro encontrou outra folha presa na cerca, com um pedaço do dinossauro amarelo.
— Também achei!
Bartolomeu reuniu as folhas coloridas e percebeu que estavam todas espalhadas pelo jardim, levadas pelo vento. O quadro não foi roubado, mas despedaçado e espalhado!
Mas faltava a parte principal: o sol brilhante do quadro, pintado com glitter e tinta dourada.
— Para onde será que foi o sol do quadro? — perguntou Bartolomeu, olhando ao redor.
Sofia apontou para o galinheiro no fundo do jardim. — Olha! Tem algo brilhando lá dentro!
Todos correram até o galinheiro. Dentro, no ninho da galinha Gertrudes, estava a parte dourada do quadro, meio amassada, mas ainda reluzente.
— Cocorocó! — cacarejou Gertrudes, toda orgulhosa de seu achado brilhante.
Bartolomeu riu e disse: — Acho que o mistério foi resolvido! O quadro voou pela janela, se espalhou pelo jardim, e a galinha Gertrudes ficou com a parte mais brilhante!
Capítulo 4: O Grande Final
Todos riram e ajudaram Bartolomeu a juntar as partes do quadro. Eles colaram cada folha com cuidado, reconstruindo o arco-íris, o dinossauro, as flores e até a parte dourada do sol, que a galinha Gertrudes devolveu depois de ganhar um milho especial.
Na hora da Festa das Cores, o quadro estava pronto, com algumas marcas de aventura e um pouco de pena dourada grudada. Mas isso só deixou o quadro ainda mais especial!
A professora Rita agradeceu: — Detetive Bartolomeu, você é mesmo incrível! Salvou nossa festa!
Pedro acenou: — Viva o detetive!
Sofia sorriu: — O senhor é um herói!
Bartolomeu, feliz, colocou o chapéu e disse:
— Um bom detetive nunca desiste e precisa sempre de bons amigos para resolver os maiores mistérios. Obrigado por me ajudarem, meus jovens detetives!
Quando a festa começou, Bartolomeu se despediu. Agora, sim, poderia se aposentar, sabendo que terminou sua carreira com uma investigação cheia de cor, amizade e diversão.
E quem sabe, um dia, alguém baterá à sua porta com outro mistério colorido para resolver. Mas, por enquanto, o senhor Bartolomeu vai cuidar do seu jardim, dos seus gatos… e talvez pintar um quadro bem bonito, só por diversão!
Fim.