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História de detetive 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O mistério do livro desaparecido

Tomás, um jovem detetive, investiga o desaparecimento do livro das Histórias Mágicas na biblioteca da vila, seguindo pistas e observando os presentes para resolver o mistério.

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Um menino-detetive (≈9 anos) de cabelo castanho curto, olhos redondos e sorriso confiante, com um chapéu imaginário e uma lupa sobre a cara, inclina-se para observar a capa de um livro com manchas de chocolate; uma menina (≈7 anos) de tranças e vestido colorido, com migalhas de chocolate na boca, está sentada junto a um cesto de revistas e timidamente aponta para o livro; uma bibliotecária (≈60 anos) de cabelo grisalho em coque e óculos redondos sorri benevolente segurando o cesto junto à estante; um rapaz reservado (adolescente, ≈14 anos) de casaco e chapéu, tímido, segura um caderno de desenho no peito sentado num canto; interior de pequena biblioteca acolhedora com estantes de madeira, tapete redondo, grandes janelas e carrinho de revistas; momento de descoberta alegre com expressões de alívio e amizade e elementos kawaii (estrelas e corações), paleta viva com tons pastéis e contornos arredondados. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Mistério da Biblioteca

Era uma manhã fresca na vila da Alegria. O sol brilhava suavemente nas janelas da pequena biblioteca. Tomás, um jovem detective, estava sentado na sua mesa favorita, com um caderno e uma lupa de brinquedo. Ele gostava de observar tudo com atenção, porque achava que ver bem era o começo de toda boa investigação.

Na biblioteca, tudo era tranquilo. Dona Rita, a bibliotecária, arrumava livros nas prateleiras. De repente, ela exclamou:

— Oh! Onde foi parar o livro das Histórias Mágicas? Eu tinha certeza que estava aqui!

Tomás ouviu e logo ficou curioso. Um livro desaparecido era um caso perfeito para um detective. Ele levantou-se, colocou o seu chapéu imaginário e aproximou-se de Dona Rita.

— Não se preocupe, Dona Rita. Eu posso ajudar a encontrar o livro — disse Tomás, com um sorriso confiante.

Dona Rita sorriu também, aliviada.

— Obrigada, Tomás! Eu sabia que podia contar contigo.

Tomás olhou em volta. Havia algumas pessoas na biblioteca: uma menina com tranças lendo um livro colorido, um senhor idoso com óculos grandes, e num canto, uma pessoa reservada, de chapéu e sobretudo, olhando para baixo.

Ele fez uma lista mental: “Quem estava na biblioteca? Quem poderia ter visto o livro?”.

Tomás sabia que, para ver tudo claramente, precisava observar com calma e fazer perguntas certas.

Capítulo 2 – Observações e Pistas

Tomás começou a andar devagar pela biblioteca, prestando atenção em cada detalhe. No chão, viu pequenas pegadas de sapatos. Eram pegadas pequenas, talvez de uma criança. Seguiu as marcas até a estante das histórias mágicas, onde o livro tinha desaparecido.

Perto da estante, Tomás viu um marcador de livro caído. Pegou-o e cheirou: tinha cheiro de chocolate. Tomás achou curioso. Olhou para a menina de tranças, que estava a mastigar discretamente algo.

Aproximou-se e perguntou:

— Olá! Gosta de chocolate?

A menina sorriu, mostrando um pouco de chocolate nos dentes.

— Gosto sim! É meu lanche favorito.

Tomás mostrou o marcador de livro.

— Encontraste isto perto da estante?

A menina olhou e abanou a cabeça.

— Não, não vi nada. Desculpa.

Tomás agradeceu e continuou. Então, viu o senhor idoso sentado, lendo um livro grosso. Aproximou-se devagar.

— Bom dia. Viu alguém perto da estante das histórias mágicas?

O senhor ajustou os óculos e respondeu:

— Vi um menino loiro a olhar os livros. Acho que ele deixou cair alguma coisa, mas não vi bem o que era.

Tomás agradeceu. Agora, o detective decidiu observar a pessoa reservada, sentada no canto. Ela parecia nervosa, mexia muito as mãos e olhava por cima do ombro de vez em quando.

Tomás pensou: “Será que ela viu algo? Ou será que está escondendo o livro?”.

Capítulo 3 – O Detalhe Mal Compreendido

Tomás aproximou-se da pessoa reservada devagar. Com voz suave, perguntou:

— Olá, precisa de ajuda para encontrar um livro?

A pessoa olhou para ele rapidamente, com olhos grandes e assustados.

— Eu… estou só a descansar um pouco — respondeu, baixinho.

Tomás percebeu que ela não queria conversar. Mas, ao olhar para o chão, viu algo estranho: uma ponta de papel saía da mochila dela. Será que era o livro desaparecido?

— Posso ajudar a guardar seu livro? — perguntou Tomás, apontando para a mochila.

A pessoa abraçou a mochila com força.

— Não, obrigado. Este é meu caderno de desenhos.

Tomás ficou confuso. Afinal, seria mesmo o livro das Histórias Mágicas? Ou seria só um caderno? Ele não queria julgar mal alguém por parecer diferente ou estar quieto num canto.

Enquanto pensava, ouviu a menina de tranças chamar:

— Tomás! Olha, encontrei isto debaixo da mesa!

Era um papel colorido, igual à capa do livro perdido. Mas, ao abri-lo, viram que era só uma folha rasgada com desenhos de estrelas e dragões.

Tomás olhou para a pessoa reservada, que agora parecia ainda mais envergonhada. Será que ele tinha cometido um engano?

De repente, Dona Rita apareceu com um sorriso:

— Tomás, acho que há uma coisa que não viste!

Tomás correu até ela. Dona Rita apontou para um cesto de revistas ao lado da porta. E ali, meio escondido, estava o livro das Histórias Mágicas!

Capítulo 4 – O Mistério Resolvido

Tomás pegou no livro com cuidado. Havia marcas de chocolate na capa. Lembrou-se então do marcador e da menina de tranças.

— Dona Rita, encontrei o livro! — anunciou, feliz.

Todos se aproximaram. Tomás explicou:

— O livro caiu no chão e acabou por ir parar ao cesto de revistas. As pegadas pequenas e o cheiro de chocolate mostram que alguém comeu chocolate perto do livro. Mas não foi levado por ninguém.

A menina de tranças ficou corada.

— Desculpa! Eu estava a ler e comi chocolate. O livro caiu sem eu perceber. Depois, não o vi mais.

Dona Rita sorriu, tranquila.

— Está tudo bem, querida. O importante é que o livro voltou para a estante.

Tomás olhou para a pessoa reservada, que agora parecia mais relaxada. Ele aproximou-se e disse baixinho:

— Desculpa se te assustei. Às vezes, as coisas parecem diferentes do que realmente são.

A pessoa reservada sorriu de volta e mostrou o caderno de desenhos. Tinha muitos desenhos bonitos de livros, dragões e estrelas.

Tomás piscou o olho para ela, como um verdadeiro detective amigo.

No fim, todos riram juntos. Tomás sentiu-se orgulhoso: não só encontrou o livro, como aprendeu que não se deve julgar alguém só porque é diferente ou está calado.

Dona Rita fez um lanche especial para todos, com bolachas e sumo. Tomás olhou à sua volta, feliz por ver todos juntos, a partilhar histórias, sorrisos e muitos piscadelas de olho.

Naquele dia, Tomás percebeu que a justiça também é ver cada pessoa claramente, com atenção e carinho.

E assim terminou mais um caso do detective Tomás, com todos de coração leve e olhos brilhantes de alegria.

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Detective
Pessoa que procura pistas para resolver um mistério ou problema.
Lupa
Objeto de vidro que aumenta as coisas para ver melhor.
Investigação
Ato de procurar pistas e descobrir o que aconteceu.
Bibliotecária
Pessoa que cuida dos livros e ajuda quem os quer ler.
Prateleiras
Pratos longos onde se põem livros ou objetos para guardar.
Tranças
Cabelo entrelaçado em fios juntos, formando um penteado.
Reservada
Pessoa que fica quieta e não fala muito com os outros.
Envergonhada
Sentir vergonha, ficar corado ou tímido por algo.
Chapéu imaginário
Chapéu que se finge usar na cabeça sem ser real.
Discretamente
Fazer algo de modo calmo e sem chamar atenção.

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