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Conto de animal 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O medalhão dourado e a amizade de Mila

Mila, uma ratinha curiosa e bondosa, parte numa aventura com Dona Cotovia para encontrar um medalhão perdido, contando com a ajuda dos amigos da floresta e descobrindo o valor da amizade.

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Uma pequena camundonga chamada Mila, pelo cinza macio, olhos redondos brilhantes e sorriso tímido segurando delicadamente uma pena dourada; Dona Cotovia, uma galinha idosa de plumagem creme com tons dourados, olhar terno, asas semiabertas e um medalhão dourado cintilante ao pescoço; um velho rato sábio sentado um pouco atrás, bigodes longos, chapéu de feltro e um fino laço azul na pata, observando com benevolência; cena numa clareira ao entardecer banhada por luz dourada, relva verde salpicada de violetas, alguns cogumelos, um tronco caído, flores tremendo na brisa, borboletas coloridas e vagalumes a brilhar; composição centrada em Mila e Dona Cotovia à frente com o rato à direita, paleta quente e suave (dourados, verdes, violetas e toques de azul), traços arredondados e expressivos, texturas de feltro e aquarela e iluminação suave de crepúsculo. reportar um problema com esta imagem

Parte I – O Sol e a Planície Brilhante

Num vale encantado, onde a relva ondulava como tapete de esmeraldas e as flores dançavam ao vento, vivia uma pequena e esperta ratinha chamada Mila. Mila tinha pêlo cinzento como nuvem leve, olhos vivos que brilhavam como duas gotinhas de orvalho ao sol, e um coração tão grande quanto o céu de verão.

Mila adorava caminhar pela planície, saltitando entre margaridas e conversando com as borboletas. Era tímida, mas muito curiosa. Sabia ouvir o sussurro das árvores e o segredo do riacho. Todos os animais do vale gostavam dela, pois Mila era bondosa e sempre disposta a ajudar.

Certa manhã, quando o sol pintava tudo de dourado, Mila escutou um som diferente. Era um cocoricar aflito, vindo do outro lado do bosque. Com orelhinhas alertas, correu na direção do chamado, sentindo o vento como um abraço suave.

No centro de uma clareira, encontrou Dona Cotovia, a galinha mais velha e sábia do vale. Dona Cotovia estava parada junto a um tronco caído, as penas meio eriçadas e os olhos cheios de preocupação.

— Oh, Mila, minha querida! — suspirou Dona Cotovia, sua voz tremendo como folha ao vento — Perdi meu medalhão dourado, aquele que ganhei de minha avó. Sem ele, sinto-me tão perdida quanto estrela sem céu!

Mila segurou a patinha enrugada de Dona Cotovia e sorriu com ternura.

— Não fique triste, Dona Cotovia. Juntas, nós vamos procurar por esse tesouro. Uma promessa feita por um amigo é como laço de fita: nunca se desfaz.

Dona Cotovia piscou, emocionada, e Mila sentiu seu coração crescer ainda mais.

Parte II – A Floresta de Segredos

Mila e Dona Cotovia partiram, entrando na floresta onde as árvores sussurravam antigas canções. O chão era coberto de folhas douradas, que estalavam sob as patinhas da ratinha. O ar tinha cheiro de terra molhada e esperança.

Pelo caminho, encontraram o Coelho Pintado, que pulava alto como pipoca estourando.

— Aonde vão tão apressadas? — perguntou ele, com as orelhas em pé.

— Procuramos o medalhão dourado de Dona Cotovia. Você viu algo brilhante por aqui? — disse Mila, com um sorriso gentil.

O Coelho sacudiu a cabeça, mas ofereceu uma cenoura fresca a Mila e uma palavra doce a Dona Cotovia.

— Boa sorte, amigas! Às vezes, o que procuramos está onde menos esperamos — disse ele, piscando um olho.

Agradecendo, Mila continuou a busca, sempre de olhos atentos e ouvidos abertos. Passaram pelo lago cintilante, onde o Sol fazia as águas se vestirem de ouro. Lá, a Sapa Cantora coaxou uma música suave.

— O que procuram, pequenas viajantes? — perguntou ela, empoleirada numa pedra.

Mila contou sobre o medalhão. A Sapa, com um sorriso misterioso, apontou para um arbusto florido.

— Sigam o caminho das violetas, pois os segredos do coração florescem onde há bondade — disse ela, em tom de enigma.

Parte III – O Encontro com o Rato Velho

Guiadas pelas palavras da Sapa, Mila e Dona Cotovia seguiram o trilho das violetas, que formavam um tapete roxo e perfumado. No fim da trilha, encontraram um velho rato, de bigodes longos e olhos sábios, sentado sob um cogumelo.

— Boa tarde, senhor rato! — cumprimentou Mila, fazendo uma reverência educada.

O velho rato sorriu, mostrando dentes brancos como neve.

— Olá, pequena Mila. Sei o que procuram. Às vezes, um tesouro perdido deseja ser achado por quem tem coragem e bondade — disse ele, tirando do bolso um pequeno medalhão dourado que brilhava como o Sol ao entardecer.

Dona Cotovia abriu as asas, surpresa e feliz.

— Meu medalhão! Oh, como posso agradecer?

O rato olhou para Mila com carinho.

— Agradeça à amizade. Mila, com seu coração gentil, guiou você até aqui. Os verdadeiros tesouros não se escondem, mas esperam ser achados por quem ama e ajuda.

Mila sentiu-se leve como pluma ao vento. Ajudar Dona Cotovia trouxe-lhe alegria maior do que qualquer tesouro.

Parte IV – Um Lindo Final e um Presente do Coração

Dona Cotovia prendeu novamente o medalhão ao pescoço com um nó de fita azul. Seus olhos brilhavam, cheios de gratidão.

— Mila, você é tão pequena, mas sua amizade é gigante como o céu! — disse Dona Cotovia, abraçando a ratinha com suas asas macias.

O vale inteiro comemorou. O vento trouxe a notícia, e logo todos os animais vieram celebrar com música e dança. Mila percebeu que a gentileza era como uma sementinha: quanto mais se espalha, mais flores crescem ao redor.

Quando a festa terminou e as estrelas começaram a surgir no céu, Dona Cotovia chamou Mila para perto.

— Quero lhe dar algo especial — disse a galinha, tirando cuidadosamente uma pena dourada de seu próprio peito. — Esta pena traz sorte e me faz lembrar que, em todo canto do mundo, existe alguém disposto a ajudar. Guarde-a, Mila, como um símbolo da nossa amizade.

Mila segurou a pena dourada com carinho. Sentiu seu calor e lembrou-se que o maior dos tesouros é a bondade compartilhada.

Naquela noite, Mila voltou para casa, o coração cheio de alegria. Guardou a pena ao lado de sua cama, prometendo nunca esquecer o valor de um gesto gentil. E, entre as sombras suaves do vale adormecido, sussurrou para as estrelas:

— Sempre que alguém precisar, estarei pronta para ajudar.

E assim, no universo mágico do vale, Mila, a ratinha tranquila e corajosa, tornou-se um exemplo de amizade e sabedoria, mostrando que até o menor dos amigos pode fazer a maior das diferenças.

E, cada vez que olhava para a pena dourada, lembrava-se de que a bondade é o mais precioso dos tesouros, e compartilhar é a luz que faz brilhar todos os corações.

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Encantado
Algo mágico, cheio de surpresa e beleza, que parece saído de um conto.
Relva
Grama baixa que cobre o chão e cresce em campos e jardins.
Esmeraldas
Pedras verdes muito bonitas, como joias brilhantes e valiosas.
Orvalho
Gotas de água que aparecem nas folhas e flores pela manhã.
Clareira
Lugar aberto numa floresta, sem árvores, onde há luz do sol.
Tronco caído
Parte grossa de uma árvore que caiu no chão da floresta.
Eriçadas
Penas ou cabelos levantados, quando algo assusta ou preocupa.
Cintilante
Que brilha ou pisca luzes pequenas, como água ao sol.
Perfumado
Que tem cheiro bom e suave, como flores ou frutas.
Medalhão dourado
Pequena joia redonda de cor dourada, usada como lembrança.
Bigodes
Fios longos no rosto de alguns animais, como ratos e gatos.
Cogumelo
Pequena planta sem flores, com chapéu em cima, que cresce no chão.
Pena dourada
Pena de cor dourada, leve e bonita, que vem de aves.

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