O mapa misterioso
Era uma manhã muito bonita. O sol brilhava e o céu estava azul. Quatro amigas, a Lara, a Sofia, a Mariana e a Beatriz, estavam no jardim da escola, sentadas debaixo de uma árvore grande. Elas gostavam de brincar juntas, inventando histórias e aventuras.
De repente, Lara viu algo brilhando perto do tronco da árvore. Curiosa, ela foi até lá e encontrou um papel dobrado. As amigas correram para ver. Abriram o papel com cuidado. Era um mapa! O papel era velho, com desenhos coloridos e linhas que pareciam caminhos. No canto, estava desenhado um baú com uma estrela dourada.
— Olhem! — disse Sofia. — É um mapa do tesouro!
As meninas ficaram muito entusiasmadas. Decidiram, juntas, seguir o mapa misterioso. Não era só encontrar o tesouro: elas queriam escondê-lo de novo, para outras crianças também poderem brincar de caça ao tesouro.
O começo da aventura
As quatro amigas deram as mãos e olharam para o mapa. O primeiro desenho mostrava o balanço vermelho do parque. Foram até lá, sentindo o vento no rosto e ouvindo os pássaros a cantar. Debaixo do balanço, encontraram uma pedra azul, igual à do mapa.
Mariana levantou a pedra com cuidado. Embaixo, havia uma folha com uma pista: “Segue até onde a sombra do girassol toca a areia”. As meninas olharam à volta e viram um canteiro de girassóis altos, cheios de pétalas amarelas.
Foram até lá, com passos pequenos e atentos. A sombra de um girassol tocava um montinho de areia dourada. Sofia pegou numa pequena pá que trazia na mochila e começou a escavar. Logo, tocou em algo duro. Era uma caixinha de madeira!
Todas ficaram maravilhadas. Abriram a caixa devagar. Lá dentro, havia uma nova pista, escrita num papel lilás: “Procura o banco escondido atrás da árvore mais antiga do jardim.”
Pelo caminho das surpresas
Caminharam até à árvore mais antiga do jardim, aquela com o tronco grosso e raízes que pareciam braços. Atrás dela, encontraram um banco pequeno, meio escondido por folhas caídas. Debaixo do banco, havia um envelope vermelho.
Beatriz apanhou o envelope e abriu-o. Dentro, estava uma chave dourada e um papel: “Usa a chave para abrir o portão do segredo.”
As meninas olharam à volta e viram um pequeno portão verde, coberto por plantas. Foram até lá, com coragem, porque o portão parecia muito misterioso. Lara colocou a chave na fechadura. Com um clique, o portão abriu-se devagar.
Atrás do portão, havia um canteiro de flores coloridas. No meio das flores, estava um baú pequeno, com estrelas desenhadas. O coração das meninas bateu mais rápido. Estavam quase a descobrir o tesouro!
O tesouro e a nova missão
Sofia pegou no baú com cuidado. As quatro sentaram-se no chão, em círculo. Abriram o baú. Lá dentro encontraram um colar de contas coloridas, um carrinho de brinquedo, um livro pequenino de histórias e uma carta.
A carta dizia: “Parabéns! Vocês foram corajosas, inteligentes e amigas. Agora, o tesouro é vosso por um dia. Amanhã, escondam-no de novo, para outra aventura começar!”
As meninas sorriram. Sentiram-se felizes e orgulhosas. Decidiram brincar com os tesouros juntos, lendo o livrinho de histórias e inventando novas brincadeiras. Depois, pensaram em como poderiam esconder o baú noutro sítio, para que outras crianças da escola pudessem também sentir a alegria da descoberta.
— Vai ser divertido criar novas pistas! — disse Mariana.
— E podemos desenhar um novo mapa! — acrescentou Beatriz.
— Assim, todos podem ser aventureiros! — disse Sofia, rindo.
No final do dia, esconderam o baú de novo, com muito cuidado, debaixo de uma pedra junto ao lago dos patos. Fizeram um novo mapa, colorido e misterioso.
No dia seguinte, viram de longe um grupo de meninos a encontrar o mapa e a começar a aventura. As quatro amigas sorriram, sentindo-se contentes por terem partilhado o mistério e a alegria.
Bravo!