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Fantasia histórica 5 a 6 anos Leitura 8 min.

O Jardim das Promessas Cumpridas

Helena parte numa aventura para cumprir a promessa feita à avó, procurando três símbolos antigos que a testam com enigmas e encontros mágicos.

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Helena, adolescente de ~16 anos, rosto suave e cabelos loiros soltos, ajoelha-se para colocar um pequeno medalhão de prata na relva diante de uma estátua; à sua direita, uma coruja de olhos dourados pousa numa coluna coberta de musgo, e atrás dela ergue-se uma estátua de deusa em mármore branco; perto do medalhão repousa uma pena-pedra azul brilhante e um pequeno ramo de oliveira dourado meio enterrado; jardim de estátuas ao pôr do sol com colunas de mármore, relva, flores coloridas que parecem flutuar e céu laranja-rosado, luz quente rasante e sombras longas; momento mágico, calmo e respeitoso em que a jovem deposita três símbolos aos pés da estátua, composição centrada em Helena, cores vivas tipo tinta e contornos pretos nítidos. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Jardim de Estátuas

Num tempo muito antigo, quando as estrelas brilhavam mais perto da Terra e os deuses ainda caminhavam entre os homens, havia uma jovem chamada Helena. Ela vivia na cidade de mármore branco, cercada de colunas altas e jardins cheios de flores coloridas. Helena tinha cabelos dourados como o sol do meio-dia e olhos brilhantes como o céu depois da chuva.

Helena era conhecida pela sua bondade e coragem. Um dia, enquanto caminhava pelo jardim das estátuas antigas, ela lembrou-se de uma promessa que tinha feito à sua avó: reunir os três símbolos antigos da fidelidade. Diziam que quem encontrasse esses símbolos teria o coração sempre protegido pelos deuses e nunca esqueceria a beleza do passado.

Enquanto Helena tocava suavemente uma estátua de uma deusa com asas, ouviu um sussurro vindo do vento.

— Helena — chamou uma voz suave como o veludo da noite. — És tu que procuras os símbolos da fidelidade?

Helena olhou à sua volta, mas não viu ninguém. Então, percebeu que era a estátua que lhe falava! Os olhos de pedra pareciam brilhar de verdade.

— Sim, sou eu — respondeu Helena, sentindo o coração bater depressa. — Prometi à minha avó que os encontraria.

A estátua sorriu com delicadeza.

— O primeiro símbolo está escondido no Templo dos Ventos, além dos campos dourados. Mas deves ter coragem, pois o caminho é longo e cheio de surpresas.

Helena inspirou fundo. Sabia que não podia desistir. Pegou no seu manto azul, despediu-se das flores e começou a sua aventura.

Capítulo 2: O Templo dos Ventos

Helena caminhou durante horas, atravessando campos onde as papoilas dançavam ao vento e as borboletas brincavam com a luz do sol. O mundo parecia mágico, cheio de sons suaves e cheiros doces. Cada passo era acompanhado pelo canto distante de aves invisíveis.

Quando chegou ao Templo dos Ventos, ficou maravilhada. O templo era feito de pedras brancas que brilhavam como açúcar, e as colunas altas pareciam querer tocar o céu. O vento assobiava entre as paredes, contando histórias antigas.

— Olá? — chamou Helena, sentindo um friozinho na barriga.

De repente, uma pequena coruja de olhos dourados apareceu no topo de uma coluna.

— Olá, Helena! — piou a coruja com uma voz alegre. — Vieste buscar o primeiro símbolo?

Helena sorriu e acenou com a cabeça.

— Sim, preciso muito dele.

A coruja saltou para o chão, aproximando-se de Helena.

— Para encontrar o símbolo, tens de resolver o enigma do vento — explicou a coruja, batendo as asas.

Helena ouviu atentamente enquanto a coruja dizia:

“O que nunca se vê, mas todos sentem? Pode ser suave ou forte, mas nunca se segura.”

Helena pensou um pouco e depois respondeu:

— É o vento! Todos sentimos o vento, mas não podemos vê-lo nem segurá-lo.

A coruja bateu as asas de alegria.

— Muito bem, Helena! És sábia e fiel à tua promessa.

De trás de uma coluna, surgiu uma pequena pedra azul em forma de pena. Helena pegou nela com cuidado. Sentiu uma onda de alegria e coragem.

— Obrigada, corujinha! — disse Helena.

— Boa sorte na tua próxima aventura! — respondeu a coruja, voando de novo para o alto do templo.

Capítulo 3: O Vale das Lembranças

Com o primeiro símbolo guardado, Helena seguiu viagem. O sol começava a descer, pintando o céu de laranja e rosa. A jovem caminhou até chegar ao Vale das Lembranças, onde cresciam árvores antigas e riachos brilhavam como prata.

No centro do vale, uma fonte borbulhava suavemente. Helena ajoelhou-se e mergulhou as mãos na água fresca. De repente, ouviu uma voz doce, como uma canção antiga.

— Helena, procuras o segundo símbolo?

Desta vez, era uma jovem de vestido verde, com cabelos cor de cobre e olhos gentis. Parecia feita de folhas e luz.

— Sim, procuro — respondeu Helena, sorrindo.

A jovem acenou e mostrou-lhe um espelho de bronze.

— Para teres o símbolo, tens de olhar neste espelho e lembrar-te de um momento em que foste fiel a alguém.

Helena pensou na sua avó, nas histórias contadas ao luar e na promessa feita junto à lareira. Olhou para o espelho e viu o rosto da avó sorrindo, caloroso e gentil.

O espelho brilhou e, de dentro dele, apareceu um pequeno ramo de oliveira dourado.

— Este é o símbolo da memória fiel — explicou a jovem do vale. — Lembra-te sempre de quem amas, mesmo quando estiveres longe.

Helena pegou no ramo e agradeceu. Sentiu uma alegria tranquila crescer no peito.

— Obrigada, espírito do vale! Nunca esquecerei.

Capítulo 4: A Colina dos Ecos

Agora faltava apenas um símbolo. Helena caminhou até à colina mais alta, onde o vento cantava e as nuvens corriam pelo céu. No topo da colina, havia um círculo de pedras antigas cobertas de musgo.

Helena sentou-se no centro do círculo e fechou os olhos, ouvindo o som dos ecos. De repente, uma luz suave envolveu-a, e uma voz profunda, como o trovão ao longe, falou:

— Helena, por que procuras os símbolos?

Helena respondeu baixinho, mas com firmeza:

— Porque prometi à minha avó. Quero guardar a fidelidade no meu coração, para nunca esquecer quem sou e de onde venho.

A luz brilhou ainda mais e, diante dela, apareceu um pequeno medalhão de prata, com o desenho de duas mãos dadas.

— Este é o símbolo da promessa cumprida — disse a voz. — Quem é fiel à sua palavra é mais forte do que todos os ventos e mais brilhante do que todas as estrelas.

Helena pegou no medalhão e sentiu-se envolvida por uma paz profunda. As pedras à sua volta pareciam sorrir e o vento dançava à sua volta, como se a abençoasse.

Capítulo 5: O Regresso ao Jardim

Com os três símbolos juntos — a pena azul, o ramo de oliveira dourado e o medalhão de prata — Helena regressou ao jardim das estátuas. O sol já se punha e o céu estava cheio de cores suaves.

A estátua da deusa abriu os olhos de pedra e sorriu.

— Cumpriste a tua promessa, Helena. Guardaste a fidelidade no teu coração e trouxeste de volta a magia antiga.

Helena colocou os símbolos aos pés da estátua. Uma luz suave iluminou todo o jardim e, por um momento, todas as flores pareceram dançar.

— Obrigada, minha avó — sussurrou Helena, sentindo uma alegria tranquila e uma saudade doce.

A magia espalhou-se pelo vento, levando consigo a certeza de que a fidelidade é uma luz que nunca se apaga, mesmo quando o tempo passa e as histórias se tornam lembranças.

Helena sentou-se na relva, fechou os olhos e ouviu o canto do vento. Sentiu-se segura, feliz e em paz, sabendo que tinha cumprido a sua promessa. E, assim, o jardim das estátuas guardou para sempre o segredo da fidelidade, enquanto Helena se lembrava, com um sorriso, da grandeza do passado e da força tranquila da magia antiga.

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Mármore
Pedra lisa e brilhante usada em construções e estátuas.
Colunas
Pilares altos que seguram e embelezam edifícios.
Estátua
Figura esculpida em pedra que representa alguém ou algo.
Sussurro
Som suave de voz, falado bem baixinho.
Templo dos Ventos
Lugar antigo do cerita onde o vento canta entre pedras.
Coruja
Pássaro de olhos grandes que costuma voar à noite.
Enigma do vento
Uma pergunta difícil sobre o vento para a personagem resolver.
Papoilas
Flores vermelhas parecidas com pequenas tigelas delicadas.
Espelho de bronze
Objeto que reflete o rosto, feito de metal dourado escuro.
Ramo de oliveira dourado
Galho de árvore com folhas, aqui mostrado como objeto especial.
Medalhão de prata
Pequena peça redonda de prata usada como lembrança.
Musgo
Plantinha verde e macia que cobre pedras e troncos.
Borbulhava
Som e movimento da água quando faz bolhas.
Fidelidade
Qualidade de manter a palavra e ser leal aos outros.
Promessa
Palavra que se dá quando se diz que vai fazer algo.

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