Parte 1: O Lago Lisinho e o Menino Sapeca
Era uma vez um menino chamado Tomé. Tomé tinha 3 anos e adorava brincar. Um dia, Tomé caminhou até um lago muito liso. O lago era tão liso que parecia um espelho. Tomé olhou e disse: “Olá, lago lisinho!” E o lago não respondeu, mas Tomé viu o seu rosto sorrindo na água.
Tomé riu. “Olha, mamãe, tem outro Tomé aqui!” A mamãe sorriu também. “Esse é o seu reflexo, Tomé,” ela disse. Tomé riu mais ainda. “Oi, Tomé do lago! Eu sou o Tomé do lado de cá!”
Tomé quis tocar o outro Tomé, mas só fez cócegas na água. A água fez ondinhas pequenas, e o Tomé do lago ficou todo tremido. Tomé achou muito engraçado. “O Tomé do lago dança quando eu danço!” Ele pulou de um pé só e o Tomé do lago pulou também.
Tomé achou isso mágico. Ele resolveu mostrar para o pato. “Olha, pato! Tem outro Tomé no lago!” O pato nadou, fez QUÁ QUÁ, mas não entendeu. Tomé riu mais ainda.
Parte 2: Confusões no Lago Espelhado
Tomé viu uma folha cair na água. A folha fez um barquinho. “Mamãe, o lago gosta de barquinhos?” perguntou Tomé. “Gosta sim, Tomé,” disse a mamãe, “mas ele também gosta de ficar lisinho.”
Tomé resolveu soprar a folha. Soprou, soprou, soprou. A folha girou, girou, girou. “Opa! A folha ficou tonta!” disse Tomé. O reflexo do Tomé também ficou tonto. Tomé riu e fez careta. O Tomé do lago fez careta também. “Esse Tomé me copia o tempo todo!”
De repente, uma joaninha pousou na mão de Tomé. Tomé ficou quietinho. A joaninha andou, andou, andou, depois voou. Tomé olhou para o lago. “Mamãe, cadê a joaninha do lago?” perguntou Tomé. A mamãe sorriu. “A joaninha só aparece quando está bem pertinho, Tomé.”
Tomé resolveu ver se conseguia pegar o Tomé do lago. Ele esticou a mão, mas só tocou água gelada. “Ai, que gelada!” disse Tomé. O lago fez bolhinhas. “O Tomé do lago não gosta de cócegas,” disse Tomé, rindo.
Logo depois, um sapo apareceu. “Coá, coá!” disse o sapo. Tomé ficou olhando. “Mamãe, o sapo vai pular no lago lisinho?” A mamãe disse: “Vamos ver, Tomé.” O sapo pulou: SPLASH! O lago fez ondinhas. O Tomé do lago foi embora por um instante. Tomé ficou surpreso. “Mamãe, cadê o Tomé do lago?” perguntou, com os olhos bem abertos.
A mamãe sorriu e disse: “Espere só um pouquinho, Tomé.” As ondinhas foram ficando calminhas. O lago ficou lisinho de novo. E o Tomé do lago voltou. Tomé sorriu grande. “Ele voltou! Oi, Tomé do lago!”
Parte 3: O Coração Tranquilo e o Lago Calmo
O sol estava se pondo. O lago ficou dourado. Tomé bocejou. “Mamãe, o lago está com sono?” A mamãe apertou Tomé no colo. “Acho que sim, Tomé. Assim como você.”
Tomé ficou bem quietinho. Olhou o lago lisinho, olhou o céu ficando laranja. “O Tomé do lago vai dormir?” perguntou baixinho.
A mamãe disse: “Quando você fechar os olhos, o Tomé do lago também vai dormir.” Tomé riu baixinho. “Boa noite, Tomé do lago!” sussurrou. O lago ficou tão calmo, tão lisinho, que parecia abraçar Tomé com carinho.
Tomé sentiu o coração bater devagarzinho. Sentiu o vento levinho, a mão da mamãe quentinha. Sentiu o equilíbrio do lago, o equilíbrio do colo, o equilíbrio do coração.
O lago ficou silencioso. Tomé fechou os olhos devagar. O Tomé do lago fez o mesmo. Tudo ficou muito calmo, muito doce. Tomé sorriu, já quase dormindo.
E assim, com o coração quentinho e o lago bem lisinho, Tomé adormeceu tranquilo, sentindo que tudo estava em equilíbrio e em paz.