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História sobre as férias de verão 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O escorrego e a coragem de Luísa

Quatro amigas passam um dia no parque e na praia, onde uma história sobre um caranguejo ajuda Luísa a reconhecer e dizer seu medo antes de enfrentar um desafio no escorrego.

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Quatro crianças: Luísa, 5 anos, cabelos castanhos lisos até os ombros, vestido amarelo com bolinhas brancas, sentada na borda superior do grande escorregador metálico, mãos nos joelhos, olhar tímido e decidido; Sofia, 5 anos, cabelos loiros em rabo de cavalo, vestido vermelho às riscas, em pé logo atrás de Luísa à direita, segurando a mão dela e sorrindo de forma encorajadora; Clara, 5 anos, cabelos castanhos encaracolados, vestido azul claro, à esquerda no topo do escorregador, segurando uma pequena folha como bandeira, olhar alegre e reconfortante; Marta, 5 anos, cabelos pretos curtos, jardineira verde, em baixo do escorregador à direita, braços erguidos a aplaudir e oferecer um biscoito, rosto entusiasmado. Local: parque de praia ensolarado à beira-mar, areia dourada, árvores de folhas verdes com sombras suaves, escorregador metálico brilhante com escada de madeira, almofadas coloridas e pequena área de piquenique com toalha xadrez ao fundo, ondas calmas e céu azul pálido. Situação principal: cena de coragem — Luísa prestes a deslizar enquanto as amigas a apoiam e encorajam; atmosfera calorosa, cores pastel, expressões suaves, movimento sugerido por linhas curvas no escorregador e pequenos estrelas ou corações indicando emoção e alegria. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: Manhã de verão

Era manhã de verão. O sol entrava devagar pela janela. Quatro amigas vestiam vestidos coloridos. Todas tinham cinco anos. Havia a Luísa, calma como um lago. A Sofia, que ria alto. A Clara, que gostava de desenhar. E a Marta, que adorava pular corda.

Elas iam passar o dia no parque junto à praia. A areia cheirava a sal. O vento trazia pistas de salsinha e de mar. As crianças seguravam uma cesta com biscoitos e uma toalha grande. A Luísa caminhava devagar. Ela gostava de olhar as nuvens e escutar os passarinhos. As outras corriam, mas esperavam por ela. A paciência da Luísa fazia o grupo mais tranquilo.

Chegaram a um cantinho especial do parque. Havia uma sombra de árvores e um tapete com muitos almofadões coloridos. Alguém chamava aquele lugar de “o cantinho dos contos”. Havia livros com imagens grandes e macias almofadas que pareciam nuvens. As meninas se sentaram e encaixaram as pernas como quem se aconchega.

Parte 2: O contar de histórias

Uma senhora de voz doce sentou-se com um grande livro. Ela ajeitou os óculos e sorriu. “Hoje vamos ouvir uma história de praia”, disse ela. As meninas fecharam os olhos por um segundo. A voz da senhora fazia ondas suaves. A Luísa respirou fundo e sentiu o coração calmo. Às vezes ela tinha vontade de falar, mas guardava as palavras como conchas no bolso. A Sofia sussurrava para Clara o que via nas imagens. Marta batia palmas baixinho quando gostava.

A história falava de um caranguejo que era pequenino e curioso. Ele tinha medo do escuro. As meninas viram as ilustrações: o caranguejo encolhido, depois aprendendo a contar estrelas com um grilo amigo. A Luísa sentiu que o caranguejo parecia com ela. Ela também tinha medo de coisas novas, como subir a escada do escorrego alto. A senhora perguntava de vez em quando: “O que o caranguejo pode dizer quando fica com medo?” Sofia gritou: “Eu tenho medo!” Clara desenhou um sol no ar com o dedo. Marta ofereceu um biscoito imaginário.

A senhora sorriu e falou: “O caranguejo falou com palavras: ‘Estou com medo'.” A Luísa repetiu baixinho: “Estou com medo.” Não parecia feio. Parecia um mapa que mostrava onde ela estava. As amigas ouviram. Elas entenderam que dizer o que sentimos ajuda o outro a ajudar.

Parte 3: Brincadeira e desafio

Depois da história, as meninas correram para a areia. Construíram um castelo com uma torre e uma portinha pequena. A Luísa colocou dentro uma bandeirinha feita de folha. O mar batia distante, fazendo música. As pequenas correram até o escorrego que ficava perto das árvores. Era alto e brilhava ao sol. A Sofia desceu primeiro, rindo. Clara subiu devagar, olhando o céu. Marta subiu cantando e desceu em um pulo.

A Luísa ficou na base da escada. O escorrego parecia uma colina gigante. Seu estômago fez uma cócega. Ela queria muito descer, mas também sentia medo. Lembrou-se do caranguejo. Seu coração falou: “Estou com medo.” Ela respirou três vezes como a senhora os havia ensinado na hora da história. As amigas perceberam.

Sofia veio até ela e pegou sua mão. “Vamos juntas?”, perguntou. Clara tirou uma folha e fez uma bandeira. Marta trouxe dois biscoitos e ofereceu um. A Luísa sorriu. Ela usou uma palavra calma: “Eu tenho medo, mas quero tentar.” As amigas assentiram e a abraçaram.

Subiram devagar. A escada rangeu pouco, como se também estivesse contando segredos. Lá de cima, o mundo parecia maior. O sol fazia pontos dourados na areia. Luísa sentiu as mãos amigas, a respiração do vento e o cheirinho de biscoito. Contou até três e sentou-se no começo do escorrego. Fechou os olhos por um segundo. Deslizou.

Parte 4: A pequena vitória

A descida foi suave. Quando chegou lá embaixo, riu alto. A risada era como uma concha que guardava música. As amigas aplaudiram. Luísa levantou-se cheia de coragem. Não foi uma corrida rápida, nem um feito gigante. Foi uma pequena vitória. Ela tinha dito seu medo com palavras e recebeu ajuda. Sentiu-se mais leve.

Voltaram para o cantinho dos contos e colocaram as almofadas no chão. A senhora ofereceu outro livrinho, desta vez sobre um barco de papel que navega com vento e lágrimas secas. As meninas escutaram. A Luísa contou às amigas como tinha se sentido no alto do escorrego. Sofia disse que também já teve medo de escadas altas. Clara disse que desenharia o sol que tinha visto. Marta ofereceu o último biscoito.

O dia foi se despedindo. O sol ficou laranja e a brisa ficou mais fresca. As meninas deitaram sobre as almofadas e olharam o céu que parecia uma grande pintura. A Luísa sentiu seu peito quentinho. Ela sabia agora que as palavras ajudam a fazer o medo menor. E que os amigos ficam por perto, como sombras boas que não apertam, só seguram.

Antes de irem embora, cada uma escreveu com o dedo na areia uma palavra que sentia naquele momento. Luísa desenhou “coragem”. Sofia escreveu “alegria”. Clara desenhou “sol”. Marta escreveu “amiga”. As ondas vieram brincar na praia e apagaram os desenhos devagar. Não apagaram a sensação.

Na volta para casa, todas iam de mãos dadas. O dia tinha sido simples: ler uma história, brincar na areia, subir um escorrego. Mas cada gesto tinha uma lição. Aprenderam que é bom dizer as emoções com palavras. Aprenderam que a paciência e a amizade tornam as aventuras mais mansas. E Luísa sabia que, quando sentisse medo, podia falar e tentar de novo. Ela já tinha vencido uma pequena montanha. O verão parecia mais claro e o coração dela mais leve.

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Almofadas grandes e macias para sentar ou deitar.
Cantinho
Um lugar pequeno e acolhedor para ficar ou brincar.
Contos
Histórias curtas que alguém conta para divertir.
Ilustrações
Desenhos ou imagens que mostram partes da história.
Paciência
Esperar com calma sem ficar zangado ou apressado.
Portinha
Uma porta pequena dentro de algo, como de um castelo de areia.
Encolhido
Quando alguém fica todo enrolado, encolhendo o corpo.
Respiração
Ar que entra e sai do nariz para acalmar o corpo.
Cócega
Sensação de riso ou formigamento no corpo, como no estômago.
Bandeirinha
Uma pequena bandeira feita de papel ou folha para enfeitar.

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