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História de Agricultor e de Fazenda 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O dia maravilhoso de Clara na quinta

Clara, uma jovem agricultora, cuida dos animais e da horta num dia cheio de surpresas meteorológicas, aprendendo sobre trabalho em equipa e solidariedade com o vizinho António.

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Uma jovem mulher feliz e determinada, cabelos castanhos trançados e rosto arredondado, veste um vestido verde simples, botas amarelas de borracha e chapéu de palha, segura um balde azul e espalha palha junto a fileiras de hortaliças; um homem mais velho, vizinho António, cerca de 60 anos, sorridente, cabelo grisalho curto e barba rala, de jaqueta marrom e botas enlameadas, entrega um feixe de palha ao lado de um caminho de terra; a vaca Violeta, macia, branca com manchas castanhas, observa desde a entrada de um estábulo vermelho; uma cabra travessa pula numa poça, galinhas rufas ciscam em primeiro plano e um galo colorido empoleira-se numa cerca; numa quinta com canteiros recém-plantados, hangar vermelho, sebes verdes e céu cinzento com primeiras gotas de chuva e um arco-íris, a mulher e o homem colocam palha sobre as mudas sob chuva leve, com expressões alegres e atmosfera acolhedora. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Dia Começa na Quinta

O sol nascia devagarinho atrás das colinas, pintando o céu de laranja e amarelo. Clara já estava de pé. Ela era uma jovem agricultora, com mãos firmes e um sorriso tranquilo. Vestiu as suas botas de borracha, pôs o chapéu de palha e saiu de casa, sentindo o cheiro fresco da manhã.

No ar havia um perfume de terra molhada e erva cortada. Clara olhou para o céu e viu algumas nuvens. – Hoje talvez venha chuva – pensou, mas não se preocupou. Os agricultores sabem que a natureza tem o seu ritmo, e cada dia traz uma surpresa.

Clara caminhou até ao curral para ver os animais. Ovelhas, galinhas e vacas esperavam por ela. O galo, vaidoso, cantou bem alto. Clara sorriu e deu bom-dia a todos. – Bom dia, minhas amigas! – disse, rindo-se quando viu uma cabra saltitar de alegria no prado verde, tentando apanhar uma borboleta. O animal dava saltos engraçados, e Clara parou um instante para o ver brincar. Sentiu-se feliz por partilhar aqueles momentos simples com os seus animais.

Depois, pegou num balde azul e foi tratar das galinhas. Espalhou milho pelo chão. As galinhas correram, cacarejando, e começaram a bicar os grãos. – Comer bem dá ovos bons! – explicou Clara, falando com elas como se fossem suas amigas de infância.

No estábulo, Clara encheu o comedouro das vacas com feno fresco. Passou a mão pelo pelo macio da Violeta, a vaca mais velha. – Vais dar muito leite hoje, Violeta? – perguntou, ouvindo o mugido doce da vaca como resposta.

Capítulo 2: O Trabalho da Terra e a Surpresa

Quando os animais estavam alimentados, Clara foi cuidar da horta. No caminho, atravessou um carreiro de terra, ladeado por sebes verdes e cheias de flores pequenas. As abelhas trabalhavam sem parar, zumbindo de flor em flor. O vento fazia dançar as folhas das sebes, e Clara sentiu-se acompanhada pela natureza, como se tudo ali tivesse vida.

Na horta, Clara ajoelhou-se e mexeu na terra fofa. Plantou sementes de cenoura e de alface, cobriu-as com cuidado e regou com um regador verde. – Cresçam fortes, pequeninas! – disse baixinho. Os legumes precisavam de água, sol e carinho, e Clara sabia esperar. Os agricultores são pacientes: plantam hoje, colhem amanhã.

Trouxe uma cesta e colheu tomates vermelhos e pepinos frescos. Enquanto colhia, ouviu um barulho vindo do caminho das sebes. Era o seu vizinho, o senhor António, também agricultor. Ele vinha apressado, com a testa franzida.

– Clara, vi nuvens escuras a caminho. Parece que vai chover muito hoje! – avisou António.

Clara olhou para o céu. As nuvens estavam mesmo a chegar, mais rápidas do que ela esperava. – Obrigada, António! – respondeu, grata pela ajuda. – Vou cobrir as plantas novas com palha para protegê-las.

– Eu posso ajudar – ofereceu António, sorrindo.

Juntos correram pelo caminho das sebes, apanhando palha do celeiro e cobrindo os canteiros de legumes. A primeira gota de chuva caiu, fria e suave, no nariz de Clara. Ela olhou para António e riram-se os dois. Trabalhar em equipa era mais fácil e divertido.

Capítulo 3: A Chuva e a Solidariedade

A chuva começou a cair com força, batendo nos telhados, brilhando nas folhas das sebes e molhando as botas de Clara. Mesmo assim, ela não se deixou desanimar. Sabia que a chuva era importante para a terra e para os animais.

– Vamos para o estábulo! – gritou António, e correram juntos, rindo-se da chuva.

No abrigo, Clara olhou para fora e viu os campos a beberem a água da chuva. As vacas e ovelhas estavam abrigadas, as galinhas cacarejavam baixinho. Lá fora, a cabra que ela tinha visto no prado ainda pulava, agora feliz por saltitar nas poças de água. Clara não conseguiu evitar um sorriso largo. Era bonito ver os animais a brincar, mesmo com o tempo diferente.

António tirou o chapéu e sacudiu a água. – Os agricultores precisam uns dos outros, não é, Clara? – disse ele.

– É verdade – respondeu ela, sentindo-se reconfortada. – Quando ajudamos, tudo corre melhor.

Enquanto esperavam que a chuva passasse, Clara e António conversaram sobre as colheitas, partilharam histórias antigas e planearam juntos os próximos trabalhos. O barulho da chuva era como uma música tranquila.

Capítulo 4: Novas Maneiras de Ver os Desafios

A chuva abrandou. Clara saiu do estábulo e respirou fundo. O ar estava limpo e fresco. As plantas brilhavam, felizes. O arco-íris apareceu no céu, colorindo tudo à volta. Clara sentiu-se orgulhosa do seu trabalho.

No final do dia, recolheu ovos do galinheiro, verificou se todos os animais estavam abrigados e voltou a caminhar pelo caminho das sebes, agora com gotas de água a brilhar nas folhas. Pensou em tudo o que tinha feito: cuidar da terra, dos animais, receber a ajuda do amigo e enfrentar a surpresa da chuva.

Chegando à casa, Clara sentou-se um pouco na varanda, o olhar calmo e contente. – Cada dia na quinta é diferente – pensou. – Às vezes chove quando não esperamos, às vezes o sol brilha forte. Mas cada desafio é uma oportunidade para aprender, crescer e ajudar quem está ao nosso lado.

Antes de ir dormir, Clara espreitou pela janela. A lua brilhava sobre os campos. Sentiu-se agradecida por fazer parte daquele mundo vivo, cheio de trabalho, surpresas e alegrias. Sabia que, como agricultora, ajudava a alimentar as pessoas e a cuidar da natureza – e isso fazia-a sentir-se muito especial.

Assim, Clara adormeceu, sonhando com uma quinta cheia de vida, sorrisos e amigos prontos a ajudar, mesmo quando o tempo mudava de repente. Porque, para os agricultores, cada novo dia é um começo cheio de esperança.

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Curral
Lugar onde se guardam os animais da quinta, como vacas e ovelhas.
Galo
Ave que canta de manhã para anunciar o novo dia.
Cacarejando
Som que as galinhas fazem quando comem ou conversam.
Carreiro
Pequeno caminho de terra por onde se anda na quinta.
Sebes
Conjunto de arbustos que fazem uma cerca verde.
Abelhas
Insetos que voam de flor em flor e fazem mel.
Regador
Recipiente com bico para dar água às plantas.
Canteiros
Pequenos espaços da horta onde se plantam legumes.
Palha
Material seco, feito de plantas, usado para cobrir chão ou proteger plantas.
Celeiro
Edifício da quinta para guardar feno, palha e ferramentas.
Abrigo
Lugar onde nos protegemos da chuva ou do frio.
Arco-íris
Cores no céu que aparecem depois da chuva quando há sol.
Comedouro
Recipiente onde se põe comida para os animais.
Feno
Plantas secas que se dão de comer às vacas e aos cavalos.
Colheitas
Ato de apanhar os legumes e frutos quando já estão prontos.

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