O Ratmalin era um ratinho esperto, com bigodes que faziam cócegas no ar. Ele morava num bosque calmo, numa toca macia, com cheiro de pão.
Numa manhã, ele achou uma panela bem redonda no caminho. A panela brilhava ao sol e fazia “plim” quando ele tocava. O Ratmalin sorriu. “Isto vai dar jogo”, disse.
Ele pôs a panela na cabeça, como um chapéu. Plim! A panela desceu até aos olhos. “Oh! Vejo nada!”, disse ele, a rir. Ele deu dois passinhos e… pum! Bateu de leve num monte fofo de folhas. As folhas voaram: fuu! E caíram na sua cauda: plic plic.
O Pato apareceu a andar, com passos de pata: ploc ploc. “Que é isso?”, disse o Pato.
“É o meu chapéu-panela”, respondeu o Ratmalin.
O Pato riu. “Quá-quá! Tens cara de sopa!”
A Vaca veio a mastigar: nham nham. “Muu! Posso ver?”
O Ratmalin tirou a panela e ofereceu. A Vaca pôs a panela na cabeça. Plim! A panela ficou presa entre as orelhas. “Muu… estou muito chique”, disse ela, a piscar devagar.
O Gato chegou de mansinho, com patas de veludo. “Miau. Quero um chapéu também”, disse.
O Ratmalin olhou em volta. Viu um balde pequeno, um cesto e uma tampa. “Vamos fazer um desfile!”, disse ele.
O Pato pegou no balde. Ploc! O balde virou ao contrário e ficou como um capacete. A Vaca ficou com a panela. O Gato pôs a tampa e fez “clac” ao bater com a pata. O Ratmalin escolheu o cesto. O cesto tinha um buraco e os bigodes saíram para fora. “Olhem os meus bigodes!”, disse ele. Todos riram, bem alto e bem doce.
Eles andaram pelo bosque: plim, ploc, clac! O Esquilo aplaudiu: “Pá-pá-pá!” O Coelho saltou e disse: “Que desfile tão giro!”
Depois, sentaram-se na relva e beberam água fresca. O Ratmalin guardou a panela num cantinho, só para brincar mais tarde. O bosque ficou tranquilo, com risos no ar.
\nMoral: Quando se brinca junto e com carinho, tudo fica mais leve e feliz.