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História de desafio impossível 5 a 6 anos Leitura 5 min.

O desafio das marionetas trapalhonas

Tomás adora marionetas e enfrenta o Desafio Impossível de pôr todas as bonecas de pé, de mãos dadas, usando criatividade, timing e a ajuda dos amigos.

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Um menino de 6 anos, alegre e concentrado, cabelo castanho desgrenhado, veste camiseta amarela e jeans; no centro de uma pequena sala de teatro de fantoches com cortinas vermelhas, chão de madeira e luz quente de projetor, ele segura uma grande corda e puxa suavemente para manter o equilíbrio enquanto várias marionetes coloridas — Sr. Bigode com pernas de mola, Dona Rosinha de vestido rosa e um Coelho branco brilhante — formam uma cadeia de mãos, ligeiramente instável mas estável; atrás dele, Gustavo, também cerca de 6 anos, loiro e rindo, segura uma marioneta, e à margem do palco a diretora Dona Zélia, cerca de 40 anos com cabelo grisalho preso e vestido florido, aplaude maravilhada. reportar um problema com esta imagem

Primeira Parte: O Desafio das Marionetas Malucas

No meio de uma sala cheia de cortinas coloridas, cordas penduradas e bonecos engraçados, estava o Tomás, um menino robusto de seis anos, com bochechas redondas e olhos brilhantes de curiosidade. Tomás adorava marionetas mais do que tudo. Aliás, ele era conhecido como o “Rei dos Fios”, porque conseguia mexer qualquer boneco com jeitinho e muito riso.

Certo dia, Dona Zélia, a diretora da sala de marionetas, apareceu com um grande anúncio:

— Hoje temos o Desafio Impossível! Quem conseguir pôr TODAS as marionetas de pé, de mãos dadas, sem deixar NENHUMA cair, vai ganhar um lanche mágico!

Toda a criançada ficou de boca aberta. Eram mais de vinte marionetas, cada uma com suas pernas tortas, braços compridos e cabeças desengonçadas. Alguns bonecos estavam com as cordas trocadas, outros nem ficavam em pé sem cair de costas.

— Isso é impossível! — cochichou o Gustavo, tapando a boca para não rir.

Mas Tomás olhou para o relógio de parede, que fazia “tic-tac” como um coração apressado, e sorriu. Ele adorava desafios e tinha um sentido de tempo tão certinho que até a Dona Zélia dizia que ele era um relógio disfarçado de menino.

Segunda Parte: Ideias Malucas e Quedas Divertidas

Tomás começou a examinar as marionetas. Uma delas, o Senhor Bigode, tinha pernas de mola e adorava saltar sem querer. Outra, a Madame Rosinha, tinha um vestido tão rodado que, se rodasse muito, caía de bunda no chão.

Ele tentou fazer uma fila de bonecos, mas, de repente, o Senhor Bigode pulou para frente, empurrando a Madame Rosinha, que girou, girou e… BUM! Caiu em cima do Coelho Pirilampo, que soltou um “piu” engraçado.

Tomás riu tanto que quase caiu também. Mas não desistiu.

— Se não dá de um jeito, damos de outro! — disse ele, piscando o olho para o relógio, como se combinassem um segredo.

Foi então que teve uma ideia brilhante:

— E se as marionetas se ajudarem umas às outras?

Ele amarrou, com muito cuidado, os dedinhos do Senhor Bigode nos dedinhos da Madame Rosinha. Assim, se um caísse, o outro segurava. Depois, ligou a mão do Coelho Pirilampo ao braço do Pirata Careca, que estava com cara de sono.

Quando tudo parecia bem, a fila começou a balançar como uma centopeia desengonçada. O Tomás, com seu timing perfeito, segurou a corda principal no exato momento em que a Madame Rosinha ameaçava tombar para trás.

— Timing perfeito! — riu ele, fazendo pose de maestro.

Terceira Parte: O Lanche Mágico e a Descoberta

A sala encheu-se de risadas. As crianças começaram a ajudar, cada uma segurando uma marioneta, tentando fazer com que ficassem de pé juntas. O Tomás coordenava tudo, como um diretor de orquestra:

— Agora! Segura o Senhor Bigode!

— Pirata Careca, fica firme!

— Madame Rosinha, rodopia devagar!

O desafio impossível ficou cada vez mais engraçado. A cada tentativa, surgia um tropeço, uma marioneta que fazia careta, outra que parecia querer dançar. Mas, de tanto tentarem juntos, de tanto rirem das quedas e dos tropeços, as marionetas começaram a se equilibrar.

No último segundo, quando o relógio fez “cucú!”, todas as marionetas estavam de pé, de mãos dadas, parecendo uma família muito maluca, mas muito feliz.

Dona Zélia aplaudiu com entusiasmo.

— Conseguiram! Até o relógio ficou com inveja do vosso timing!

Todos ganharam um lanche mágico: bolachas em forma de marioneta, sumo de arco-íris e um pirulito que mudava de cor.

Tomás olhou para a fila de bonecos e para os amigos.

— Viu como juntos conseguimos até o impossível? — disse ele, com um sorriso aberto.

Quarta Parte: Página Virada, Sorrisos Guardados

Quando tudo acabou e as crianças foram embora, Tomás ficou um instante a olhar para as marionetas, agora sentadinhas e sorridentes. Ele deu um “tchau” especial ao Senhor Bigode, que respondeu com uma piscadela, como se dissesse:

— Missão cumprida, campeão!

Tomás sentiu o coração leve e feliz. Sabia que, com humor, amizade e um bocadinho de imaginação, até os desafios mais impossíveis viram brincadeira.

Naquela noite, ao fechar os olhos, Tomás não pensou nos tropeços nem nas quedas. Só pensou nas gargalhadas e na alegria de trabalhar em equipa. E, assim, virou a página do dia com um sorriso, pronto para o próximo desafio impossível — que, com amigos e um pouco de maluquice, nunca é tão impossível assim.

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Marionetas
Bonecos que se movem com cordas puxadas por alguém.
Cordas
Fios fortes usados para segurar e mover as marionetas.
Diretora
Pessoa que manda e organiza a sala ou atividade.
Anúncio:
Mensagem dita em voz alta para contar algo importante.
Desafio Impossível!
Prova muito difícil que parece que não se consegue fazer.
Lanche mágico!
Comida gostosa dada como prêmio, que parece especial.
Dedinhos
Pequenos dedos das mãos, usados para segurar com cuidado.
Centopeia
Bicho com muitas pernas; aqui é comparado ao movimento comprido.
Timing
Momento certo de fazer algo para dar certo.
Orquestra:
Grupo de músicos; aqui é comparado a quem dirige a equipa.
Arco-íris
Cores no céu em forma de meia-lua depois da chuva.
Pirulito
Doce preso num palito, que se chupa.
Tropeços
Quando alguém quase cai por bater o pé em algo.

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