Carregando...
História engraçada sobre os amigos 7 a 8 anos Leitura 16 min.

O comboio do gelo e a missão do pinguim Pompom

Quatro amigos transformam uma ida ao rinque de patinagem numa missão divertida e cuidadosa para encontrar a mascote perdida, aprendendo a seguir regras suaves e a ajudar-se uns aos outros.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Quatro meninos de cerca de 8 anos formam um pequeno comboio numa pista de patinagem interior: no centro, um rapaz de cabelo castanho despenteado com um gorro vermelho grande segura um pinguim de pelúcia azul contra o peito; à esquerda do centro, um loiro de cabelos curtos e sorriso largo usa patins e segura ligeiramente o ombro do seguinte; à direita em terceira posição, um rapaz de cabelos pretos e óculos redondos segura a mão do que vem atrás e aponta para uma pilha de patins de plástico laranja à direita; fechando a fila, um ruivo com expressão maliciosa faz um pequeno "quá" com a boca, ligeiramente inclinado para trás. A pista é iluminada, gelo brilhante com reflexos azuis e brancos, barreiras de madeira vermelho e branco, guirlandas de luzes amarelas, um grande cartaz com flocos de neve ao fundo e um balcão de aluguer de patins laranja à direita; atmosfera calorosa, expressões alegres, gestos atentos, luz suave nos rostos, composição centrada, cores vivas e traços arredondados no estilo rubber hose. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O gelo que faz “shhh”

O rinque de patinagem da cidade só aparecia no inverno, como um bolo de aniversário que alguém guardava no congelador e dizia: “Agora sim!” À volta, havia luzes coloridas, música baixinha e o cheiro de chocolate quente a tentar convencer toda a gente a sorrir.

O Tomás, que tinha quase 8 anos e uma curiosidade que parecia ter rodas, entrou a saltitar, mas parou antes da porta.

Inspirou. Expirou. Bem devagar, como se estivesse a encher um balão invisível dentro do peito.

O Rui, quase 8 também, já com os patins na mão, arregalou os olhos. “Tomás… estás a treinar para ser peixe?”

O Tomás riu. “Estou a treinar para não cair logo nos primeiros dez segundos.”

O Miguel, que dizia que sabia tudo sobre tudo (mas às vezes não sabia onde tinha posto as luvas), perguntou: “Isso funciona?”

“Funciona para eu lembrar-me de fazer outra coisa,” disse o Tomás, muito sério, como se estivesse a anunciar uma descoberta científica. “Em vez de correr para o gelo, eu respiro… e proponho um plano.”

O João, o mais calmo do grupo, quase 8 e com um gorro enorme que parecia um cogumelo, levantou o dedo. “Plano?”

O Tomás juntou os quatro, como se fossem uma equipa secreta. “Regras do rinque. São simples. Mas nós vamos fazer uma coisa diferente: vamos seguir as regras… de um jeito divertido. Regras suaves.”

“Regras suaves?” repetiu o Rui, a rir. “Tipo… regras fofinhas?”

“Tipo regras que ajudam,” explicou o João, sempre com voz de quem arruma pensamentos em caixinhas. “Sem estragar a brincadeira.”

O Miguel apontou para um cartaz. “Olhem! ‘Patinar no sentido indicado.' ‘Não empurrar.' ‘Cuidado com os mais pequenos.' Fácil.”

O Tomás respirou outra vez, como se desse corda à coragem. “E mais uma regra: se alguém cair, a gente ajuda. Sem pressa. Sem gargalhadas maldosas. Mas gargalhadas… pode haver. Desde que sejam amigas.”

“Gargalhadas amigas eu sei fazer!” disse o Rui. “Tenho um diploma.”

Eles calçaram os patins. O gelo brilhava. Fazia um som de “shhh” quando alguém passava. O Tomás deu o primeiro passo. O gelo respondeu: “shhh”.

O Tomás respondeu: “Ai.”

Não caiu. Só abanou os braços como se estivesse a tentar voar.

“Está tudo bem?” perguntou o João.

“Está,” disse o Tomás, com os olhos bem abertos. “O gelo só me contou uma piada.”

“Qual?” perguntou o Miguel.

“O gelo disse: ‘Se escorregares, eu finjo que não vi.'”

Os quatro entraram no rinque em fila, com a elegância de pinguins a aprender ballet. E, por um momento, parecia que o mundo inteiro era só luzes, risos e o “shhh” do gelo a aplaudir baixinho.

Capítulo 2: A ideia do comboio… e do “patinho”

No meio do rinque, havia setas desenhadas a mostrar o sentido certo. O Tomás apontou para elas, muito responsável.

“Vamos no sentido das setas. Regras suaves, lembram-se? Assim ninguém se choca.”

O Rui fez um cumprimento exagerado. “Sim, capitão Setinha!”

O Miguel, que adorava inventar nomes, disse: “Então vamos fazer um comboio. Um atrás do outro. E quando alguém disser ‘patinho', toda a gente faz um ‘quá'.”

O João piscou os olhos. “Isso está nas regras?”

O Tomás pensou dois segundos, respirou e concluiu: “Não está… mas também não está proibido. Desde que não atrapalhe.”

“Regras suaves!” gritaram os quatro, ao mesmo tempo, e logo se riram, porque falar em coro no gelo dava vontade de cair só pela emoção.

Formaram o comboio: João na frente, porque era o mais estável; Tomás a seguir, porque era o cérebro do plano; Miguel em terceiro, porque queria narrar a aventura; Rui no fim, porque dizia que era “o vagão do riso”.

“Todos prontos?” perguntou o João.

“Prontos!” disse o Tomás.

“Prontos!” disse o Miguel.

“Prontos e quase a cair!” disse o Rui, e fez um “quá” muito baixo, só para aquecer.

Eles patinavam devagar, com cuidado. Às vezes o comboio esticava, às vezes encolhia. O Tomás ia lembrando: “Espaço. Olhos abertos. Respira.”

O Miguel começou a narrar, como se fosse um locutor: “Eis o lendário Comboio do Gelo, que viaja pela terra do ‘shhh', procurando… chocolate quente.”

O Rui interrompeu: “E procurando… uma máquina que faça cócegas nos patins!”

O Tomás riu e quase perdeu o equilíbrio. “Sem cócegas nos patins, Rui!”

“Ok, ok… cócegas suaves,” respondeu o Rui, muito inocente.

Eles passaram por uma menina pequenina que patinava devagar com um capacete cor-de-rosa. O João abrandou.

O Tomás disse baixinho: “Boa. Regras suaves. A gente respeita o ritmo dela.”

O Miguel sussurrou: “Comboio em modo tartaruga.”

O Rui tentou sussurrar também, mas saiu alto: “QUÁ!”

A menina olhou para trás. Depois riu. “Vocês são patos?”

O Tomás respondeu rápido: “Somos um comboio. Mas às vezes fazemos ‘quá' para não nos esquecermos de… ficar juntos.”

A menina achou aquilo tão engraçado que fez um “quá” também. E o capacete cor-de-rosa brilhou como se aprovasse a ideia.

“Viram?” disse o João. “Dá para ser divertido e cuidadoso.”

Só que, nesse instante, uma coisa inesperada aconteceu: o altifalante do rinque fez um “piiii” e a música parou. O “shhh” do gelo ficou mais alto, como se o rinque prendesse a respiração.

Uma senhora do staff, com um colete refletor, falou ao microfone: “Atenção, patinadores! Perdemos a nossa mascote. O Pinguim Pompom. Se alguém vir um pinguim de peluche com cachecol azul, avisem, por favor.”

O Rui arregalou os olhos. “Um pinguim perdido num rinque? Isto é como… procurar um floco de neve dentro de uma montanha de neve!”

O Miguel já estava em modo detetive. “Calma. Eu tenho um plano.”

O Tomás respirou, e desta vez o ar saiu como um “puf” decidido. “Eu também. Mas primeiro… seguimos as regras suaves. Não vamos correr. Não vamos atrapalhar. E vamos ajudar.”

O João assentiu. “Procuramos em equipa. E se alguém precisar de passar, abrimos espaço.”

O Rui levantou a mão como se estivesse na escola. “E se encontrarmos, posso fazer um ‘quá' de vitória?”

“Pode,” disseram os três.

E o comboio virou… equipa de busca. A mais engraçada do rinque.

Capítulo 3: Missão Pinguim Pompom

Eles dividiram o rinque em zonas, como se fosse um mapa secreto. O Miguel apontou para os cantos. “Eu vou ali. O Rui vai ali. O João fica a ver perto da saída. E o Tomás… coordena.”

O Rui fez uma vénia. “Sim, chefe Coordenador Respirador.”

O Tomás riu. “Sem dramatismos, por favor. Só… atenção.”

Eles patinavam devagar, olhando por baixo dos bancos, perto das barreiras, atrás de um cartaz que dizia “Patine com alegria”. O Rui olhou para o cartaz e sussurrou: “Eu já estou a patinar com alegria. Só falta o pinguim patinar com a gente.”

O Miguel aproximou-se de uma pilha de cones laranja usados para aulas. “Pinguim Pompom? Estás aí a fazer de cone?”

O João, junto à saída, viu um menino mais pequeno com um cachecol azul… mas era o cachecol do menino. O João sorriu e só disse: “Olá. Continua, campeão.” E abriu espaço para ele passar, porque regras suaves também eram isso: ver os outros primeiro.

O Tomás, no centro, fazia sinais com as mãos, como se fosse maestro de uma orquestra em patins. “Devagar. Olhos atentos. E se alguém cair, a gente ajuda. Sem pressa.”

Nesse momento, o Rui viu um vulto azul por trás de uma caixa de patins de aluguer.

“Eu vi! Eu vi!” gritou ele, tão alto que quase assustou o próprio eco.

O Tomás levantou as mãos. “Rui, suavidade!”

O Rui baixou o volume, mas não conseguiu baixar o entusiasmo. “Desculpa. Eu vi um cachecol azul a espreitar!”

Os quatro juntaram-se, patinando com cuidado. No caminho, um senhor quase tropeçou. O Tomás esticou o braço e ajudou-o a equilibrar-se.

“Obrigado, miúdo,” disse o senhor, aliviado.

O Tomás sorriu. “Regras suaves.”

Chegaram à caixa. E lá estava… um pinguim de peluche com um cachecol azul, meio enfiado entre as botas, como se tivesse decidido fazer uma sesta dentro de uma caverna de borracha.

O Miguel cochichou: “Ele estava a camuflar-se.”

O João disse: “Ou estava com frio nos pés.”

O Rui aproximou-se com muito cuidado, como se o pinguim pudesse fugir a patinar. Pegou no peluche com as duas mãos e falou com voz doce: “Pinguim Pompom… estás salvo.”

O Tomás respirou, aliviado. “Boa. Agora a parte importante: devolvemos sem confusão.”

Eles patinaram até à senhora do colete refletor. Pelo caminho, o Rui queria fazer o ‘quá' de vitória, mas o João levantou um dedo. “Lembra-te: há gente a patinar. Não vamos distrair.”

O Rui mordeu o lábio, segurou o riso… e fez um “quá” minúsculo, do tamanho de uma migalha. “Quá.”

A senhora ficou tão feliz que até pareceu que o colete brilhava mais. “Encontraram o Pompom! Muito obrigada!”

O Miguel, orgulhoso, disse: “Foi trabalho de equipa. E de… patinhos.”

A senhora riu. “Bem, patinhos ou não, vocês foram muito responsáveis.”

O Tomás inclinou a cabeça. “A gente tentou seguir as regras. Mas… com alegria.”

“Isso é perfeito,” respondeu ela. “As regras existem para toda a gente se divertir em segurança.”

O Rui olhou para o pinguim. “Ele pode patinar connosco mais um bocadinho? Prometo que ele não vai fugir.”

A senhora pensou e disse: “Pode, mas uma regra suave: o Pompom vai no centro do vosso comboio, para não cair.”

O João abriu um sorriso. “Aprovado.”

E o comboio voltou a existir. Agora com um passageiro muito fofo e muito calado, mas claramente contente.

Capítulo 4: A foto que ficou com cheiro a riso

Com o Pinguim Pompom no meio, o comboio ficou mais lento. E isso foi bom. O Tomás notou que, quando patinavam devagar, conseguiam ver mais coisas: as luzes refletidas no gelo, os risos das crianças, a música que tinha voltado e fazia o rinque parecer um carrossel sem cavalos.

O Miguel disse, em tom de narrador: “O Comboio do Gelo transporta agora um pinguim importante. Carga frágil: fofura.”

O Rui olhou para o peluche e sussurrou: “Se ele falar, eu desmaio.”

O João respondeu: “Ele já fala. Fala com… silêncio.”

O Rui fez um ar confuso. “Silêncio fala?”

O Tomás deu uma gargalhada curta. “Às vezes fala, sim. Tipo quando a gente fica quieto e só ouve o ‘shhh' do gelo.”

Eles deram mais uma volta. Depois outra. Sem pressa. Sem empurrões. A cada curva, o Tomás lembrava: “Espaço. Cuidado. Respira.”

E o Rui repetia, como se fosse um refrão: “Espaço, cuidado… e ‘quá'!”

“‘Quá' não é obrigatório,” disse o João.

“Mas é recomendável,” respondeu o Rui, e os quatro riram com aquele riso que aquece a barriga.

A senhora do colete aproximou-se. “Meninos, queriam uma foto com o Pompom? Para lembrar a missão?”

O Miguel quase saltou, mas lembrou-se de que estava em patins e decidiu só brilhar por dentro. “Sim!”

Foram até a uma parede com um desenho de flocos de neve gigantes. O staff deu-lhes o Pompom. O João ficou de um lado, seguro. O Tomás no meio, segurando o pinguim. O Miguel do outro lado, fazendo pose de detetive. E o Rui… tentou fazer uma pose séria, falhou, e acabou com uma cara de quem está a segurar uma gargalhada dentro da boca.

“Um, dois, três…” disse a senhora.

O Rui não aguentou. Bem baixinho, para não atrapalhar ninguém, soltou o seu “quá” mais feliz.

A foto saiu no momento exato em que todos estavam a rir.

Depois, eles devolveram o Pompom com cuidado. A senhora agradeceu outra vez e disse: “Hoje vocês mostraram uma coisa importante: dá para brincar e respeitar ao mesmo tempo.”

O Tomás respirou fundo, como no início, mas agora parecia que o peito estava cheio de calma. “Regras suaves,” disse ele.

O João completou: “Regras que protegem a diversão.”

O Miguel acrescentou: “E que deixam espaço para patos.”

O Rui levantou a mão, como se fosse juramento. “Eu prometo: vou usar o meu ‘quá' com responsabilidade.”

Eles saíram do gelo devagar, sentaram-se a calçar os ténis e beberam chocolate quente. O rinque continuou lá fora, cheio de “shhh”, mas dentro deles ficou uma lembrança quentinha: a missão do pinguim, o comboio, as gargalhadas amigas.

O Tomás olhou para a foto no telemóvel da senhora, que ela tinha enviado aos pais. Os quatro, o Pompom e um riso enorme.

“Olhem para nós,” disse o Tomás. “Parece que a gente patinou… dentro de uma piada.”

O Rui sorriu, mais calmo agora. “E a piada não escorregou.”

Eles bateram as mãos, uma a uma, com cuidado para não entornar o chocolate. E, quando se levantaram para ir embora, o João disse baixinho: “A melhor parte foi que fizemos tudo juntos.”

O Tomás concordou. “E amanhã… a gente volta. Mas primeiro…” Respirou. Expirou. “Planeamos. Com regras suaves.”

“E com ‘quá',” acrescentou o Rui, num sussurro tão pequeno que parecia um floco de neve a rir.

E assim, com a foto guardada e o coração leve, os quatro amigos saíram do rinque como quem leva no bolso um pedaço de inverno… e um monte de risos partilhados.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Rinque
Lugar onde se patina sobre gelo, com uma pista lisa para andar.
Patinagem
A ação de deslizar sobre gelo usando patins nos pés.
Congelador
Máquina ou lugar que deixa as coisas muito frias, como um grande frigorífico.
Altifalante
Aparelho que amplia a voz ou a música para toda a gente ouvir.
Mascote
Boneco ou animal que representa um grupo e que faz companhia.
Peluche
Brinquedo macio feito de tecido, como um boneco de pelúcia.
Cachecol
Peça de tecido que se usa no pescoço para aquecer.
Colete refletor
Peça de roupa com partes que brilham para as pessoas verem melhor.
Staff
Pessoas que trabalham num lugar para ajudar e organizar.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias engraçadas sobre os amigos para 7 a 8 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.