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História engraçada sobre os amigos 5 a 6 anos Leitura 8 min.

O clube das grandes missões no ateliê da vovó Rosa

Lili, Tico e Nina, amigos inventores do Clube dos Grandes Desafios, embarcam em aventuras no ateliê da vovó Rosa, enfrentando missões divertidas como encontrar um botão que ri e capturar uma linha saltitante, sempre juntos e cheios de risadas.

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Uma menina de 6 anos, Lili, com longos cabelos cacheados e óculos redondos, sorri alegremente segurando um botão azul com bolinhas amarelas. Ela usa um vestido colorido com estampas de flores e meias diferentes. Ao lado dela, Tico, um menino de 6 anos com cabelos castanhos bagunçados e um chapéu de jornal, ri enquanto tenta pegar uma linha vermelha que está escapando. Nina, uma menina de 6 anos com tranças e óculos em forma de coração, está sentada no chão, cercada por retalhos de tecido, rindo após escorregar. O local é um ateliê de costura iluminado, com paredes amarelas pastel, prateleiras cheias de carretéis de linha colorida e tecidos variados pendurados do teto. No centro, uma grande mesa de madeira está coberta de botões, tesouras e papéis coloridos. A cena principal mostra Lili, Tico e Nina em uma divertida caça ao botão, rindo e correndo em meio a uma bagunça alegre, cercados por fios e tecidos, criando uma atmosfera de festa e amizade. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Atelier de Missão

Num cantinho colorido com paredes cheias de tecidos pendurados, linhas bem enroladinhas e muitos botões brilhantes, vivia a pequena Lili. Lili tinha só cinco anos, mas já era muito inventadora. Seu lugar preferido era o ateliê de costura da vovó Rosa, onde tudo parecia um arco-íris de ideias.

Lili não estava sozinha nas suas aventuras: sempre ao seu lado estavam Tico, um menino com óculos redondos e um chapéu de jornal torto, e Nina, que ria até fazer soluço e adorava usar meias de bolinhas diferentes em cada pé. Eles eram seus melhores amigos e faziam parte do Clube dos Grandes Desafios, mesmo sendo todos bem pequenos.

Todos os dias, quando o sol brilhava pela janela e a vovó Rosa saía para tomar chá com as vizinhas, Lili pedia licença à vovó, que sorria e dizia: "Cuidado com as linhas enroladas, minha flor!" Assim que a vovó saía, o grupo se reunia em volta da mesinha azul e Lili puxava sua caixa de lápis de cor. Ela desenhava as “cartas de missão”, cartões mágicos que inventavam desafios, tesouros ou receitas secretas.

Certa manhã, Lili escreveu: “Missão do Dia: Encontrar o Botão Perdido que Ria Alto!” Nina arregalou os olhos. Tico se ajeitou na cadeira, chapéu quase caindo. Eles estavam prontos para mais um desafio.

Capítulo 2 – O Mistério do Botão Risonho

— Como a gente vai saber se um botão ri? — perguntou Tico, ajustando o chapéu todo torto.

— Fácil! — disse Nina, balançando as meias. — A gente escuta!

Começaram a procurar entre as caixinhas de botões. Lili abriu a gaveta dos botões pequeninos, Tico mexeu na caixa das linhas e Nina... bem, Nina acabou derrubando uma pilha de retalhos que caiu como um cobertor gigante sobre todos.

— Socorro! O monstro dos tecidos me pegou! — riu Tico, pulando debaixo do pano.

O ateliê virou uma festa: eles procuravam com cuidado, mas acabavam se enrolando em novelos de lã, usando elásticos de cabelo como pulseiras e colando fita métrica na testa como faixa de super-herói. Até que, de repente, ouviram: “HIHIHIHI!” Ecoou baixinho, bem perto da cesta de retalhos.

— Ouviram isso? — sussurrou Lili, olhos arregalados.

— Foi o botão! — gritou Nina, mas, ao correr, escorregou num novelo de lã e caiu sentada, esparramando todos os botões pelo chão.

Tico começou a rir. Lili riu também. Logo, todos estavam rindo tão alto quanto o botão. No meio da confusão, Lili achou um botão azul com pintinhas amarelas. Quando apertaram, ele fazia “HIHIHIHI!”. Era o botão risonho da missão!

— Achei! — disse Lili com orgulho, e todos bateram palmas.

Capítulo 3 – A Confusão das Linhas Saltitantes

Agora era a vez de Tico escolher uma carta de missão. Ele desenhou um novelo de lã com pernas e escreveu: “Missão do Dia: Pegar a Linha Saltitante antes que ela costure tudo de pernas para o ar!”

Todos olharam para os novelos. De repente, um fio vermelho pulou da cesta e saiu correndo pelo ateliê! Parecia até que tinha vida própria — dava saltos, fazia curvas, enrolava nas pernas das cadeiras.

— Prendam a linha saltitante! — gritou Nina, correndo atrás, mas a linha deu a volta na cadeira e Nina foi atrás, rodopiando até quase ficar tonta.

Lili tentou pegar com uma colher de pau, Tico tentou com uma tesoura (sem ponta, claro), e Nina tentou com as duas mãos, mas só conseguiu se enrolar ainda mais.

No fim, os três ficaram presos uns nos outros, cheios de linha vermelha dos pés à cabeça. Pareciam um grande novelo humano! Eles riram tanto que caiu até uma lágrima de alegria do olho de Lili.

— Acho que agora somos parte da missão! — disse Tico, piscando por trás das linhas.

Depois de muitas tentativas e truques engenhosos, Lili resolveu pedir ajuda ao vento. Ela abriu a janela e o vento soprou forte, levando a linha para o alto, onde ela caiu certinha de volta na cesta, enroladinha.

— Vento amigo também faz parte do clube! — comemorou Nina.

Capítulo 4 – O Grande Jogo dos Botões e Retalhos

Nina quis inventar a última missão. Desenhou um tabuleiro cheio de quadrados coloridos e escreveu: “Missão Final: Jogo dos Botões e Retalhos: todo mundo joga, todo mundo vence!”

Eles começaram a montar o tabuleiro no chão, usando retalhos de várias cores para as casas e botões para as peças. As regras eram simples: em cada casa, uma risada ou um desafio bobo, como “imite um pato”, “faça uma careta” ou “cantarole a marcha dos novelos”.

Tico tirou “imite um pato” e pulou quack-quack com um botão no nariz. Nina fez a marcha dos novelos rodopiando como um pião e caiu de bunda no tapete, arrancando mais gargalhadas. Lili teve que inventar uma rima com “carretel” e “pastel”, e todos acharam tão engraçado que quiseram repetir a rima.

No fim do jogo, todos tinham colecionado mais gargalhadas do que botões. Lili, Tico e Nina se olharam, o cabelo meio bagunçado, as roupas cheias de retalhos grudados, mas com sorrisos do tamanho do ateliê.

— Somos um time de verdade — disse Lili, abraçando os amigos.

— De verdade mesmo! — respondeu Tico, segurando o botão risonho.

Nina olhou para os dois e, baixinho, disse: — Ainda bem que a gente se ajuda. Assim, tudo fica mais divertido.

O ateliê, agora todo colorido com pedaços de tecido e linhas espalhadas, parecia sorrir junto com eles. A vovó Rosa chegou de mansinho e viu a bagunça. Em vez de bronca, sorriu, pegou uma xícara de chá e se sentou perto deles.

— Quem quer um biscoito de botão? — perguntou ela, mostrando biscoitos redondos e perfurados.

Os três correram para junto da vovó. Entre um biscoito, um abraço e muitas risadas, sentiram o coração quentinho. O clube tinha cumprido todas as missões, mas a maior de todas nem estava nas cartas: era a alegria de serem amigos, de partilhar gargalhadas e de resolver juntos até as missões mais enroladas.

E assim, enquanto o sol se despedia e a vovó Rosa contava histórias, Lili olhou para os amigos e pensou: “Com eles, o mundo inteiro cabe dentro do ateliê.” O dia terminava devagarinho, com sorrisos, sussurros e o calor da amizade, pronto para novas missões no amanhã.

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Atelier
Um lugar onde se faz trabalho manual, como costura ou artesanato.
Inventadora
Pessoa que cria coisas novas ou tem muitas ideias criativas.
Desafios
Situações ou tarefas que exigem esforço ou habilidade para serem superadas.
Mágicos
Coisas que parecem ter poderes especiais e que podem fazer coisas incríveis.
Elegantes
Algo que é bonito, bem arrumado e com bom gosto.
Desenhou
Forma do verbo desenhar, que significa criar imagens ou figuras com lápis ou caneta.

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