— Oi, Zico! — diz Nino, pulando na grama.
— Oi, Nino! — ri Zico, com um chapéu torto.
— Oi, Tico! — sussurra Nino, abraçando o amigo baixinho.
Os três meninos olham para o céu. Tem um castelo de nuvem.
— Quem vai salvar o castelo? — pergunta Tico, coçando o nariz.
— Eu posso! — diz Nino, apontando um dedo.
— Eu também! — diz Zico, bocejando.
— Eu quero dormir — sorri Tico, deitando no chão.
Nino fecha os olhos.
— Varinha mágica, pula-pula! — diz ele.
Nada acontece.
Zico bate palmas.
— Varinha, faz cócegas! — ri ele.
Nada acontece.
Tico ronca baixinho.
De repente, uma rã aparece.
— Croac! — diz a rã.
— Você é mágica? — pergunta Nino.
— Croac-croac! — responde a rã, pulando no chapéu de Zico.
Zico ri.
— Agora eu sou o rei rã!
Nino bate palmas.
— Rei rã, salva o castelo!
Zico faz careta.
— Eu só sei pular!
Tico acorda e sorri.
— Pula, rei rã, pula!
Os três pulam juntos.
O castelo de nuvem balança.
— Olha, o castelo sorri! — grita Nino.
A rã pula no colo de Tico.
— Croac! — diz ela, feliz.
Todos riem.
— Salvamos o castelo! — dizem juntos.
Zico boceja.
— Agora, hora da soneca mágica!
Tico deita, Nino abraça, Zico fecha os olhos.
A rã dorme também.
O castelo de nuvem sopra beijinhos de vento.
E todos dormem, felizes e mágicos.