Parte 1: O Plano de Sofia
Sofia acordou com uma ideia saltitante na cabeça. “Hoje vou fazer um cantinho calmo para mim e para os meus amigos!”, falou baixinho para o travesseiro, sorrindo. Ela correu até à sala, com o cabelo despenteado e o pijama ainda meio torto.
No tapete, estavam os seus amigos: o Ursinho Tomás, a Coelha Rita e o pato de peluche Zeca. Todos pareciam prontos para a aventura, mesmo que não soubessem qual era.
“Vamos fazer um cantinho calmo! Um sítio só nosso, onde podemos rir, conversar e descansar!”, anunciou Sofia, com a voz cheia de entusiasmo.
O Ursinho Tomás bateu palmas. “Sim, sim! Eu quero um cantinho calmo!”
A Coelha Rita saltitou de alegria. “Com almofadas fofinhas?”
O pato Zeca bateu as asas de peluche: “E com muitos abraços!”
Sofia acenou com a cabeça. “Sim! Mas primeiro, precisamos encontrar o lugar perfeito.”
Todos olharam à volta. O sofá parecia bom, mas já estava cheio de mantas. A mesa era muito dura. O tapete parecia macio. Sofia deitou-se no tapete. “Aqui! Este é o nosso sítio!”
O Ursinho Tomás rebolou até ao lado dela. A Coelha Rita fez cambalhotas. O pato Zeca tentou sentar-se, mas escorregou e caiu de costas, fazendo todos rir.
Parte 2: Preparativos e Risadas
Sofia levantou-se com energia. “Agora precisamos de almofadas!” Ela correu até ao quarto e trouxe três almofadas grandes. “Uma para mim, uma para o Tomás, uma para a Rita… E o Zeca pode ficar na minha!”
Todos se ajeitaram nas almofadas. Mas a Coelha Rita queria mais conforto. “E se fizermos uma tenda?”, perguntou.
Sofia gostou da ideia. “Boa! Vamos buscar lençóis!”
Trouxeram um lençol amarelo e tentaram pô-lo sobre as cadeiras para fazer uma tenda. O lençol escorregava de um lado, caía do outro. Sofia tentava segurar de um lado, o Tomás do outro, mas a cadeira fugia. A Coelha Rita ficou presa debaixo do lençol e gritou: “Socorro, virei fantasma!”
Todos riram tanto que o lençol caiu completamente. O pato Zeca ficou debaixo do lençol, com a ponta do bico a aparecer. Sofia espreitou e disse: “Olha, um pato escondido!”
Eles tentaram de novo, desta vez com mais calma. Sofia segurou o lençol, Tomás arrastou as cadeiras devagar, a Rita ajudou com as patinhas de peluche. O pato Zeca só olhava, a bater palmas com as asas.
Finalmente, conseguiram! A tenda ficou torta, mas estava feita. Sofia entrou primeiro, depois Tomás, depois Rita e, por fim, o Zeca, que teve de se espremer porque a entrada era pequena.
Lá dentro, estava escuro e aconchegante. Mas de repente ouviram: “Ai! Alguém sentou-se na minha orelha!” Era a Coelha Rita, a rir-se, porque o Tomás se tinha sentado em cima dela sem querer.
“Desculpa!”, disse o Tomás, muito envergonhado.
Sofia riu-se. “Aqui dentro é tão apertadinho que vamos ficar todos colados!”
Parte 3: O Cantinho Calmo
Quando tudo ficou mais calmo, Sofia respirou fundo. “Agora é hora do silêncio”, disse, mas logo a seguir todos começaram a rir outra vez.
“Silêncio de risos!”, disse a Coelha Rita, e todos fizeram “shhhh”, mas ninguém conseguia parar de rir.
Sofia tentou outra vez. “Vamos fechar os olhos e ouvir o que se passa cá dentro.” Todos fecharam os olhos. O pato Zeca fez “quá quá” baixinho. A Coelha Rita suspirou. O Tomás ressonou um bocadinho.
Sofia abriu um olho e espreitou. “Tomás, estás a dormir?”
Tomás acordou e sorriu. “Só um bocadinho…”
De repente, ouviram um barulhinho: “Croc croc!” Era a barriga da Sofia. Todos olharam para ela.
“Ups! Acho que o nosso cantinho calmo precisa de um lanche!”, disse Sofia com um sorriso.
Saíram todos da tenda, ainda a rir. Sofia trouxe bolachas e sumo. Sentaram-se todos juntos, muito juntinhos, a partilhar o lanche.
Depois do lanche, voltaram para dentro da tenda. Agora estavam mais calmos, com as barrigas cheias e os corações felizes.
Sofia olhou para os seus amigos e disse baixinho: “Gosto muito de vocês.”
O Ursinho Tomás deu-lhe um abraço. A Coelha Rita aninhou-se ao seu lado. O pato Zeca encostou-se à Sofia, com um “quá quá” suave.
Ficaram ali, abraçados, no seu cantinho calmo, a ouvir o silêncio cheio de amizade. E, assim, o dia foi ficando mais devagar, mais tranquilo, com sorrisos e abraços quentinhos, até tudo ficar bem, bem calminho.